Pragmático QB

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

FC Porto 0 vs Dortmund 1 - 25.02.2016 - Liga Europa

Dortmund em ritmo de treino.

Liga Europa, 16-avos de final, adversário Borussia Dortmund, 2 jogos e 2 derrotas justas e inequívocas contra um oponente que se revelou muito superior. Depois de um jogo na Alemanha onde não tivemos qualquer tipo de hipóteses de arranhar a defesa germânica, o jogo no Dragão, embora não fosse exactamente mais do mesmo, foi um jogo que nunca colocou a eliminatória em risco para o Dortmund. Como se não bastasse a superioridade e o actual melhor momento dos alemães sobre o maior do mundo, o inglês Mark Clattenburg e seus auxiliares também quiseram dar o seu contributo tal como há um ano em Basileia.

A tarefa do Porto não sendo impossivel, era extremamente dificil. Seria preciso um jogo épico, com requintes de perfeição, para o maior do mundo dar a volta à eliminatória. Tal como a edição d'OJOGO tinha noticiado, só 141 equipas deram a volta a um 0-2, em 1275 eliminatórias, o que daria uma probabilidade de sucesso de apenas 11%. À parte do domínio da posse de bola que pertenceu aos alemães, o Porto até teve melhores números nos remates (12-10) e nos cantos (8-2) mas como cedo se percebeu, o jogo e principalmente a eliminatória nunca estiveram em risco. Foi a 10ª derrota esta época, a 4 (!!!) em casa.

Peseiro surpreendeu no onze inicial que subiu ao relvado porque acredito que poucos portistas esperariam que Corona, André e Brahimi começassem o jogo ao lado do treinador. Fica a dúvida se terá sido por nenhum dos 3 atravessar um bom momento de forma, simplesmente por Peseiro ter optado por poupá-los para Belém, ou nenhuma das duas. O jogo até começou dividido mas o certo é que foram precisos apenas 10 minutos para o Dortmund tomar completamente conta do jogo. Os 62% de posse de bola fizeram o Porto correr muito, com destaque para Danilo que foi uma autêntica besta no meio campo portista. O golo germânico chega aos 23 minutos por Aubameyang, o seu 32º em 34 jogos, em mais uma jogada que sobressaem duas ideias, uma delas é que o Porto defende com pouca gente (eram 5 alemães para 4 portistas) e a outra é que Angél, tal como na 1ª mão, não pode conceder tanto espaço a um jogador como Mkhitaryan. O Porto após o golo reagiu como podia, sem grandes euforias mas a conseguir chegar à baliza de Bürki que acabou por ser um dos melhores em campo. Evandro e Varela estiveram muito perto do golo mas infelizmente faltou-nos uma pontinha de frieza para conseguir bater o redes suíço. Marega, um dos melhores do Porto na 1ª parte, apesar de muitas limitações técnica, fartou-se de martelar Schmelzer e contribuiu para muitos dos 7 cantos ganhos pelo Porto. A 2ª parte foi dividida em oportunidades e em bolas nos ferros, com Brahimi e Mkhitaryan a ter uma oportunidade cada um. Mais ocasião, menos ocasião, mais posse de bola, menos posse de bola, o Porto merecia ter marcado e dado uma alegria aos mais de 32 mil corajosos que se deslocaram ao Dragão.

Mal saiu o Dortmund no sorteio, percebeu-se facilmente que nos tinha calhado em "azar", a equipa mais forte da Liga Europa. Essa superioridade confirmou-se nos 2 confrontos, embora tenha ficado com a ideia que o maior do mundo poderia e deveria ter feito um pouco mais para contrariar a superioridade alemã. As lesões e castigos explicam alguma coisa mas não tudo. O que se pode tirar de positivo desta eliminação sem espinhas, e dado que a final da Taça de Portugal está a um pequeníssimo passo, é que o Porto fica totalmente focado no seu principal objectivo que é a Liga Portuguesa. Faltam 11 jogos na Liga, 11 jogos em que se exige a vitória.


Danilo - O MVP da partida. Peseiro, faz-me um favor e dá a braçadeira ao moço. Mais um grande jogo do verdadeiro patrão desta equipa. Recuperou bolas, lançou ataques, foi novamente um animal em campo como são prova os 10 duelos individuais ganhos em 11. De longe, o jogador que mais se entregou ao jogo e o que menos merecia a eliminação.
Layún - O Miguel não sabe jogar mal e isso permite-lhe jogar em várias posições sempre com um elevado grau de competência. Fez mais um bom jogo, descaiu sempre que pode para o seu lado direito para cruzar mas desta vez não conseguiu nenhuma assistência. Admito que faço parte da TeamLayún.


