A vantagem de uma boa substituição.
A passagem para a próxima fase passava obrigatóriamente por ganhar as duas guerras com o Brugge, e nesse aspecto a primeira batalha foi conquistada. Foi a primeira vez que as duas equipas se defrontaram, apesar do Porto até ontem ter um saldo equilibrado contra equipas belgas, foram 6 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, muitos dos quais com o Anderlecht. Depois da derrota do Copenhaga em Inglaterra, a passagem volta a ficar ao nosso alcance, embora o Leicester tenha ficado claramente destacado depois de ter conseguido a 3ª vitória em 3 jogos.
O nosso Mister voltou a escolher a equipa que lhe parece oferecer mais garantias, formando aquela espécie de 4-4-2 híbrido que o Nuno tanto gosta mas continua a não transmitir à equipa aquela força de equipa grande. O Porto tem de se assumir de uma vez por todas como equipa grande que foi, é e será sempre, aconteça o que acontecer, seja em fase de constantes vitórias, ou em épocas de sucessivas derrotas. Faz-me um pouco de espécie defrontar equipas como o Copenhaga ou o Brugge com o rabinho entre as pernas, a entrar em campo à espera do que o jogo lhe dá e não a querer dar ordens e mandar em todos os aspectos da partida.
O Porto ontem entrou a medo e pagou por isso, sofreu um golo cedo no jogo e não fosse a relativa rápida reacção e estaríamos neste momento a falar e escrever de um mais que provável afastamento da Liga dos Campeões. O Brugge entrou em campo com 0 pontos, numa situação ligeiramente mais dramática que o Porto, jogava em casa e como tal fez a única coisa que tinha a fazer, entrou forte no jogo e marcou cedo, recuou e tentou aproveitar o contra-ataque para marcar o 2º golo e quase matar o jogo. O Porto felizmente e ao contrário do que tinha sido hábito em alguns jogos anteriores, reagiu cedo, tomou conta do jogo e as oportunidades foram surgindo a partir sensivelmente dos 20 minutos de jogo. A segunda parte é totalmente dominada pelo Porto e posso dizer o Mister desta vez tem nota máxima nas substituições efectuadas, Brahimi e Corona em vez do apagado Jota e do confuso Herrera, deram à equipa a dinâmica necessária para destroçar a defesa belga. Os 2 golos surgiram por jogadores que iniciaram a partida mas foram as mexidas na equipa que embalaram a equipa para uma vitória mais suada do que era esperado, mas totalmente e inequivocamente justa. Nota positiva para a 3ª remontada da época.
Ganhar foi muito importante mas a equipa tem de dar continuidade às vitórias na 2ª volta da fase de grupos, receber e ganhar ao Brugge terá de ser tão natural como obrigatório. O 1º lugar do grupo, embora possível, parece-me um objectivo um pouco complicado de conseguir, fruto dos 5 pontos de vantagem que o Leicester tem, por isso é importante a equipa inglesa retirar pontos ao Copenhaga no próximo jogo do grupo.
Otávio - O MVP da partida. O pequeno mágico continua a fazer jus ao titulo de melhor jogador do Porto esta época. Foi mais uma vez um autêntico desequilibrador, esteve nos melhores momentos da equipa, fez o passe para o balázio do Layún e saiu cedo do jogo completamente estourado. Esteve perto de marcar num remate que rasou o poste e que poderia ter sido o inicio da remontada.
Marcano - Voltamos a ter o Marcano da época de estreia, um defesa central autoritário, rápido, eficaz nas dobras ao defesa esquerdo, perigoso no ataque e que quase sempre resolve bem e não inventa na defesa. Tem formado com Felipe uma dupla de respeito embora neste momento que pareça ligeiramente acima do seu colega de sector.
Corona & Brahimi - As substituições são sempre feitas com o intuito de melhorar algo na equipa, seja defensivamente, ofensivamente ou um misto das duas. Corona e Brahimi foram duas cartadas de génio, porque na altura que entraram a equipa já estava por cima mas faltava-lhe aquele rasgo individual para fazer tombar o muro belga. Brahimi começou logo a mostrar serviço com uma entrada em jogo moralizada e com as suas habituais fintas em cima de uma moeda de 2€, teve um remate perigoso e uma disponibilidade total nos 30 minutos que esteve em campo e Corona apesar de teoricamente ter entrado para a faixa, descaia muito para o centro no apoio ao André. O mexicano sacou um penalti, numa jogada de finta curta que matou o defesa belga.
Layún - Tem culpa directa no golo belga depois de se ter deixado comer que nem um menino mas não se deixou abater e foi o constante e habitual jogador que conhecemos. Sempre a apoiar o ataque, entrega total ao jogo e um remate de fora da área que só parou nas redes defendidas por Butelle.
Reacção ao golo - Um golo sofrido aos 12 minutos pode mexer negativamente com a equipa mas não foi isso que aconteceu. O Porto nunca entrou em histerismos, fez o seu jogo, esperou pelo momento e foi recompensado por isso.
André Silva - Esforçado como é normal, mas não teve uma noite particularmente feliz a par de Jota. Foi frio ao contrário do que os seus 20 anos poderiam permitir e marcou um penalti sem espinhas nos descontos.
Jota - Depois do hat-trick na Madeira, espera-se sempre mais e melhor do Diogo, até porque percebemos que o seu potencial é enorme mas ontem não foi a sua noite. Completamente engolido pela defesa belga, não teve um lance digno de registo e a sua saída foi mais que natural.
Herrera - Já mais que uma vez que escrevi que o mexicano é o 8 e 80 do plantel. Ontem foi o 8, lento, trapalhão, a falhar passes. Esteve relativamente bem no capitulo do remate mas ainda assim não teve a sorte de marcar. Tal como Jota, saiu naturalmente e os 2 golos portistas surgiram depois disso.
Entrar a perder - O Porto tem de parar com esta merda, somos uma equipa grande em Portugal e na Europa, e temos de uma vez por todas de assumir os jogos e entrar em campo como predador e não presa.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
Nacional 0 vs FC Porto 4 - 01.10.2016 - Liga Portuguesa
Quatro murros na Choupana.
A Choupana em particular e a Ilha da Madeira no geral, são locais habitualmente difíceis de ultrapassar pelo maior clube do mundo, embora a tendência de vitória do Porto em casa do Nacional se tenha vindo a acentuar nos últimos 10 jogos, com 8 triunfos, contra 1 vitória do madeirenses e 1 empate. Marcano afirmou durante a semana, que era crucial "dar um murro na mesa", e pelos vistos toda a equipa encarnou esse espirito porque fez um jogo sério desde o apito inicial do árbitro.
Nuno Espírito Santo fez alinhar novamente um onze diferente do jogo anterior, tem sido sempre assim desde o inicio da época e por isso a novidade será que acontecer uma repetição. Semana após semana, jogo após jogo, as experiências tem sido feitas pelo NES como se ainda estivéssemos em plena pré-época e parece que finalmente acertou. Diogo Jota e André Silva revelaram um entendimento bastante assinalavel para um dupla que fazia a sua estreia a titular esta época. O Porto executou na Madeira o que NES anda a apregoar praticamente desde o inicio da época e o resultado foi um jogo muito bem conseguido, muito possivelmente o mais equilibrado dos 11 disputados esta temporada.
O Porto finalmente passou das palavras aos actos, entrou a matar na partida, marcou cedo, controlou o jogo, foi calma e merecidamente ampliando o resultado e não permitiu aos insulares qualquer tipo de veleidades. Casillas teve uma noite estranhamente tranquila e disseram-me que chegou mesmo a perguntar ao banco se o jogo estaria mesmo a ser disputado na Madeira, na malograda Ilha Maldita. Uma defesa sólida, um meio campo criativo e com enorme rotação e um ataque eficaz como nunca, dizimaram por completo uma equipa que se limitava a rematar de longe, e que conseguiu o seu remate mais perigoso quase no final do jogo.
Danilo (25) e Herrera (26), mas principalmente André Silva (20 anos), Jota (19), Óliver (21), Otávio (21), revelam uma equipa indubitavelmente jovem por um lado, inexperiente por outro, mas os dados estão lançados e o futuro pode muito bem ser sustentado a partir desta base de jovens jogadores.
Diogo Jota - O MVP da partida. 3 golos na primeira parte, 3 golos em 35 minutos. Uma estreia a titular absolutamente soberba. Jota foi em meia parte, o que Adrian e Deproite não conseguiram ser desde o início da época. Demonstrou um excelente entendimento com o André Silva, foi de uma eficácia pornográfica em frente à baliza, e deixou no ar a ideia que o lugar será seu nos próximos jogos sem grande discussão.
