Mãos, Cotovelos e a derrota do costume.
Perder em Alvalade tornou-se um infeliz hábito, com maior incidência na última dezena de anos, já que temos apenas 2 vitórias desde 2006, a última delas em 2008, ano em que fomos a Alvalade ganhar por 2-1 com golos do saudoso Lisandro Lopez e de Bruno Alves e com o golo do Sporting curiosamente a ser apontado pela maça podre. De 2008 para cá, 8 Jogos, 4 Empates e 4 derrotas. Alvalade tem-se tornado numa fortaleza muito complicada de transpor, curiosamente mais complicada do que a Luz onde ganhamos por 4 vezes nos últimos 10 anos. A verdade é que o Porto perdeu e se não é do cu é das calças, senão é das mãos é dos cotovelos, se não é este é o Tiago Martins.
O Porto vinha embalado por um bom inicio de época, sustentado em parte pelas 2 vitórias em 2 jogos no campeonato e por um playoff da Champions duro mas muito bem ultrapassado. Os jogos pós jornadas da Champions costumam ser penosos a nível físico e exibicional mas o Porto entrou em Alvalade pleno de personalidade e confiança. Após os primeiros 5 minutos fiquei com a clara ideia que poderíamos não ganhar mas certamente não iríamos perder, tal a forma desinibida como começamos a partida. O golo de Felipe (mais um na baliza contrária) surgiu naturalmente num livre exemplarmente marcado por Layún mas a vantagem durou pouco porque um quarto de hora depois já a remontada estava concluída. Nuno Espírito Santo voltou a apelar à raça azul e branca mas a equipa do Sporting demonstrou um melhor entrosamento e uma melhor saúde física. A lesão de Corona também não ajudou porque fiquei com a ideia de que iria ser um dos melhores do Porto.
Gostava de falar numa vitória limpinha do Sporting mas ficou sempre a sensação durante todo o jogo que o chavalo Tiago Martins decidiu a favor dos lagartos todos aqueles lances onde poderia existir duvidas. Pelo o que as 2 equipas jogaram, o Sporting foi superior apesar do bom inicio portista, mas em consciência não posso afirmar que tenha sido uma arbitragem isenta de erros.
Nas derrotas temos de tirar obrigatóriamente aspectos positivos, hoje ficou mais uma vez provado que não vamos ganhar os jogos todos, mas tenho a certeza que iremos lutar até ao último minuto.
Felipe - Mais um golo, seu 3º e 2º nas balizas adversárias. Voltou a demonstrar a enorme apetência para os lances de bola parada ofensivos. Teve muito trabalho porque normamente Slimani quis mais a sua companhia do que a de Marcano e como o argelino é muito mais chato que Dzeko, o brasileiro suou mais. Foi limpando quase tudo embora tenha ficado com a ideia que o corte contra o braço (?) de Ruiz pudesse ter sido feito de outra forma.
Danilo - Lentamente volta à sua melhor forma. Em comparação com o Wiliam, nota-se um inferior poder físico mas hoje já esteve melhor do que nos anteriores jogos. Ainda não apareceu a finalizar na área, algo que espero que faça tal como na época passada.
Otávio - O pequeno Deco é um chato do caralho. Nunca desiste de nenhum lance, o que é terrivel para qualquer defesa porque ainda por cima alia a isso uma enorme capacidade técnica. Tentou ajudar o Telles a defender e foi sempre um dos que empurrou a equipa para a frente.
André A. - Penso que foi o seu melhor jogo esta época. O bom inicio da equipa está absolutamente ligado ao bom inicio do André. Poderia ter marcado num belo remate de roçou o poste e foi sempre um transportador de jogo e um lutador enquanto teve pernas para isso.
Defesa Portista - Voltamos a sofrer golos algo estranhos, foi quase sempre assim a época passada e tinha esperanças que parasse de acontecer esta época. Mesmo que o Gelson tenha jogado com a mão (?), é incrível a apatia da equipa após o remate do Bruno César, preocuparam-se mais em pedir falta do que em mandar a bola para o Colombo e mesmo que o Ruiz tenha jogado com a mão (?), fiquei com a ideia que o corte de Felipe poderia ter sido feito de outra forma.
Arbitragem - Não desculpo a derrota com a arbitragem do Tiago Martins, porque achei a vitória do Sporting justa, mas entre mãos e cotovelos (Slimani e Coates), não me lembro de um lance duvidoso onde nos tenha beneficiado.
Herrera - O mexicano é o único jogador da equipa capaz de correr mais de 10 quilómetros de 3 em 3 dias e isso rebenta com o seu rendimento. Hoje esteve bem enquanto houve pulmão, o pior é que o pulmão acabou muito cedo na partida. A sua ida para o lado direito do ataque foi o que faltava para rebentar com o mexicano.
Plantel - Óliver chegou, treinou, foi convocado e entrou ao intervalo para o lugar do lesionado Corona. O Porto precisava de um extremo como Jota como de pão para a boca, porque como rapidamente se percebeu, Óliver não tem essa capacidade, o que obrigou NES a fazer essa troca com Herrera. Tenho saudades de ver um extremo canhoto tipo Rodriguez no plantel.
André Silva - A raça e o esforço do costume mas hoje pareceu-me demasiado agarrado à bola.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Belenenses 1 vs FC Porto 2 - 28.02.2016 - Liga Portuguesa
A importância de marcar cedo e primeiro.
Foi o 75º jogo entre Belenenses e Portistas e a 30ª vitória do maior do mundo nas visitas ao Restelo, restando 19 empates e 26 empates para a equipa comandada pelo espanhol Julio Vélazquez. Foi uma vitória importante, ainda por cima por termos empatado a um golo nas 2 últimas partidas em Belém. Um Porto mais concentrado do que nos últimos jogos, marcou primeiro mas não conseguiu matar um jogo que parecia seguir o caminho da goleada depois chegarmos ao 2º golo, numa infelicidade de Tonel, logo aos 20 minutos.
Peseiro mais uma vez não inventou a roda e colocou o nosso actual melhor onze em campo, com a excepção de Indi, lesionado, e Layún, castigado. O maior do mundo, ao contrário dos últimos 4 jogos para a Liga Portuguesa, não se deixou surpreender e marcou primeiro, numa jogada em que a raça de Suk permitiu a Brahimi aparecer isolado e facturar. O 2º golo do Porto surge pouco tempo depois numa cabeçada fulminante de Tonel, muito possivelmente porque os holofotes do Restelo são da mesma marca do que os de Alvalade. Os 2 golos marcados cedo fizeram com que o Porto recuasse e desse a iniciativa de jogo ao Belenenses, que perdeu a vergonha e avançou no terreno, causando moça na defesa portista muito à boleia de Carlos Martins. A 2ª parte é toda do Belenenses, o Porto considerou o jogo como ganho e ficou no balneário. O golo da equipa da casa acaba por acontecer naturalmente e o Porto perde completamente o controlo do jogo, sujeitando-se a meia dúzia de remates perigosos, sempre com Casillas a responder afirmativamente.
O Porto acaba por ganhar um jogo que poderia facilmente ter empatado. O facto de termos conseguido uma vantagem de 2 golos muito cedo no jogo acabou por não ter sido muito saudável e percebeu-se que a equipa fruto também dos últimos sustos, não lidou muito bem com isso. Apesar de tudo foram mais 3 pontos conseguidos longe do Dragão, fundamentais para a caminhada para o titulo.
Brahimi - O MVP da partida. Como facilmente se percebeu, foi o melhor jogo de Brahimi nas últimas semanas. A passagem pelo banco pode ter arrebitado o argelino que surgiu mais solto, menos agarrado à bola, e a aparecer por mais que uma vez em zonas de finalização. Marcou um golo e esteve perto de bisar.
Herrera - Encheu o campo. Jogou nas costas de Suk e foi sempre o primeiro a pressionar a bola nas saídas para o ataque do Belenenses. Correu que se fartou e esteve perto do golo por uma vez.
Casillas - Não fez nenhuma defesa do outro mundo mas esteve bem na fase de maior aperto. O Belenenses carregou e rematou muito mas o espanhol esteve sempre seguro.
Marcar cedo - Marcar cedo e cedo marcar, dá saúde e faz crescer. 0-2 aos 20 minutos, foi bom mas não podia ter sido mau.
Corona - O extremo mexicano não está bem, é evidente. Uma das suas grandes armas que é partir para cima do adversário e comê-lo em drible não tem corrido nada bem. Parece-me um dos jogadores que mais acusou a mudança de treinadores.
Marega - O moço tem vontade, é inegável, mas a bola nas pernas do Marega é tão mal tratadinha que até dói ver. Ou é uma perna que atrapalha, ou é a relva, ou é o sol, ou é a chuva, enfim, aparece sempre alguma coisa no caminho do maliano.
André - Nas lonas, é como ele está.
Foi o 75º jogo entre Belenenses e Portistas e a 30ª vitória do maior do mundo nas visitas ao Restelo, restando 19 empates e 26 empates para a equipa comandada pelo espanhol Julio Vélazquez. Foi uma vitória importante, ainda por cima por termos empatado a um golo nas 2 últimas partidas em Belém. Um Porto mais concentrado do que nos últimos jogos, marcou primeiro mas não conseguiu matar um jogo que parecia seguir o caminho da goleada depois chegarmos ao 2º golo, numa infelicidade de Tonel, logo aos 20 minutos.
Peseiro mais uma vez não inventou a roda e colocou o nosso actual melhor onze em campo, com a excepção de Indi, lesionado, e Layún, castigado. O maior do mundo, ao contrário dos últimos 4 jogos para a Liga Portuguesa, não se deixou surpreender e marcou primeiro, numa jogada em que a raça de Suk permitiu a Brahimi aparecer isolado e facturar. O 2º golo do Porto surge pouco tempo depois numa cabeçada fulminante de Tonel, muito possivelmente porque os holofotes do Restelo são da mesma marca do que os de Alvalade. Os 2 golos marcados cedo fizeram com que o Porto recuasse e desse a iniciativa de jogo ao Belenenses, que perdeu a vergonha e avançou no terreno, causando moça na defesa portista muito à boleia de Carlos Martins. A 2ª parte é toda do Belenenses, o Porto considerou o jogo como ganho e ficou no balneário. O golo da equipa da casa acaba por acontecer naturalmente e o Porto perde completamente o controlo do jogo, sujeitando-se a meia dúzia de remates perigosos, sempre com Casillas a responder afirmativamente.
