A parede minhota.
Apesar de o Braga ser o 4º grande há mais de uma boa dezena de anos, no reino do Dragão costuma ser um adversário dócil. Os guerreiros do Minho nas viagens à Invicta perdem habitualmente o poder de fogo e prova disso é o histórico de confrontos entre as 2 equipas senão vejamos, em 60 Jogos nas Antas/Dragão, o Porto tem 49 Vitórias, 8 Empates e apenas 3 Derrotas, o que dá uma taxa de sucesso de 82%. Estes são números que nos fazem perceber a estranheza deste empate em casa, mesmo percebendo que o Braga já nos habituou a resultados surpreendentes em Portugal e além fronteiras.
O dérbi da 2ª circular tinha sido jogado pouco tempo antes do Porto - Braga e depois do Sporting ter amassado o Benfas com 3 batatas, não sendo obrigatório, era importante vencer os bracarenses e não deixar os verdes isolados na frente do campeonato. Infelizmente o jogo deu empate e mais uma vez ficou provado a incapacidade que o Porto tem em vencer jogos aproveitando as escorregadelas dos mais directos adversários. A propósito do dérbi, dizer que desde o tempo dos 5-0 do Porto ao Benfas, que não se via um clássico tão desequilibrado, foi uma vitória justa e sem espinhas.
Falemos então do nosso jogo e de todas as incidências que levaram o Porto a não conseguir marcar um único golo às tropas comandadas pelo "nosso" querido Paulo Fonseca. O 4-4-2 do ex-treinador do Porto assentava em 2 ideias claras, umas delas era dar a iniciativa de jogo ao Porto, deixando fazer aquela habitual troca de bola entre o sector mais recuado dos azuis e brancos, apenas pressionando a partir do seu meio campo defensivo e a outra era sair em rápidos contra-ataques quase sempre conduzidos por Rafa. O objectivo foi em parte conseguido, porque a apesar do Porto não ter conseguido assim tantas ocasiões de golo como seria desejado, também não permitiu ao Braga um único momento de perigo junto à baliza de Casillas que acaba o jogo sem ter feito uma única defesa digna desse nome.
Com o decorrer do jogo tinha preparado o seguinte titulo para esta posta de pescada, "A vitória sabe tão bem num jogo como este", porque apesar de rapidamente se perceber que estava a ser uma noite completamente desinspirada da equipa do Porto, sempre acreditei que mais cedo ou mais tarde o golo iria surgir. Mas comecemos pelo inicio, o jogo começa lento e é o Braga a primeira equipa a rematar à baliza embora o real perigo surgisse por Coolbakar, que remata ligeiramente por cima depois de um toque de classe. O Porto deixou o jogo moribundo durante os primeiros 25 minutos e o Braga estava perfeitamente confortável com esta situação, embora conseguíssemos chegar à baliza de Kritciuk em 4/5 ocasiões com mais ou menos perigo, a mais flagrante das quais, quando Tello acerta na zona do baixo ventre do redes bracarense depois de um grande passe de Brahimi. O jogo chega rapidamente ao intervalo com mais um desperdício de Brahimi, que não aproveita da melhor forma a recuperação de bola de Tello. A receita do Braga manteve-se no inicio da 2ª parte, não pressionava alto, deixando o Porto fazer 347 passes antes de passar o meio campo. O Coolbakar tenta por 2 vezes, uma ao lado e outra à figura mas a bola teimava em não entrar e o Braga finalmente consegue um contra-ataque perigoso aos 70 minutos. Eu em casa desesperava, Lopetegui desesperava mas os jogadores mantinham a calma e nunca recorreram ao chuveirinho. O tempo passava rapidamente e o Kritciuk parecia que tinha íman porque todos os remates saiam à figura. Danilo, Tello e Bueno foram os ultimos a tentar mas estava escrito que o nulo não se iria alterar. O Porto não fez um jogo brilhante mas fez mais do que o suficiente para ganhar um jogo que o Braga nunca quis perder.
Láyun - O MVP da partida. Muito provavelmente a melhor cerveja do mundo, ops.. estava a pensar noutra coisa. Muito provavelmente o melhor jogo do mexicano ao serviço do Porto. Falou-se muito da ausência do Maxi mas sempre relacionada com a entrada para o onze de Cissokho e nunca da ida de Láyun para a direita. Fez de extremo de defesa direito no mesmo jogo, cruzou, empurrou sempre a equipa para a frente e nunca se esqueceu de "botar" um olho a Rafa, o jogador mais perigoso do Braga.
Aboubakar - O nosso menino não sabe jogar mal embora as coisas não lhe andem a sair bem no capitulo da finalização. Poderia ter marcado um golo colossal mas infelizmente para ele e para toda a nação portista, o remate saiu ligeiramente por cima da barra.
André - O mestre é outro que não sabe jogar mal. Foi o maior dinamizador do meio campo portista, algo que já vai sendo normal desde o dia que ganhou a titularidade no Porto. Passou, rematou, foi à luta mas infelizmente o seu parceiro de 20 milhões não lhe fez companhia.
Imbula - Esqueçamos o valor do passe do francês por momentos e facilmente chegaremos à conclusão que já merecia banco a algum tempo, ainda por cima se pensarmos que temos no plantel um jogador portista dos pés à cabeça que ainda não teve a sua oportunidade. Esteve muito longe de ser influente no jogo até porque nem a sua maior arma que são as cavalgadas com bola, conseguiu fazer.
