Pragmático QB

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

FC Porto 2 vs Nacional 0 - 01.11.2014 - Liga Portuguesa

Magia Argelina.

Numa jornada que começou 6ª feira com a vitória polémica (como são praticamente todas) do nosso rival Benfica, tivemos um sábado algo surpreendente com a sodomização da equipa de Alvalade às mãos dos guerreiros da Cidade Berço. Impunha-se por isso uma vitória do Porto, num jogo historicamente difícil, já que desde que o Dragão foi construído, o Nacional é a equipa que mais pontos lá conseguiu. Essa vitória foi conseguida e merecida, muito à custa de uma 1ª parte de sonho, com a equipa a praticar um futebol perfumado.

Como disse antes, era um jogo historicamente difícil e por isso o Porto atacou a baliza insular desde o 1º segundo. Numa fase em que a a rotatividade parece ter perdido gaz, o Mister apresentou talvez o 11 mais ofensivo da época, já que com Óliver em campo em vez de Herrera, a equipa dava a ideia de ter 5 jogadores para defender e 5 para atacar. Essa mesma ideia não se confirmou totalmente, já que o Casemiro jogou muitas vezes no meio dos centrais, e o Óliver e o Quintero vinham muitas vezes receber a bola perto de Maicon e Indi fazendo com que a transição atacante fosse muito fluída. O golo surge cedo por Danilo, depois do guarda-redes madeirense ter defendido um 1º remate de Jackson, numa boa jogada pelo lado direito do ataque. Toda a 1ª parte foi jogada a grande velocidade, com um futebol do melhor que se viu esta época, embora o Nacional tivesse oportunidade de marcar em 2 boas ocasiões. Talvez inconscientemente a pensar no importante jogo para Champions, a equipa do Porto entrou meio adormecida na 2ª parte, permitindo ao Nacional subir no terreno e equilibrar a posse de bola. O jogo esteve sempre dividido até que o Mágico Yacine decidiu marcar um daqueles golos que levantam, não só um estádio, mas toda uma cidade. Estava dada a estocada final na equipa adversária que a partir deste momento nunca mais criou perigo. 







Danilo - Foi sempre um jogador criticado pela sua relação qualidade/preço. Muitos portistas, algo precipitados a meu ver, acharam que os 13 milhões pagos ao Santos em 2011 foi um valor astronómico para o valor do jogador. Eu, pelo contrário, sempre fui um fiel defensor do brasileiro porque via nele capacidades fisicas e técnicas de nivel mundial. Hoje, digo-o sem rodeios, que o Danilo vale cada milhão que foi pago por ele. Mais um grande jogo e um bom golo.

Jackson - Sai do jogo em branco, mas com a sensação do dever cumprido. Mais uma batalha com a defesa adversária, embora o golo pudesse ter acontecido em 2/3 ocasiões. Foi substituído na 2ª parte a pensar no jogo de 4ª feira. A braçadeira fez-lhe muito bem.

Brahimi - Começam a faltar elogios para qualificar as exibições do argelino. Mais um jogo electrizante, sempre a massacrar a defesa do Nacional. Jogadas brilhantes, pormenores de classe, fintas estonteantes e um golo criminoso. Depois do argelino Madjer, chegou ao Porto o Brahimi, um mágico que por este andar, não jogará cá muito mais tempo.