André Silva - Um golo à ponta de lança, uma assistência para golo, uma entrega total ao jogo e meia dúzia de lances mal executados, esta foi a noite do nosso menino na Choupana. Para o André deixo um conselho, que peque no jogo de ontem e aprenda alguma coisa ao ver os golos do Jota e a forma fria e eficaz como o colega de equipa os executou.
Óliver & Danilo - 2 jogadores que se completaram praticamente na perfeição e que deram a ideia de jogarem juntos desde sempre. Danilo parece estar a subir gradualmente de forma e a equipa ganha outra amplitude porque permite soltar os restante médios para tarefas mais atacantes. Óliver revelou um muito melhor entrosamento com a equipa e foi aquele box-to-box que a equipa precisa e que os adeptos desejam.
Felipe - Mais um jogo extraordinário. Fez inúmeros cortes, dobrou colegas e tentou a sua sorte nos lances de bola parada mas continua a não tomar as melhores decisões quando tem que sair para o ataque. Tem de refrear a forma como entra em todas as disputas, porque nem sempre tem de ganhar todos os lances divididos.
Marcar cedo - É incrível a tranquilidade que dá a uma equipa já de si intranquila, marcar um golo cedo. O Porto entrou muito bem no jogo e cedo se percebeu ao que vinha e que não iria esperar pelos últimos 20/25 minutos para começar a jogar à bola. O golo de Jota aos 11 minutos permitiu desmontar a táctica defensiva de Manuel Machado e procurar o ampliar da vantagem com calma e critério. Os golos foram surgindo naturalmente, a equipa baixou naturalmente o ritmo na 2ª parte, e as substituições permitiram gerir o jogo sem grandes sobressaltos.
Nada de assinalável a registar - Não há jogos perfeitos mas há jogos que mesmo não sendo brilhantes, conseguem ser muito bem conseguidos. A equipa do Porto não foi perfeita mas nunca deixou que o resultado e a vitória estivessem em risco. A nível individual não houve nenhum jogador que se destacasse de forma negativa.
A Choupana em particular e a Ilha da Madeira no geral, são locais habitualmente difíceis de ultrapassar pelo maior clube do mundo, embora a tendência de vitória do Porto em casa do Nacional se tenha vindo a acentuar nos últimos 10 jogos, com 8 triunfos, contra 1 vitória do madeirenses e 1 empate. Marcano afirmou durante a semana, que era crucial "dar um murro na mesa", e pelos vistos toda a equipa encarnou esse espirito porque fez um jogo sério desde o apito inicial do árbitro.
Nuno Espírito Santo fez alinhar novamente um onze diferente do jogo anterior, tem sido sempre assim desde o inicio da época e por isso a novidade será que acontecer uma repetição. Semana após semana, jogo após jogo, as experiências tem sido feitas pelo NES como se ainda estivéssemos em plena pré-época e parece que finalmente acertou. Diogo Jota e André Silva revelaram um entendimento bastante assinalavel para um dupla que fazia a sua estreia a titular esta época. O Porto executou na Madeira o que NES anda a apregoar praticamente desde o inicio da época e o resultado foi um jogo muito bem conseguido, muito possivelmente o mais equilibrado dos 11 disputados esta temporada.
O Porto finalmente passou das palavras aos actos, entrou a matar na partida, marcou cedo, controlou o jogo, foi calma e merecidamente ampliando o resultado e não permitiu aos insulares qualquer tipo de veleidades. Casillas teve uma noite estranhamente tranquila e disseram-me que chegou mesmo a perguntar ao banco se o jogo estaria mesmo a ser disputado na Madeira, na malograda Ilha Maldita. Uma defesa sólida, um meio campo criativo e com enorme rotação e um ataque eficaz como nunca, dizimaram por completo uma equipa que se limitava a rematar de longe, e que conseguiu o seu remate mais perigoso quase no final do jogo.
Danilo (25) e Herrera (26), mas principalmente André Silva (20 anos), Jota (19), Óliver (21), Otávio (21), revelam uma equipa indubitavelmente jovem por um lado, inexperiente por outro, mas os dados estão lançados e o futuro pode muito bem ser sustentado a partir desta base de jovens jogadores.
Diogo Jota - O MVP da partida. 3 golos na primeira parte, 3 golos em 35 minutos. Uma estreia a titular absolutamente soberba. Jota foi em meia parte, o que Adrian e Deproite não conseguiram ser desde o início da época. Demonstrou um excelente entendimento com o André Silva, foi de uma eficácia pornográfica em frente à baliza, e deixou no ar a ideia que o lugar será seu nos próximos jogos sem grande discussão.
André Silva - Um golo à ponta de lança, uma assistência para golo, uma entrega total ao jogo e meia dúzia de lances mal executados, esta foi a noite do nosso menino na Choupana. Para o André deixo um conselho, que peque no jogo de ontem e aprenda alguma coisa ao ver os golos do Jota e a forma fria e eficaz como o colega de equipa os executou.
Óliver & Danilo - 2 jogadores que se completaram praticamente na perfeição e que deram a ideia de jogarem juntos desde sempre. Danilo parece estar a subir gradualmente de forma e a equipa ganha outra amplitude porque permite soltar os restante médios para tarefas mais atacantes. Óliver revelou um muito melhor entrosamento com a equipa e foi aquele box-to-box que a equipa precisa e que os adeptos desejam.
Felipe - Mais um jogo extraordinário. Fez inúmeros cortes, dobrou colegas e tentou a sua sorte nos lances de bola parada mas continua a não tomar as melhores decisões quando tem que sair para o ataque. Tem de refrear a forma como entra em todas as disputas, porque nem sempre tem de ganhar todos os lances divididos.
Marcar cedo - É incrível a tranquilidade que dá a uma equipa já de si intranquila, marcar um golo cedo. O Porto entrou muito bem no jogo e cedo se percebeu ao que vinha e que não iria esperar pelos últimos 20/25 minutos para começar a jogar à bola. O golo de Jota aos 11 minutos permitiu desmontar a táctica defensiva de Manuel Machado e procurar o ampliar da vantagem com calma e critério. Os golos foram surgindo naturalmente, a equipa baixou naturalmente o ritmo na 2ª parte, e as substituições permitiram gerir o jogo sem grandes sobressaltos.
Nada de assinalável a registar - Não há jogos perfeitos mas há jogos que mesmo não sendo brilhantes, conseguem ser muito bem conseguidos. A equipa do Porto não foi perfeita mas nunca deixou que o resultado e a vitória estivessem em risco. A nível individual não houve nenhum jogador que se destacasse de forma negativa.
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domingo, 25 de setembro de 2016
FC Porto 3 vs Boavista 1 - 23.09.2016 - Liga Portuguesa
A 2ª remontada da época.
Foi 133º dérbi da Invicta entre Dragões a Axadrezados a contar para todas as competições nacionais e seguramente um daqueles jogos que não deixará grandes saudades. O Porto tem um histórico em casa claramente favorável, com 55 vitórias em 68 jogos, bem diferente dos jogos no Bessa, onde o equilibrio sempre foi um factor dominante.
O jogo da passada 6ª feira foi de certa forma emocionante, embora longe das batalhas intensivas da década de 90, principalmente quando as partidas se disputavam no Bessa. O Porto voltou a fazer um jogo fraco, na linha do que tem sido a época 2016/17, com alguns sinais de raça e vontade de ganhar após sofrermos um golo madrugador. Nuno voltou a fazer entrar um onze diferente do jogo anterior, voltou a jogar em 4-4-2 e lembrei-me do que se ia dizendo na época passada por esta altura, de Lopetegui a da sua exagerada rotatividade. Continua também o azar com as equipas de arbitragem que nos tem calhado em rifa porque mais uma vez e como tem sido um infeliz hábito, fomos claramente prejudicados.
André Silva - O MVP da partida. Depois de 5 jogos em branco e muitas criticas, o menino voltou a marcar e em dose dupla. Foi eficaz no lance do 1º golo e teve a frieza necessária para colocar bem a bola na grande penalidade. Pareceu combinar bem melhor com Adrián do que com Deproite e também achei que não teve tanta necessidade de se desgastar demasiado nas alas porque o espanhol acaba por ser igualmente bom nessas mesmas funções. Continua a tentar sem sucesso o 1vs1 mas acredito que melhore com o tempo, ou pelo contrário, que se dedique ao que é realmente bom. Como curiosidade, dizer que André Silva tem 5 golos no campeonato nas duas épocas que leva de equipa principal, 3 deles ao Boavista.
Otávio - É para mim o jogador mais regular da época. Continua a ser um jogador fundamental na equipa, seja em 4-4-2 ou no habitual 4-3-3. Tem revelado uma aptidão especial para o último passe, característica principal dos verdadeiros 10 e André Silva tem sido o principal beneficiado com isso. Aliou a tudo isto uma disponibilidade física enorme e uma capacidade de luta brutal. Tem sido dos que mais tem sofrido com entradas duras dos adversários e com a respectiva benevolência dos árbitros.
