Pragmático QB

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domingo, 10 de janeiro de 2016

FC Porto 1 vs Rio Ave 1 - 07.01.2016 - Liga Portuguesa

O principio do fim de Lopetegui.

O Rio Ave apesar de se agigantar no Estádio dos Arcos e complicar a vida aos grandes, costuma ser um adversário acessível no Estádio do Dragão/Antas, prova disso são as 17 vitórias do maior do mundo em 22 jogos, restando 1 vitória e 4 empates para os Vilacondenses. Se recuarmos no tempo, percebemos que o Rio Ave já não conseguia um resultado positivo em casa do Porto há 11 anos, quando na famigerada época 2004/2005 e na fase pós-Mourinho, empatou com igual resultado. Nesse ano acabamos em 2º lugar, a 3 pontos do Benfica de Trapattoni, numa época atípica onde apenas conseguimos ganhar 17 dos 34 jogos disputados.

Ambas as equipas vinham de derrotas nos jogos anteriores, o Porto tinha perdido em Alvalade e o Rio Ave perdeu em casa com o Tondela, daí a importância da vitória para as duas equipas por questões meramente pontuais mas também pela vertente anímica. Se juntarmos o ingrediente Taça da Liga e consequente derrota com o Marítimo a esta panela, iremos perceber que seria um jogo nervoso, com a bola a queimar caso o golo não surgisse cedo no jogo.

O onze inicial sofreu algumas alterações, Marcano e André André entram para os lugares de Maicon e Rúben Pirlo e fica a duvida se terá sido pelo fraco desempenho em Alvalade ou numa base de rotatividade devido aos 3 jogos numa semana. O Porto entra com velocidade, atitude e uma postura atacante mas não consegue rematar à baliza mas em contrapartida consegue manter a bola afastada da baliza de Casillas, que toca na bola pela primeira vez aos 12 minutos e para executar um pontapé de baliza. Maxi, um dos melhores durante todo o jogo, é o primeiro a rematar por duas vezes à baliza de Cássio, primeiro depois de um passe de André e na segunda tentativa numa jogada aos trambolhões que obriga o redes pacense a grande defesa para canto. Sem encostar o Rio Ave às cordas, o Porto pressionava bastante, e numa jogada mais em força e raça do que técnica acaba por chegar ao golo num remate feliz de Herrera. Teoricamente estava feito o mais difícil, um golo cedo no jogo que permitiria jogar de forma mais tranquila mas o Rio Ave responde rapidamente com 3 remates seguidos, os 2 primeiros defendidos de forma segura por Casillas, mas sem hipótese no 3º remate, que infelizmente para nós, ainda desvia em Danilo. O Porto reage bem ao golo do empate, Failbakar foge da sua zona e cruza para André, que na zona do ponta de lança, cabeceia ao poste e quase recarga com sucesso. Corona ainda tenta com novo remate mas o resultado chega ao intervalo com o empate a um golo. Se duvidas havia que a 2ª parte tinha começado, o jovem croata dissipa-as com um remate muito perigoso aos 17(!) segundos. Ukra é o próximo a criar perigo, num remate que o extremo tenta meter na gaveta mas Casillas estava atento. André remata à figura de Cássio aos 55 minutos e o Porto começa a revelar sinais de intranquilidade, nervosismo e impaciência. Pouco tempo depois, Failbakar tem um bom movimento de recepção e remate mas Cássio defende para canto. O Porto ia tentando o golo sem grande confiança e Brahimi depois de uma boa tabelinha com André, remata em arco ao lado da baliza.O Rio Ave só aos 81 minutos volta a criar a perigo num remate de Zé Paulo que passa por cima da barra e o Porto responde num livre directo marcado por Layún que Cássio sacode para canto. A 5 minutos dos 90, Lopetegui põe a carne toda no assador, fazendo entrar Varela para o lugar de Layún mas o Porto joga os últimos minutos a mandar sacos de batatas para para área do Rio Ave, que os defesas vilacondenses foram descascando de cadeirinha.