Cissokho - Onde está o nosso Aly e o que é que lhe fizeram no Lyon, Valencia, Liverpool e Aston Villa? Uma sombra do jogador que saiu do clube em 2009 por 15 milhões.
Plano B & Lopetegui - Compreendo o Mister em grande parte das suas decisões e aceito que queira impôr as suas ideias e filosofia de jogo até ao final de cada partida no matter what mas por vezes gostava de o ver a ele e à equipa despir o fato e a gravata e vestir uma roupa velha e usada para fazer o trabalho. Gosto de ver a equipa manter um estilo de jogo romântico mas gostava de quando em vez de assistir a um concerto de rock, com barulho, confusão e moxe. Isto tudo para dizer, que usar um plano B, um chuveirinho, algo diferente de vez em quando, era bem vindo nem que o resultado do jogo acabasse exactamente da mesma forma.
Adeptos - Eu sei que não tenho grande moral para falar por ser o portista mais comodista do mundo, mas ver um estádio em silêncio durante quase o jogo todo é doloroso, ainda por cima quando toda a gente percebeu a desinspiração que tomou conta da equipa no domingo passado. Gente boa, uns gritos de apoio de vez em quando, acredito que fossem saudáveis para a equipa.
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Varzim 0 vs FC Porto 2 - 17.10.2015 - Taça de Portugal
O que o Osvaldo tirou, o André deu.
O Varzim era um adversário acessível, mas era importante não esquecer a precoce eliminação da época passada em casa e perante um rival directo. O histórico de confrontos entre Poveiros e Portistas a contar para a Taça de Portugal não enganava, 6 jogos, todos eles ganhos pelo Porto. O 7º jogo contra o Varzim foi ganho de forma tranquila, embora o ponto final só tivesse chegado em cima do minuto 90, ironia do destino, pelo "vizinho" André André.
O Porto encarou o jogo com seriedade, embora só fizesse alinhar de inicio 2 habituais titulares, Láyun e Imbula, uma opção perfeitamente normal quando se tem um plantel tão vasto em quantidade e qualidade. As segundas linhas do Porto tinham assim oportunidade para ganhar ou perder pontos na hierarquia azul e branca. Imbula começava o jogo nitidamente a trinco, Evandro era o elo de ligação entre defesa e ataque e Bueno servia o nosso tridente atacante. Um ataque diferente aliado a um miolo que também foi novidade fez com que o jogo do Porto padecesse de alguma ferrugem. A pressão muito alta do Varzim até à nossa grande área fazia que habitual troca de bola entre redes, centrais e laterais ainda fosse mais notada. Os poveiros foram os primeiros a rematar logo aos 4 minutos mas o Porto rapidamente respondeu num lance mal interrompido por suposto fora-de-jogo a Osvaldo. Bueno foi o primeiro a criar perigo num remate por cima da barra, mas foi o Speedy Tello o primeiro a abanar a rede num lance construído pelo nosso trio de meio campo. O Varzim responde perigosa e rapidamente através de Coentrão mas o controlo do jogo manteve-se do Porto até ao intervalo, goleando na posse de bola por 28-72%. A troca de bola continuava exagerada entre os 6 jogadores defensivos, transformando o jogo do Porto numa massa pastelosa e excessivamente cozida. A primeira parte acaba com uma boa oportunidade de golo falhada por Osvaldo, um prenuncio do que seria o restante jogo do italo-argentino. A 2ª parte foi mais do mesmo, domínio total e absoluto do Porto fruto da equipa do Varzim ter rebentado fisicamente, Osvaldo a falhar alguns golos cantados e o ponto final no jogo que teimava em não chegar. Foi preciso o Mestre André entrar e marcar no seu primeiro e único remate à baliza poveira. Jogo resolvido, vitória justa mas que peca claramente pela diferença de golos dado que o Porto embora não tivesse feito um jogo brilhante, fez mais do que o necessário para sair da Póvoa com um resultado bem mais desnivelado.
Tello - O MVP da partida. Foi ele a desatar o nó no jogo, numa jogada em que fruto da sua velocidade e do excelente passe de Bueno, consegue aparecer e finalizar com classe na cara de Ricardo Silva. Foi dos poucos jogadores que quis agarrar a oportunidade dada por Lopetegui e fez uma 2ª parte muito boa, com algumas boas arrancadas e um ou outro passe que merecia e deveria ter sido melhor aproveitado por Osvaldo e companhia.
Bueno - O homem tem classe, tem talheres, tem pinta mas fica sempre aquela ideia que não encaixa muito bem na equipa. É um Adrian Lopez mais barato mas psicologicamente mais forte. Fez um bom jogo e um bom passe para o compatriota Tello mas temo que as próximas oportunidades não cheguem tão cedo.
Osvaldo - Seria fácil dar nota negativa a este menino mas acho que não deve ser o caso, ou melhor, eu não acho que tenha feito um mau jogo. É inegavel que falhou uma mão cheia de boas oportunidades de golo, por aselhice, algum excesso de confiança e alguns fora-de-jogo mal assinalados, mas a verdade que o moço andou sempre a farejar o sucesso. Incansável durante todo o jogo na procura do golo, pressionou, lutou, mas este não seria o seu dia. Saiu disparado para os balneários no final do jogo e teve a humildade para admitir que em termos pessoais, teria feito um mau jogo. Pablo, caga nisso, correu mal desta vez, corre melhor para a próxima, tenho a certeza que foi isto que o Hélton e o Iker lhe disseram.