Felipe - Pelo ar, pelo chão e por mar, o central brasileiro limpou tudo o que mexia. Sou fã deste gajo, acho-o um centralão. Continua a pecar nas saídas para o ataque e em alguma dureza por vezes desnecessária, facto negativo no seu futebol e que não me parece que vá melhorar aos 27 anos. De qualquer das formas, fez um jogão que espero que repita com o Vardy e Slimani.
Reacção ao golo - O golo do Boavista é irregular, nada a fazer ou dizer mas o Porto soube reagir bem ao soco madrugador. Apesar de alguma excessiva troca de bola sem efeitos práticos, o Porto não deixou o Boavista respirar, tirou-lhe a bola e qualquer oportunidade de contra-ataque e foi merecidamente para os balneários em vantagem.
Herrera - Parece que o Hector percebeu e compreendeu que não estava a jogar puto e que o banco de suplentes era onde devia estar, porque entrou muito bem em campo, sempre a empurrar a equipa para a frente.
Layún - Acho que é a 1ª vez que ponho o mexicano na zona Kralj. Esteve bem a atacar, embora os cruzamentos tenham saído quase sempre mal medidos e foi a defender que esteve fraco. Bukia, o congolês de 21 anos que jogou quase sempre no lado esquerdo do ataque boavisteiro, passou um sem número de vezes pelo Miguel, algumas delas de forma embaraçosa para o Portista. Como faço parte da #TeamLayún, perdoo-lhe este jogo menos conseguido.
2ª parte - Apesar de estarmos a vencer por 2-1 ao intervalo, o Porto não pode encarar toda uma 2ª parte com aquela apatia própria de quem acha que estar a vencer pela margem mínima é suficiente para ganhar o jogo. Não fosse a ajuda preciosa do redes remendado e teríamos certamente uns 10 minutos finais penosos. Neste aspecto, Herrera com a sua entrada em jogo, foi o principal pacificador do futebol portista.
Nuno Espírito Santo - Já vamos em 9 jogos oficiais, 6 para o campeonato e 3 na liga dos campeões, e temo que o futebol praticado pela equipa não vá ser muito diferente do que o apresentado até aqui. Por outro lado, jogar pouco e ganhar sempre, é para o lado que durmo melhor.
Arbitragem - 6º jogo no campeonato, 6ª arbitragem "azarada" que o Porto teve. Nuno Almeida e os seus auxiliares, fizeram mais uma arbitragem em que na dúvida prejudicaram os de azul e branco. Tem sido assim desde o início da época e cheira-me que não é com newsletters ou álbuns no Facebook que as coisas melhorarão.
Foi 133º dérbi da Invicta entre Dragões a Axadrezados a contar para todas as competições nacionais e seguramente um daqueles jogos que não deixará grandes saudades. O Porto tem um histórico em casa claramente favorável, com 55 vitórias em 68 jogos, bem diferente dos jogos no Bessa, onde o equilibrio sempre foi um factor dominante.
O jogo da passada 6ª feira foi de certa forma emocionante, embora longe das batalhas intensivas da década de 90, principalmente quando as partidas se disputavam no Bessa. O Porto voltou a fazer um jogo fraco, na linha do que tem sido a época 2016/17, com alguns sinais de raça e vontade de ganhar após sofrermos um golo madrugador. Nuno voltou a fazer entrar um onze diferente do jogo anterior, voltou a jogar em 4-4-2 e lembrei-me do que se ia dizendo na época passada por esta altura, de Lopetegui a da sua exagerada rotatividade. Continua também o azar com as equipas de arbitragem que nos tem calhado em rifa porque mais uma vez e como tem sido um infeliz hábito, fomos claramente prejudicados.
André Silva - O MVP da partida. Depois de 5 jogos em branco e muitas criticas, o menino voltou a marcar e em dose dupla. Foi eficaz no lance do 1º golo e teve a frieza necessária para colocar bem a bola na grande penalidade. Pareceu combinar bem melhor com Adrián do que com Deproite e também achei que não teve tanta necessidade de se desgastar demasiado nas alas porque o espanhol acaba por ser igualmente bom nessas mesmas funções. Continua a tentar sem sucesso o 1vs1 mas acredito que melhore com o tempo, ou pelo contrário, que se dedique ao que é realmente bom. Como curiosidade, dizer que André Silva tem 5 golos no campeonato nas duas épocas que leva de equipa principal, 3 deles ao Boavista.
Otávio - É para mim o jogador mais regular da época. Continua a ser um jogador fundamental na equipa, seja em 4-4-2 ou no habitual 4-3-3. Tem revelado uma aptidão especial para o último passe, característica principal dos verdadeiros 10 e André Silva tem sido o principal beneficiado com isso. Aliou a tudo isto uma disponibilidade física enorme e uma capacidade de luta brutal. Tem sido dos que mais tem sofrido com entradas duras dos adversários e com a respectiva benevolência dos árbitros.
Felipe - Pelo ar, pelo chão e por mar, o central brasileiro limpou tudo o que mexia. Sou fã deste gajo, acho-o um centralão. Continua a pecar nas saídas para o ataque e em alguma dureza por vezes desnecessária, facto negativo no seu futebol e que não me parece que vá melhorar aos 27 anos. De qualquer das formas, fez um jogão que espero que repita com o Vardy e Slimani.
Reacção ao golo - O golo do Boavista é irregular, nada a fazer ou dizer mas o Porto soube reagir bem ao soco madrugador. Apesar de alguma excessiva troca de bola sem efeitos práticos, o Porto não deixou o Boavista respirar, tirou-lhe a bola e qualquer oportunidade de contra-ataque e foi merecidamente para os balneários em vantagem.
Herrera - Parece que o Hector percebeu e compreendeu que não estava a jogar puto e que o banco de suplentes era onde devia estar, porque entrou muito bem em campo, sempre a empurrar a equipa para a frente.
Layún - Acho que é a 1ª vez que ponho o mexicano na zona Kralj. Esteve bem a atacar, embora os cruzamentos tenham saído quase sempre mal medidos e foi a defender que esteve fraco. Bukia, o congolês de 21 anos que jogou quase sempre no lado esquerdo do ataque boavisteiro, passou um sem número de vezes pelo Miguel, algumas delas de forma embaraçosa para o Portista. Como faço parte da #TeamLayún, perdoo-lhe este jogo menos conseguido.
2ª parte - Apesar de estarmos a vencer por 2-1 ao intervalo, o Porto não pode encarar toda uma 2ª parte com aquela apatia própria de quem acha que estar a vencer pela margem mínima é suficiente para ganhar o jogo. Não fosse a ajuda preciosa do redes remendado e teríamos certamente uns 10 minutos finais penosos. Neste aspecto, Herrera com a sua entrada em jogo, foi o principal pacificador do futebol portista.
Nuno Espírito Santo - Já vamos em 9 jogos oficiais, 6 para o campeonato e 3 na liga dos campeões, e temo que o futebol praticado pela equipa não vá ser muito diferente do que o apresentado até aqui. Por outro lado, jogar pouco e ganhar sempre, é para o lado que durmo melhor.
Arbitragem - 6º jogo no campeonato, 6ª arbitragem "azarada" que o Porto teve. Nuno Almeida e os seus auxiliares, fizeram mais uma arbitragem em que na dúvida prejudicaram os de azul e branco. Tem sido assim desde o início da época e cheira-me que não é com newsletters ou álbuns no Facebook que as coisas melhorarão.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Tondela 0 vs FC Porto 0 - 18.09.2016 - Liga Portuguesa
Procura-se goleador, com ou sem experiência.
Um pequeno preâmbulo antes da análise ao jogo de Tondela, para falar do árbitro Hugo Miguel em particular e da arbitragem nos jogos do Porto esta época no geral, em caso de dúvida estamos e pelo que se tem visto continuaremos a estar, sempre a ser prejudicados. Ou são penáltis, ou são foras-de-jogo, ou são faltinhas de merda marcadas contra nós, ou são golos mal anulados, de tudo um pouco tem acontecido sempre a desfavor do Porto. Hoje o Deproite fez-me lembrar de certa forma o Hulk (salvas as devidas distâncias técnicas, físicas, whatever), porque ao mínimo contacto com os adversários, via-lhe ser marcada falta. Hugo Miguel teve uma arbitragem manhosa, condescendente com a dureza do Tondela, que teve o seu ponto alto, ou baixo neste caso, quando interrompeu o jogo para marcar uma falta a favor do Porto quando Adrian Lopez estava isolado e em excelente posição para marcar, supostamente porque estaria em fora-de-jogo.
