Pragmático QB

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terça-feira, 8 de março de 2016

Braga 3 vs FC Porto 1 - 06.03.2016 - Liga Portuguesa

Quando a Pedreira nos cai em cima.

O jogo de ontem foi o 60º entre as duas equipas em partidas disputadas entre o 1º de Maio e a Pedreira e o Porto depois da derrota de ontem, soma a 13ª derrota, a que junta 13 empates e 34 vitórias. A viagem a Braga é tradicionalmente complicada embora tivéssemos conseguido 5 vitórias nas 5 últimas deslocações, tendo averbado a penúltima derrota em 2009, num jogo em que perdemos por 1-0, curiosamente com um golo de Alan e numa época em que ficamos em 3º lugar, a 3 pontos do 2º classificado Braga. Para se ter um pouco mais de noção da dimensão da vitória do Braga, será oportuno dizer que o Porto já não perdia em Braga por mais que um golo, desde o dia 10 de Setembro de 1978, ou seja, à quase 38 anos.


Peseiro desta vez optou pela versão Champions do Porto, retirou um extremo e colocou André naquela missão híbrida entre miolo e colado à linha. Honestamente, e embora Corona no seu actual momento e Marega não sejam as melhores opções do mundo, André a fazer de falso extremo não é uma solução que me agrade, principalmente quando o adversário é inferior, e quer se queira quer não, este Braga é inferior ao maior do mundo. Onze inicial à parte, o Porto tem uma grande entrada no jogo, encostando o Braga à sua baliza, e fazendo 25/30 minutos de grande nível, altura em Xistra "entra em campo" e equilibra um jogo até aqui desequilibrado. O jogo fica partido, muito mais emocionante, com ataques rápidos de ambas as equipas. A 2ª parte foi mais equilibrada, com algum ascendente do Braga em muitos momentos por isso não foi surpresa ver Hassan a marcar o primeiro golo, mas foi inesperada a forma como o fez, já que aquele falhanço do Marcano não lembra ao diabo. O Porto demorou a reagir mas conseguiu fazê-lo, muito por culpa de Brahimi que quis sempre pegar no jogo e na bola, cruzando para Herrera que podia e deveria ter feito melhor, num lance em que felizmente Maxi nunca perdeu a noção do tempo e do espaço. Empate alcançado mas que durou apenas 3 minutos, o Porto não consegue matar o jogo a meio campo e uma cavalgada do Djavan permite a Rafa encostar para o 2º golo. O Porto nesta altura perde completamente o controlo do jogo e de si mesmo, Indi é expulso numa falta escusada, Casillas sai da baliza de forma completamente extemporânea, Alan marca com classe e põe um ponto final num jogo que a partir da primeira meia hora, deu a ideia de nos estar a fugir.

Num jogo em que o Porto tinha de trabalhar e correr muito para contrariar o 4-4-2 muito bem oleado de Paulo "Karma" Fonseca, não fomos capazes de o fazer e caímos com estrondo na Pedreira. Escacar pedra deveria ter sido o lema para bater a abater este Braga moldado à imagem de um treinador que assumiu recentemente ter passado a pior fase da carreira no Dragão. Xistra ajudou, Marcano ajudou, Casillas ajudou, muitos factores contribuíram para uma exibição que acabou bem pior do que começou. O Adeus ao campeonato pode não ter começado em Braga mas fica claro que depois da 11ª derrota da época, pouco mais há a fazer do que esperar sentado por um milagre que muito provavelmente nunca irá chegar.

O dérbi da 2ª circular não sendo decisivo, decidiu muita coisa. Decidiu por exemplo que o Sporting (ainda) não tem o chamado estofo de campeão, decidiu dar razão a Jesus quando diz que "isto não é como começa mas sim como acaba", sendo o Benfica o maior exemplo disso, decidiu também que podes ter os melhores jogadores do mundo mas quando te falta o jogador sorte, ou o mijo, ou o caga, esquece lá os esquemas tácticos e os melhores treinadores do mundo. Jesus tem uma flash-interview do mais ridículo que vi nos últimos meses, ridicularizando um adversário que lhe tinha acabado de ganhar em sua própria casa. Honestamente, o mais difícil para o Benfica está feito, porque alcançado o 1º lugar, a puta da onda vermelha levará à frente qualquer tipo de dúvidas de quem será o campeão.