No final do jogo estava lixado com "F", para não dizer fodido com "L". A azia era tanta que passei mal a noite, sensação que ainda se mantinha às 7 horas da manhã, quando o despertador tocou para ir trabalhar. Mal soou o apito final do jogo tive a sensação de ver uma equipa sem ideias, sem raça, completamente desmotivada e sem forças para mudar o rumo do jogo. Quando o Rio Ave empatou, senti que o jogo acabaria assim e quando um portista como eu, sempre optimista e que acredita que as coisas irão sempre acabar bem, é assolado por este estado de espírito, algo está realmente mal.


Maxi - O MVP da partida. El Mono foi o primeiro a criar perigo em 2 remates perigos e não perdeu gaz durante o restante jogo. Fartou-se de correr, de lutar e certamente não foi por ele que o jogo acabou empatado.
Corona - Fazia anos mas quis ser ele a dar uma prenda de aniversário aos colegas e adeptos. Fartou-se de cruzar, algumas vezes para os colegas desperdiçarem, outras vezes para ninguém mas foi a par de Maxi, dos melhores.
André - Tentou empurrar sempre a equipa para a frente, na esquerda, no meio e por fim, na direita. Foi aquele "carregador de piano" habitual e esteve muito perto do golo mas infelizmente o poste e o Cássio não o deixaram ser feliz.


Brahimi - Quando o argelino liga o complicómetro, é um problema sério para ele e toda a equipa. As coisas não estavam a sair bem à equipa e Brahimi sentiu necessidade de pegar no jogo mas quase sempre mal.
Bolas paradas -  Numa altura em que os golos provenientes de lances de bola parada andavam a correr bem, conseguimos a proeza de conseguir 18-1 em cantos e 0 oportunidades de golo.








sexta-feira, 24 de abril de 2015

Rapidinha do dia - Manuel José












Um dos grandes ressabiados do futebol português, quiçá o ressabiado mor voltou a tecer comentários em relação ao Futebol Clube do Porto carregados de azia. Transcrevo em baixo as declarações dadas à Rádio Renascença:

"Julen Lopetegui é um treinador que está numa encruzilhada, a posição dele é difícil. Vamos ver se tem arte, talento e sabedoria para recuperar mentalmente os jogadores e darem uma boa resposta. Depois do 6-1 era normal que fossem assobiados no regresso a casa, mas tudo aquilo foi muito bem preparado. O FC Porto não dorme e mandou aqueles adeptos para o aeroporto dar carinho e transmitir confiança aos jogadores e ao treinador. Este jogo só é decisivo para o FC Porto, não é para o Benfica. O FC Porto está fragilizado e o Benfica pode tirar vantagem disso, jogando como costuma jogar no Estádio da Luz, fazendo grande pressão sobre o FC Porto e não deixar o adversário readquirir a confiança. O FC Porto passou por um pesadelo em Munique, mas tem agora outro pesadelo. Se perder no Estádio da Luz perde a oportunidade de ganhar qualquer competição."

É fácil perceber pelas palavras do Nelo Zé, o seu "ódio" ao maior clube português, até porque já não é a primeira vez que o faz, nem será com certeza a última. Este senhor, que além de ressabiado também é treinador, não ganha nada em Portugal desde a época 92/93, e os títulos recentes que tem foram todos no quinto do caralho, mas semana após semana acha-se no direito de opinar sempre a desfavor do Porto, dos jogadores do Porto, do treinador do Porto e de tudo o que tenha as belas palavras Futebol Clube do Porto.

domingo, 22 de março de 2015

Nacional 1 vs FC Porto 1 - 21.03.2015 - Liga Portuguesa


Favor retribuído.

Tremenda desilusão, não há outro estado de espírito nem outro sentimento, que não seja o de desilusão, depois da noite de ontem. O Rio Ave fez-nos o jeito e disse "tomem lá, agora façam a vossa parte". Infelizmente e contra tudo o que era expectável, não fizemos a nossa parte, e sendo assim retribuímos o favor que o benfas nos fez à sensivelmente 2 meses atrás, quando perdeu em Paços Ferreira, após a nossa derrota nos Barreiros. Dizem que a Madeira é uma ilha lindíssima, não conheço, nunca lá fui, mas desportivamente é um lugar que nos traz dissabores ano após ano. Após a jogo do Marítimo, somamos 7 vitórias, todas elas sem sofrer golos, espera-se e deseja-se agora, nova marcha triunfal até final do campeonato.