Ao ver este Tondela jogar é impossível não me lembrar do Boavista dos anos 90, 2/3 flechas na frente, uma equipa muito aguerrida, muito anti-jogo e distribuição de muita porrada, um pouco à imagem do seu treinador Armando Teixeira, conhecido no mundo do futebol como Petit. O Porto tem de certa forma um problema com o Tondela, não sei se será da cor dos equipamentos, ou de outro qualquer motivo mas a verdade é que em 3 jogos com os Beirões, o Porto ganhou unicamente um, numa vitória no Estádio João Cardoso por 0-1 com um coelho da cartola sacado pelo Brahimi aos 28 minutos. De lá para cá, uma derrota e o empate de hoje, o que faz do Tondela um dos adversários mais temidos pelo Porto a nível nacional.
Hoje o jogo começou às 18 horas mas o Porto só apareceu para jogar passados 15 minutos e só percebeu que tinha de marcar por volta dos 75 minutos de jogo, altura em que dispusemos de 2 boas ocasiões de golo por André Silva e outra por Adrian. Foi um jogo complicado, o normal após jornadas europeias (o Sporting que o diga), Nuno fez algumas alterações, claramente para dar sangue novo e frescura à equipa, mas o Porto tinha obrigação de fazer claramente mais. O Mister voltou a usar a fórmula do jogo com o Guimarães, com Deproite e André Silva na frente e Brahimi e Otávio nas alas. Sinceramente é um esquema que me agrada quando se usam extremos mais clássicos, daqueles que tem a tendência para ir à linha e não com as sistemáticas vindas para dentro como faz o Porto. Se Nuno gosta deste esquema, se calhar não é pior ideia apostar em Adrian ao lado de um dos pontas de lança, como se viu com a sua entrada, parece combinar melhor com André Silva, do que o Português com o Belga. Óliver revelou ser uma excelente aposta porque a sua entrada em campo coincidiu com o melhor período do Porto. Hoje sim, Nuno pode falar em falta de eficácia, mas não está isento de culpas deste problema, porque segundo se consta, Aboubakar foi afastado da equipa por vontade do treinador e nem o André, nem Deproite são melhores que o camaronês, e Suk não é inferior a Deproite, com a vantagem que tinha calo de futebol português.Tal como no jogo com o Copenhaga, o Porto não fez um bom jogo, embora desta vez tenha feito mais do que o suficiente para ganhar.
Em 5 jogos, 10 pontos e já 5 pontos perdidos, o que traduz inequivocamente a dificuldade que será a época 2016/17. Os últimos dias do mercado serviram para construir um plantel mais equilibrado mas infelizmente não serviu para desenterrar um matador. McCarthy, Lisandro, Falcao e Jackson, deixaram um legado no clube que deveria ter sido mais respeitado, e por muito que goste de ver um avançado da casa na equipa, não me parece que seja com um miúdo de 20 anos e com um jogador Belga, que duvido que alguém tenha ouvido falar dele antes de vir para o Porto, que poderemos atacar uma época e 3 competições com ambições de ganhar pelo menos 2. A azia de hoje não foi maior porque o Rio Ave do Capucho fez o favor de nos dar duas mãozinhas.
Alex Teles - O MVP da partida. O melhor jogo do defesa brasileiro desde que chegou ao Porto. Uma saúde física impressionante permitiu-lhe fazer inúmeras psicinas não só no seu corredor, como na direita a compensar os seus colegas. Atacou muito e quase sempre bem e demonstrou que também sabe defender.
Óliver - Entrou na 2ª parte e lentamente começou a impôr o seu jogo, benefeciando claramente a equipa com isso. Foi através de alguns dos seus brilhantes passes que o Porto conseguiu as poucas oportunidades de golo.
Casillas - O espanhol teve pouco trabalho mas isso não impediu de ter uma defesa decisiva aos 72 minutos.
André Silva - Custa-me estar sempre a bater no menino, ainda por cima porque parte da culpa não é dele mas sim de quem achou que o nosso ponta de lança titular deveria ser um miúdo de 20 anos que está a ser completamente queimado. O André teve 2 excelentes oportunidade de golo e falhou as 2, quando ainda por cima fica a ideia que teria colegas em boa posição para receber o passe mas o que me chateia mais é aquela insistência em armar-se em Ronaldo e ir para cima dos adversários quando está mais que visto que o drible e 1vs1, não são de todo o seu forte. Não marca à 5 jogos, facto que para um ponta-de-lança, não sendo decisivo, começa a ser preocupante.
Ineficácia e falta de poder de fogo - O primeiro remate à baliza do famoso Cláudio Ramos surge aos 82 minutos, ora bem, já seria um dado estatístico mau para qualquer equipa da primeira liga, o que dizer de um candidato ao titulo. Poucas oportunidades de golo e as que tivemos foram francamente mal finalizadas pelos nossos homens da frente.
Um pequeno preâmbulo antes da análise ao jogo de Tondela, para falar do árbitro Hugo Miguel em particular e da arbitragem nos jogos do Porto esta época no geral, em caso de dúvida estamos e pelo que se tem visto continuaremos a estar, sempre a ser prejudicados. Ou são penáltis, ou são foras-de-jogo, ou são faltinhas de merda marcadas contra nós, ou são golos mal anulados, de tudo um pouco tem acontecido sempre a desfavor do Porto. Hoje o Deproite fez-me lembrar de certa forma o Hulk (salvas as devidas distâncias técnicas, físicas, whatever), porque ao mínimo contacto com os adversários, via-lhe ser marcada falta. Hugo Miguel teve uma arbitragem manhosa, condescendente com a dureza do Tondela, que teve o seu ponto alto, ou baixo neste caso, quando interrompeu o jogo para marcar uma falta a favor do Porto quando Adrian Lopez estava isolado e em excelente posição para marcar, supostamente porque estaria em fora-de-jogo.
Ao ver este Tondela jogar é impossível não me lembrar do Boavista dos anos 90, 2/3 flechas na frente, uma equipa muito aguerrida, muito anti-jogo e distribuição de muita porrada, um pouco à imagem do seu treinador Armando Teixeira, conhecido no mundo do futebol como Petit. O Porto tem de certa forma um problema com o Tondela, não sei se será da cor dos equipamentos, ou de outro qualquer motivo mas a verdade é que em 3 jogos com os Beirões, o Porto ganhou unicamente um, numa vitória no Estádio João Cardoso por 0-1 com um coelho da cartola sacado pelo Brahimi aos 28 minutos. De lá para cá, uma derrota e o empate de hoje, o que faz do Tondela um dos adversários mais temidos pelo Porto a nível nacional.
Hoje o jogo começou às 18 horas mas o Porto só apareceu para jogar passados 15 minutos e só percebeu que tinha de marcar por volta dos 75 minutos de jogo, altura em que dispusemos de 2 boas ocasiões de golo por André Silva e outra por Adrian. Foi um jogo complicado, o normal após jornadas europeias (o Sporting que o diga), Nuno fez algumas alterações, claramente para dar sangue novo e frescura à equipa, mas o Porto tinha obrigação de fazer claramente mais. O Mister voltou a usar a fórmula do jogo com o Guimarães, com Deproite e André Silva na frente e Brahimi e Otávio nas alas. Sinceramente é um esquema que me agrada quando se usam extremos mais clássicos, daqueles que tem a tendência para ir à linha e não com as sistemáticas vindas para dentro como faz o Porto. Se Nuno gosta deste esquema, se calhar não é pior ideia apostar em Adrian ao lado de um dos pontas de lança, como se viu com a sua entrada, parece combinar melhor com André Silva, do que o Português com o Belga. Óliver revelou ser uma excelente aposta porque a sua entrada em campo coincidiu com o melhor período do Porto. Hoje sim, Nuno pode falar em falta de eficácia, mas não está isento de culpas deste problema, porque segundo se consta, Aboubakar foi afastado da equipa por vontade do treinador e nem o André, nem Deproite são melhores que o camaronês, e Suk não é inferior a Deproite, com a vantagem que tinha calo de futebol português.Tal como no jogo com o Copenhaga, o Porto não fez um bom jogo, embora desta vez tenha feito mais do que o suficiente para ganhar.
Em 5 jogos, 10 pontos e já 5 pontos perdidos, o que traduz inequivocamente a dificuldade que será a época 2016/17. Os últimos dias do mercado serviram para construir um plantel mais equilibrado mas infelizmente não serviu para desenterrar um matador. McCarthy, Lisandro, Falcao e Jackson, deixaram um legado no clube que deveria ter sido mais respeitado, e por muito que goste de ver um avançado da casa na equipa, não me parece que seja com um miúdo de 20 anos e com um jogador Belga, que duvido que alguém tenha ouvido falar dele antes de vir para o Porto, que poderemos atacar uma época e 3 competições com ambições de ganhar pelo menos 2. A azia de hoje não foi maior porque o Rio Ave do Capucho fez o favor de nos dar duas mãozinhas.
