Pragmático QB

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

FC Porto 3 vs Guimarães 0 - 10.09.2016 - Liga Portuguesa

A exibição mais segura da época.

Apesar do Afonso Henriques ser uma verdadeira fortaleza para o Guimarães, as estatísticas revelam que as visitas ao Dragão transformam a equipa vitoriana num adversário estranhamente dócil para o seu historial. A última vitória do Guimarães aconteceu em 1996 e o melhor que conseguiram desde daí foi um único empate em 2005. 20 anos em que o Porto venceu quase sempre e no passado sábado, aconteceu a regra e não a excepção.

O Vitória entrou muito bem em campo, talvez aproveitando o facto do 4-4-2 clássico do Porto estar aparentemente pouco oleado mas a verdade é que passados os primeiros 15 minutos, o "perigo" causado pelo Guimarães resumiu-se a meia dúzia de remates de fora da área. Muito vontade, muita raça, boa qualidade técnica com alguns momentos de tiki-taka mas tudo esprimidinho resultou em raros lances de golo na baliza de Casillas.

Nuno experimentou uma nova nuance táctica (adoro esta expressão) com Deproite e André Silva de inicio e com 2 médios nas alas disfarçados de extremos. Enganou-me porque depois de ver o onze inicial fiquei com a ideia de que iríamos usar um 4-4-2 losango com Otávio a 10 à frente do trio clássico de médios. Não desgostei desta forma de jogar, Deproite como facilmente se percebeu, não tem qualquer problema em em lutar contra a defesa contrária e André Silva também não revelou grande défice por de quando em vez ter de recuar no terreno ou descair mais nas alas. André André e Otávio no papel começavam nas alas mas quase sempre vinham para dentro deixando que os corredores fossem percorridos vezes sem conta por Layún e Telles. Foi um bom jogo do Porto, com um resultado gordo, muito por culpa de um Guimarães que nunca quis jogar para o ponto. Tivemos alguma sorte na obtenção dos golos, mas também algum azar numa bola à barra e num golo aparentemente mal anulado.


Óliver - O MVP da partida. É no meio que este puto joga bem, mais à frente ou mais atrás, é no meio que o Óliver brilha. Grande jogo, grande dinâmica, revelou um muito melhor entrosamento e conhecimento da equipa. Acabou por merecer o golo que sem querer marcou. A forma como faz a bola parecer parte dele próprio é soberba. Bravo.
Deproite - E não é que gostei de ver o belga jogar no seu primeiro jogo completo. Tudo o que fez, fez bem, recebe de costas e deixa para um colega, vai a todas as bolas pelo ar e ganha a disputa quase sempre, joga simples e sem rodriguinhos. Só um aspecto que deve rapidamente corrigir, um avançado vive de golos e o belga tem de começar a pensar em ser menos altruísta e começar a fuzilar as balizas adversárias.
Layún - Oh Miguel, não te cansas caralho?! Mais um jogo onde o mexicano encheu o campo e esteve quase sempre nos lances decisivos do jogo. Uma bola na barra, um canto cobrado que resulta no primeiro golo, um cruzamento mortifero que obriga a um auto-golo vitoriano. Um jogador que fala e principalmente joga muito à Porto.
Bolas paradas - Após anos a ver a banda passar, parece que finalmente estamos a aproveitar os muitos cantos e livres de que dispomos em todos os jogos.


Jorge Sousa - O árbitro portuense esteve parado muito tempo devido a lesão e a verdade é que esse facto parece ter causado mossa na forma como ajuizou inúmeros lances. Faltas marcadas ao contrário, faltas que ficaram por marcar ou foram marcadas indevidamente, um golo mal anulado que nem as várias repetições conseguem dar razão ao árbitro. Acabou por não influência no resultado embora tenha feito uma exibição que certamente não deixará saudades.
Cruzamentos vs posse de bola - A maior critica que era feita a Lopetegui a par da famigerada rotatividade, era a excessiva e inconsequente posse de bola da equipa. Nuno parece ter matado esse mesma posse de bola em detrimento de um abusivo número de cruzamentos para a área. Tem sido demasiadas bolas cruzadas pelos laterais para tão pouca presença na área.

domingo, 21 de agosto de 2016

FC Porto 1 vs Estoril 0 - 20.08.2016 - Liga Portuguesa



A bola só parou de chorar aos 84.