Maxi - O MVP da partida. O talento é muito mas a raça é inexcedível. Maxi foi um dos que mais empurrou a equipa para a frente, ao ponto de ter aparecido mais que uma vez em zonas de finalização para marcar o único golo da equipa.
Herrera - Grande jogo do box-to-box mexicano. Grande inicio de jogo, embora se fosse afundando juntamente com a equipa, ainda assim foi das poucas coisas positivas que aconteceram ontem em Braga.
Danilo - Danilo a jogar assim, não aguentará muito mais tempo, Dá tudo o que tem em cada jogo, e tem sido o jogador mais regular da equipa esta época.
Brahimi - O mágico argelino deu-se sempre ao jogo e nunca deixou de procurar a bola. Fica sempre a ideia que embeleza demasiado as jogadas mas apesar disso, foi o único a conseguir desequilibrar individualmente. Faz o cruzamento para o golo numa nada habitual trivela.
Inicio de jogo - Um grande inicio de jogo que não dava a entender o final de jogo sofrível pelo que passamos. Não marcamos no nosso melhor período e depois pusemos a jeito para a hecatombe que foi a 2º parte.


Marcano - Um central que fez uma grande época de estreia mas que vem cometendo erros grosseiros a uma velocidade desesperante nesta 2ª época. Ontem em Braga meteu mais uma vez nojo, num lance em que não era difícil ter feito melhor. Mais uma mancha numa época manchada.
Casillas - Só ele sabe o que lhe terá passado por aquele cérebro pequenino, no lance do 3º golo. Tal como Marcano, foi mais uma mancha numa época manchada com muitos erros e poucas virtudes.
Peseiro - O nosso Mister não terá tido o melhor jogo a mexer na equipa. Aboubakar por Suk, num jogo em que o coreano estava a ser dos melhores foi uma decisão muito questionável. Deixar jogar André tanto tempo claramente condicionado pelo amarelo precoce, também não me pareceu muito acertado. Peseiro foi reactivo quando se esperaria que fosse activo.
Xistra - O Xistrema voltou. Não tendo erros grosseiros durante todo o jogo, conseguiu arbitrar sempre de forma manhosa, habilidosa e extremamente condicionadora para o Porto. Uma diferença de critério gritante na mostragem de amarelos foi o inicio de uma arbitragem que seguiu sempre o mesmo caminho. Quando vemos Jesus a usar a abusar da respectiva área do seu banco, expulsar Peseiro daquela forma foi só mais uma acha para a fogueira.




inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].
inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].

terça-feira, 19 de maio de 2015

Belenenses 1 vs FC Porto 1 - 17.05.2015 - Liga Portuguesa












E quando o golo da tranquilidade não chega?

Rio Ave - Porto, 1-3, 3º golo do Porto chega aos 83 minutos por Hernâni, numa altura em que o Rio Ave tinha reduzido pouco tempo antes e procurava o empate; Setúbal - Porto, 0-2, 2º golo do Porto marcado por Jackson nos descontos; Porto - Gil Vicente, 2-0, 2º golo do Porto marcado por Jackson aos 86 minutos. Depois do jogo da Luz, esta é a história das 3 vitórias que antecedem o jogo de Belém, 3 jogos em que o golo da tranquilidade chega muito perto do final da partida. A série vitoriosa foi interrompida por um golo aos 85 minutos por um jogador, que segundo se consta e ironia do destino, é vermelho desde pequenino.

É certo que as possibilidades de conquista do campeonato eram reduzidissimas, mas num jogo em que era imperativo ganhar fosse de que maneira fosse, para pelo menos manter o suspense até à ultima jornada, sermos brindados com seguramente uma das piores exibições de que há memória, é de provocar sentimentos de revolta ao mais calmo dos Portistas. Pessoalmente e embora não o tivesse dito em voz alta, já tinha atirado a toalha ao chão mas nunca pensei que o knock out chegasse desta forma. Fomos uma equipa descrente, amorfa, adormecida, lenta, apagada, preguiçosa, pusilâmine, tímida, medrosa, insegura e todo outro qualquer sinónimo que reflicta a forma como encaramos este jogo. Tinha escrito horas antes do jogo - "A haver campeão hoje, que seja porque os nossos rivais ganharam o jogo deles e não porque não fomos capaz de ganhar o nosso" - foi um triste desabafo.