Alex Teles - O MVP da partida. O melhor jogo do defesa brasileiro desde que chegou ao Porto. Uma saúde física impressionante permitiu-lhe fazer inúmeras psicinas não só no seu corredor, como na direita a compensar os seus colegas. Atacou muito e quase sempre bem e demonstrou que também sabe defender.
Óliver - Entrou na 2ª parte e lentamente começou a impôr o seu jogo, benefeciando claramente a equipa com isso. Foi através de alguns dos seus brilhantes passes que o Porto conseguiu as poucas oportunidades de golo.
Casillas - O espanhol teve pouco trabalho mas isso não impediu de ter uma defesa decisiva aos 72 minutos.
André Silva - Custa-me estar sempre a bater no menino, ainda por cima porque parte da culpa não é dele mas sim de quem achou que o nosso ponta de lança titular deveria ser um miúdo de 20 anos que está a ser completamente queimado. O André teve 2 excelentes oportunidade de golo e falhou as 2, quando ainda por cima fica a ideia que teria colegas em boa posição para receber o passe mas o que me chateia mais é aquela insistência em armar-se em Ronaldo e ir para cima dos adversários quando está mais que visto que o drible e 1vs1, não são de todo o seu forte. Não marca à 5 jogos, facto que para um ponta-de-lança, não sendo decisivo, começa a ser preocupante.
Ineficácia e falta de poder de fogo - O primeiro remate à baliza do famoso Cláudio Ramos surge aos 82 minutos, ora bem, já seria um dado estatístico mau para qualquer equipa da primeira liga, o que dizer de um candidato ao titulo. Poucas oportunidades de golo e as que tivemos foram francamente mal finalizadas pelos nossos homens da frente.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
FC Porto 1 vs FC Copenhaga 1 - 14.09.2016 - Liga dos Campeões
Porto fraco, fraquinho.
Depois da eliminatória categoricamente ganha à Roma, esperava-se no mínimo um Porto capaz de ganhar, mesmo que fosse sem grande "nota artística", a uma equipa como o Copenhaga. Provou-se mais uma vez que não há equipas fáceis, não há adversários menores, e que na maior prova europeia de clubes, tudo é possível. Começo a falhar logo no primeiro jogo o meu prognóstico em relação à fase de grupos, o que faz com que o Porto tenha a obrigação de ir ganhar à Dinamarca.
Não se pode dizer que o Porto entrou bem no jogo, embora conseguíssemos marcar relativamente cedo numa jogada em que a pressão alta, permitiu a Otávio recuperar uma bola à entrada área, desferindo um míssil depois de combinação perfeita com André Silva. O pior veio depois, o Porto entrega a bola ao Copenhaga, que ganha confiança e começa de certa forma a tomar conta do jogo. Os dinamarqueses são claramente uma equipa inferior mas se lhes damos a bola, se lhe permitimos que a troquem entre si, a tendência é que se agigantem. O chuveirinho começou a acontecer, os nossos centrais ganhavam bola sim, bola não, Casillas sentia que não era nada com ele e começava-se a temer o pior. O 1-0 ao intervalo era de certa forma um bom resultado. Esperava-se um Porto melhor na 2ª parte, um Porto avassalador, um Porto capaz de proporcionar uma grande noite europeia amassando o Copenhaga, ou melhor, eu esperava isso tudo e mais alguma coisa. Erro meu, o Porto foi manso, mansinho, quase inofensivo, e acaba por sofrer um golo estranho, já que o desvio de Danilo pareceu baralhar por completo toda a defesa, Casillas incluído. Nem o facto de jogar contra 10 durante 30 minutos, fez com que o resultado se alterasse até final do jogo. A equipa tentou quase sempre mais com o coração do que cabeça e infelizmente não conseguiu uma jogada que permitisse ter uma clara ocasião de golo. O 4-4-2 foi novamente testado mas desta vez sem o sucesso do jogo com o Guimarães.
Custa-me ouvir o Nuno falar em falta de eficácia, quando praticamente não tivemos oportunidades de golo. Aceito que a equipa tenha tido uma noite menos boa e tenha feito um jogo fraco, não aceito que o nosso treinador resuma este empate à falta de eficácia. O Porto não começa da melhor forma uma fase de grupos onde é a par do Leicester, o claro favorito. Segue-se a viagem a Leicester que foi hoje ganhar ao Club Brugge por 0-3, teoricamente a viagem mais complicada da equipa e parece-me que um empate será um bom resultado, uma vitória será brilhante.
Layún - O MVP da partida. Numa equipa muito nivelada por baixo, foi difícil destacar alguém pela positiva. Mais uma vez o defesa mexicano foi incansável a defender e a atacar e seguramente um dos que mais empurrou a equipa para a frente.
Otávio - Um grande golo, uma grande intensidade depositada em jogo, um bom par de fintas e pouco mais.
Herrera - O médio mexicano fez um 8 no jogo de hoje. Herrera é mesmo assim, capaz de ir do 8 ao 80 no espaço de uma semana. Pareceu sempre um jogador cansado, incapaz de rasgar a defesa dinamarquesa, incapaz de galar terreno e comer metros com bola ou sem. Foi menos 1 em campo e esteve demasiado tempo dentro das 4 linhas.
André Silva - Sempre achei que era demasiado cedo para lançar o André às feras desta forma tão vincada e infelizmente o tempo e os jogos confirmam esta ideia. Na ânsia de querer fazer tudo acaba por ter jogos assim, onde faz pouco.
Casillas - Fiquei com a ideia, e parece que não fui o único, que o espanhol podia fazer mais qualquer coisa no lance do golo sofrido. É o jogador mais velho da equipa, mas fica sempre a ideia pela forma como entra em campo, que é o mais novo e o mais inexperiente.
Excesso de cruzamentos - Cedo se percebeu que as centenas de cruzamentos que o Porto fez iriam bater no muro dinamarquês, e a equipa e treinador não foram capazes de contornar esse factor com um tipo de ataque mais inteligente e esclarecido.
Depois da eliminatória categoricamente ganha à Roma, esperava-se no mínimo um Porto capaz de ganhar, mesmo que fosse sem grande "nota artística", a uma equipa como o Copenhaga. Provou-se mais uma vez que não há equipas fáceis, não há adversários menores, e que na maior prova europeia de clubes, tudo é possível. Começo a falhar logo no primeiro jogo o meu prognóstico em relação à fase de grupos, o que faz com que o Porto tenha a obrigação de ir ganhar à Dinamarca.
Não se pode dizer que o Porto entrou bem no jogo, embora conseguíssemos marcar relativamente cedo numa jogada em que a pressão alta, permitiu a Otávio recuperar uma bola à entrada área, desferindo um míssil depois de combinação perfeita com André Silva. O pior veio depois, o Porto entrega a bola ao Copenhaga, que ganha confiança e começa de certa forma a tomar conta do jogo. Os dinamarqueses são claramente uma equipa inferior mas se lhes damos a bola, se lhe permitimos que a troquem entre si, a tendência é que se agigantem. O chuveirinho começou a acontecer, os nossos centrais ganhavam bola sim, bola não, Casillas sentia que não era nada com ele e começava-se a temer o pior. O 1-0 ao intervalo era de certa forma um bom resultado. Esperava-se um Porto melhor na 2ª parte, um Porto avassalador, um Porto capaz de proporcionar uma grande noite europeia amassando o Copenhaga, ou melhor, eu esperava isso tudo e mais alguma coisa. Erro meu, o Porto foi manso, mansinho, quase inofensivo, e acaba por sofrer um golo estranho, já que o desvio de Danilo pareceu baralhar por completo toda a defesa, Casillas incluído. Nem o facto de jogar contra 10 durante 30 minutos, fez com que o resultado se alterasse até final do jogo. A equipa tentou quase sempre mais com o coração do que cabeça e infelizmente não conseguiu uma jogada que permitisse ter uma clara ocasião de golo. O 4-4-2 foi novamente testado mas desta vez sem o sucesso do jogo com o Guimarães.
Custa-me ouvir o Nuno falar em falta de eficácia, quando praticamente não tivemos oportunidades de golo. Aceito que a equipa tenha tido uma noite menos boa e tenha feito um jogo fraco, não aceito que o nosso treinador resuma este empate à falta de eficácia. O Porto não começa da melhor forma uma fase de grupos onde é a par do Leicester, o claro favorito. Segue-se a viagem a Leicester que foi hoje ganhar ao Club Brugge por 0-3, teoricamente a viagem mais complicada da equipa e parece-me que um empate será um bom resultado, uma vitória será brilhante.
Layún - O MVP da partida. Numa equipa muito nivelada por baixo, foi difícil destacar alguém pela positiva. Mais uma vez o defesa mexicano foi incansável a defender e a atacar e seguramente um dos que mais empurrou a equipa para a frente.