A época 2016/2017 será muito complicada, como é fácil perceber após estes 3 jogos oficiais. O Porto tem uma assustadora falta de soluções, facto que nem com a raça e vontade depositadas hoje em campo, poderá ser suficiente para ganhar jogos. Faltam jogadores de classe no onze, faltam alternativas credíveis e capazes de mexer com o jogo no banco, falta construir um plantel equilibrado e competente em praticamente todos os sectores da equipa. É preocupante ver a não convocação de jogadores como o Aboubakar e o Brahimi, que mesmo fazendo 23 rodopios sobre si mesmo antes de soltar a bola, ou no caso do camaronês, ter uma falta de confiança enorme e precisar de 27 ocasiões para marcar um golo, são jogadores com categoria mais que suficiente para pelo menos entrar na convocatória de cada jogo. Já o disse mais que uma vez, sou um fervoroso adepto portista, não sou sócio, não me interessa saber para onde vão e como são gastos os dinheiros do clube e nesse ponto de vista, não aceito que jogadores de nível fiquem a assistir ao jogo em casa, enquanto outros com menos qualidade vão a jogo. Se é preciso fazer dinheiro, que se faça com as dezenas de excedentários que o clube tem nos seus quadros. E que dizer de Deproite na bancada? A sério Nuno? O belga não tinha lugar no banco em vez de um dos 4 médios que lá estavam? E o Adrián não merecia a titularidade depois das boas indicações que deu com a Roma? Nuno, poupar jogadores para o jogo em Roma? A sério? Prioridades Mister, e a nossa é o campeonato, carga todo na Liga Portuguesa e seja o que Deus quiser na Champions.

Sobre o jogo jogado, algumas notas de destaque. entre as quais dizer que este Estoril joga tão pouco que não ficarei muito surpreendido se em Maio do ano que vem estiverem com a corda na garganta. 11 ataques durante 90 minutos são reveladores de uma estratégia pouco ou nada ambiciosa, a cultura do jogar para o pontinho que se desculpa a equipas pequenas mas não a clubes como o Estoril. Perante este cenário e numa noite em que o Porto esteve claramente desinspirado, foi preciso o melhor assistente da época passada acertar num dos inúmeros cruzamentos que a equipa fez, para o nosso menino André marcar o único golo do jogo. Temo que a raça e capacidade de pressionar os adversários até praticamente à exaustão possa não ser suficiente para ganhar alguma coisa esta época mas também tenho consciência que nem todos os jogos poderão ser ganhos só com nota artística. O Nuno já provou que tem uma equipa de guerreiros, falta provar se os guerreiros também conseguem jogar à bola.


André Silva - O MVP da partida. Marcou o único golo do jogo e por isso é inevitável esta distinção. O André é isto mesmo, um miúdo que vai andar ali a correr que nem um desalmado até cair para o lado e é essa sofreguidão que pode trair o seu discernimento em frente à baliza. Marcou um bom golo, o 3º em 3 jogos oficiais, tem feito o que se pede a um ponta de lança e contra isso, nada a dizer.
Corona - É neste momento e a par de Otávio, o maior desequilibrador da equipa. Nem sempre tem sucesso mas tem  a confiança suficiente para não desistir e repetir a mesma finta que tentou na jogada anterior sem sucesso. 
Bater até furar - A bola hoje foi muito mal tratada por ambas as equipas mas principalmente pelo Porto porque era quem tinha a real obrigação de ganhar. Eu habitualmente jogo às quintas-feiras com amigos e nem naquela hora de jogo a bola leva tanta porrada como aconteceu hoje. O Porto teve o mérito de procurar de todas as formas mas principalmente através de cruzamentos a tal bola dourada na baliza, aconteceu aos 84 minutos num belo cruzamento de Láyun. 
Maxi - Grande jogo, mais um, o uruguaio é o espelho do Porto de Nuno, incansável, imortal, inquebrável, um poço de força. 