Empatamos no jogo de ontem e somamos um ponto que nos coloca numa situação mais desafogada e a dependermos unicamente de nós, situação que tal como afirmou no nosso Mister Julen, já não acontecia à 4 meses. Um encurtar de distâncias terá sempre de ser visto com bons olhos, embora as expectativas fossem muito elevadas depois do tropeção nos Arcos do nosso maior rival. São 3 pontos de distância, depois de terem sido 6 e com a hipótese real de serem 9. "Grão a grão. enche a galinha o papo", já dizia o outro.

Embora os jogos na Choupana - e na Madeira no geral -  sejam tradicionalmente difíceis, não se pode dizer que o histórico de confrontos seja desfavorável ao Porto, muito pelo contrário. Antes do jogo de ontem e em 16 jogos a contar para a Liga Portuguesa, o Porto somava 11 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com a curiosidade que uma dessas derrotas (2-1) tinha acontecido na época passada.

O Porto entrou em campo depois do conhecer o resultado do jogo do benfas, e sinceramente não sei o que é pior, se encarar os jogos com a pressão de ganhar porque o nosso rival também ganhou, se encarar os jogos com a pressão de ganhar porque o nosso rival perdeu. Agora e depois do jogo acabar pode-se concluir que o Porto joga melhor quando o rival ganha. Conclusão fácil, ao nível da "prognósticos só no fim do jogo". A equipa entrou bem em campo, tranquila e sem pressa de chegar á baliza insular. Primeira parte sempre controlada, embora sem grandes ocasiões de golo e quando o Tello meteu a redondinha na rede de Gottardi, ficamos com a ideia que o mais difícil estava feito e que o golo tinha surgido cirurgicamente no momento certo. O "stôr" Nelo Machado deu o chá ao intervalo e o Nacional apareceu transfigurado na segunda parte. Foi muito mais perigoso através de 3/4 contra-ataques venenosos, um deles deu golo, e outro só não deu porque o luso-angolano Lucas Eduardo Santos João - digo o nome todo porque é um jogador que depois daquele falhanço, me merece grande respeito - rematou por cima da barra na cara de Hélton. O jogo estava completamente partido, fruto de uma desunião na equipa do Porto. Danilo ainda rematou ao poste já depois de Maicon também ter feito a bola beijar a barra. O resultado não se alterou até final, apesar do esforço inglório de Quaresma.




Maicon - O MVP da partida. Desta vez o brasileiro superiorizou-se ao seu colega de sector Marcano. Imperial no jogo aéreo, limpou tudo na sua zona de acção. Podia ter marcado um golo de livre directo mas infelizmente para ele e para nós portistas, a bola esbarrou na trave.
Tello - Um jogo de altos e baixos. Marcou um belo golo, o 5º nos ultimos 4 jogos, o que diz bem do que tem sido a importância do extremo nestas fase da época. Na 2ª parte desapareceu, tal como o resto da equipa.
Quaresma - Entrou aos 73 minutos quando todo o portista já tinha percebido que Brahimi não estava em campo há muito tempo. A sua entrada apesar de tardia, ainda foi a tempo de vermos um Quaresma desequilibrante, que tudo fez no lado direito para que o resultado fosse outro.