O Porto acaba por ganhar um jogo que poderia facilmente ter empatado. O facto de termos conseguido uma vantagem de 2 golos muito cedo no jogo acabou por não ter sido muito saudável e percebeu-se que a equipa fruto também dos últimos sustos, não lidou muito bem com isso. Apesar de tudo foram mais 3 pontos conseguidos longe do Dragão, fundamentais para a caminhada para o titulo.
Brahimi - O MVP da partida. Como facilmente se percebeu, foi o melhor jogo de Brahimi nas últimas semanas. A passagem pelo banco pode ter arrebitado o argelino que surgiu mais solto, menos agarrado à bola, e a aparecer por mais que uma vez em zonas de finalização. Marcou um golo e esteve perto de bisar.
Herrera - Encheu o campo. Jogou nas costas de Suk e foi sempre o primeiro a pressionar a bola nas saídas para o ataque do Belenenses. Correu que se fartou e esteve perto do golo por uma vez.
Casillas - Não fez nenhuma defesa do outro mundo mas esteve bem na fase de maior aperto. O Belenenses carregou e rematou muito mas o espanhol esteve sempre seguro.
Marcar cedo - Marcar cedo e cedo marcar, dá saúde e faz crescer. 0-2 aos 20 minutos, foi bom mas não podia ter sido mau.
Corona - O extremo mexicano não está bem, é evidente. Uma das suas grandes armas que é partir para cima do adversário e comê-lo em drible não tem corrido nada bem. Parece-me um dos jogadores que mais acusou a mudança de treinadores.
Marega - O moço tem vontade, é inegável, mas a bola nas pernas do Marega é tão mal tratadinha que até dói ver. Ou é uma perna que atrapalha, ou é a relva, ou é o sol, ou é a chuva, enfim, aparece sempre alguma coisa no caminho do maliano.
André - Nas lonas, é como ele está.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Estoril 1 vs FC Porto 3 - 30.01.016 - Liga Portuguesa
Um cheirinho do Porto à Porto.
Foram precisos 14 jogos para o maior do mundo voltar a sorrir e festejar a vitória na capital portuguesa. O Estádio António Coimbra da Mota, também conhecido pela Amoreira, tem-se tornado ao longo os anos uma espécie de Choupana e Barreiros do continente e prova disso é o histórico de confrontos entre as duas equipas em casa do Estoril. O Porto soma apenas 9 vitórias em 24 jogos a contar para a Liga Portuguesa, tendo empatado 7 e perdido os restantes 8. Uma taxa de vitória de 38% traduzem friamente bem, a dificuldade que tem sido jogar na Amoreira, estádio onde tínhamos empatada a 2 golos, os dois últimos jogos. A vitória foi conseguida com raça e muito suor, numa excelente resposta dada ao golo sofrido logo aos 2 minutos.
Peseiro apresentou o onze do costume, também conhecido como a equipa base de Lopetegui, sinal que o ribatejano acredita que, embora as rotinas e os processos de jogo estivessem "errados", este é o nosso melhor onze. Equipas e onzes iniciais à parte, o Porto começa o jogo a perder tal como em Guimarães e sinceramente pensei que iríamos a assistir a um remake do que tinha sido o jogo na Cidade Berço. Não sei se é o meu ódio de estimação a falar mais alto mas fiquei com a nítida ideia que o Casillas poderia e deveria ter feito melhor, numa bola que passa por cima dele. Falta de reflexos? Talvez, a idade pesa, eu que o diga. Felizmente o Porto não se deixou abalar, nem precisou de psicóloga para manter a atitude e o Normalbakar está perto do empate depois de um canto de Assist Layún. O Porto toma completamente conta do jogo e empata num contra-ataque fulminante aos 18 minutos, numa jogada em que André ganha na raça no meio campo, passa a Layún que numa correria desenfreada endossa para o Normalbakar fuzilar Kieszek. Um golo de contra-ataque do Porto, incrível. O Porto encosta o Estoril às cordas e André está perto de marcar numa recarga a remate de Maxi, mas o golo acaba por chegar em mais um canto exemplarmente marcado por Layún e melhor finalizado por Danilo. O defesa mexicano com estas 2 assistências chega às 12 na Liga Portuguesa e isola-se ainda mais na liderança desta categoria. André cheira novamente o golo depois de uma oferta da defesa canarinha mas infelizmente o resultado não se iria alterar até ao intervalo. Notas que merecem ser destacadas, assistimos a um Porto com uma grande atitude dando uma excelente resposta ao golo madrugador e as constante trocas posicionais entre André, Brahimi e Corona confundiram por completo a defesa amarela. O Porto entra para a 2ª parte com a sua linha de pressão mais baixa, ficando mais na expectativa e dando a iniciativa do jogo ao Estoril. O jogo foi por isso muito mais tranquilo que na 1º metade do jogo, e o primeiro lance de real perigo só acontece aos 77 minutos, numa jogada em que o Normalbakar faz o mais difícil, rematando por cima depois de ser servido de bandeja por André. O árbitro Tiago Martins quis então dar um ar da sua graça e mostra 2 amarelos ridículos e inexplicáveis ao Normalbakar e Corona. O golo da tranquilidade chega aos 82 minutos numa recarga vitoriosa de André a remate de Corona.
Dando uma vista de olhos na estatística do jogo, deparamos com números muito curiosos e o que salta logo à vista são os 47% de posse de bola, algo que acontece pela primeira vez numa época 2015/16 em que temos tido 65%. Menos posse de bola e mais objectividade, aqui começa-se a notar o dedo de Peseiro na equipa. Outro dado importante foi a eficácia e os remates bem enquadrados, o Porto fez 15 remates, 8 deles foram à baliza de Kieszek e 3 deram golo.
Peseiro consegue assim a sua primeira remontada, algo que só por uma vez tinha acontecido com Lopetegui em época e meia. Uma grande primeira parte onde poderíamos ter marcado mais golos, mostrou uma nova face deste Porto e um cheirinho do que é ser Porto. A forma como Brahimi foi buscar a bola dentro da baliza e pediu aos colegas para ir para o seu meio campo no lance do primeiro golo revela uma vontade de ganhar pouco vista naquelas bandas. Espera-se agora a continuação da raça e atitude vista na Amoreira para perceber se foi um jogo sem igual, ou o principio de uma era, onde podemos não ganhar sempre mas vamos "morrer" a tentar.
André - O MVP da partida. Chegou ao golo apenas a 10 minutos do fim mas fez por merecê-lo desde o apito inicial. Incansável na procura da bola, deu-se muito bem nesta nova função que o faz deambular por toda a frente do ataque portista. É um Moutinho com a mesma raça, talvez um pouco menos de técnica, mas muito mais golo. Um jogador Portista, do Porto e à Porto.
Aboubakar - Aquele falhanço praticamente me cima da linha poderia manchar a sua exibição mas não vou massacrar o menino. Um golo, muito trabalho e luta com os centrais canarinhos, uma total disponibilidade para com a equipa e uma entrega total ao jogo.
Layún - 12 assistências só no campeonato, algumas delas para Aboubakar, fazem do mexicano uma "passador" nato. Para mim, a grande surpresa da época. Se no ano passado esse titulo foi para Marcano, esta época Layún merece todo o destaque que lhe possam dar. Um jogador de equipa e sempre virado para a equipa.
Danilo - Depois de o ver jogar nesta pouco mais de metade da época, percebo o porquê de o Sporting o querer para substituir Wiliam. A verdade é que Wiliam está em baixo de forma e Danilo num excelente momento, com alguns golos e a "fazer-se" claramente à titularidade de Portugal na posição 6.
Atitude - Foi muito bom ver a forma como toda a equipa reagiu a um golo sofrido muito cedo. Foi a antítese do jogo de Guimarães.
Golo sofrido - A defesa e principalmente deram a ideia que poderiam ter feito bem melhor no golo sofrido, ou então a culpa é só da defesa e só estou a implicar novamente com o Iker.
Nada mais a destacar.
Foram precisos 14 jogos para o maior do mundo voltar a sorrir e festejar a vitória na capital portuguesa. O Estádio António Coimbra da Mota, também conhecido pela Amoreira, tem-se tornado ao longo os anos uma espécie de Choupana e Barreiros do continente e prova disso é o histórico de confrontos entre as duas equipas em casa do Estoril. O Porto soma apenas 9 vitórias em 24 jogos a contar para a Liga Portuguesa, tendo empatado 7 e perdido os restantes 8. Uma taxa de vitória de 38% traduzem friamente bem, a dificuldade que tem sido jogar na Amoreira, estádio onde tínhamos empatada a 2 golos, os dois últimos jogos. A vitória foi conseguida com raça e muito suor, numa excelente resposta dada ao golo sofrido logo aos 2 minutos.