Angél - Já toda a gente percebeu que o espanhol não tem categoria suficiente para um grande clube como é o nosso Porto. Não atacou, defendeu mal, deu espaços. Rafa da equipa B, em vez de ter sido emprestado à Académica, deveria ser a alternativa a Layún.
Aboubakar - Mais um jogo fraquinho onde não teve qualquer tipo de hipótese de causar estragos na defesa germânica.


domingo, 31 de janeiro de 2016

Feirense 2 vs FC Porto 0 - 27.01.2016 - Taça da Liga

A arte de bem perder.

Numa época de certa forma negativa, o Porto bateu mais um recorde ao perder pela primeira vez na sua história contra o Feirense. Em 8 jogos a jogar no Marcolino de Castro e depois de ter conseguido 2 empates e 5 vitórias, o maior do mundo perdeu e pode-se dizer que perdeu bem, num jogo que não contava absolutamente para nada, a não ser o orgulho e brio profissional. Cosme Machado, como é hábito, não quis ficar de fora da festa e transformou um lance perfeitamente normal e usual numa grande penalidade. Porto a jogar mal, Cosme a fazer merda, tudo normal, portanto.

Peseiro fez alinhar um onze inicial com muitas mexidas, como vinha sendo hábito com Lopetegui e também Rui Barros, mas a única verdadeira novidade foi a entrada do nigeriano Chidozie para o centro da defesa para fazer companhia a Maicon. A equipa era a do "costume" na Taça da Liga mas Peseiro quis fazer algumas experiências num jogo, que bem vistas as coisas, não passava de uma jogo treino e por isso optou por um 4-4-2 losango, esquema táctico de que é fã desde os tempos de Alvalade. Rúben mais recuado, Imbula e Sérgio nos vértices laterais e Varela a no vértice mais avançado do losango preenchiam um meio campo que se tentava chegar à frente pelo meio, deixando as alas para os laterais Angél e Vitor Garcia. Suk foi o primeiro a disparar à baliza logo aos 2 minutos mas a bola sai por cima e o Feirense nada intimidado responde de igual forma. A partida foi disputada e quase sempre jogada longe das balizas, e foi preciso um lance fantástico do Cosme para desbloquear um jogo que estava dominado e controlado pelo Porto. O Feirense adiantava-se na partida e todo o Portista sabe a dificuldade que tem sido virar um jogo de há um ano e meio para cá. A 2ª parte acaba por ser uma cópia da 1ª mas é o Feirense o primeiro a criar perigo num cabeçada salva praticamente em cima da linha por Angél. André Silva primeiro e Suk depois, tem duas excelentes oportunidades para empatar mas em ambos os casos, os remates saem por cima e o Feirense acaba por aproveitar alguma apatia da defesa portista para chegar ao 2º golo já perto do final do jogo. É certo que o jogo não contava para nada e é certo que Peseiro fez mudanças estruturais na equipa mas exigia-se que os 11 que jogaram fizessem bem melhor contra uma equipa do 2º escalão, que segundo li, também jogou com as segundas linhas.


Vitor Garcia - O MVP da partida.  O defesa venezuelano tem estado sempre bem nos jogos em que tem sido chamado e não fez por menos contra o Feirense. Incansável nas subidas no seu flanco, fruto das idas para dentro do Sérgio, fartou-e de correr e cruzar mas nunca encontrou destinatário para as suas encomendas. É seguramente a mais forte alternativa para Maxi.
Chidozie - O central de apenas 19 anos tem dado excelentes indicações na equipa B, e como se viu mais uma vez, parece ter maturidade suficiente para ser o 4º central da equipa principal. Esteve quase sempre certinho, não inventou e só não fez uma exibição imaculada porque tal como os restantes companheiros de defesa, ficou a "nanar" no lance do 2º golo feirense.


Angél - O lateral espanhol tem estado razoavelmente bem sempre que é chamado mas desta vez foi intragável nos cruzamentos, arma que elogio frequentemente nas minhas análises. Devo ter contado uns 10 cruzamentos que, ou foram para trás da baliza, ou saíram pela linha lateral do outro lado ou foram facilmente cortados pela defesa feirense.
Imbula - Ainda há dúvidas que o francês não quer nada com isto? Espero que saia nesta janela de transferências e se não for pedir muito, que se recupere os 20 sacos que se deu por ele.
Taça da Liga - Péssima prestação da equipa nesta competição. Apesar de muitas mexidas na equipa, apesar de algumas experiências, 3 derrotas em 3 jogos, 2 deles contra equipas do 2º escalão, é algo que não representa a forma de estar do maior do mundo no futebol português.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

FC Porto 1 vs Maritimo 3 - 29.12.2015 - Taça da Liga

(Des)Liga da Taça.

