Pragmático QB

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FC Porto 1 vs Roma 1 - 17.08.2016 - Liga dos Campeões

Entrar a medo, sair de fininho.

Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.

Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.

Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.

Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.

"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.


Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti. 
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.


Casillas - Ler em cima. 
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Estoril 2 vs FC Porto 2 - 09.11.2014 - Liga Portuguesa


Travagem a fundo!

Escolhi a imagem acima colocada porque tento sempre começar as minhas análises por um momento do jogo que considere determinante para o resultado final. Se há imagens que valem mais que mil palavras, esta é sem duvida uma delas. Tenho vindo a defender o nosso treinador semana após semana porque estou convicto que é o homem certo no lugar certo e não por pertencer a um rebanho ou seita que segue uma determinada doutrina. O facto de ser um fiel defensor do Lopetegui não me impede que de quando em vez, mude a minha forma de pensar e direcione as "balas" para o nosso Mister. Esse momento chegou esta semana!

Acredito na rotatividade, assim como acredito nas mudanças tácticas de jogo para jogo ou no decorrer do mesmo, mas não acredito que se tenha de mudar um modelo de jogo que é o ADN não só desta equipa, mas deste clube. Isto tudo para chegar ao espanhol Adrián, o menino dos 11 milhões. Se imaginarmos que cada barrete custará 1€, chegamos facilmente à conclusão que o valor do Adrián daria para comprar 11 milhões de barretes. Este é só um pequeno exercício de matemática, mas começa a ser a forma de pensar de grande parte da nação portista, ou seja, o Adrián é um enorme barrete. O Porto ao longo dos anos tem comprado dezenas de jogadores de classe duvidosa mas nunca um flop de 11 milhões. Embora ache demasiado cedo para o considerar um flop, não me posso dissociar da opinião generalista que o espanhol tem sido uma tremenda desilusão neste inicio de época, e faço-o não pelo valor que custou mas pelo que conheço dele nos últimos 2/3 anos.

Mas voltemos ao Mister. O ano passado o Paulo Fonseca tentou mudar um sistema implantado no Porto há anos, invertendo o triângulo de meio campo, acabando desta forma com o nosso tão famoso trinco (Paulo Assunção, Costinha, Fernando), passando a jogar com 2 jogadores lado a lado. Esta mudança se bem se recordam teve efeitos catastróficos, acabando o treinador por mudar de ideias e voltar à "casa de partida". O Lopetegui já provou em mais que uma ocasião que gosta de variar a forma como coloca a equipa em campo, alternando entre o 4-3-3, 4-4-2 ou como no Estoril, o 4-2-3-1 (o Chelsea actualmente não prescinde desta forma de jogar), táctica da qual eu sou fã mas que, como se provou, em nada beneficia a equipa do Porto. Dá a ideia que é uma táctica para conseguir pôr a jogar o Adrián, já que o espanhol nem é extremo, nem é ponta-de-lança, vai daí coloca-se ali uma espécie de híbrido entre o meio campo, extremos e o Jackson. Resultou contra o Bate Borisov, fracassou com o Sporting e Estoril. Isto tudo para concluir que quando se pensava que o Mister já tinha acabado com as invenções/experiências, ele faz-nos uma finta de corpo e volta a cozinhar uma equipa que, como todo o portista percebeu, nem é carne nem é peixe e também não tinha o aspecto de salada. Mister, uma sugestão.. o 11 titular está encontrado mas é um onze que tem forçosamente de encaixar num 4-3-3 tradicional:


Fabiano
Danilo-Maicon-Indi-Alex Sandro
Herrera-Casemiro-Óliver
Tello-Jackson-Brahimi

Este é o nosso melhor 11, podendo entrar facilmente 2/3 jogadores, o Quintero para o lugar do Óliver ou Quaresma em vez do Tello, por exemplo. Mister, por favor, faz o que te digo.