Peseiro apresentou o onze do costume, também conhecido como a equipa base de Lopetegui, sinal que o ribatejano acredita que, embora as rotinas e os processos de jogo estivessem "errados", este é o nosso melhor onze. Equipas e onzes iniciais à parte, o Porto começa o jogo a perder tal como em Guimarães e sinceramente pensei que iríamos a assistir a um remake do que tinha sido o jogo na Cidade Berço. Não sei se é o meu ódio de estimação a falar mais alto mas fiquei com a nítida ideia que o Casillas poderia e deveria ter feito melhor, numa bola que passa por cima dele. Falta de reflexos? Talvez, a idade pesa, eu que o diga. Felizmente o Porto não se deixou abalar, nem precisou de psicóloga para manter a atitude e o Normalbakar está perto do empate depois de um canto de Assist Layún. O Porto toma completamente conta do jogo e empata num contra-ataque fulminante aos 18 minutos, numa jogada em que André ganha na raça no meio campo, passa a Layún que numa correria desenfreada endossa para o Normalbakar fuzilar Kieszek. Um golo de contra-ataque do Porto, incrível. O Porto encosta o Estoril às cordas e André está perto de marcar numa recarga a remate de Maxi, mas o golo acaba por chegar em mais um canto exemplarmente marcado por Layún e melhor finalizado por Danilo. O defesa mexicano com estas 2 assistências chega às 12 na Liga Portuguesa e isola-se ainda mais na liderança desta categoria. André cheira novamente o golo depois de uma oferta da defesa canarinha mas infelizmente o resultado não se iria alterar até ao intervalo. Notas que merecem ser destacadas, assistimos a um Porto com uma grande atitude dando uma excelente resposta ao golo madrugador e as constante trocas posicionais entre André, Brahimi e Corona confundiram por completo a defesa amarela. O Porto entra para a 2ª parte com a sua linha de pressão mais baixa, ficando mais na expectativa e dando a iniciativa do jogo ao Estoril. O jogo foi por isso muito mais tranquilo que na 1º metade do jogo, e o primeiro lance de real perigo só acontece aos 77 minutos, numa jogada em que o Normalbakar faz o mais difícil, rematando por cima depois de ser servido de bandeja por André. O árbitro Tiago Martins quis então dar um ar da sua graça e mostra 2 amarelos ridículos e inexplicáveis ao Normalbakar e Corona. O golo da tranquilidade chega aos 82 minutos numa recarga vitoriosa de André a remate de Corona.
Dando uma vista de olhos na estatística do jogo, deparamos com números muito curiosos e o que salta logo à vista são os 47% de posse de bola, algo que acontece pela primeira vez numa época 2015/16 em que temos tido 65%. Menos posse de bola e mais objectividade, aqui começa-se a notar o dedo de Peseiro na equipa. Outro dado importante foi a eficácia e os remates bem enquadrados, o Porto fez 15 remates, 8 deles foram à baliza de Kieszek e 3 deram golo.
Peseiro consegue assim a sua primeira remontada, algo que só por uma vez tinha acontecido com Lopetegui em época e meia. Uma grande primeira parte onde poderíamos ter marcado mais golos, mostrou uma nova face deste Porto e um cheirinho do que é ser Porto. A forma como Brahimi foi buscar a bola dentro da baliza e pediu aos colegas para ir para o seu meio campo no lance do primeiro golo revela uma vontade de ganhar pouco vista naquelas bandas. Espera-se agora a continuação da raça e atitude vista na Amoreira para perceber se foi um jogo sem igual, ou o principio de uma era, onde podemos não ganhar sempre mas vamos "morrer" a tentar.
André - O MVP da partida. Chegou ao golo apenas a 10 minutos do fim mas fez por merecê-lo desde o apito inicial. Incansável na procura da bola, deu-se muito bem nesta nova função que o faz deambular por toda a frente do ataque portista. É um Moutinho com a mesma raça, talvez um pouco menos de técnica, mas muito mais golo. Um jogador Portista, do Porto e à Porto.
Aboubakar - Aquele falhanço praticamente me cima da linha poderia manchar a sua exibição mas não vou massacrar o menino. Um golo, muito trabalho e luta com os centrais canarinhos, uma total disponibilidade para com a equipa e uma entrega total ao jogo.
Layún - 12 assistências só no campeonato, algumas delas para Aboubakar, fazem do mexicano uma "passador" nato. Para mim, a grande surpresa da época. Se no ano passado esse titulo foi para Marcano, esta época Layún merece todo o destaque que lhe possam dar. Um jogador de equipa e sempre virado para a equipa.
Danilo - Depois de o ver jogar nesta pouco mais de metade da época, percebo o porquê de o Sporting o querer para substituir Wiliam. A verdade é que Wiliam está em baixo de forma e Danilo num excelente momento, com alguns golos e a "fazer-se" claramente à titularidade de Portugal na posição 6.
Atitude - Foi muito bom ver a forma como toda a equipa reagiu a um golo sofrido muito cedo. Foi a antítese do jogo de Guimarães.
Golo sofrido - A defesa e principalmente deram a ideia que poderiam ter feito bem melhor no golo sofrido, ou então a culpa é só da defesa e só estou a implicar novamente com o Iker.
Nada mais a destacar.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
FC Porto 1 vs Maritimo 0 - 24.01.2016 - Liga Portuguesa
A vitória que se impunha.
Como facilmente se tem percebido nos últimos confrontos entre portistas e maritimistas, ganhar ao Marítimo tem sido uma tarefa complicada, só comparável com um clássico e prova disso eram as 3 derrotas e 1 empate nos 4 últimos jogos com os insulares a contar para Campeonato e Taça da Liga. Se nos cingirmos unicamente aos jogos no Dragão, iremos perceber que o Marítimo fora da ilha é um oponente frágil e meigo que o melhor que conseguiu foram 2 empates em 36 jogos a contar para a Liga Portuguesa. Em dia de estreia dos 2 treinadores, o Porto precisava obrigatoriamente de ganhar, fosse de que maneira fosse, nem que para isso tivéssemos de ganhar 1-0 com um auto-golo. Foi uma vitória sofrida, suada, muito complicada e onde o golo do empate esteve quase tão perto como o da tranquilidade.
Peseiro não complicou mas também não tinha tempo para isso e colocou em campo o onze que tinha perdido com o Guimarães na última jornada, ou seja, o onze base/tipo de Lopetegui. O Marítimo que vinha de uma chicotada psicológica mas que levou bem menos tempo a encontrar um substituto para Ivo Vieira, entrou muito mais tranquilo em campo porque uma coisa é estar em 13º lugar a 8 pontos da linha d'água e outra bem diferente é estar em 3º lugar a 5 pontos da liderança. Marega, que depois de ter sido dado como certo em Alvalade, parece que afinal vai rumar ao Dragão, foi o primeiro a rematar à baliza de Casillas, depois de um alivio criminoso de Layún logo aos 3 minutos. O Porto responde pouco tempo depois por Brahimi que tenta enfiar a bola no buraco da agulha mas Salin responde com uma boa defesa. O Marítimo está perto de inaugurar o marcador por Dyego Sousa, num lance em que o brasileiro trabalha nem de costas para a baliza mas remata fraco e à figura. O jogo estava completamente dividido mas o Porto denotava muito nervosismo com inúmeros passes falhados. O Porto acaba por chegar ao golo numa jogada de insistência e quando consegue colocar na 5 jogadores azuis na área maritimista, André dispara à barra e Salin sem saber como confirma o golo. Na jogada seguinte Corona está perto do 2º golo, em mais uma jogada aos trambolhões com Maxi a pedir grande penalidade. Dyego Sousa está perto do empate com uma cabeçada fortíssima que "esbarra na barra", num lance em que o jogador portista mais próxima era, imagine-se, Brahimi. O jogo chega ao intervalo sem mais notas de destaque, embora tenha ficado a sensação que a lesão e posterior saída de campo de Marega, foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido ao maior do mundo. A 2ª parte foi bem mais calma com pouquíssimos lances de possível golo e nesse aspecto, Corona foi o único a estar perto do golo, numa jogada em que depois de ser cirurgicamente bem desmarcado por Danilo, obriga Salin à defesa da noite. Nada mais a registar, a não ser que foi uma vitória importantíssima e conseguida já depois de se saber que os 2 rivais também tinham ganho.
Maxi - O MVP da partida. Incansável como é hábito, prático a defender e fundamental a atacar. Está no lance do único golo da partida, apareceu na área inúmeras vezes e em 2 delas fica a duvida se haveria penálti ou não.
Aboubakar - Uma perfeitamente nulidade. 70 minutos em campo de nada. 0 duelos ganhos, o cruzamentos, 0 remates. O camaronês arrisca-se a perder a titularidade num piscar de olhos a jogar desta forma.
Mau jogo - Como facilmente se percebeu pelos 90 minutos de domingo passado, Peseiro tem muito, mas mesmo muito trabalho pela frente e com a agravante de ter de ser trabalho feito em plena competição. Os "vícios" Lopeteguianos estão tão entranhados no futebol portista que a equipa pratica aquele futebol no limbo que nem é carne nem é peixe, resultando numa amalgama táctica. Muitos passes errados, uma tentativa de passes longos nas alas que raramente saíram bem, uma dúvida existencial enorme entre o jogar curto e lento e o longo e rápido. Uma pausa para as seleções vinha tão a calhar.
Como facilmente se tem percebido nos últimos confrontos entre portistas e maritimistas, ganhar ao Marítimo tem sido uma tarefa complicada, só comparável com um clássico e prova disso eram as 3 derrotas e 1 empate nos 4 últimos jogos com os insulares a contar para Campeonato e Taça da Liga. Se nos cingirmos unicamente aos jogos no Dragão, iremos perceber que o Marítimo fora da ilha é um oponente frágil e meigo que o melhor que conseguiu foram 2 empates em 36 jogos a contar para a Liga Portuguesa. Em dia de estreia dos 2 treinadores, o Porto precisava obrigatoriamente de ganhar, fosse de que maneira fosse, nem que para isso tivéssemos de ganhar 1-0 com um auto-golo. Foi uma vitória sofrida, suada, muito complicada e onde o golo do empate esteve quase tão perto como o da tranquilidade.