O Marítimo, a par dos 2 grandes de Lisboa, vai mantendo ao longo dos anos aquele apetite especial em foder-nos a vida e na passada 3ª feira tivemos a infelicidade de presenciar mais um desses capítulos. Coincidência ou não, a verdade é que somamos apenas 3 derrotas no ano civil de 2015, todas elas com o Marítimo, 2 para a Taça da Liga e outra para o campeonato. Foi um jogo cheio de tristes factos, porque foi a primeira vitória da equipa insular em casa do maior do mundo, foi também a primeira derrota em casa do Porto em provas nacionais desde as 2 batatas do Lima na época passada e foi a primeira vez que o Porto sofreu 3 golos esta época. Foi o nosso primeiro jogo na Taça da Liga deste ano e deverá ser o último porque se tudo correr dentro da normalidade, os 2 restantes jogos só servirão para cumprir calendário.

O jogo começa a bom ritmo e sempre dividido nos primeiros 15 minutos com o Porto a insistir sempre no futebol largo pelas alas. O Marítimo foi a primeira equipa a criar perigo na sequência de um canto, com uma cabeçada que passa perto do poste de Hélton. Marega pouco tempo depois tenta surpreender o redes portista com um remate forte de fora da área mas o brasileiro revela atenção. Vitor Garcia é o primeiro a aquecer as mãos de Salin num remate forte mas à figura, Tello de seguida tenta a sua sorte numa jogada individual mas o remate sai muito ao lado e o nosso menino André não querendo ficar atrás, tenta também o remate depois de comer Patrick com um bom pormenor. O Porto volta a criar perigo minutos antes do intervalo numa boa jogada colectiva, concluída por André Silva, que depois de uma boa recepção, remata novamente à figura de Salin. A 2ª parte começa com o golo do Marítimo, num livre cobrado em zona central e onde toda a defesa portista revela uma enorme apatia. O Marítimo ameaça ampliar a vantagem logo de seguida, primeiro num cruzamento remate que sai ao lado e depois num canto finalizado com uma cabeçada forte defendida com segurança por Hélton. A 20 minutos do fim, o Porto sofre o 2º golo depois de um erro infantil de Marcano que faz um mau atraso para Hélton e o jogo fica quase sentenciado depois de Edgar Costa rematar pertíssimo do poste. Failbakar tem uma excelente oportunidade para marcar e relançar o jogo aos 77 minutos, depois de um grande passe de Corona mas infelizmente Salin é mais forte no duelo. André Silva tem duas novas batalhas com Salin, depois de cruzamentos de Failbakar e Tello mas o francês volta a levar a melhor. O jogo entra então num muito animado período de descontos, Marega marca um merecido golo depois de mais uma distracção de Marcano e Failbakar fuzila Salin depois de boa recepção no peito e ainda melhor passe de André Silva. A partida chega ao fim com monumental assobiadela, acompanhada de dezenas de lenços brancos.

Em bom rigor não se pode atribuir a culpa desta derrota a Lopetegui, eu pelo menos não o faço. O treinador fez mexidas normais na equipa, e entrou em campo com 3 normais titulares, Maicon, Marcano e André André. Como era de esperar deu a titularidade ao outro André, e fez entrar Hélton para o lugar de Casillas. Mexeu nas alas defensivas, no miolo e em todo o ataque, mas é inegável que esta 2ª linha do Porto poderia e deveria ter feito muito mais. Será honesto atribuir culpas a Lopetegui por o nosso menino André ter rematado umas 5/6 vezes sempre à figura de Salin ou por a defesa e em particular Marcano, terem estado desastrosos?


José Angél - O MVP da partida. O lateral espanhol fez um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Sem muitos problemas a defender, sempre muito activo no ataque. Fez cruzamentos atrás de cruzamentos, sempre com critério e rigor mas sempre mal finalizados pelos seus companheiros. Foi dos poucos que não merecia sofrer 3 golos.


Marcano - O central que tem como uma das maiores virtudes, a forma simples e sóbria como domina todos os lances, fez um jogo absolutamente desastroso. Toda a defesa esteve mal, mas o espanhol abusou. Esteve directamente ligado nos 3 golos, nos 2 primeiros com desatenções indesculpáveis e no 1º porque Fransérgio cabeceia na zona de acção dos centrais.
André Silva - Custa-me colocar o menino aqui na zona Kralj mas a este nível de competição, não se posse falhar tantas oportunidades de golo. Teve o mérito de estar sempre em zonas de tiro mas todo o demérito por nunca ter conseguido desviar a bola de Salin.