Benfas e Porto tem uma forma muito própria de jogar e de encarar cada jogo. O Benfas entra em campo em modo histérico e desenfreado, como se o mundo fosse acabar caso não marquem 3 golos na primeira meia hora, já o Porto entra no modo esplanada, pede um prato de tremoços e outro de amendoins e umas minis e de vez em quando e caso isso não cause muito incómodo e transtorno ao adversário, tenta chegar à baliza contrária para quem sabe, marcar um golito. Caso consiga marcar, pede mais um pratinho de moelas e um fino e quando acaba, tenta novamente marcar. Foi quase sempre assim ao longo da época e foi assim em Belém.

Os jogadores do Porto não sabiam que o campeonato nacional poderia ficar decidido naquela tarde de domingo, é uma das tristes conclusões a que chego, porque caso o soubessem não acredito que tivessem entrado em campo daquela forma. A equipa entrou no estilo férias, a correr pouquinho, a jogar pouquinho e com pouquinha vontade de ganhar. Muita posse de bola e pouca objectividade. O Belenenses não se importava em não ter bola mas sempre que a recuperavam, desatavam todos a correr em direcção à baliza portista. Um atraso suicida de Quaresma para Hélton e 3/4 contra-ataques perigosos e venenosos da equipa de Belém, puseram a equipa em sentido. Herrera primeiro, depois de uma grande jogada e passe de Óliver, e Jackson depois de um passe de Brahimi ameaçaram mas a grande oportunidade de golo surgiu por Sturgeon que remata ao lado já depois de ter passado o Hélton. O Porto acaba por marcar em cima do intervalo pelo inevitável Jackson depois de um grande cruzamento do Alex Sandro.

A segunda parte começa com uma grande jogada de Quaresma e Óliver, que quase dava em auto-golo de Gonçalo Brandão. Fiquei com a ideia que o Porto regressou com 9 jogadores porque Alex Sandro e Brahimi vieram do balneário completamente desconcentrados e desligados do jogo, falhando uma quantidade criminosa de passes. O jogo entrou numa fase surreal, o Belenenses não se preocupava muito em marcar e o Porto estava contente com a goleada de um golo. Não foi surpresa que o empate tivesse chegado aos 85 minutos, numa jogada em que a defesa portista ficou como eu, a ver jogar. O Jackson ainda teve oportunidade de bisar e adiar a festa vermelha mas estava escrito que o Porto mais uma vez não iria ser feliz a sul do Mondego. Título de campeão nacional entregue e embora não tivéssemos feito o embrulho, ficamos encarregues do laço.


Foi tudo demasiado mau, não consigo individualizar.


Foi tudo demasiado mau, não consigo individualizar.

No final do jogo, ainda a quente escrevi o seguinte:

"Hoje, no dia em que vejo o rival directo ser bicampeão 30 anos depois, sinto-me sentimentalmente baralhado. Feliz por num dia de grande azia, ter o discernimento e frieza de não vir para uma qualquer rede social disparar em tudo o que é azul e branco, insultando jogadores, treinador e dirigentes. Hoje não sou menos portista do que era ontem, mas sou certamente menos portista do que amanhã. Fui, sou e serei sempre portista nas vitórias, mas ainda mais nas derrotas. Lopetegui é o meu treinador, é um homem em quem eu confio para devolver a glória ao meu clube, é um portista que sente mais o clube que alguns adeptos que só se lembram de vestir o manto sagrado nos momentos felizes. Lopetegui hoje estava cansado, derrotado, agastado. Sentiu que perdeu a luta para o rival porque sente o clube. Mas não podemos negar que a equipa hoje não foi Porto e empatamos um jogo que merecíamos ter perdido.
Ao contrário do que faço sempre nas épocas em que o meu Porto não é campeão, não consigo dar os parabéns ao vencedor. O Porto falhou em momentos chaves, o nosso rival também o fez mas infelizmente teve aquele empurrão (‪#‎colinho) que lhes permitiu fazer a 2ª metade da época em cima de uma boa almofada pontual."

Hoje, 2 dias passaram e não mudo uma virgula.










segunda-feira, 27 de abril de 2015

Benfica 0 vs FC Porto 0 - 26.04.2015 - Liga Portuguesa












Adeus e até para o ano.