Peseiro não complicou mas também não tinha tempo para isso e colocou em campo o onze que tinha perdido com o Guimarães na última jornada, ou seja, o onze base/tipo de Lopetegui. O Marítimo que vinha de uma chicotada psicológica mas que levou bem menos tempo a encontrar um substituto para Ivo Vieira, entrou muito mais tranquilo em campo porque uma coisa é estar em 13º lugar a 8 pontos da linha d'água e outra bem diferente é estar em 3º lugar a 5 pontos da liderança. Marega, que depois de ter sido dado como certo em Alvalade, parece que afinal vai rumar ao Dragão, foi o primeiro a rematar à baliza de Casillas, depois de um alivio criminoso de Layún logo aos 3 minutos. O Porto responde pouco tempo depois por Brahimi que tenta enfiar a bola no buraco da agulha mas Salin responde com uma boa defesa. O Marítimo está perto de inaugurar o marcador por Dyego Sousa, num lance em que o brasileiro trabalha nem de costas para a baliza mas remata fraco e à figura. O jogo estava completamente dividido mas o Porto denotava muito nervosismo com inúmeros passes falhados. O Porto acaba por chegar ao golo numa jogada de insistência e quando consegue colocar na 5 jogadores azuis na área maritimista, André dispara à barra e Salin sem saber como confirma o golo. Na jogada seguinte Corona está perto do 2º golo, em mais uma jogada aos trambolhões com Maxi a pedir grande penalidade. Dyego Sousa está perto do empate com uma cabeçada fortíssima que "esbarra na barra", num lance em que o jogador portista mais próxima era, imagine-se, Brahimi. O jogo chega ao intervalo sem mais notas de destaque, embora tenha ficado a sensação que a lesão e posterior saída de campo de Marega, foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido ao maior do mundo. A 2ª parte foi bem mais calma com pouquíssimos lances de possível golo e nesse aspecto, Corona foi o único a estar perto do golo, numa jogada em que depois de ser cirurgicamente bem desmarcado por Danilo, obriga Salin à defesa da noite. Nada mais a registar, a não ser que foi uma vitória importantíssima e conseguida já depois de se saber que os 2 rivais também tinham ganho.
Maxi - O MVP da partida. Incansável como é hábito, prático a defender e fundamental a atacar. Está no lance do único golo da partida, apareceu na área inúmeras vezes e em 2 delas fica a duvida se haveria penálti ou não.
Aboubakar - Uma perfeitamente nulidade. 70 minutos em campo de nada. 0 duelos ganhos, o cruzamentos, 0 remates. O camaronês arrisca-se a perder a titularidade num piscar de olhos a jogar desta forma.
Mau jogo - Como facilmente se percebeu pelos 90 minutos de domingo passado, Peseiro tem muito, mas mesmo muito trabalho pela frente e com a agravante de ter de ser trabalho feito em plena competição. Os "vícios" Lopeteguianos estão tão entranhados no futebol portista que a equipa pratica aquele futebol no limbo que nem é carne nem é peixe, resultando numa amalgama táctica. Muitos passes errados, uma tentativa de passes longos nas alas que raramente saíram bem, uma dúvida existencial enorme entre o jogar curto e lento e o longo e rápido. Uma pausa para as seleções vinha tão a calhar.
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domingo, 10 de janeiro de 2016
FC Porto 1 vs Rio Ave 1 - 07.01.2016 - Liga Portuguesa
O principio do fim de Lopetegui.
O Rio Ave apesar de se agigantar no Estádio dos Arcos e complicar a vida aos grandes, costuma ser um adversário acessível no Estádio do Dragão/Antas, prova disso são as 17 vitórias do maior do mundo em 22 jogos, restando 1 vitória e 4 empates para os Vilacondenses. Se recuarmos no tempo, percebemos que o Rio Ave já não conseguia um resultado positivo em casa do Porto há 11 anos, quando na famigerada época 2004/2005 e na fase pós-Mourinho, empatou com igual resultado. Nesse ano acabamos em 2º lugar, a 3 pontos do Benfica de Trapattoni, numa época atípica onde apenas conseguimos ganhar 17 dos 34 jogos disputados.
Ambas as equipas vinham de derrotas nos jogos anteriores, o Porto tinha perdido em Alvalade e o Rio Ave perdeu em casa com o Tondela, daí a importância da vitória para as duas equipas por questões meramente pontuais mas também pela vertente anímica. Se juntarmos o ingrediente Taça da Liga e consequente derrota com o Marítimo a esta panela, iremos perceber que seria um jogo nervoso, com a bola a queimar caso o golo não surgisse cedo no jogo.
O onze inicial sofreu algumas alterações, Marcano e André André entram para os lugares de Maicon e Rúben Pirlo e fica a duvida se terá sido pelo fraco desempenho em Alvalade ou numa base de rotatividade devido aos 3 jogos numa semana. O Porto entra com velocidade, atitude e uma postura atacante mas não consegue rematar à baliza mas em contrapartida consegue manter a bola afastada da baliza de Casillas, que toca na bola pela primeira vez aos 12 minutos e para executar um pontapé de baliza. Maxi, um dos melhores durante todo o jogo, é o primeiro a rematar por duas vezes à baliza de Cássio, primeiro depois de um passe de André e na segunda tentativa numa jogada aos trambolhões que obriga o redes pacense a grande defesa para canto. Sem encostar o Rio Ave às cordas, o Porto pressionava bastante, e numa jogada mais em força e raça do que técnica acaba por chegar ao golo num remate feliz de Herrera. Teoricamente estava feito o mais difícil, um golo cedo no jogo que permitiria jogar de forma mais tranquila mas o Rio Ave responde rapidamente com 3 remates seguidos, os 2 primeiros defendidos de forma segura por Casillas, mas sem hipótese no 3º remate, que infelizmente para nós, ainda desvia em Danilo. O Porto reage bem ao golo do empate, Failbakar foge da sua zona e cruza para André, que na zona do ponta de lança, cabeceia ao poste e quase recarga com sucesso. Corona ainda tenta com novo remate mas o resultado chega ao intervalo com o empate a um golo. Se duvidas havia que a 2ª parte tinha começado, o jovem croata dissipa-as com um remate muito perigoso aos 17(!) segundos. Ukra é o próximo a criar perigo, num remate que o extremo tenta meter na gaveta mas Casillas estava atento. André remata à figura de Cássio aos 55 minutos e o Porto começa a revelar sinais de intranquilidade, nervosismo e impaciência. Pouco tempo depois, Failbakar tem um bom movimento de recepção e remate mas Cássio defende para canto. O Porto ia tentando o golo sem grande confiança e Brahimi depois de uma boa tabelinha com André, remata em arco ao lado da baliza.O Rio Ave só aos 81 minutos volta a criar a perigo num remate de Zé Paulo que passa por cima da barra e o Porto responde num livre directo marcado por Layún que Cássio sacode para canto. A 5 minutos dos 90, Lopetegui põe a carne toda no assador, fazendo entrar Varela para o lugar de Layún mas o Porto joga os últimos minutos a mandar sacos de batatas para para área do Rio Ave, que os defesas vilacondenses foram descascando de cadeirinha.
No final do jogo estava lixado com "F", para não dizer fodido com "L". A azia era tanta que passei mal a noite, sensação que ainda se mantinha às 7 horas da manhã, quando o despertador tocou para ir trabalhar. Mal soou o apito final do jogo tive a sensação de ver uma equipa sem ideias, sem raça, completamente desmotivada e sem forças para mudar o rumo do jogo. Quando o Rio Ave empatou, senti que o jogo acabaria assim e quando um portista como eu, sempre optimista e que acredita que as coisas irão sempre acabar bem, é assolado por este estado de espírito, algo está realmente mal.
Maxi - O MVP da partida. El Mono foi o primeiro a criar perigo em 2 remates perigos e não perdeu gaz durante o restante jogo. Fartou-se de correr, de lutar e certamente não foi por ele que o jogo acabou empatado.
Corona - Fazia anos mas quis ser ele a dar uma prenda de aniversário aos colegas e adeptos. Fartou-se de cruzar, algumas vezes para os colegas desperdiçarem, outras vezes para ninguém mas foi a par de Maxi, dos melhores.
André - Tentou empurrar sempre a equipa para a frente, na esquerda, no meio e por fim, na direita. Foi aquele "carregador de piano" habitual e esteve muito perto do golo mas infelizmente o poste e o Cássio não o deixaram ser feliz.
Brahimi - Quando o argelino liga o complicómetro, é um problema sério para ele e toda a equipa. As coisas não estavam a sair bem à equipa e Brahimi sentiu necessidade de pegar no jogo mas quase sempre mal.
Bolas paradas - Numa altura em que os golos provenientes de lances de bola parada andavam a correr bem, conseguimos a proeza de conseguir 18-1 em cantos e 0 oportunidades de golo.
O Rio Ave apesar de se agigantar no Estádio dos Arcos e complicar a vida aos grandes, costuma ser um adversário acessível no Estádio do Dragão/Antas, prova disso são as 17 vitórias do maior do mundo em 22 jogos, restando 1 vitória e 4 empates para os Vilacondenses. Se recuarmos no tempo, percebemos que o Rio Ave já não conseguia um resultado positivo em casa do Porto há 11 anos, quando na famigerada época 2004/2005 e na fase pós-Mourinho, empatou com igual resultado. Nesse ano acabamos em 2º lugar, a 3 pontos do Benfica de Trapattoni, numa época atípica onde apenas conseguimos ganhar 17 dos 34 jogos disputados.
Ambas as equipas vinham de derrotas nos jogos anteriores, o Porto tinha perdido em Alvalade e o Rio Ave perdeu em casa com o Tondela, daí a importância da vitória para as duas equipas por questões meramente pontuais mas também pela vertente anímica. Se juntarmos o ingrediente Taça da Liga e consequente derrota com o Marítimo a esta panela, iremos perceber que seria um jogo nervoso, com a bola a queimar caso o golo não surgisse cedo no jogo.