Varela - Um deus este moço, não pelo que joga claro. Um bom arranque de época mas rapidamente tudo mudou. Se nem contra o Varzim o Silvestre consegue fazer um jogo conseguido, não sei quando e onde o irá fazer. Oportunidade claramente desaproveitada.
O Varzim era um adversário acessível, mas era importante não esquecer a precoce eliminação da época passada em casa e perante um rival directo. O histórico de confrontos entre Poveiros e Portistas a contar para a Taça de Portugal não enganava, 6 jogos, todos eles ganhos pelo Porto. O 7º jogo contra o Varzim foi ganho de forma tranquila, embora o ponto final só tivesse chegado em cima do minuto 90, ironia do destino, pelo "vizinho" André André.
O Porto encarou o jogo com seriedade, embora só fizesse alinhar de inicio 2 habituais titulares, Láyun e Imbula, uma opção perfeitamente normal quando se tem um plantel tão vasto em quantidade e qualidade. As segundas linhas do Porto tinham assim oportunidade para ganhar ou perder pontos na hierarquia azul e branca. Imbula começava o jogo nitidamente a trinco, Evandro era o elo de ligação entre defesa e ataque e Bueno servia o nosso tridente atacante. Um ataque diferente aliado a um miolo que também foi novidade fez com que o jogo do Porto padecesse de alguma ferrugem. A pressão muito alta do Varzim até à nossa grande área fazia que habitual troca de bola entre redes, centrais e laterais ainda fosse mais notada. Os poveiros foram os primeiros a rematar logo aos 4 minutos mas o Porto rapidamente respondeu num lance mal interrompido por suposto fora-de-jogo a Osvaldo. Bueno foi o primeiro a criar perigo num remate por cima da barra, mas foi o Speedy Tello o primeiro a abanar a rede num lance construído pelo nosso trio de meio campo. O Varzim responde perigosa e rapidamente através de Coentrão mas o controlo do jogo manteve-se do Porto até ao intervalo, goleando na posse de bola por 28-72%. A troca de bola continuava exagerada entre os 6 jogadores defensivos, transformando o jogo do Porto numa massa pastelosa e excessivamente cozida. A primeira parte acaba com uma boa oportunidade de golo falhada por Osvaldo, um prenuncio do que seria o restante jogo do italo-argentino. A 2ª parte foi mais do mesmo, domínio total e absoluto do Porto fruto da equipa do Varzim ter rebentado fisicamente, Osvaldo a falhar alguns golos cantados e o ponto final no jogo que teimava em não chegar. Foi preciso o Mestre André entrar e marcar no seu primeiro e único remate à baliza poveira. Jogo resolvido, vitória justa mas que peca claramente pela diferença de golos dado que o Porto embora não tivesse feito um jogo brilhante, fez mais do que o necessário para sair da Póvoa com um resultado bem mais desnivelado.
Tello - O MVP da partida. Foi ele a desatar o nó no jogo, numa jogada em que fruto da sua velocidade e do excelente passe de Bueno, consegue aparecer e finalizar com classe na cara de Ricardo Silva. Foi dos poucos jogadores que quis agarrar a oportunidade dada por Lopetegui e fez uma 2ª parte muito boa, com algumas boas arrancadas e um ou outro passe que merecia e deveria ter sido melhor aproveitado por Osvaldo e companhia.
Bueno - O homem tem classe, tem talheres, tem pinta mas fica sempre aquela ideia que não encaixa muito bem na equipa. É um Adrian Lopez mais barato mas psicologicamente mais forte. Fez um bom jogo e um bom passe para o compatriota Tello mas temo que as próximas oportunidades não cheguem tão cedo.
Osvaldo - Seria fácil dar nota negativa a este menino mas acho que não deve ser o caso, ou melhor, eu não acho que tenha feito um mau jogo. É inegavel que falhou uma mão cheia de boas oportunidades de golo, por aselhice, algum excesso de confiança e alguns fora-de-jogo mal assinalados, mas a verdade que o moço andou sempre a farejar o sucesso. Incansável durante todo o jogo na procura do golo, pressionou, lutou, mas este não seria o seu dia. Saiu disparado para os balneários no final do jogo e teve a humildade para admitir que em termos pessoais, teria feito um mau jogo. Pablo, caga nisso, correu mal desta vez, corre melhor para a próxima, tenho a certeza que foi isto que o Hélton e o Iker lhe disseram.
Varela - Um deus este moço, não pelo que joga claro. Um bom arranque de época mas rapidamente tudo mudou. Se nem contra o Varzim o Silvestre consegue fazer um jogo conseguido, não sei quando e onde o irá fazer. Oportunidade claramente desaproveitada.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
FC Porto 2 vs Chelsea 1 - 29.09.2015 - Liga dos Campeões
A vitória da Raça, do Sofrimento e da mão do Marcano.