Alex Sandro - Culpas directas no lance do golo ao não se aperceber da entrada do adversário nas costas. Pareceu-me muito cansado a partir do meio da 2ª parte.
Brahimi - Mais um jogo muito fraco do argelino. Desde que voltou da CAN, são mais os jogos fracos do que aqueles em que se destaca positivamente. Não conseguiu um desequilíbrio no 1 vs 1.
Rúben Neves - Lopetegui tem apostado no menino quando é preciso congelar o jogo e dar mais critério de passe ao jogo portista. Ontem entrou para o lugar do amarelado Casemiro com o objectivo de ser um tampão à frente da defesa. Não só não o conseguiu, como a sua entrada coincide com o inicio das cavalgadas do Nacional em direcção à nossa baliza.
Quintero -  30 minutos em campo, 30 minutos de nada.
Condição Física - Tenho elogiado a saúde física da equipa, mas ontem pareceu extremamente cansada. Tello, Aboubakar e Alex Sandro são o maior exemplo disso.
Lopetegui - O nosso Mister tem levado festinhas, hoje leva porrada. Demorou muito tempo a perceber que Brahimi não estava em campo e entendo a substituição de Casemiro por causa do amarelo mas a verdade é que o Nacional sem o panzer brasileiro à frente perdeu-nos completamente o respeito.






quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Lille 0 vs FC Porto 1 - 20.08.2014 - Play-Off Liga dos Campeões

Novamente... competentes!

Embora tenha sido apenas o 2º jogo oficial da época, esta jornada dupla com o Lille é fundamental para o que resta do ano desportivo azul e branco. Apesar do Julen ter fugido ao "pormenor" dos 10 milhões de euros que poderão ser ganhos com o acesso à fase de grupos, é inegável que esse valor é imprescindível no orçamento desta época. Pode por exemplo pagar o passe o Adrian, a transferência mais cara (até agora) deste verão. À parte da componente financeira que ao comum adepto portista pouco ou nada interessa, uma época desportiva sem Champions é obrigatóriamente encarada com uma enorme desilusão, é a maior competição de clubes, é a prova onde jogam os melhores jogadores, em suma, é a guerra que todas as equipas e adeptos gostam de lutar.

Uma vitória fora, ainda que pela margem mínima, é sempre uma boa vitória. Outro aspecto que merece destaque é que ganhamos a uma equipa chamada Lille Olympique Sporting Club, facto esse bastante positivo, porque o objectivo de todas as épocas é ganhar a esses "Sportings" e "Benficas" espalhados por esse mundo fora.


Tal como o jogo para o campeonato com o Marítimo, este foi mais um jogo competente. Nem sempre sempre bem jogado, nem sempre com jogadas brilhantes mas sim, competente. O Porto entrou muito personalizado em campo e salvo 2 ou 3 calafrios, a partida esteve praticamente sempre controlada. Gostei da forma organizada como a equipa joga, embora falte resumir tanta posse de bola, em situações claras de golo. O único golo do Porto surge com alguma naturalidade depois de uma entrada forte da equipa na 2ª parte, e logo depois do Tello ter entrado e tocado na bola pela primeira vez. O Lille teve supremacia na parte final do jogo como era de esperar, muito à custa de livres laterais e futebol directo mas o jogo caminhou rapidamente para o fim sem grandes problemas.

Hoje já tivemos um cheirinho do que poderá ser a gestão dos egos de alguns jogadores do Porto. O Brahimi no momento em que é substituído mas principalmente o Quaresma no momento da entrada revelaram uma pontinha de azia. O Julen parece-me capaz de gerir estas "birras" mas não será de todo, uma missão fácil dada a qualidade e estatuto de alguns jogadores.

Uma diferença que me salta à vista desde já em comparação com a época passada, é a forma como os 2 centrais tratam a bola, porque as saídas a jogar com bola foram reduzidas a praticamente 0, optando por jogar "feio" em quase todos os momentos em que a situação assim o exige. O meio campo pareceu-me bastante fluído, com muitas trocas posicionais, com o triângulo Casemiro-Herrera-Ruben a controlarem o jogo de uma forma bastante boa, dado o momento da época. O Brahimi não engana, é pura classe, embora não o goste de ver constantemente colado na ala. Toda a restante equipa esteve bem.

Do lado do Lille, destaco o Origi, grande jogador. Não entendo como é que o Liverpool o empresta, ainda por cima quando no plantel não abundam avançados. Ainda poderia aceitar o facto do belga ter 19 anos e pouca experiência ao mais alto nível, mas essa teoria cai por terra quando ainda na época passada o Rogers apostou com sucesso no Sterling.


Lille 0-1 FC Porto (Play-Offs) Highlights 20-08... por Vizyeo