O onze inicial sofreu algumas alterações, Marcano e André André entram para os lugares de Maicon e Rúben Pirlo e fica a duvida se terá sido pelo fraco desempenho em Alvalade ou numa base de rotatividade devido aos 3 jogos numa semana. O Porto entra com velocidade, atitude e uma postura atacante mas não consegue rematar à baliza mas em contrapartida consegue manter a bola afastada da baliza de Casillas, que toca na bola pela primeira vez aos 12 minutos e para executar um pontapé de baliza. Maxi, um dos melhores durante todo o jogo, é o primeiro a rematar por duas vezes à baliza de Cássio, primeiro depois de um passe de André e na segunda tentativa numa jogada aos trambolhões que obriga o redes pacense a grande defesa para canto. Sem encostar o Rio Ave às cordas, o Porto pressionava bastante, e numa jogada mais em força e raça do que técnica acaba por chegar ao golo num remate feliz de Herrera. Teoricamente estava feito o mais difícil, um golo cedo no jogo que permitiria jogar de forma mais tranquila mas o Rio Ave responde rapidamente com 3 remates seguidos, os 2 primeiros defendidos de forma segura por Casillas, mas sem hipótese no 3º remate, que infelizmente para nós, ainda desvia em Danilo. O Porto reage bem ao golo do empate, Failbakar foge da sua zona e cruza para André, que na zona do ponta de lança, cabeceia ao poste e quase recarga com sucesso. Corona ainda tenta com novo remate mas o resultado chega ao intervalo com o empate a um golo. Se duvidas havia que a 2ª parte tinha começado, o jovem croata dissipa-as com um remate muito perigoso aos 17(!) segundos. Ukra é o próximo a criar perigo, num remate que o extremo tenta meter na gaveta mas Casillas estava atento. André remata à figura de Cássio aos 55 minutos e o Porto começa a revelar sinais de intranquilidade, nervosismo e impaciência. Pouco tempo depois, Failbakar tem um bom movimento de recepção e remate mas Cássio defende para canto. O Porto ia tentando o golo sem grande confiança e Brahimi depois de uma boa tabelinha com André, remata em arco ao lado da baliza.O Rio Ave só aos 81 minutos volta a criar a perigo num remate de Zé Paulo que passa por cima da barra e o Porto responde num livre directo marcado por Layún que Cássio sacode para canto. A 5 minutos dos 90, Lopetegui põe a carne toda no assador, fazendo entrar Varela para o lugar de Layún mas o Porto joga os últimos minutos a mandar sacos de batatas para para área do Rio Ave, que os defesas vilacondenses foram descascando de cadeirinha.
No final do jogo estava lixado com "F", para não dizer fodido com "L". A azia era tanta que passei mal a noite, sensação que ainda se mantinha às 7 horas da manhã, quando o despertador tocou para ir trabalhar. Mal soou o apito final do jogo tive a sensação de ver uma equipa sem ideias, sem raça, completamente desmotivada e sem forças para mudar o rumo do jogo. Quando o Rio Ave empatou, senti que o jogo acabaria assim e quando um portista como eu, sempre optimista e que acredita que as coisas irão sempre acabar bem, é assolado por este estado de espírito, algo está realmente mal.
Maxi - O MVP da partida. El Mono foi o primeiro a criar perigo em 2 remates perigos e não perdeu gaz durante o restante jogo. Fartou-se de correr, de lutar e certamente não foi por ele que o jogo acabou empatado.
Corona - Fazia anos mas quis ser ele a dar uma prenda de aniversário aos colegas e adeptos. Fartou-se de cruzar, algumas vezes para os colegas desperdiçarem, outras vezes para ninguém mas foi a par de Maxi, dos melhores.
André - Tentou empurrar sempre a equipa para a frente, na esquerda, no meio e por fim, na direita. Foi aquele "carregador de piano" habitual e esteve muito perto do golo mas infelizmente o poste e o Cássio não o deixaram ser feliz.
Brahimi - Quando o argelino liga o complicómetro, é um problema sério para ele e toda a equipa. As coisas não estavam a sair bem à equipa e Brahimi sentiu necessidade de pegar no jogo mas quase sempre mal.
Bolas paradas - Numa altura em que os golos provenientes de lances de bola parada andavam a correr bem, conseguimos a proeza de conseguir 18-1 em cantos e 0 oportunidades de golo.
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domingo, 29 de novembro de 2015
Tondela 0 vs FC Porto 1 - 28.11.2015 - Liga Portuguesa
O que o Maicon deu, Iker tirou.
No Municipal de Aveiro, disputou-se ontem o 1º jogo entre Tondela e Futebol Clube do Porto a contar para todas as competições nacionais. O jogo entre Tondela e Sporting poderia ter servido de aviso para o que aí vinha, depois do golo da vitória leonina ter chegado apenas aos 98 minutos num lance muito polémico, como tantos outros onde os lagartos têm sido protagonistas. Num jogo de ressaca europeia, e onde o termo "ressaca" faz como poucas vezes, tanto sentido, o Porto teve uma vitória conseguida através de um crime do Brahimi, num jogo fraco e sonolento. Manuel Mota, como é seu apanágio, deu nas vistas como tão bem o sabe fazer.
Depois de na passada 4ª feira termos assistido a um dos piores jogos do reinado do Julen, com efeitos praticamente irreversíveis no que diz respeito à continuação na Champions League, ninguém poderia estar à espera de um jogo brilhante. Brilhante seria difícil, mas qualquer jogo entre uma vitória competente e séria e não cinzenta, medíocre e desinteressante, seria no mínimo exigível. Fazendo uma analogia, quando um dia sais de casa e és abordado por meia dúzia de bandidos que sem pedir licença e sem qualquer tipo de explicação, te dão uma mocada e te deixam estendido no passeio, 3/4 dias de cama não chegam para recuperares. Como não podes ficar em casa para sempre, és obrigado a sair, mas mal pões um pé fora da porta do prédio, o teu subconsciente obriga-te a dar uma vista de olhos para ver se não está ninguém à tua espera outra vez. Ora bem, Porto levou no corpo dos bandidos ucranianos, ficou deitado no tapete do Dragão, teve pouco tempo de cama porque o calendário não perdoa, e saiu de casa para a viagem a Aveiro com algum receio e muitas cautelas.
Para o jogo do Tondela, Imbula e Corona ficaram na Invicta, em ambos os casos por decisão de Lopetegui e não por um qualquer problema físico. Com se costuma dizer, "rolaram cabeças". Foram duas mas poderiam ter sido mais, depois da medonha exibição de praticamente toda a equipa no jogo contra o Dinamo. Bueno, depois do bom jogo na taça entrou para onze, para formar o trio de meio campo. Danilo era médio mais recuado e Herrera tentava fazer a ligação entre o espanhol e o português. Uma das criticas feitas a Lopetegui no jogo da Champions, foi a não colocação de André numa das alas a servir de 4º médio, desta vez o colosso Tondela mereceu especial atenção do nosso Mister, que fez alinhar o modelo de jogo que tão bons resultados tinha dado na Europa. O jogo foi lento desde que o Mota deu o mote inicial e só à passagem do minuto 15 é que se viu a primeira jogada de perigo, num atrapalhação entre Herrera e Brahimi, que se anulam mutuamente, não aproveitando o bom cruzamento rasteiro de Maxi. O conforto do meu sofá e o sono ameaçavam atacar, quando Brahimi recebe a bola de Bueno, faz um rodriguinho, mete a bola para o canhoto e disfere um remate em arco, que embora me tenha dado a ideia que ia para a bancada, entrou onde a aranha passa a noite. Golo descomunal, pouco ou nada festejado pelo argelino. Até ao intervalo, o Porto teve 2 boas oportunidades para ampliar a vantagem, 1º por André que vê o remate interceptado depois de comer um defesa, e em cima do intervalo, um tiki-taka portista acaba com um remate de Coolbakar perto do poste. A 2º parte foi mais do mesmo, jogo lento, cinzento e com poucos motivos de interesse. O nosso Mister percebeu isso e mexeu na equipa mas para quem vê a olho nu, foram substituições manhosas e sem aparente lógica que confundiram adeptos e acredito que jogadores também. O Tondela conseguiu assustar Casillas, num contra-ataque rapidíssimo conduzido e concluído por Romário Baldé mas o golpe de teatro estava guardado para o minuto 84, quando Maicon ainda a frio faz penálti. Felizmente o Salva Chamorro borrou-se de medo e permitiu a defesa a Casillas. Entre o que restava do tempo regulamentar e descontos, foram jogados quase 10 minutos sem motivos de interesse. O Porto acabou o jogo com 71% de posse de bola e 12 remates, 4 deles à baliza.
Brahimi - O MVP da partida. Rolaram cabeças nesta convocatória deste jogo mas felizmente a do Yacine não foi uma delas. Fez uma boa primeira parte, culminada com um golo de antologia. Não festejou possivelmente porque tem noção de jogo medonho que fez contra o Dinamo. Continua a ser incompatível com Layún mas desde que pegue na bola e a meta sempre no saco, para mim está tudo bem.
André - Este nunca joga mal, e quem nunca joga mal, tem de jogar sempre. Não fosse o golão do Brahimi e seria sem espinhas o melhor jogador em campo. Fez mais um jogo de luta, intensidade, e esteve perto do golo ainda na 1ª parte. É como tenho dito, é André e mais 10.
Casillas - O ponto alto do Iker desde que chegou à Invicta. Já foi mal batido, já fez boas defesas mas esta deu pontos. Depois daquela coderniz no jogo da Champions, o que melhor poderia acontecer a Casillas do que defender um penálti decisivo?
Herrera - Em primeiro tenho que dizer que sou fã do Hector, sempre fui. Em segundo tenho que dizer que o Hector até a mim já me consegue enervar. Jogou a 2 velocidades, parado e devagar, tão devagar que eu tinha tempo de ir à casa de banho obrar, chegar e ainda o mexicano estava no mesmo sitio. Não me parece que o ex-Pachuca faça mais alguma época no Dragão.
Aboubakar - O nosso menino ainda não regressou dos jogos ao serviço da sua selecção. A bola não chega lá, e ele praticamente não rematou nestes 2 ultimos jogos. Tenho saudades daquele sorriso maroto.