Otávio - Um grande golo, uma grande intensidade depositada em jogo, um bom par de fintas e pouco mais.
Herrera - O médio mexicano fez um 8 no jogo de hoje. Herrera é mesmo assim, capaz de ir do 8 ao 80 no espaço de uma semana. Pareceu sempre um jogador cansado, incapaz de rasgar a defesa dinamarquesa, incapaz de galar terreno e comer metros com bola ou sem. Foi menos 1 em campo e esteve demasiado tempo dentro das 4 linhas.
André Silva - Sempre achei que era demasiado cedo para lançar o André às feras desta forma tão vincada e infelizmente o tempo e os jogos confirmam esta ideia. Na ânsia de querer fazer tudo acaba por ter jogos assim, onde faz pouco.
Casillas - Fiquei com a ideia, e parece que não fui o único, que o espanhol podia fazer mais qualquer coisa no lance do golo sofrido. É o jogador mais velho da equipa, mas fica sempre a ideia pela forma como entra em campo, que é o mais novo e o mais inexperiente.
Excesso de cruzamentos - Cedo se percebeu que as centenas de cruzamentos que o Porto fez iriam bater no muro dinamarquês, e a equipa e treinador não foram capazes de contornar esse factor com um tipo de ataque mais inteligente e esclarecido.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Sporting 2 vs FC Porto 1 - 28.08.2016 - Liga Portuguesa
Mãos, Cotovelos e a derrota do costume.
Perder em Alvalade tornou-se um infeliz hábito, com maior incidência na última dezena de anos, já que temos apenas 2 vitórias desde 2006, a última delas em 2008, ano em que fomos a Alvalade ganhar por 2-1 com golos do saudoso Lisandro Lopez e de Bruno Alves e com o golo do Sporting curiosamente a ser apontado pela maça podre. De 2008 para cá, 8 Jogos, 4 Empates e 4 derrotas. Alvalade tem-se tornado numa fortaleza muito complicada de transpor, curiosamente mais complicada do que a Luz onde ganhamos por 4 vezes nos últimos 10 anos. A verdade é que o Porto perdeu e se não é do cu é das calças, senão é das mãos é dos cotovelos, se não é este é o Tiago Martins.
O Porto vinha embalado por um bom inicio de época, sustentado em parte pelas 2 vitórias em 2 jogos no campeonato e por um playoff da Champions duro mas muito bem ultrapassado. Os jogos pós jornadas da Champions costumam ser penosos a nível físico e exibicional mas o Porto entrou em Alvalade pleno de personalidade e confiança. Após os primeiros 5 minutos fiquei com a clara ideia que poderíamos não ganhar mas certamente não iríamos perder, tal a forma desinibida como começamos a partida. O golo de Felipe (mais um na baliza contrária) surgiu naturalmente num livre exemplarmente marcado por Layún mas a vantagem durou pouco porque um quarto de hora depois já a remontada estava concluída. Nuno Espírito Santo voltou a apelar à raça azul e branca mas a equipa do Sporting demonstrou um melhor entrosamento e uma melhor saúde física. A lesão de Corona também não ajudou porque fiquei com a ideia de que iria ser um dos melhores do Porto.
Gostava de falar numa vitória limpinha do Sporting mas ficou sempre a sensação durante todo o jogo que o chavalo Tiago Martins decidiu a favor dos lagartos todos aqueles lances onde poderia existir duvidas. Pelo o que as 2 equipas jogaram, o Sporting foi superior apesar do bom inicio portista, mas em consciência não posso afirmar que tenha sido uma arbitragem isenta de erros.
Nas derrotas temos de tirar obrigatóriamente aspectos positivos, hoje ficou mais uma vez provado que não vamos ganhar os jogos todos, mas tenho a certeza que iremos lutar até ao último minuto.
Felipe - Mais um golo, seu 3º e 2º nas balizas adversárias. Voltou a demonstrar a enorme apetência para os lances de bola parada ofensivos. Teve muito trabalho porque normamente Slimani quis mais a sua companhia do que a de Marcano e como o argelino é muito mais chato que Dzeko, o brasileiro suou mais. Foi limpando quase tudo embora tenha ficado com a ideia que o corte contra o braço (?) de Ruiz pudesse ter sido feito de outra forma.
Danilo - Lentamente volta à sua melhor forma. Em comparação com o Wiliam, nota-se um inferior poder físico mas hoje já esteve melhor do que nos anteriores jogos. Ainda não apareceu a finalizar na área, algo que espero que faça tal como na época passada.
Otávio - O pequeno Deco é um chato do caralho. Nunca desiste de nenhum lance, o que é terrivel para qualquer defesa porque ainda por cima alia a isso uma enorme capacidade técnica. Tentou ajudar o Telles a defender e foi sempre um dos que empurrou a equipa para a frente.
André A. - Penso que foi o seu melhor jogo esta época. O bom inicio da equipa está absolutamente ligado ao bom inicio do André. Poderia ter marcado num belo remate de roçou o poste e foi sempre um transportador de jogo e um lutador enquanto teve pernas para isso.
Defesa Portista - Voltamos a sofrer golos algo estranhos, foi quase sempre assim a época passada e tinha esperanças que parasse de acontecer esta época. Mesmo que o Gelson tenha jogado com a mão (?), é incrível a apatia da equipa após o remate do Bruno César, preocuparam-se mais em pedir falta do que em mandar a bola para o Colombo e mesmo que o Ruiz tenha jogado com a mão (?), fiquei com a ideia que o corte de Felipe poderia ter sido feito de outra forma.
Arbitragem - Não desculpo a derrota com a arbitragem do Tiago Martins, porque achei a vitória do Sporting justa, mas entre mãos e cotovelos (Slimani e Coates), não me lembro de um lance duvidoso onde nos tenha beneficiado.
Herrera - O mexicano é o único jogador da equipa capaz de correr mais de 10 quilómetros de 3 em 3 dias e isso rebenta com o seu rendimento. Hoje esteve bem enquanto houve pulmão, o pior é que o pulmão acabou muito cedo na partida. A sua ida para o lado direito do ataque foi o que faltava para rebentar com o mexicano.
Plantel - Óliver chegou, treinou, foi convocado e entrou ao intervalo para o lugar do lesionado Corona. O Porto precisava de um extremo como Jota como de pão para a boca, porque como rapidamente se percebeu, Óliver não tem essa capacidade, o que obrigou NES a fazer essa troca com Herrera. Tenho saudades de ver um extremo canhoto tipo Rodriguez no plantel.
André Silva - A raça e o esforço do costume mas hoje pareceu-me demasiado agarrado à bola.
Perder em Alvalade tornou-se um infeliz hábito, com maior incidência na última dezena de anos, já que temos apenas 2 vitórias desde 2006, a última delas em 2008, ano em que fomos a Alvalade ganhar por 2-1 com golos do saudoso Lisandro Lopez e de Bruno Alves e com o golo do Sporting curiosamente a ser apontado pela maça podre. De 2008 para cá, 8 Jogos, 4 Empates e 4 derrotas. Alvalade tem-se tornado numa fortaleza muito complicada de transpor, curiosamente mais complicada do que a Luz onde ganhamos por 4 vezes nos últimos 10 anos. A verdade é que o Porto perdeu e se não é do cu é das calças, senão é das mãos é dos cotovelos, se não é este é o Tiago Martins.
O Porto vinha embalado por um bom inicio de época, sustentado em parte pelas 2 vitórias em 2 jogos no campeonato e por um playoff da Champions duro mas muito bem ultrapassado. Os jogos pós jornadas da Champions costumam ser penosos a nível físico e exibicional mas o Porto entrou em Alvalade pleno de personalidade e confiança. Após os primeiros 5 minutos fiquei com a clara ideia que poderíamos não ganhar mas certamente não iríamos perder, tal a forma desinibida como começamos a partida. O golo de Felipe (mais um na baliza contrária) surgiu naturalmente num livre exemplarmente marcado por Layún mas a vantagem durou pouco porque um quarto de hora depois já a remontada estava concluída. Nuno Espírito Santo voltou a apelar à raça azul e branca mas a equipa do Sporting demonstrou um melhor entrosamento e uma melhor saúde física. A lesão de Corona também não ajudou porque fiquei com a ideia de que iria ser um dos melhores do Porto.
Gostava de falar numa vitória limpinha do Sporting mas ficou sempre a sensação durante todo o jogo que o chavalo Tiago Martins decidiu a favor dos lagartos todos aqueles lances onde poderia existir duvidas. Pelo o que as 2 equipas jogaram, o Sporting foi superior apesar do bom inicio portista, mas em consciência não posso afirmar que tenha sido uma arbitragem isenta de erros.