Meus amigos, desengane-se quem pensa que Lopetegui sairá no final de Maio, depois de uma época onde tudo aponta para que não ganhemos merda nenhuma. Lopetegui foi contratado para 3 anos e acredito que, não só os cumpra, como provavelmente os prolongue. Há um projecto, há uma ideologia de jogo nas quais eu acredito, não cegamente como o outro, mas honestamente. Como portista é doloroso passar mais uma época sem ganhar nada, mas ficam os indícios de um futuro ganhador. Talvez ele não se lembre, mas em Outubro/Novembro do ano passado, confidenciei a um bom amigo vermelho - sim, também os tenho - que aceitaria e compreenderia que o Porto não fosse campeão esta época, porque depois do que tinha visto este ano, acreditava piamente que seriamos campeões nos próximos 2/3 anos. Hoje mantenho essa ideia. Lopetegui cometeu muitas falhas durante toda a época, e hoje mesmo não deixou de as cometer, mas há algo que me pareceu óbvio durante o decorrer deste ano desportivo, o basco aprende com os erros e essa mesma aprendizagem que quero ver em prática nos próximos longos anos.

Não fosse a cena entre Lopetegui e Jesus no final do jogo animar a coisa e poder-se-ia dizer que a partida começada às 17 horas, não teria sido um Benfica - Porto. Semana pré-jogo tranquila, conferências de imprensa relaxadas, clássico meiguinho, ingredientes que resultaram num empate com sabor a vitória para vermelhos, e altamente penalizador para azuis e brancos. Campeonato praticamente entregue a 4 jornadas do fim. Resta ao Futebol Clube do Porto honrar a linda camisola que veste ganhando todos os desafios até ao fim, esperando que algo parecido com o momento K92Lvin volte a acontecer... duas vezes.

Hoje, o nosso Mister surpreendeu com o onze inicial. Talvez ainda abalado pela violação de Munique, optou pelo povoar do meio-campo. Não mudando o habitual 4-3-3, mudou as peças que desempenhariam o papel no habitual esquema de jogo. Quaresma, Herrera e principalmente Fabiano, começaram surpreendentemente - ou não - no banco, entrando Evandro, Rúben e Hélton para os seus lugares. Evandro entraria para o lugar de Óliver, empurrando o espanhol para a ala. A ideia seria preencher o miolo do terreno com gente que sabe tratar a bola, deixando Jackson e Brahimi entregues às missões ofensivas. Lopetegui deu a entender que esperava um Benfas forte desde o inicio da época e precaveu-se. O Jesus foi mais pragmático, o empate era um excelente resultado por isso jogou declaradamente para o ponto, com sucesso. 

O jogo foi muito disputado, quase nunca bem jogado, com muita parra e pouco uva. O Porto dominou praticamente toda a primeira parte porque tinha mais jogadores no meio campo. Aquele ataque desenfreado à baliza de Hélton não aconteceu como supostamente Lopetegui terá previsto e a equipa ficou algo partida, tinha muita gente a defender para deixou Jackson entregue aos leões. A primeira ocasião de golo chega pelos pés do inevitável Jackson que depois de um cruzamento de Danilo, remata da marca de pénalti por cima da barra. Foi a primeira e única situação de golo durante TODA a primeira parte. Muito pouco, principalmente porque como portista esperava um ataque à bomba à baliza de Júlio César.

A segunda parte foi mais equilibrada. Lopetegui deixou o Rúben no banco e fez entrar Herrera e pensei eu que seria o mexicano a jogar na ala, passando Óliver para o meio, aproveitando assim as "piscinas" do Hector. Afinal tudo se manteve tudo igual, mesmo quando algum tempo depois entrou Quaresma para o lugar de Brahimi. A pureza do 4-3-3 só voltou em pleno com a entrada de Hernâni para o lugar de Evandro. Uma coisa que me fui apercebendo não só na primeira parte, como até à entrada de Hernâni, foi que a equipa não percebeu que não tinha nenhum extremo nas 2 alas. Tentou vários passes para uma zona onde não estava ninguém, porque o ex-Vitória e Quaresma estavam no banco e Brahimi não é o tipo de jogador que finte para a linha porque a sua tendência é sempre vir para dentro. Embora o Porto precisasse de ganhar, primeiro, e pensar em fazê-lo por 2 golos de diferença, depois, o jogo acabou tal como tinha começado, meiguinho.