Este seria o jogo que o comum adepto apelida de tripla, ou seja, qualquer um dos 3 resultados seria esperado. O historial de confrontos entre as duas equipas no Dragão dizia isso mesmo, dado que nos 3 jogos anteriores aconteceram os 3 resultados possíveis. No 4º jogo, o tira-teimas sorriu ao nosso Porto, com uma vitória sofrida, raçuda, difícil mas justa. Seguem-se 2 jogos com o Maccabi Tel Aviv, e 2 vitórias neste duplo confronto com os irrealistas, colocam-nos numa posição bastante favorável para a passagem aos oitavos de final da prova.
Lopetegui pode dizer o que quiser, com mais ou menos irritação, mas a verdade é que montou a equipa para o jogo contra o Moreirense a pensar também no Chelsea. É uma posição que não me choca, porque entendo que jogadores como o Coolbakar, nunca poderão fazer todos os jogos, de todas as competições, na equipa e na selecção. O Rúben, Coolbakar e Imbula foram poupados em Moreira de Cónegos por isso seria expectável a sua titularidade hoje, por isso a maior surpresa foi a entrada do Indi para o lado esquerdo da defesa. Tal como em Kiev, o Lopetegui montou uma equipa de combate, capaz de não dar grandes espaços no meio campo mas coxa a atacar. As substituições, embora algo surpreendentes, foram sempre acontecendo com o intuito de reforçar o nosso sector intermediário, o mais desgastado fisicamente. Nota 10 para o Mister por isso. O Mourinho surpreendeu-me ao deixar no banco Hazard e Matic, 2 jogadores titularíssimos e cruciais no puzzle do Special One. Mikel e Ramires formavam uma dupla de betão no meio campo blue.
É sempre difícil ver um jogo destes com a calma necessária para perceber se foi uma boa ou má jogatana, mas fiquei com a clara e honesta ideia que foi um grande jogo, num grande ambiente. Duas equipas que quiserem ganhar e que tentaram impor o seu futebol da melhor maneira possível. O Chelsea foi o primeiro a criar perigo em 2 situações, Fabregas e Pedro tentaram mas o Casillas manteve o nulo. Nos primeiros 20/25 minutos percebeu-se que havia um respeito e estudo mutuo. Por volta da meia hora começou-se a perceber ao que veio o Mateu Lahoz, arbitro da partida, amarelava os nossos azuis com uma facilidade assustadora, e não assinalava faltas nítidas contra os outros azuis, como é exemplo disso a falta do Zouma sobre o Coolbakar à entrada da área. O nosso Coolbakar foi o primeiro a causar algum frisson num remate de fora da área mas foi o Brahimi que numa brilhante jogada individual, rebenta com a coluna do Ivanovic, obriga o Begovic a sacudir a mosca, que vai ter com o Mestre André , "obrigando-o" a enfiá-la na rede adversária. O jogo parecia estar controlado, quando o Queniano Azul decidiu ir para cima da defesa portista, obrigando-a a cometer uma falta, cobrada com mestria pelo Willian. Opá, e é aqui que a porca torce o rabo, que é como quem diz, que malho forte no Casillas. É ele que faz a barreira e depois fica sem reacção ao remate e queixa-se que não vê a bola? A bola é muito bem batida mas exigia-se mais qualquer coisa além do Casillas a ser Casillas. A 2ª parte começa novamente dividida e o Porto chega ao 2º golo, imaginem lá a loucura, num lace de bola parada. Uma época inteira e mais uns meses e lá conseguimos marcar um golo de canto. Não tenho foguetes cá em casa, senão tinha feito a festa. O Chelsea responde minutos depois por Diego Costa, num grande remate à barra do gajo mais odiado em Inglaterra e o Hazard assusta, num lance em que se arma em bom samaritano, tipo Coolbakar com o Luisão, e não cai na área depois de ser tocado pelo Maicon. Até que chegamos ao incrível minuto 70, e aos 2/3 minutos em que vimos um Chelsea completamente encostado ao canto do ringue a levar bananos de tudo o que era jogador do Porto. The Pride Of London quase foi ao tapete mas o Porto não conseguiu desferir o golpe final. De seguida, os Blues ganham um canto mas infelizmente o Ivanovic cabeceia ao lado, muito devido ao chamado "trabalho de atrapalhação" do Marcano. O minuto 79 serviu para percebemos o que pode fazer Imbula no meio campo portista, pode correr, levar porrada, fintar, levar mais porrada, voltar a correr, fintar, levar porrada e passar a bola a um colega. O Porto quase sentenciou o jogo numa tolada ao poste do Danilo e quase acabar a acabar o jogo foi a mão do Deus Marcano a evitar possíveis apuros para a baliza do Casillas. O jogo acaba obviamente com a pressão do Chelsea sobre os nossos rapazes, felizmente com um resultado diferente de Kiev e Moreira de Cónegos.
Este seria o jogo que o comum adepto apelida de tripla, ou seja, qualquer um dos 3 resultados seria esperado. O historial de confrontos entre as duas equipas no Dragão dizia isso mesmo, dado que nos 3 jogos anteriores aconteceram os 3 resultados possíveis. No 4º jogo, o tira-teimas sorriu ao nosso Porto, com uma vitória sofrida, raçuda, difícil mas justa. Seguem-se 2 jogos com o Maccabi Tel Aviv, e 2 vitórias neste duplo confronto com os irrealistas, colocam-nos numa posição bastante favorável para a passagem aos oitavos de final da prova.