Nas derrotas temos de tirar obrigatóriamente aspectos positivos, hoje ficou mais uma vez provado que não vamos ganhar os jogos todos, mas tenho a certeza que iremos lutar até ao último minuto.
Felipe - Mais um golo, seu 3º e 2º nas balizas adversárias. Voltou a demonstrar a enorme apetência para os lances de bola parada ofensivos. Teve muito trabalho porque normamente Slimani quis mais a sua companhia do que a de Marcano e como o argelino é muito mais chato que Dzeko, o brasileiro suou mais. Foi limpando quase tudo embora tenha ficado com a ideia que o corte contra o braço (?) de Ruiz pudesse ter sido feito de outra forma.
Danilo - Lentamente volta à sua melhor forma. Em comparação com o Wiliam, nota-se um inferior poder físico mas hoje já esteve melhor do que nos anteriores jogos. Ainda não apareceu a finalizar na área, algo que espero que faça tal como na época passada.
Otávio - O pequeno Deco é um chato do caralho. Nunca desiste de nenhum lance, o que é terrivel para qualquer defesa porque ainda por cima alia a isso uma enorme capacidade técnica. Tentou ajudar o Telles a defender e foi sempre um dos que empurrou a equipa para a frente.
André A. - Penso que foi o seu melhor jogo esta época. O bom inicio da equipa está absolutamente ligado ao bom inicio do André. Poderia ter marcado num belo remate de roçou o poste e foi sempre um transportador de jogo e um lutador enquanto teve pernas para isso.
Defesa Portista - Voltamos a sofrer golos algo estranhos, foi quase sempre assim a época passada e tinha esperanças que parasse de acontecer esta época. Mesmo que o Gelson tenha jogado com a mão (?), é incrível a apatia da equipa após o remate do Bruno César, preocuparam-se mais em pedir falta do que em mandar a bola para o Colombo e mesmo que o Ruiz tenha jogado com a mão (?), fiquei com a ideia que o corte de Felipe poderia ter sido feito de outra forma.
Arbitragem - Não desculpo a derrota com a arbitragem do Tiago Martins, porque achei a vitória do Sporting justa, mas entre mãos e cotovelos (Slimani e Coates), não me lembro de um lance duvidoso onde nos tenha beneficiado.
Herrera - O mexicano é o único jogador da equipa capaz de correr mais de 10 quilómetros de 3 em 3 dias e isso rebenta com o seu rendimento. Hoje esteve bem enquanto houve pulmão, o pior é que o pulmão acabou muito cedo na partida. A sua ida para o lado direito do ataque foi o que faltava para rebentar com o mexicano.
Plantel - Óliver chegou, treinou, foi convocado e entrou ao intervalo para o lugar do lesionado Corona. O Porto precisava de um extremo como Jota como de pão para a boca, porque como rapidamente se percebeu, Óliver não tem essa capacidade, o que obrigou NES a fazer essa troca com Herrera. Tenho saudades de ver um extremo canhoto tipo Rodriguez no plantel.
André Silva - A raça e o esforço do costume mas hoje pareceu-me demasiado agarrado à bola.
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domingo, 21 de agosto de 2016
FC Porto 1 vs Estoril 0 - 20.08.2016 - Liga Portuguesa
A bola só parou de chorar aos 84.
A época 2016/2017 será muito complicada, como é fácil perceber após estes 3 jogos oficiais. O Porto tem uma assustadora falta de soluções, facto que nem com a raça e vontade depositadas hoje em campo, poderá ser suficiente para ganhar jogos. Faltam jogadores de classe no onze, faltam alternativas credíveis e capazes de mexer com o jogo no banco, falta construir um plantel equilibrado e competente em praticamente todos os sectores da equipa. É preocupante ver a não convocação de jogadores como o Aboubakar e o Brahimi, que mesmo fazendo 23 rodopios sobre si mesmo antes de soltar a bola, ou no caso do camaronês, ter uma falta de confiança enorme e precisar de 27 ocasiões para marcar um golo, são jogadores com categoria mais que suficiente para pelo menos entrar na convocatória de cada jogo. Já o disse mais que uma vez, sou um fervoroso adepto portista, não sou sócio, não me interessa saber para onde vão e como são gastos os dinheiros do clube e nesse ponto de vista, não aceito que jogadores de nível fiquem a assistir ao jogo em casa, enquanto outros com menos qualidade vão a jogo. Se é preciso fazer dinheiro, que se faça com as dezenas de excedentários que o clube tem nos seus quadros. E que dizer de Deproite na bancada? A sério Nuno? O belga não tinha lugar no banco em vez de um dos 4 médios que lá estavam? E o Adrián não merecia a titularidade depois das boas indicações que deu com a Roma? Nuno, poupar jogadores para o jogo em Roma? A sério? Prioridades Mister, e a nossa é o campeonato, carga todo na Liga Portuguesa e seja o que Deus quiser na Champions.
Sobre o jogo jogado, algumas notas de destaque. entre as quais dizer que este Estoril joga tão pouco que não ficarei muito surpreendido se em Maio do ano que vem estiverem com a corda na garganta. 11 ataques durante 90 minutos são reveladores de uma estratégia pouco ou nada ambiciosa, a cultura do jogar para o pontinho que se desculpa a equipas pequenas mas não a clubes como o Estoril. Perante este cenário e numa noite em que o Porto esteve claramente desinspirado, foi preciso o melhor assistente da época passada acertar num dos inúmeros cruzamentos que a equipa fez, para o nosso menino André marcar o único golo do jogo. Temo que a raça e capacidade de pressionar os adversários até praticamente à exaustão possa não ser suficiente para ganhar alguma coisa esta época mas também tenho consciência que nem todos os jogos poderão ser ganhos só com nota artística. O Nuno já provou que tem uma equipa de guerreiros, falta provar se os guerreiros também conseguem jogar à bola.
André Silva - O MVP da partida. Marcou o único golo do jogo e por isso é inevitável esta distinção. O André é isto mesmo, um miúdo que vai andar ali a correr que nem um desalmado até cair para o lado e é essa sofreguidão que pode trair o seu discernimento em frente à baliza. Marcou um bom golo, o 3º em 3 jogos oficiais, tem feito o que se pede a um ponta de lança e contra isso, nada a dizer.
Corona - É neste momento e a par de Otávio, o maior desequilibrador da equipa. Nem sempre tem sucesso mas tem a confiança suficiente para não desistir e repetir a mesma finta que tentou na jogada anterior sem sucesso.
Bater até furar - A bola hoje foi muito mal tratada por ambas as equipas mas principalmente pelo Porto porque era quem tinha a real obrigação de ganhar. Eu habitualmente jogo às quintas-feiras com amigos e nem naquela hora de jogo a bola leva tanta porrada como aconteceu hoje. O Porto teve o mérito de procurar de todas as formas mas principalmente através de cruzamentos a tal bola dourada na baliza, aconteceu aos 84 minutos num belo cruzamento de Láyun.
Maxi - Grande jogo, mais um, o uruguaio é o espelho do Porto de Nuno, incansável, imortal, inquebrável, um poço de força.
Bolas paradas - Livres laterais, 17 cantos e nenhum golo a partir desse lances. Com tantos lances de bola parada, terá de haver uma muito melhor eficácia, ainda por cima depois de andarmos a sofrer tantos golos da mesma forma. Haja treino malta.
Varela - A cada oportunidade que Varela tem, questiono-me o porquê de ele ainda estar no plantel.
Otávio - Quando pensei que o pequeno Deco iria rebentar jogando no meio, teoricamnte a sua posição natural, o brasileiro traiu a minha confiança. Não é que tenha feito um mau jogo, mas esteve bem abaixo do que fez com a Roma e em Vila do Conde, jogos em que jogou a partir da faixa para o meio.
Herrera - Hoje foi uma autêntica nódoa, e daquelas que nem com a lavagem ao intervalo saem. Esteve muito lento, falhou passes, foi tudo aquilo que a massa assobiativa o acusa de ser, mesmo quando não o é. Jogou muito tempo, demasiado.
Banco - Jogo empatado a 0, necessidade absoluta de ganhar e entra André e Sérgio para os lugares de Herrera e Otávio. Preocupante.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
FC Porto 1 vs Roma 1 - 17.08.2016 - Liga dos Campeões
Entrar a medo, sair de fininho.
Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.
Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.
Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.
Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.
"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.
Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti.
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.
Casillas - Ler em cima.
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.
Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.
Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.
Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.
Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.
"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.
Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti.
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.
Casillas - Ler em cima.
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
FC Porto 1 vs Maritimo 3 - 29.12.2015 - Taça da Liga
(Des)Liga da Taça.