Casemiro - O melhor em campo. Foi aquele lutador e gladiador que nos tem vindo a habituar nos últimos meses. Espero muito sinceramente que o Porto exerça a opção de compra sobre o brasileiro porque me parece um jogador fulcral para o esquema de Lopetegui. O melhor elogio que lhe posso fazer hoje, foi que secou Jonas, o melhor marcador do Benfas esta época.
Jackson - Um jogo de muita entrega, muita luta, muito suor mas algo ingrato. Jogou praticamente os noventa minutos muito sozinho na frente. Teve a melhor oportunidade de golo, ainda na primeira parte, mas para além disso, só me lembro de outro remate de cabeça.
Hélton - Fiquei dividido quando soube que seria o capitão o dono da baliza portista. Disse-o durante esta semana, que embora Fabiano não fosse o único culpado da tragédia de Munique, parecia-me claro que ficou sempre a ideia de que poderia ter feito mais nos 6 golos sofridos. Lopetegui optou pela mudança de guarda-redes e não o podemos criticar por isso. Embora o Capitão não tivesse tido muito trabalho, aquela tranquilidade que ele transmite em tudo o que faz, para o resto da equipa, é sempre salutar.



Lopetegui - Com o onze inicial apresentado na Luz, procurou antecipar algo que não se veio a confirmar. Falhou nas escolhas e tentou corrigir ao longo da partida mas ficou sempre a sensação, que mexesse na equipa da forma que mexesse, o resultado não se iria alterar. Talvez a maior critica que faça ao jogo de Lopetegui não só neste jogo mas durante toda a época, é a falta do Plano B.
Plano B - Sou suspeito para falar porque gosto do "chuveirinho" quando a situação assim o impõe. O Porto de Lopetegui não tem Plano B. Ponto. Quando está a perder ou empatado é incapaz do chuto para a frente, de meter 2 avançados na área, de fazer algo que de certa forma, contrarie e se diferencie daquele jogo de passe e posse, imagem de marca do basco. Infelizmente torna-se um futebol algo previsível para o adversário. A forma como a equipa hoje termina o jogo a fazer troca de bola entre os defesas é sintomático disso mesmo.
Brahimi - Quem és tu que tem jogado com a camisola do Brahimi? Brahimi viajou para a CAN e nunca mais voltou. As equipas adversárias já toparam o argelino à totil, mas o argelino ainda não topou como deve jogar. Enrola, mastiga, deita fora, roda, embrulha, rodopia e quando dá por ela, repara que andou em círculos num raio de 2 metros. 
Quaresma - Entrou aos 56, viu amarelo aos 59 minutos, o que dá a ideia de que se tem começado o jogo de inicio, não o iria acabar. Não deu aquele abanão e desequilibro que seria preciso a partir do momento em que entrou em campo.










segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Maritimo 1 vs FC Porto 0 - 25.01.2015 - Liga Portuguesa


Na ausência de Capela, houve Gallo.

Há um facto que não deixa duvidas a nenhum Portista, nem mesmo ao mais distraído, jogar na Madeira é, como se diz no Norte do País, fodido. A história diz-nos que a contar para a Liga Portuguesa, o Porto em 35 confrontos nos Barreiros, ganhou 17, ou seja, somente 50% dos jogos. Se juntarmos a isto o facto de terem sido violados a semana passada às mãos do Benfas num jogo onde tiveram uma intensidade quase nula e uma conferência de imprensa de antevisão onde Leonel Pontes "prometeu" um Marítimo muito mais agressivo, podíamos facilmente deduzir que teríamos uma batalha muito difícil de travar.

Perdemos por culpa própria, ponto. Ontem na Madeira não houve Machado mas houve Capela e só o mais maldoso dos portistas é que poderá atribuir a responsabilidade a outro factor que não seja o jogo fraco que fizemos. Depois da epopeia que foi o jogo em Braga, previa-se um jogo nos mesmos moldes, um Porto a deixar tudo em campo desde o inicio, na procura do único resultado que nos interessava, a vitória. Puro engano, o Porto entrou lento, foi "tenrinho" e deixou que a equipa do Marítimo que, ferida no seu orgulho, fez um jogo pragmático, agressivo e condizente com as poucas armas que tem. 3 remates contra 21 do Porto, 2 cantos contra 10, 35% de posse de bola contra 65%, se estatísticas ganhassem jogos, ontem tínhamos goleado. Infelizmente para o Porto, melhores números não marcam golos e este ano a falta de eficácia já nos custou mais de uma dezena de pontos. Ontem cedo percebemos que poderíamos ficar a noite toda a rematar à baliza de Salin, que não iríamos marcar um único golo.