Bolas paradas - Livres laterais, 17 cantos e nenhum golo a partir desse lances. Com tantos lances de bola parada, terá de haver uma muito melhor eficácia, ainda por cima depois de andarmos a sofrer tantos golos da mesma forma. Haja treino malta.
Varela - A cada oportunidade que Varela tem, questiono-me o porquê de ele ainda estar no plantel.
Otávio - Quando pensei que o pequeno Deco iria rebentar jogando no meio, teoricamnte a sua posição natural, o brasileiro traiu a minha confiança. Não é que tenha feito um mau jogo, mas esteve bem abaixo do que fez com a Roma e em Vila do Conde, jogos em que jogou a partir da faixa para o meio.
Herrera - Hoje foi uma autêntica nódoa, e daquelas que nem com a lavagem ao intervalo saem. Esteve muito lento, falhou passes, foi tudo aquilo que a massa assobiativa o acusa de ser, mesmo quando não o é. Jogou muito tempo, demasiado.
Banco - Jogo empatado a 0, necessidade absoluta de ganhar e entra André e Sérgio para os lugares de Herrera e Otávio. Preocupante.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FC Porto 1 vs Roma 1 - 17.08.2016 - Liga dos Campeões

Entrar a medo, sair de fininho.

Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.

Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.

Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.

Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.

"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.


Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti. 
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.


Casillas - Ler em cima. 
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.

domingo, 10 de janeiro de 2016

FC Porto 1 vs Rio Ave 1 - 07.01.2016 - Liga Portuguesa

O principio do fim de Lopetegui.

O Rio Ave apesar de se agigantar no Estádio dos Arcos e complicar a vida aos grandes, costuma ser um adversário acessível no Estádio do Dragão/Antas, prova disso são as 17 vitórias do maior do mundo em 22 jogos, restando 1 vitória e 4 empates para os Vilacondenses. Se recuarmos no tempo, percebemos que o Rio Ave já não conseguia um resultado positivo em casa do Porto há 11 anos, quando na famigerada época 2004/2005 e na fase pós-Mourinho, empatou com igual resultado. Nesse ano acabamos em 2º lugar, a 3 pontos do Benfica de Trapattoni, numa época atípica onde apenas conseguimos ganhar 17 dos 34 jogos disputados.

Ambas as equipas vinham de derrotas nos jogos anteriores, o Porto tinha perdido em Alvalade e o Rio Ave perdeu em casa com o Tondela, daí a importância da vitória para as duas equipas por questões meramente pontuais mas também pela vertente anímica. Se juntarmos o ingrediente Taça da Liga e consequente derrota com o Marítimo a esta panela, iremos perceber que seria um jogo nervoso, com a bola a queimar caso o golo não surgisse cedo no jogo.

O onze inicial sofreu algumas alterações, Marcano e André André entram para os lugares de Maicon e Rúben Pirlo e fica a duvida se terá sido pelo fraco desempenho em Alvalade ou numa base de rotatividade devido aos 3 jogos numa semana. O Porto entra com velocidade, atitude e uma postura atacante mas não consegue rematar à baliza mas em contrapartida consegue manter a bola afastada da baliza de Casillas, que toca na bola pela primeira vez aos 12 minutos e para executar um pontapé de baliza. Maxi, um dos melhores durante todo o jogo, é o primeiro a rematar por duas vezes à baliza de Cássio, primeiro depois de um passe de André e na segunda tentativa numa jogada aos trambolhões que obriga o redes pacense a grande defesa para canto. Sem encostar o Rio Ave às cordas, o Porto pressionava bastante, e numa jogada mais em força e raça do que técnica acaba por chegar ao golo num remate feliz de Herrera. Teoricamente estava feito o mais difícil, um golo cedo no jogo que permitiria jogar de forma mais tranquila mas o Rio Ave responde rapidamente com 3 remates seguidos, os 2 primeiros defendidos de forma segura por Casillas, mas sem hipótese no 3º remate, que infelizmente para nós, ainda desvia em Danilo. O Porto reage bem ao golo do empate, Failbakar foge da sua zona e cruza para André, que na zona do ponta de lança, cabeceia ao poste e quase recarga com sucesso. Corona ainda tenta com novo remate mas o resultado chega ao intervalo com o empate a um golo. Se duvidas havia que a 2ª parte tinha começado, o jovem croata dissipa-as com um remate muito perigoso aos 17(!) segundos. Ukra é o próximo a criar perigo, num remate que o extremo tenta meter na gaveta mas Casillas estava atento. André remata à figura de Cássio aos 55 minutos e o Porto começa a revelar sinais de intranquilidade, nervosismo e impaciência. Pouco tempo depois, Failbakar tem um bom movimento de recepção e remate mas Cássio defende para canto. O Porto ia tentando o golo sem grande confiança e Brahimi depois de uma boa tabelinha com André, remata em arco ao lado da baliza.O Rio Ave só aos 81 minutos volta a criar a perigo num remate de Zé Paulo que passa por cima da barra e o Porto responde num livre directo marcado por Layún que Cássio sacode para canto. A 5 minutos dos 90, Lopetegui põe a carne toda no assador, fazendo entrar Varela para o lugar de Layún mas o Porto joga os últimos minutos a mandar sacos de batatas para para área do Rio Ave, que os defesas vilacondenses foram descascando de cadeirinha.