Sobre o jogo, um facto salta imediatamente à vista, foi um grande jogo de futebol. O Porto a ter as despesas atacantes, e o Estoril a desferir perigosos contra-ataques. Foi assim durante toda a 1ª parte, o Porto marca um golo fruto da pressão exercida sobre a defesa canarinha e o Estoril responde num lance em que a defesa portista fica a dormir e é apanhada em contra-golpe. Destaco o golo do Brahimi, mais um em que desliza com a bola, ultrapassando inimigo atrás de inimigo até desferir o golpe final. Estava a ouvir o relato na Rádio 5 (quem não conhece, que ouça um relato do Porto nesta rádio, é lindo!) e o caríssimo Edmundo Lisboa, chamou-lhe "isto é um beijo, um beijo de língua de Brahimi". A 2ª parte só teve o sentido da baliza do Estoril, o Porto massacrou, fustigou a defesa amarela sem no entanto conseguir o golo da vantagem, e tanta vontade de atacar fez com que tivéssemos adormecido e permitido ao adversário marcar o 2º golo. A partir daí jogamos mais com o coração do que com a razão mas talvez tenha sido isso que nos permitiu chegar ao golo do empate já no cair do pano. É um resultado amargo, ainda por cima porque tínhamos anulado uma vantagem de 4 pontos que chegamos a ter para o Benfica mas apesar do empate, o pontinho conquistado na Amoreira coloca-nos numa posição em que só dependemos de nós. É imperativo receber o Benfica em Dezembro a 3 pontos ou menos de distância.






Herrera - Mais um grande jogo do mexicano. É um dos mal amados da equipa mas jogo após jogo demonstra em campo toda a sua utilidade. Não é um "tratado" com a bola nos pés, mas é de uma entrega total ao jogo. Correu 12 quilómetros neste jogo, e isso diz tudo da intensidade que o Herrera coloca em campo. É merecidamente, um dos indiscutíveis do Lopetegui.

Brahimi - Mais um bom jogo, mais um bom golo. Começam a faltar adjectivos para qualificar as exibições do argelino. Tem espalhado magia em todos os campos por onde tem passado e a Amoreira não foi excepção. Este sim, é um tratado com a bola nos pés, o que lhe permitiu mais uma vez "derreter" 2 defesas antes de marcar o golo. O seu futebol perfumado não tem passado despercebido por essa Europa fora, felizmente para ele, infelizmente para o Porto.

Quaresma - A bancada e o banco fizeram-lhe maravilhas. Está muito menos agarrado à bola e muito mais um jogador de equipa. As jogadas nem sempre lhe saíram bem mas a entrega ao jogo e à equipa merecem destaque. 

Tozé (Estoril) - Ainda bem que foi ele a marcar o pénalti. Fez o que lhe competia, marcou e calou muitas bocas que vêm nos jogadores emprestados, aliados infiltrados no território inimigo com o intuito da favorecer a equipa mãe. Diz-se que levou uns "cachaços" no túnel para os balneários, e a ser verdade, é uma atitude lamentável até porque Tozé se não está no Porto, não é por culpa dele.






Fabiano - Uma exibição sem mácula até ter cometido o pénalti. Um erro infantil, daqueles que só deveriam ser cometidos até aos juniores, Foi anjinho e cometeu o penalti mais clássico do futebol moderno entregando o ouro ao bandido.

Adrián - Um enigma. O espanhol parece triste, desorientado. Faz-me lembrar o Mariano González antes de ir à psicóloga. Não está em causa o que ele custou mas o seu próprio valor como jogador. Contei pelo menos 5 toques de calcanhar, todos eles sem resultados práticos. Não sei se isto é confiança a mais ou falta dela mas o que é certo é que ex-Atlético está completamente apático. Não marca, não ganha um lance de cabeça, está totalmente e constantemente desligado do jogo. Ainda não o é, mas pode-se tornar num problema bicudo, difícil de resolver.