Depois do jogo de ontem, fica a sensação amarga do adeus a mais um campeonato. Embora seja o "campeonato do colinho", nós não fizemos o nosso trabalho. É preciso ganhar sempre, mesmo quando os jogos não correm bem, mesmo quando existe uma notória desinspiração geral da equipa, como foi o caso de ontem. Resta-nos fazer um resto de campeonato responsável e condizente com a grandiosidade de clube e esperar que o milagre da perda de pontos aconteça para os lados de Carnide.







Óliver - Óliver, Óliver, sempre Óliver. O jogador de 20 anos tem sido praticamente sempre um dos melhores da equipa semana após semana. Ontem foi não só o mais esclarecido dos médios mas de toda a equipa. Para mim foi o melhor do Porto por tudo o que faz ou tenta fazer em campo.

Quaresma - Bom jogo. Esteve em quase todos os lances perigosos do equipa. Do lado esquerdo ou direito, foi dos que mais desequilibrou através das suas fintas ou cruzamentos.

Jackson -  Jogou bem mas muito recuado e isso fez com que não aparecesse nas zonas de finalização e terminasse o jogo sem remates. Lutou muito.






Casemiro -  Não foi o trinco que o Porto precisava. O facto de ter chegado atrasado no lance do golo foi só mais uma situação negativa para o brasileiro. Recuou para central a meio da 2ª parte numa altura em que o Porto arriscou tudo.

Indi - Um dos jogos mais fracos desde que aterrou na Invicta. Falhou um golo escandaloso já dentro da pequena área.

Tello - Fez uma boa 2ª parte onde criou alguns desequilíbrios no corredor esquerdo mas mais uma vez teve uma perdida flagrante na "cara do golo" e já são muitas esta época.

Bolas paradas -  10 cantos, dezenas de livres à entrada da área, 0 golos. Esta tem sido a sina do Porto este ano.








segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FC Porto 0 vs Estoril 1 - 23.02.2014 - Liga Portuguesa


























Adeus Campeonato!

E finalmente aconteceu, 5 anos e meio depois voltamos a perder em casa contra um adversário que segundo reza a história, nunca nos tinha ganho nas Antas\Dragão. Não é nada que me tenha apanhado de surpresa porque a jogar desta forma praticamente desde o inicio do campeonato, era expectante que a derrota fosse acontecer em casa mais cedo ou mais tarde esta época. Com a possibilidade de amanhã ficarmos a 7 pontos do líder, quer-me parecer que o campeonato este ano é uma miragem.

Só devo ter perdido 1/2 jogos do Porto este ano mas arrisco-me a dizer que foi seguramente uma das piores exibições da equipa esta época. O Estoril fez hoje o que quase todas as equipas fizeram este ano no Dragão, fez um jogo inteligente e perdeu completamente o respeito ao Porto. Os Canarinhos maniataram sem grande dificuldade o jogo e no momento certo desferiram um golpe fatal, fruto de mais um erro infantil da defesa do Porto. Derrota que considero justa porque quem joga desta forma não merece ganhar. Facto.. foi a 4ª derrota para o campeonato esta época, depois de 1 única derrota nas 3 épocas anteriores.

Hoje não sei quem foi o melhor do Porto, conscientemente não consigo destacar ninguém.

Consta-se que o Paulo Fonseca pôs o lugar à disposição mas quer-me parecer que irá continuar.. infelizmente. É estranho que assim seja porque não me parece que tenha condições para liderar a equipa nos jogos que faltam até ao final da época. O Campeonato morreu, a Liga Europa irá morrer na próxima 5ª Feira, e as Taças de Portugal e da Liga irão provavelmente morrer porque o adversário em ambas, é o Benfica.

As cenas no final do jogo à porta do estádio não me surpreendem, surpreende-me sim pela positiva a intervenção do Presidente que deu a entender que gostaria que os jogadores e treinador saíssem do Dragão pelo trajecto normal para poderem ser confrontados (dentro da normalidade, entendo eu)  pelos adeptos.