Oportunidades - Imbula não tem jogado puto, Evandro é jeitoso mas não é a ultima bolacha do pacote, Hererra não quer nada com aquilo e Bueno é um híbrido, sobra Sérgio Oliveira que, perante este cenário, já deveria ter tido muitas mais oportunidades a jogar.
Matar o jogo - E marcar o 2º golo a tempo e horas para evitar merda como aconteceu no final do jogo, não?
No Municipal de Aveiro, disputou-se ontem o 1º jogo entre Tondela e Futebol Clube do Porto a contar para todas as competições nacionais. O jogo entre Tondela e Sporting poderia ter servido de aviso para o que aí vinha, depois do golo da vitória leonina ter chegado apenas aos 98 minutos num lance muito polémico, como tantos outros onde os lagartos têm sido protagonistas. Num jogo de ressaca europeia, e onde o termo "ressaca" faz como poucas vezes, tanto sentido, o Porto teve uma vitória conseguida através de um crime do Brahimi, num jogo fraco e sonolento. Manuel Mota, como é seu apanágio, deu nas vistas como tão bem o sabe fazer.
Depois de na passada 4ª feira termos assistido a um dos piores jogos do reinado do Julen, com efeitos praticamente irreversíveis no que diz respeito à continuação na Champions League, ninguém poderia estar à espera de um jogo brilhante. Brilhante seria difícil, mas qualquer jogo entre uma vitória competente e séria e não cinzenta, medíocre e desinteressante, seria no mínimo exigível. Fazendo uma analogia, quando um dia sais de casa e és abordado por meia dúzia de bandidos que sem pedir licença e sem qualquer tipo de explicação, te dão uma mocada e te deixam estendido no passeio, 3/4 dias de cama não chegam para recuperares. Como não podes ficar em casa para sempre, és obrigado a sair, mas mal pões um pé fora da porta do prédio, o teu subconsciente obriga-te a dar uma vista de olhos para ver se não está ninguém à tua espera outra vez. Ora bem, Porto levou no corpo dos bandidos ucranianos, ficou deitado no tapete do Dragão, teve pouco tempo de cama porque o calendário não perdoa, e saiu de casa para a viagem a Aveiro com algum receio e muitas cautelas.
Para o jogo do Tondela, Imbula e Corona ficaram na Invicta, em ambos os casos por decisão de Lopetegui e não por um qualquer problema físico. Com se costuma dizer, "rolaram cabeças". Foram duas mas poderiam ter sido mais, depois da medonha exibição de praticamente toda a equipa no jogo contra o Dinamo. Bueno, depois do bom jogo na taça entrou para onze, para formar o trio de meio campo. Danilo era médio mais recuado e Herrera tentava fazer a ligação entre o espanhol e o português. Uma das criticas feitas a Lopetegui no jogo da Champions, foi a não colocação de André numa das alas a servir de 4º médio, desta vez o colosso Tondela mereceu especial atenção do nosso Mister, que fez alinhar o modelo de jogo que tão bons resultados tinha dado na Europa. O jogo foi lento desde que o Mota deu o mote inicial e só à passagem do minuto 15 é que se viu a primeira jogada de perigo, num atrapalhação entre Herrera e Brahimi, que se anulam mutuamente, não aproveitando o bom cruzamento rasteiro de Maxi. O conforto do meu sofá e o sono ameaçavam atacar, quando Brahimi recebe a bola de Bueno, faz um rodriguinho, mete a bola para o canhoto e disfere um remate em arco, que embora me tenha dado a ideia que ia para a bancada, entrou onde a aranha passa a noite. Golo descomunal, pouco ou nada festejado pelo argelino. Até ao intervalo, o Porto teve 2 boas oportunidades para ampliar a vantagem, 1º por André que vê o remate interceptado depois de comer um defesa, e em cima do intervalo, um tiki-taka portista acaba com um remate de Coolbakar perto do poste. A 2º parte foi mais do mesmo, jogo lento, cinzento e com poucos motivos de interesse. O nosso Mister percebeu isso e mexeu na equipa mas para quem vê a olho nu, foram substituições manhosas e sem aparente lógica que confundiram adeptos e acredito que jogadores também. O Tondela conseguiu assustar Casillas, num contra-ataque rapidíssimo conduzido e concluído por Romário Baldé mas o golpe de teatro estava guardado para o minuto 84, quando Maicon ainda a frio faz penálti. Felizmente o Salva Chamorro borrou-se de medo e permitiu a defesa a Casillas. Entre o que restava do tempo regulamentar e descontos, foram jogados quase 10 minutos sem motivos de interesse. O Porto acabou o jogo com 71% de posse de bola e 12 remates, 4 deles à baliza.
Brahimi - O MVP da partida. Rolaram cabeças nesta convocatória deste jogo mas felizmente a do Yacine não foi uma delas. Fez uma boa primeira parte, culminada com um golo de antologia. Não festejou possivelmente porque tem noção de jogo medonho que fez contra o Dinamo. Continua a ser incompatível com Layún mas desde que pegue na bola e a meta sempre no saco, para mim está tudo bem.
André - Este nunca joga mal, e quem nunca joga mal, tem de jogar sempre. Não fosse o golão do Brahimi e seria sem espinhas o melhor jogador em campo. Fez mais um jogo de luta, intensidade, e esteve perto do golo ainda na 1ª parte. É como tenho dito, é André e mais 10.
Casillas - O ponto alto do Iker desde que chegou à Invicta. Já foi mal batido, já fez boas defesas mas esta deu pontos. Depois daquela coderniz no jogo da Champions, o que melhor poderia acontecer a Casillas do que defender um penálti decisivo?
Herrera - Em primeiro tenho que dizer que sou fã do Hector, sempre fui. Em segundo tenho que dizer que o Hector até a mim já me consegue enervar. Jogou a 2 velocidades, parado e devagar, tão devagar que eu tinha tempo de ir à casa de banho obrar, chegar e ainda o mexicano estava no mesmo sitio. Não me parece que o ex-Pachuca faça mais alguma época no Dragão.
Aboubakar - O nosso menino ainda não regressou dos jogos ao serviço da sua selecção. A bola não chega lá, e ele praticamente não rematou nestes 2 ultimos jogos. Tenho saudades daquele sorriso maroto.
Oportunidades - Imbula não tem jogado puto, Evandro é jeitoso mas não é a ultima bolacha do pacote, Hererra não quer nada com aquilo e Bueno é um híbrido, sobra Sérgio Oliveira que, perante este cenário, já deveria ter tido muitas mais oportunidades a jogar.
Matar o jogo - E marcar o 2º golo a tempo e horas para evitar merda como aconteceu no final do jogo, não?
sábado, 28 de novembro de 2015
FC Porto 0 vs Dinamo Kiev 2 - 24.11.2016 - Liga dos Campeões
A derrota à distância de um empate.
Do céu ao inferno em 90 minutos, este poderia ser o resumo do jogo de ontem no Dragão. Um jogo que tinha tudo ou quase tudo para ser a celebração da passagem (mais uma) para os oitavos-de-final da Champions com um aparente e teóricamente acessível empate, tornou-se numa das maiores desilusões da época, com uma derrota justa. Foi seguramente um dos piores jogos da época, senão o pior, e vozes e dedos incriminadores voltam a apontar para o nosso Mister. Tudo e mais alguma coisa se tem dito e escrito acerca do jogo de ontem e é nestas alturas que facilmente percebemos que no futebol, o treinador e equipa passam por diferentes análises e criticas a uma velocidade superior à do Bolt. Ontem perdemos bem, o treinador óbviamente que tem parte da culpa, mas depois de assistirmos a um jogo onde metade da equipa foi miserável, estar a apontar o foco incriminador para Lopetegui, parece-me intelectualmente desonesto.
Há uma expressão que aprecio bastante que basicamente diz que "se fizermos o totobola no final dos jogos, acertamos nos resultados todos". Eu não tenho acesso privilegiado à equipa, nem a tudo o que vai para além do que leio nos jornais e do que vejo no conforto do meu sofá durante os 90 minutos de cada jogo, por isso não sei se o Maxi saiu ao intervalo por questões físicas, nem se o André começou no banco por essas mesmas razões, nem se o Lopetegui tinha a pressão da direcção para ganhar o jogo e não empatar, por questões óbviamente financeiras. Não sei nada disso, o que sei é que o Porto se apresentou ontem no seu habitual 4-3-3, com 2 extremos abertos nas alas, com um trinco, com 2 médios centro e os 4 habituais defesas, isso eu sei e também sei que este é o esquema habitual do Porto. Sei também que na época passada quando ganhamos ao Bayern em casa jogamos em 4-3-3, com 2 extremos nas alas, exactamente como jogamos ontem. Isto tudo para dizer que não é porque em alguns jogos Lopetegui reforçou o meio campo com 4 elementos, que terá de o fazer sempre em todos os jogos da Champions. André tem sido o jogador fetiche de Lopetegui, Maxi foi contratado para substituir Danilo e a sua titularidade tem sido intocável e inquestionável, com estes dados será honesto dizer que o português ficou no banco e Maxi saiu ao intervalo por uma simples opção táctica do treinador? Não sei.