Lopetegui pode dizer o que quiser, com mais ou menos irritação, mas a verdade é que montou a equipa para o jogo contra o Moreirense a pensar também no Chelsea. É uma posição que não me choca, porque entendo que jogadores como o Coolbakar, nunca poderão fazer todos os jogos, de todas as competições, na equipa e na selecção. O Rúben, Coolbakar e Imbula foram poupados em Moreira de Cónegos por isso seria expectável a sua titularidade hoje, por isso a maior surpresa foi a entrada do Indi para o lado esquerdo da defesa. Tal como em Kiev, o Lopetegui montou uma equipa de combate, capaz de não dar grandes espaços no meio campo mas coxa a atacar. As substituições, embora algo surpreendentes, foram sempre acontecendo com o intuito de reforçar o nosso sector intermediário, o mais desgastado fisicamente. Nota 10 para o Mister por isso. O Mourinho surpreendeu-me ao deixar no banco Hazard e Matic, 2 jogadores titularíssimos e cruciais no puzzle do Special One. Mikel e Ramires formavam uma dupla de betão no meio campo blue.
É sempre difícil ver um jogo destes com a calma necessária para perceber se foi uma boa ou má jogatana, mas fiquei com a clara e honesta ideia que foi um grande jogo, num grande ambiente. Duas equipas que quiserem ganhar e que tentaram impor o seu futebol da melhor maneira possível. O Chelsea foi o primeiro a criar perigo em 2 situações, Fabregas e Pedro tentaram mas o Casillas manteve o nulo. Nos primeiros 20/25 minutos percebeu-se que havia um respeito e estudo mutuo. Por volta da meia hora começou-se a perceber ao que veio o Mateu Lahoz, arbitro da partida, amarelava os nossos azuis com uma facilidade assustadora, e não assinalava faltas nítidas contra os outros azuis, como é exemplo disso a falta do Zouma sobre o Coolbakar à entrada da área. O nosso Coolbakar foi o primeiro a causar algum frisson num remate de fora da área mas foi o Brahimi que numa brilhante jogada individual, rebenta com a coluna do Ivanovic, obriga o Begovic a sacudir a mosca, que vai ter com o Mestre André , "obrigando-o" a enfiá-la na rede adversária. O jogo parecia estar controlado, quando o Queniano Azul decidiu ir para cima da defesa portista, obrigando-a a cometer uma falta, cobrada com mestria pelo Willian. Opá, e é aqui que a porca torce o rabo, que é como quem diz, que malho forte no Casillas. É ele que faz a barreira e depois fica sem reacção ao remate e queixa-se que não vê a bola? A bola é muito bem batida mas exigia-se mais qualquer coisa além do Casillas a ser Casillas. A 2ª parte começa novamente dividida e o Porto chega ao 2º golo, imaginem lá a loucura, num lace de bola parada. Uma época inteira e mais uns meses e lá conseguimos marcar um golo de canto. Não tenho foguetes cá em casa, senão tinha feito a festa. O Chelsea responde minutos depois por Diego Costa, num grande remate à barra do gajo mais odiado em Inglaterra e o Hazard assusta, num lance em que se arma em bom samaritano, tipo Coolbakar com o Luisão, e não cai na área depois de ser tocado pelo Maicon. Até que chegamos ao incrível minuto 70, e aos 2/3 minutos em que vimos um Chelsea completamente encostado ao canto do ringue a levar bananos de tudo o que era jogador do Porto. The Pride Of London quase foi ao tapete mas o Porto não conseguiu desferir o golpe final. De seguida, os Blues ganham um canto mas infelizmente o Ivanovic cabeceia ao lado, muito devido ao chamado "trabalho de atrapalhação" do Marcano. O minuto 79 serviu para percebemos o que pode fazer Imbula no meio campo portista, pode correr, levar porrada, fintar, levar mais porrada, voltar a correr, fintar, levar porrada e passar a bola a um colega. O Porto quase sentenciou o jogo numa tolada ao poste do Danilo e quase acabar a acabar o jogo foi a mão do Deus Marcano a evitar possíveis apuros para a baliza do Casillas. O jogo acaba obviamente com a pressão do Chelsea sobre os nossos rapazes, felizmente com um resultado diferente de Kiev e Moreira de Cónegos.
Maicon - O MVP da partida. Estava com duvidas entre o central e o André mas como o Maicon fez os 90 minutos, escolho-o a ele. Alguns calafrios provocados por um certo facilitismo mas uma entrega total, uma atitude à Capitão e um constante comandar das tropas. Marcou mais um golo, o 2º da época, na sequência de um canto, algo que não acontecia à muitos meses.
André - Entrou de fininho na equipa e hoje é um titular indiscutível. Está com a pica toda, joga em todo o lado e tem golo no seu futebol, algo que felizmente trouxe de Guimarães. Hoje nunca foi extremo, mas solidificou o nosso meio campo com mestria.
Imbula - Muito possivelmente o melhor jogo do francês ao serviço do Porto. Foi o box-to-box que o Porto precisava num jogo com estes, defendeu muito e bem e atacou com aquelas arrancadas tão características, como é exemplo disso a jogada ao minuto 79. Lentamente começa a mostrar um cheirinho do seu futebol, técnica, velocidade, remate e muita força.