O Marítimo, a par dos 2 grandes de Lisboa, vai mantendo ao longo dos anos aquele apetite especial em foder-nos a vida e na passada 3ª feira tivemos a infelicidade de presenciar mais um desses capítulos. Coincidência ou não, a verdade é que somamos apenas 3 derrotas no ano civil de 2015, todas elas com o Marítimo, 2 para a Taça da Liga e outra para o campeonato. Foi um jogo cheio de tristes factos, porque foi a primeira vitória da equipa insular em casa do maior do mundo, foi também a primeira derrota em casa do Porto em provas nacionais desde as 2 batatas do Lima na época passada e foi a primeira vez que o Porto sofreu 3 golos esta época. Foi o nosso primeiro jogo na Taça da Liga deste ano e deverá ser o último porque se tudo correr dentro da normalidade, os 2 restantes jogos só servirão para cumprir calendário.
O jogo começa a bom ritmo e sempre dividido nos primeiros 15 minutos com o Porto a insistir sempre no futebol largo pelas alas. O Marítimo foi a primeira equipa a criar perigo na sequência de um canto, com uma cabeçada que passa perto do poste de Hélton. Marega pouco tempo depois tenta surpreender o redes portista com um remate forte de fora da área mas o brasileiro revela atenção. Vitor Garcia é o primeiro a aquecer as mãos de Salin num remate forte mas à figura, Tello de seguida tenta a sua sorte numa jogada individual mas o remate sai muito ao lado e o nosso menino André não querendo ficar atrás, tenta também o remate depois de comer Patrick com um bom pormenor. O Porto volta a criar perigo minutos antes do intervalo numa boa jogada colectiva, concluída por André Silva, que depois de uma boa recepção, remata novamente à figura de Salin. A 2ª parte começa com o golo do Marítimo, num livre cobrado em zona central e onde toda a defesa portista revela uma enorme apatia. O Marítimo ameaça ampliar a vantagem logo de seguida, primeiro num cruzamento remate que sai ao lado e depois num canto finalizado com uma cabeçada forte defendida com segurança por Hélton. A 20 minutos do fim, o Porto sofre o 2º golo depois de um erro infantil de Marcano que faz um mau atraso para Hélton e o jogo fica quase sentenciado depois de Edgar Costa rematar pertíssimo do poste. Failbakar tem uma excelente oportunidade para marcar e relançar o jogo aos 77 minutos, depois de um grande passe de Corona mas infelizmente Salin é mais forte no duelo. André Silva tem duas novas batalhas com Salin, depois de cruzamentos de Failbakar e Tello mas o francês volta a levar a melhor. O jogo entra então num muito animado período de descontos, Marega marca um merecido golo depois de mais uma distracção de Marcano e Failbakar fuzila Salin depois de boa recepção no peito e ainda melhor passe de André Silva. A partida chega ao fim com monumental assobiadela, acompanhada de dezenas de lenços brancos.
Em bom rigor não se pode atribuir a culpa desta derrota a Lopetegui, eu pelo menos não o faço. O treinador fez mexidas normais na equipa, e entrou em campo com 3 normais titulares, Maicon, Marcano e André André. Como era de esperar deu a titularidade ao outro André, e fez entrar Hélton para o lugar de Casillas. Mexeu nas alas defensivas, no miolo e em todo o ataque, mas é inegável que esta 2ª linha do Porto poderia e deveria ter feito muito mais. Será honesto atribuir culpas a Lopetegui por o nosso menino André ter rematado umas 5/6 vezes sempre à figura de Salin ou por a defesa e em particular Marcano, terem estado desastrosos?
José Angél - O MVP da partida. O lateral espanhol fez um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Sem muitos problemas a defender, sempre muito activo no ataque. Fez cruzamentos atrás de cruzamentos, sempre com critério e rigor mas sempre mal finalizados pelos seus companheiros. Foi dos poucos que não merecia sofrer 3 golos.
Marcano - O central que tem como uma das maiores virtudes, a forma simples e sóbria como domina todos os lances, fez um jogo absolutamente desastroso. Toda a defesa esteve mal, mas o espanhol abusou. Esteve directamente ligado nos 3 golos, nos 2 primeiros com desatenções indesculpáveis e no 1º porque Fransérgio cabeceia na zona de acção dos centrais.
André Silva - Custa-me colocar o menino aqui na zona Kralj mas a este nível de competição, não se posse falhar tantas oportunidades de golo. Teve o mérito de estar sempre em zonas de tiro mas todo o demérito por nunca ter conseguido desviar a bola de Salin.
O Marítimo, a par dos 2 grandes de Lisboa, vai mantendo ao longo dos anos aquele apetite especial em foder-nos a vida e na passada 3ª feira tivemos a infelicidade de presenciar mais um desses capítulos. Coincidência ou não, a verdade é que somamos apenas 3 derrotas no ano civil de 2015, todas elas com o Marítimo, 2 para a Taça da Liga e outra para o campeonato. Foi um jogo cheio de tristes factos, porque foi a primeira vitória da equipa insular em casa do maior do mundo, foi também a primeira derrota em casa do Porto em provas nacionais desde as 2 batatas do Lima na época passada e foi a primeira vez que o Porto sofreu 3 golos esta época. Foi o nosso primeiro jogo na Taça da Liga deste ano e deverá ser o último porque se tudo correr dentro da normalidade, os 2 restantes jogos só servirão para cumprir calendário.
O jogo começa a bom ritmo e sempre dividido nos primeiros 15 minutos com o Porto a insistir sempre no futebol largo pelas alas. O Marítimo foi a primeira equipa a criar perigo na sequência de um canto, com uma cabeçada que passa perto do poste de Hélton. Marega pouco tempo depois tenta surpreender o redes portista com um remate forte de fora da área mas o brasileiro revela atenção. Vitor Garcia é o primeiro a aquecer as mãos de Salin num remate forte mas à figura, Tello de seguida tenta a sua sorte numa jogada individual mas o remate sai muito ao lado e o nosso menino André não querendo ficar atrás, tenta também o remate depois de comer Patrick com um bom pormenor. O Porto volta a criar perigo minutos antes do intervalo numa boa jogada colectiva, concluída por André Silva, que depois de uma boa recepção, remata novamente à figura de Salin. A 2ª parte começa com o golo do Marítimo, num livre cobrado em zona central e onde toda a defesa portista revela uma enorme apatia. O Marítimo ameaça ampliar a vantagem logo de seguida, primeiro num cruzamento remate que sai ao lado e depois num canto finalizado com uma cabeçada forte defendida com segurança por Hélton. A 20 minutos do fim, o Porto sofre o 2º golo depois de um erro infantil de Marcano que faz um mau atraso para Hélton e o jogo fica quase sentenciado depois de Edgar Costa rematar pertíssimo do poste. Failbakar tem uma excelente oportunidade para marcar e relançar o jogo aos 77 minutos, depois de um grande passe de Corona mas infelizmente Salin é mais forte no duelo. André Silva tem duas novas batalhas com Salin, depois de cruzamentos de Failbakar e Tello mas o francês volta a levar a melhor. O jogo entra então num muito animado período de descontos, Marega marca um merecido golo depois de mais uma distracção de Marcano e Failbakar fuzila Salin depois de boa recepção no peito e ainda melhor passe de André Silva. A partida chega ao fim com monumental assobiadela, acompanhada de dezenas de lenços brancos.
Em bom rigor não se pode atribuir a culpa desta derrota a Lopetegui, eu pelo menos não o faço. O treinador fez mexidas normais na equipa, e entrou em campo com 3 normais titulares, Maicon, Marcano e André André. Como era de esperar deu a titularidade ao outro André, e fez entrar Hélton para o lugar de Casillas. Mexeu nas alas defensivas, no miolo e em todo o ataque, mas é inegável que esta 2ª linha do Porto poderia e deveria ter feito muito mais. Será honesto atribuir culpas a Lopetegui por o nosso menino André ter rematado umas 5/6 vezes sempre à figura de Salin ou por a defesa e em particular Marcano, terem estado desastrosos?
José Angél - O MVP da partida. O lateral espanhol fez um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Sem muitos problemas a defender, sempre muito activo no ataque. Fez cruzamentos atrás de cruzamentos, sempre com critério e rigor mas sempre mal finalizados pelos seus companheiros. Foi dos poucos que não merecia sofrer 3 golos.
Marcano - O central que tem como uma das maiores virtudes, a forma simples e sóbria como domina todos os lances, fez um jogo absolutamente desastroso. Toda a defesa esteve mal, mas o espanhol abusou. Esteve directamente ligado nos 3 golos, nos 2 primeiros com desatenções indesculpáveis e no 1º porque Fransérgio cabeceia na zona de acção dos centrais.
André Silva - Custa-me colocar o menino aqui na zona Kralj mas a este nível de competição, não se posse falhar tantas oportunidades de golo. Teve o mérito de estar sempre em zonas de tiro mas todo o demérito por nunca ter conseguido desviar a bola de Salin.
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