Partindo do principio de que todos os jogadores estavam aptos fisicamente, e depois das indicações dadas no jogo da Taça com o Angrense, há para mim uma surpresa no onze inicial que Lopetegui escolheu para o jogo com o Dinamo, que é o André no banco, não para fazer de extremo mas para ser um dos 3 do meio-campo. O Porto entrou nem no jogo e foi Danilo o primeiro a abrir os embrulhos com um remate logo aos 3 minutos, depois de excelente recuperação de bola. A equipa dominava territorialmente mas só conseguia ameaçar a baliza de Shovkovskiy através de remates de fora-da-área, primeiro por Brahimi e depois por Imbula. O minuto 20 marcou a fronteira entre um jogo perfeitamente controlado e uma completamente e constantemente perdida em campo. O Dinamo tomou conta do jogo, Yarmolenko passeava a sua classe na invicta e as oportunidades para os ucranianos foram surgindo, primeiro numa cabeçada ao poste seguida de recarga que passou pertíssimo do poste direito de Casillas e depois num lance que o Carballo decidiu marcar penálti mas que me pareceu demasiado forçado. O que se conseguiu fazer até ao intervalo, estancar o sangue, fazer o curativo e impedir que a ferida agravasse. Maxi sai ao intervalo numa decisão polémica de Lopetegui, Danilo desce para central, Indi vai para a esquerda e Layún passa para a direita. Uma decisão um pouco radical mas que significava que Lopetegui queria ganhar o jogo a todo custo. O Porto volta a entrar bem no jogo, o André reclamou um penálti aos 53 minutos num lance que para mim é tão merecedor de falta como o outro assinalado pelo Carballo na primeira parte. A equipa estava forte mas como o futebol não é uma ciência exacta, assim como para caminhares tens de gatinhar primeiro, o Porto não só não conseguiu empatar o jogo, como acabou por levar o segundo soco no queixo que o levou completamente ao tapete. Aos 67 minutos Lopetegui põe a carne toda no assador com as entradas de Osvaldo e Corona para os lugares de Imbula e Brahimi mas mas como se viu a carne ficou crua e mal saborosa. 2 bolas aos ferros em 2 lances de muito coração e pouca cabeça, foram disfarçando e adiando o inevitável e penoso final de jogo de uma equipa completamente destroçada.
As contas finais deste grupo são fáceis de fazer, ou seja, o Porto não pode fazer pior do que fará o Dinamo em casa com o Maccabi para passar à próxima fase. As portas da Liga Europa estão abertas e o papelinho com o nome FC Porto já está dentro da bola que fará parte do sorteio, por isso cabe à equipa e treinador jogar de forma completamente diferente e ir a Stanford Bridge fazer um jogo épico.
André - O MVP da partida. Os meus pontos positivos começam e acabam no médio português. A sua entrada mexeu positivamente com a equipa, embora sem resultados práticos. Começou no banco por problemas físicos, ou simplesmente porque Lopetegui achou que o nosso melhor jogador até à data não merecia a titularidade. Esteve nos únicos 3 lances perigosos da equipa, no penalti não assinalado e nas 2 bolas nos ferros, o que diz bem da importância da sua entrada em campo.
Não consegues individualizar quando tens mais de metade da equipa a jogar de forma sofrível. Casillas, Layún, Rúben, Brahimi, Tello e Aboubakar jogaram mas não jogaram e Osvaldo e Corona entraram mas não entraram. Lopetegui pode e deve ser culpado pela equipa não ter jogado puto mas não deveria ser culpado por mais de metade dos jogadores terem jogado tão abaixo do que são capazes.
Do céu ao inferno em 90 minutos, este poderia ser o resumo do jogo de ontem no Dragão. Um jogo que tinha tudo ou quase tudo para ser a celebração da passagem (mais uma) para os oitavos-de-final da Champions com um aparente e teóricamente acessível empate, tornou-se numa das maiores desilusões da época, com uma derrota justa. Foi seguramente um dos piores jogos da época, senão o pior, e vozes e dedos incriminadores voltam a apontar para o nosso Mister. Tudo e mais alguma coisa se tem dito e escrito acerca do jogo de ontem e é nestas alturas que facilmente percebemos que no futebol, o treinador e equipa passam por diferentes análises e criticas a uma velocidade superior à do Bolt. Ontem perdemos bem, o treinador óbviamente que tem parte da culpa, mas depois de assistirmos a um jogo onde metade da equipa foi miserável, estar a apontar o foco incriminador para Lopetegui, parece-me intelectualmente desonesto.
Há uma expressão que aprecio bastante que basicamente diz que "se fizermos o totobola no final dos jogos, acertamos nos resultados todos". Eu não tenho acesso privilegiado à equipa, nem a tudo o que vai para além do que leio nos jornais e do que vejo no conforto do meu sofá durante os 90 minutos de cada jogo, por isso não sei se o Maxi saiu ao intervalo por questões físicas, nem se o André começou no banco por essas mesmas razões, nem se o Lopetegui tinha a pressão da direcção para ganhar o jogo e não empatar, por questões óbviamente financeiras. Não sei nada disso, o que sei é que o Porto se apresentou ontem no seu habitual 4-3-3, com 2 extremos abertos nas alas, com um trinco, com 2 médios centro e os 4 habituais defesas, isso eu sei e também sei que este é o esquema habitual do Porto. Sei também que na época passada quando ganhamos ao Bayern em casa jogamos em 4-3-3, com 2 extremos nas alas, exactamente como jogamos ontem. Isto tudo para dizer que não é porque em alguns jogos Lopetegui reforçou o meio campo com 4 elementos, que terá de o fazer sempre em todos os jogos da Champions. André tem sido o jogador fetiche de Lopetegui, Maxi foi contratado para substituir Danilo e a sua titularidade tem sido intocável e inquestionável, com estes dados será honesto dizer que o português ficou no banco e Maxi saiu ao intervalo por uma simples opção táctica do treinador? Não sei.
Partindo do principio de que todos os jogadores estavam aptos fisicamente, e depois das indicações dadas no jogo da Taça com o Angrense, há para mim uma surpresa no onze inicial que Lopetegui escolheu para o jogo com o Dinamo, que é o André no banco, não para fazer de extremo mas para ser um dos 3 do meio-campo. O Porto entrou nem no jogo e foi Danilo o primeiro a abrir os embrulhos com um remate logo aos 3 minutos, depois de excelente recuperação de bola. A equipa dominava territorialmente mas só conseguia ameaçar a baliza de Shovkovskiy através de remates de fora-da-área, primeiro por Brahimi e depois por Imbula. O minuto 20 marcou a fronteira entre um jogo perfeitamente controlado e uma completamente e constantemente perdida em campo. O Dinamo tomou conta do jogo, Yarmolenko passeava a sua classe na invicta e as oportunidades para os ucranianos foram surgindo, primeiro numa cabeçada ao poste seguida de recarga que passou pertíssimo do poste direito de Casillas e depois num lance que o Carballo decidiu marcar penálti mas que me pareceu demasiado forçado. O que se conseguiu fazer até ao intervalo, estancar o sangue, fazer o curativo e impedir que a ferida agravasse. Maxi sai ao intervalo numa decisão polémica de Lopetegui, Danilo desce para central, Indi vai para a esquerda e Layún passa para a direita. Uma decisão um pouco radical mas que significava que Lopetegui queria ganhar o jogo a todo custo. O Porto volta a entrar bem no jogo, o André reclamou um penálti aos 53 minutos num lance que para mim é tão merecedor de falta como o outro assinalado pelo Carballo na primeira parte. A equipa estava forte mas como o futebol não é uma ciência exacta, assim como para caminhares tens de gatinhar primeiro, o Porto não só não conseguiu empatar o jogo, como acabou por levar o segundo soco no queixo que o levou completamente ao tapete. Aos 67 minutos Lopetegui põe a carne toda no assador com as entradas de Osvaldo e Corona para os lugares de Imbula e Brahimi mas mas como se viu a carne ficou crua e mal saborosa. 2 bolas aos ferros em 2 lances de muito coração e pouca cabeça, foram disfarçando e adiando o inevitável e penoso final de jogo de uma equipa completamente destroçada.
As contas finais deste grupo são fáceis de fazer, ou seja, o Porto não pode fazer pior do que fará o Dinamo em casa com o Maccabi para passar à próxima fase. As portas da Liga Europa estão abertas e o papelinho com o nome FC Porto já está dentro da bola que fará parte do sorteio, por isso cabe à equipa e treinador jogar de forma completamente diferente e ir a Stanford Bridge fazer um jogo épico.
André - O MVP da partida. Os meus pontos positivos começam e acabam no médio português. A sua entrada mexeu positivamente com a equipa, embora sem resultados práticos. Começou no banco por problemas físicos, ou simplesmente porque Lopetegui achou que o nosso melhor jogador até à data não merecia a titularidade. Esteve nos únicos 3 lances perigosos da equipa, no penalti não assinalado e nas 2 bolas nos ferros, o que diz bem da importância da sua entrada em campo.
Não consegues individualizar quando tens mais de metade da equipa a jogar de forma sofrível. Casillas, Layún, Rúben, Brahimi, Tello e Aboubakar jogaram mas não jogaram e Osvaldo e Corona entraram mas não entraram. Lopetegui pode e deve ser culpado pela equipa não ter jogado puto mas não deveria ser culpado por mais de metade dos jogadores terem jogado tão abaixo do que são capazes.
sábado, 7 de novembro de 2015
Maccabi Tel Aviv 1 vs FC Porto 3 - 04.11.2015 - Liga dos Campeões
É fácil, (é barato) e dá milhões.
Este era o famoso slogan do Totoloto, jogo criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1985 e que fez no passado mês de Março, 30 anos. Retirei-o do baú das memórias porque me parece que se pode usar para rotular em parte o que foi o nosso 4º jogo na maior prova europeia de clubes, versão 2015/2016. O Porto somou a 3ª vitória na Champions, num jogo extremamente bem conseguido a todos os níveis, óbviamente não tão fácil nem barato como o titulo desta posta, mas com elevados graus de competência. Faltam 2 jogos, temos 10 pontos, estamos em 1º no grupo, e podemos já selar a passagem aos oitavos-de-final se no mínimo, empatarmos com o Dinamo de Kiev no próximo dia 24 no Dragão. Estão portanto abertas as portas para mais uma fase de grupos jogada praticamente sem mácula.