Brahimi - É um jogador extraordinário e muito possivelmente o jogador do plantel que mais trabalho dá às defesa adversárias, mesmo não estando na melhor forma. Esteve sempre em jogo, nunca deu descanso ao Ivanovic e é numa dessas jogadas que parte os rins ao sérvio e permite o golo do André.
Lopetegui - Respeitou o Chelsea como teria obrigatoriamente de o fazer apesar da campanha dos ingleses no campeonato e montou uma equipa de combate e de responsabilidade. Deixou algum romantismo de parte e optou pelo pragmatismo. Esteve incisivo nas substituições.
Rúben - O nosso Pirlo tem uma classe criminosa.
Bolas paradas - Um golo de canto, dá para acreditar?
Arbitragem - O árbitro Mateu Lahoz teve um critério completamente pornográfico no assinalar de faltas e na mostragem de cartões amarelos. Injuriei-o durante praticamente 90 minutos, até que o pénalti clarérrimo não assinalado na mão do Marcano me fez retirar tudo o que disse e pedir imensas desculpas ao espanhol.
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sábado, 26 de setembro de 2015
Moreirense 2 vs FC Porto 2 - 25.09.2015 - Liga Portuguesa
Como é habito, comecemos por um pouco de história e estatística acerca das viagens do Porto a Moreira de Cónegos. Antes do jogo desta noite e em 5 jogos no Comendador Joaquim Almeida Freitas, o nosso Porto empatou 2 e ganhou 3, ou seja, não sendo um adversário temível, é um clube que nos merece algum respeito. Hoje jogou-se novamente e o resultado deu empate, o que somando aos jogo anteriores, facilmente se percebe que o Porto só ganha 50% dos jogos efectuados em casa do Moreirense.
Queria ter escrito qualquer coisa no intervalo temporal entre o jogo com o Benfas e este com o Moreirense, mas compromissos familiares não me permitiram, no entanto tive oportunidade de ler um pouco por toda a Bluegosfera, avisos reais, que eu subscrevo na totalidade, do perigo que seria um jogo após a euforia da vitória sobre o nosso maior rival e um confronto de Champions contra o Chelsea. Os alertas foram dados, quase que como uma premonição, mas infelizmente a nossa equipa não lê os blogues azuis e brancos.
O nosso Mister fez alterações na equipa mais ou menos previsíveis, a pensar não só no Chelsea, mas também no constante refrescar da equipa, usando a famosa rotatividade, algo de que o nosso treinador é fã e não abdica. O 4-3-3 estava bem patente desta vez e não deixava espaço para duvidas, de quem e onde cada jogador ocuparia o seu lugar em campo. O jogo começou com 3 minutos surreais, Marcano a escorregar, passes errados, a bola tinha picos. Maxi quis pôr ordem na coisa e faz uma arrancada vistosa mas inconsequente depois do mau cruzamento do Corona. A jogada não teve qualquer tipo de perigo mas serviu para o Porto acordar, acalmar e pegar no jogo pelos colarinhos. A equipa fazia o seu habitual jogo de posse no meio campo adversário quando o Maxi "saca" uma falta, superiormente cobrada pelo "especialista" Maicon, num livre directo "à la Barroso". O mais difícil estava feito, golo marcado cedo no jogo e controlo total do tempo e espaço. Osvaldo pouco depois dá um cheirinho do que pode fazer numa recepção orientada, seguida de remate perigoso. Nesta primeira meia hora apercebi-me da exacerbada aversão que o Brahimi tem em passar a bola ao Láyun, algo que me irrita solenemente, mas que ao mexicano lhe deve tirar o sono. O tempo passava, a equipa adormecia mas o nosso André não deixava o jogo arrefecer e numa jogada individual plena de técnica e força, provoca um calafrio ao Stefanovic. Maicon acaba a 1º parte com um cabeceamento perigoso a revelar toda a confiança que atravessa no momento. A 2º parte começa praticamente com o golo do Moreirense, numa jogada em que Cardozo e o Medeiros desmontam meia equipa portista e provocam uma cratera gigante na defesa do Porto. O jogo ficou meio manhoso durante algum tempo, o Lopetegui percebeu isso e trocou Herrera por Tello, passando o Corona para o meio e o esquema táctico foi alterado para um 4-2-3-1, com o Danilo e o André a jogarem lado a lado. Foi uma mudança altamente proveitosa, o Porto tomou novamente conta do jogo e permitiu ao Corona brilhar como ainda não o tinha feito durante a primeira hora de jogo. Corona primeiro e Osvaldo depois, têm 2 oportunidades de golo flagrantes mas o empate manteve-se. Lopetegui sente que é preciso algo mais e põe toda a carne no assador a 15 minutos do fim, quando tira o Marcano e faz entra o nosso Coolbakar. O Porto passa a jogar numa espécie de 3-3-4, a fazer lembrar o saudoso Co Adriaanse, e chega novamente ao golo por Corona, que aproveita da melhor maneira o facto do Moreirense ter ficado atordoado depois de ver tanto portista na sua área. Osvaldo poderia ter sentenciado o jogo, depois de um grande passe do nosso Coolbakar, mas como quem não marca sofre (merda de chavão), acabamos por levar mais um golpe no lombo em cima do minuto final.