Lopetegui fez o se vinha a falar a algumas semanas, tirou Imbula do onze inicial, ou seja, provou mais uma vez que estatutos e valores de passes não existem na hora de escolher a equipa que entra em campo para cada jogo. Sem o francês, a equipa foi a esperada e o André, como é hábito em jogos de Champions, jogou numa das alas. O jogo começou dividido e foi Ben Haim o primeiro a molhar a sopa logo no primeiro minuto, num lance aparentemente controlado por Casillas. Diga-se que o extremo israelita foi de muito longe, o melhor jogador do Maccabi nos 2 jogos contra o Porto. O Porto responde por Coolbakar, que não pede licença a ninguém e fuzila de fora da área e por Láyun que obriga Rajković a defender para a frente de Coolbakar que recarga por cima da barra. Ben Haim logo de seguida obriga Casillas a defender para canto e na sequência desse lance, cabeceia pertíssimo do poste esquerdo do espanhol. O jogo estava vivo, dividido, com remates do Porto e sempre de Ben Haim mas é o maior do mundo que acaba por marcar por Tello, num lance em que parece dominar mal a redondinha mas compensa com a sua velocidade e classe. Estava feito o mais difícil e o Porto a partir daqui jogou de forma mais cautelosa, só partindo para o ataque pela certa, evitando assim contra-ataques israelitas. O jogo estava perfeitamente controlado, o Porto tinha o poder de definir as jogadas como bem queria até que Danilo vê Tello meter o nitro, respeita a arrancada do espanhol que assiste Coolbakar fazer o mais difícil e falhar um golo cantado. O intervalo chega com a sensação que poderíamos e deveríamos ter matado o jogo na primeira parte. Uma entrada forte nos segundos 45 minutos, permitiu-nos chegar rapidamente ao 2º golo, num lance em que Danilo come metros com grande facilidade, assiste Maxi que caga uma bicha na defesa amarela e cruza com classe para André encostar de cabeça. O Casillas que devia estar aborrecido por não ter trabalho, tem uma paragem cerebral repondo mal a bola num pontapé de baliza mas compensando logo de seguida com uma boa defesa. Foi um lance que acordou o moribundo Maccabi que volta a rematar com perigo por 2 ocasiões, respondendo Casillas sempre com autoridade. O Porto acaba por chegar ao mais que merecido 3º golo, num lance em que Tello faz uma diagonal a partir da direita, assistindo Láyun que com um toque de classe faz Ben Haim perder as lentes de contacto e dispara colocado para dentro da baliza. 3 bons golos, fruto de um jogo que não sendo deslumbrante com jogada de forma competente. O árbitro grego, com medo de ter falta de assunto no regresso a casa, inventa um pénalti ridículo para não lhe chamar pornográfico e Zahavi não perdoa colocando o marcador em 1-3. Até ao final do jogo, o nosso Coolbakar esteve perto do golo, num remate que a bola quase entrava onde a aranha passa a noite mas estava escrito que esta não era a noite do nosso camaronês preferido. Vitória justíssima por números que poderiam ter sido outros caso os nossos jogadores estivessem com a mira mais calibrada.
Tello - O MVP da partida. Dificil escolher entre o espanhol e o André porque para além da importante influência de ambos na partida, conseguiram um golo e uma assistência cada um. Tello teve o espaço para galgar que raramente tem em grande parte dos jogos e aproveitou muito bem cada solicitação que teve. Poderia ter somado mais uma assistência caso o Coolbakar não se tivesse armado em Torres.
André - Grande jogo, como é seu hábito. Um médio completo, que faz o que é preciso a defender, a atacar, no meio ou na ala. Um Moutinho com muito mais golo nos pés, um portista, uma força da natureza em campo. O jogador fetiche de Lopetegui e da massa associativa do nosso Porto, pelo que representa para o clube e pelo que faz em campo.
Layún - Não me levem a mal mas não conhecia este menino e estou agradavelmente surpreendido mas as suas constantes boas prestações em campo. A par de Marcano, um autêntico achado perdido no fundo da tabela da Premier League. Melhor a atacar do que defender, é essa a ideia que fiquei desde que o comecei a ver jogar mas não me parece que seja um handicap, principalmente porque o Porto joga no meio campo adversário em 80/90% dos jogos que faz durante a época.
Aboubakar - Last but not leas, uma menção honrosa para o meu menino. Seria fácil dar-lhe nota negativa por ter falhado na finalização mas seria desonesto depois de tudo o que o camaronês fez em campo. Sempre activo, sempre a dar uma linha de passe, sempre interventivo, sempre a ser o primeiro jogador a defender. Tal como Osvaldo contra o Varzim, não foi feliz mas melhores dias virão, não é Coolbakar?
Nada de especial e negativo a assinalar, foi um jogo competente, onde todos os jogadores estiveram a um bom nível.
Este era o famoso slogan do Totoloto, jogo criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1985 e que fez no passado mês de Março, 30 anos. Retirei-o do baú das memórias porque me parece que se pode usar para rotular em parte o que foi o nosso 4º jogo na maior prova europeia de clubes, versão 2015/2016. O Porto somou a 3ª vitória na Champions, num jogo extremamente bem conseguido a todos os níveis, óbviamente não tão fácil nem barato como o titulo desta posta, mas com elevados graus de competência. Faltam 2 jogos, temos 10 pontos, estamos em 1º no grupo, e podemos já selar a passagem aos oitavos-de-final se no mínimo, empatarmos com o Dinamo de Kiev no próximo dia 24 no Dragão. Estão portanto abertas as portas para mais uma fase de grupos jogada praticamente sem mácula.
Lopetegui fez o se vinha a falar a algumas semanas, tirou Imbula do onze inicial, ou seja, provou mais uma vez que estatutos e valores de passes não existem na hora de escolher a equipa que entra em campo para cada jogo. Sem o francês, a equipa foi a esperada e o André, como é hábito em jogos de Champions, jogou numa das alas. O jogo começou dividido e foi Ben Haim o primeiro a molhar a sopa logo no primeiro minuto, num lance aparentemente controlado por Casillas. Diga-se que o extremo israelita foi de muito longe, o melhor jogador do Maccabi nos 2 jogos contra o Porto. O Porto responde por Coolbakar, que não pede licença a ninguém e fuzila de fora da área e por Láyun que obriga Rajković a defender para a frente de Coolbakar que recarga por cima da barra. Ben Haim logo de seguida obriga Casillas a defender para canto e na sequência desse lance, cabeceia pertíssimo do poste esquerdo do espanhol. O jogo estava vivo, dividido, com remates do Porto e sempre de Ben Haim mas é o maior do mundo que acaba por marcar por Tello, num lance em que parece dominar mal a redondinha mas compensa com a sua velocidade e classe. Estava feito o mais difícil e o Porto a partir daqui jogou de forma mais cautelosa, só partindo para o ataque pela certa, evitando assim contra-ataques israelitas. O jogo estava perfeitamente controlado, o Porto tinha o poder de definir as jogadas como bem queria até que Danilo vê Tello meter o nitro, respeita a arrancada do espanhol que assiste Coolbakar fazer o mais difícil e falhar um golo cantado. O intervalo chega com a sensação que poderíamos e deveríamos ter matado o jogo na primeira parte. Uma entrada forte nos segundos 45 minutos, permitiu-nos chegar rapidamente ao 2º golo, num lance em que Danilo come metros com grande facilidade, assiste Maxi que caga uma bicha na defesa amarela e cruza com classe para André encostar de cabeça. O Casillas que devia estar aborrecido por não ter trabalho, tem uma paragem cerebral repondo mal a bola num pontapé de baliza mas compensando logo de seguida com uma boa defesa. Foi um lance que acordou o moribundo Maccabi que volta a rematar com perigo por 2 ocasiões, respondendo Casillas sempre com autoridade. O Porto acaba por chegar ao mais que merecido 3º golo, num lance em que Tello faz uma diagonal a partir da direita, assistindo Láyun que com um toque de classe faz Ben Haim perder as lentes de contacto e dispara colocado para dentro da baliza. 3 bons golos, fruto de um jogo que não sendo deslumbrante com jogada de forma competente. O árbitro grego, com medo de ter falta de assunto no regresso a casa, inventa um pénalti ridículo para não lhe chamar pornográfico e Zahavi não perdoa colocando o marcador em 1-3. Até ao final do jogo, o nosso Coolbakar esteve perto do golo, num remate que a bola quase entrava onde a aranha passa a noite mas estava escrito que esta não era a noite do nosso camaronês preferido. Vitória justíssima por números que poderiam ter sido outros caso os nossos jogadores estivessem com a mira mais calibrada.
Tello - O MVP da partida. Dificil escolher entre o espanhol e o André porque para além da importante influência de ambos na partida, conseguiram um golo e uma assistência cada um. Tello teve o espaço para galgar que raramente tem em grande parte dos jogos e aproveitou muito bem cada solicitação que teve. Poderia ter somado mais uma assistência caso o Coolbakar não se tivesse armado em Torres.
André - Grande jogo, como é seu hábito. Um médio completo, que faz o que é preciso a defender, a atacar, no meio ou na ala. Um Moutinho com muito mais golo nos pés, um portista, uma força da natureza em campo. O jogador fetiche de Lopetegui e da massa associativa do nosso Porto, pelo que representa para o clube e pelo que faz em campo.
Layún - Não me levem a mal mas não conhecia este menino e estou agradavelmente surpreendido mas as suas constantes boas prestações em campo. A par de Marcano, um autêntico achado perdido no fundo da tabela da Premier League. Melhor a atacar do que defender, é essa a ideia que fiquei desde que o comecei a ver jogar mas não me parece que seja um handicap, principalmente porque o Porto joga no meio campo adversário em 80/90% dos jogos que faz durante a época.
Aboubakar - Last but not leas, uma menção honrosa para o meu menino. Seria fácil dar-lhe nota negativa por ter falhado na finalização mas seria desonesto depois de tudo o que o camaronês fez em campo. Sempre activo, sempre a dar uma linha de passe, sempre interventivo, sempre a ser o primeiro jogador a defender. Tal como Osvaldo contra o Varzim, não foi feliz mas melhores dias virão, não é Coolbakar?
Nada de especial e negativo a assinalar, foi um jogo competente, onde todos os jogadores estiveram a um bom nível.
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