Maicon - O MVP da partida. Atravessa um grande momento de forma, muito possivelmente a melhor fase desde que chegou ao Porto. Marcou o seu 2º golo no campeonato, curiosamente o 2º de bola parada, num livre superiormente bem marcado. Transpira confiança, facto que lhe permite disputar qualquer lance com a certeza que o vai ganhar e está com uma percentagem de passes longos certos a fazer inveja aos anos brilhantes do Rafa Marquez no Barcelona.
André - Mais um jogo, mais 90 minutos sempre a abrir. Com já foi dito por muito portista, neste momento é o André e mais 10. Jogou uma hora a 8, e com a entrada do Tello recuou no terreno, numa e noutra função o grau de êxito andou nivelado sempre por cima.
Corona - O Porto jogou com 10 a primeira hora de jogo e com 12 a meia hora seguinte. Corona foi 8 na ala e 80 no meio., um facto tão curioso que merece a atenção do nosso Mister. Marcou o nosso 2º golo, num lance cheio de técnica e frieza.
Claques - Mais uma vez, mérito seja dado aos nossos meninos, foram incansáveis no apoio à equipa, mesmo naqueles momentos difíceis do jogo.
Casillas - Não o considero um ódio de estimação, mas não morro de amores pelo espanhol, nunca o fiz e duvido que o venha a fazer, agora que é jogador do meu clube. Teve pouco trabalho durante toda a partida e sofre 2 golos, é um jogo ingrato para toda a equipa e principalmente para ele. Mesmo tendo feito uma boa defesa no final do jogo e friamente analisando, sou só eu que fiquei com a ideia que poderia ter feito muito mais no lance do 2º golo? É um cruzamento bombeado para um cabeceamento feito já dentro da pequena área.
Herrera - Está em pior forma do que eu, e eu peso mais de 90 quilos, o que diz muito do momento do mexicano. Falta férias, praia, falta descanso ao moço, é tão evidente que chega a ser desesperante vê-lo jogar. Aqui que ninguém nos ouve, o Herrera já passava a pasta ao nosso Sérgio.
Brahimi - O coelho da cartola pode sair a qualquer momentos, mas nos ultimos 3 jogos, nem houve coelho nem cartola. O argelino não gosta do Láyun, fica evidente a cada jogo que passa, o que faz com que o mexicano faça piscinas inconsequentes.
Segurar a vantagem - Aconteceu em Kiev e hoje voltou a acontecer por duas vezes, o Porto não conseguiu segurar a vantagem no marcador. Um pouco mais de manha e menos romantismo, nunca fez mal a nenhuma equipa profissional.
Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.
"masoquismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/masoquismo [consultado em 26-09-2015].
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Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.
"masoquismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/masoquismo [consultado em 26-09-2015].
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
FC Porto 1 vs Benfica 0 - 20.09.2015 - Liga Portuguesa

A vitória do Mestre André.
O estado de espírito neste momento é obviamente o mais melhor bom possível. Depois de 2 anos a ver o rival ser campeão, e de na ultima época não termos conseguido ganhar ao Benfas, sabe muito bem um miminho destes. Feliz, pela vitória, pela minha família e amigos portistas, pelos adeptos que estavam a precisar de um rebuçado destes para começarem a acreditar mais na equipa e feliz por Lopetegui, um homem que embora não seja português, sente o clube como se tivesse nascido no Dragão, e que mais que qualquer outro, precisava de provar a si mesmo, que consegue ganhar a qualquer clube em Portugal. Quebramos o enguiço e voltamos a ganhar ao rival, num jogo que até ao minuto 86, esteve muito perto de terminar empatado. Foi a 13ª vitória seguida em casa no campeonato, o 33º golo marcado e nenhum sofrido. Notável. O Dragão é a nossa casa, o nosso ninho, a nossa fortaleza.
Lopetegui optou pelo melhor onze, ou se quisermos, o onze em melhor forma. Danilo e Herrera ou Tello e Varela podem ser titulares em qualquer altura, mas num jogo em que era fundamental ganhar e depois de alguma gestão no jogo de Kiev, esta era a melhor equipa possível para o simbolismo e grau de dificuldade do jogo. Apesar da equipa estar teóricamente montada para um 4-3-3, Lopetegui tentou surpreender o seu rival e apresentou um 4-4-2, com André do lado direito e Corona praticamente ao lado do Coolbakar, um esquema que lhe permitia encaixar no clássico sistema de Jorge J... Rui Vitória. O jogo começou algo descaracterizado, a dar a ideia que os jogadores do Porto se estavam a adaptar às posições e foi o Imbula a provocar o 1º bruaá no Dragão com uma cueca criminosa ao Andreas "fala português bem pra caralho" Samaris. O Benfica responde pelo mesmo homem, Mitroglou obriga Iker a 2 boas defesas em resposta a 2 boas cabeçadas do grego. Mitroglou volta a estar perto do golo por volta dos 25 minutos mas chega atrasado ao cruzamento e nesta fase o Benfas parece-me ligeiramente melhor e mais tranquilo. Lopetegui percebe isso e desmonta o 4-4-2, voltando André para o meio e Corona para a faixa e o Porto mesmo sem criar jogadas de perigo, acaba a 1ª parte por cima. Antes de ir ao para os balneários, o Maicon tentou aparar o cabelo ao Jonas. O chá, bagaço, licor Beirão ou outra qualquer merda foi dada ao intervalo e a equipa acordou do coma induzido nos primeiros 45 minutos. Coolbakar agradeceu o cruzamento à medida do Mestre André mas infelizmente cabeceia ao poste. Estava dado o mote para uma 2ª parte em cima do Benfas. O jogo estava vivo, tão vivo que o Maxi ainda pensava que estava no Benfas e carrega Jonas, um jogador que prometeu a Gaitan que desta vez ia cair mais vezes do que o argentino. O André Almeida, achou que valia tudo e dá uma cotovelada mesmo com o cotovelo no nosso André e Soares Dias pensa " hoje não vou expulsar ninguém". O Porto continuava por cima, quando o nosso André desmarca o Coolbakar que na sua inocência não cai na área quando é tocado pelo Luisinho e tenta marcar já sem ângulo e força. O Eliseu quis ser feliz e tenta colocar a redondinha onde a aranha faz a teia e Mitroglou, sempre ele, cabeceia novamente com perigo. Láyun, um pouco em desespero, também tenta a sua sorte de fora da área mas o momento 92, desta vez foi aos 86 com um golo do Mestre André. O estádio abanou mas a minha casa é que veio abaixo.
42-22 em ataques, 12-6 em remates, 65-35% na posse de bola, números que revelam um claro, embora nem sempre perigoso, ascendente do Porto sobre o rival. Segue-se o Moreirense fora de casa, num jogo em que Lopetegui deve voltar a mexer na equipa a pensar no jogo da Champions contra o Chelsea. Temos neste momento 13 pontos em 15 possíveis, empatamos na Madeira onde tínhamos perdido o ano passado, e ganhamos ao Benfas em casa, ao contrário da derrota do ano passado. Friamente falando, estamos a ganhar pontos onde perdemos a época passada, o que traduz uma clara melhoria pontual. Acredito que a vitória de hoje valha mais que os 3 pontos, assim como a derrota do ano passado, embora numa altura diferente da época, tenha significado bem mais que uma simples derrota.
André - O MVP da partida. Como se diz cá na terra, que jogador do caralho! O moço transpira Porto até de baixo de água. Jogador totalmente fulcral no esquema de Lopetegui. Dá o que tem, o que não tem e o que alguns colegas não conseguem dar e depois diz coisas como "Sentimento muito especial. Sentimento de dever cumprido. Foi uma jogada muito bonita. O importante foi a vitória do Porto e não o golo do André, mas fazer um golo no clássico pelo meu clube do coração é tudo o que sempre sonhei." Mais do que um jogador à Porto, um portista à Porto. A par de Aboubakar, o jogador que mais merecia o golo.
Aboubakar - O nosso menino esteve 1 ano com Jackson, bebeu da mesma gamela que o colombiano, aprendeu de tudo um pouco, deu-lhe o seu cunho pessoal e actualmente é um touro em campo. Trabalha nos limites, e às vezes é difícil entender como joga tanto tempo numa rotação tão alta. Hoje merecia o golinho da praxe, ainda enviou uma bolacha de cabeça ao poste, e tentou marcar um golo, depois de ter levado um toque dentro da área. Jogasse ele de vermelho e branco e tinha dado 7 voltas no chão agarrado ao joelho. Tentou marcar mas não conseguiu e foi do banco que festejou o golo do Mestre.
M&M's - Marcano imperial e Maicon certinho apesar de algum descontrolo emocional. Mais um jogo sem sofrer golos, algo que se vem tornando comum sempre que esta dupla joga à frente do Keeper. Marcano teve sempre a tranquilidade que faltou a Maicon, principalmente naquela paragem cerebral À La Pepe que lhe podia ter custado caro. Seja como for, jogo complicado mas podem ir para casa com a sensação do dever cumprido.
Maxi - 8 anos de Benfica e depois? El Mono foi tudo menos um mono. Secou Gaitan na medida do possível, arriscou ver 7 amarelos no mesmo jogo mas deixou tudo em campo de forma a ninguém perceber que jogou quase uma década no rival. Diz-se que ganha um salário criminoso para a realidade portista mas como eu costumo dizer, todos os jogadores ganham muito, mas há uns que merecem mais do que outros. Este merece tudo o que ganha.
Claques - As 2 claques portistas embelezaram ainda mais a vitória com 2 grandes coreografias.
Brahimi - O argelino não está em forma, ponto. As alternativas são Tello e Varela que como se viu hoje, também deixa muito a desejar. Dos 3, e partindo do principio que nenhum está em forma, aceito que jogue Brahimi porque é o único capaz de sacar um coelho da cartola de um momento para o outro. O homem está sempre em jogo, é activo, nunca se esconde mas a verdade é que quase tudo lhe saiu mal. Acaba o jogo com aproximadamente 60% de passes certos, o que para um jogador com a sua influência, é claramente pouco.
Corona - Quando eu pensei que o mexicano ia fazer do Eliseu, uma galocha, o extremo portista faz um jogo fraquinho, fraquinho. Espero que de futuro se veja mais Arouca e menos Benfas nas exibições do Tecatito.
Adeptos - É o jogo que todo o portista espera que aconteça na época, então como explicar tanto silêncio no estádio? Eu, o maior portista de sofá do mundo, não entendo.
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