No final do jogo estava lixado com "F", para não dizer fodido com "L". A azia era tanta que passei mal a noite, sensação que ainda se mantinha às 7 horas da manhã, quando o despertador tocou para ir trabalhar. Mal soou o apito final do jogo tive a sensação de ver uma equipa sem ideias, sem raça, completamente desmotivada e sem forças para mudar o rumo do jogo. Quando o Rio Ave empatou, senti que o jogo acabaria assim e quando um portista como eu, sempre optimista e que acredita que as coisas irão sempre acabar bem, é assolado por este estado de espírito, algo está realmente mal.


Maxi - O MVP da partida. El Mono foi o primeiro a criar perigo em 2 remates perigos e não perdeu gaz durante o restante jogo. Fartou-se de correr, de lutar e certamente não foi por ele que o jogo acabou empatado.
Corona - Fazia anos mas quis ser ele a dar uma prenda de aniversário aos colegas e adeptos. Fartou-se de cruzar, algumas vezes para os colegas desperdiçarem, outras vezes para ninguém mas foi a par de Maxi, dos melhores.
André - Tentou empurrar sempre a equipa para a frente, na esquerda, no meio e por fim, na direita. Foi aquele "carregador de piano" habitual e esteve muito perto do golo mas infelizmente o poste e o Cássio não o deixaram ser feliz.


Brahimi - Quando o argelino liga o complicómetro, é um problema sério para ele e toda a equipa. As coisas não estavam a sair bem à equipa e Brahimi sentiu necessidade de pegar no jogo mas quase sempre mal.
Bolas paradas -  Numa altura em que os golos provenientes de lances de bola parada andavam a correr bem, conseguimos a proeza de conseguir 18-1 em cantos e 0 oportunidades de golo.








quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sporting 2 vs FC Porto 0 - 02.01.2016 - Liga Portuguesa

Deus perdoa, o Slimani não.

Não é novidade nem é algo estranho, o Sporting é o adversário mais difícil de bater fora de portas, tendo essa dificuldade aumentado nos ultimos 12 anos, com apenas uma vitória do melhor do mundo. O Porto não ganha em Alvalade desde a época 2008/09, num jogo em que ganhamos pela margem mínima (1-2), com golos de Lisandro e Bruno Alves. Se recuarmos  ainda mais uns aninhos, iremos constatar que o Porto só ganhou ao Sporting em Alvalade por 4 vezes nos ultimos 20 anos, e sempre pela diferença de 1 golo. No passado sábado, o Sporting como infelizmente se está a tornar normal, ganhou merecidamente, não porque tivéssemos jogado mal, não porque Lopetegui tivesse inventado uma táctica mirabolante, não porque o árbitro tivesse influência no resultado, mas sim porque os lagartos foram inquestionavelmente melhores.

Lopetegui desta vez não "foi em grupes" e apostou num onze sem invenções, defesa habitual (porque se percebe que neste momento, Marcano perdeu a corrida), meio campo reforçado com Rúben Pirlo e Danilo praticamente lado a lado com Herrera mais solto, os 2 extremos titulares e o habitual Failbakar na frente. Jesus tentou o bluff durante a semana, mas fez entrar na mesma William e Ruiz de inicio. O jogo começa com grande intensidade, o Sporting entra forte mas o Porto joga tranquilo e personalizado. Corona é o primeiro a criar perigo depois de um grande passe de Rúben, o mexicano engole Jefferson, mas Naldo aprece tipo pronto-socorro e evita o golo. Minutos depois Danilo desmarca Failbakar mas Patrício sai bem da baliza e antecipa-se ao camaronês. O Sporting limitava-se a responder com remates de fora-da-área, quase sempre sem perigo. Os lagartos acabam por chegar ao golo num livre lateral bem marcado por Jefferson e ainda melhor finalizado por Slimani. A defesa do Porto, tal como tinha acontecido com o Marítimo, pareceu muito apática nos lances de bola parada defensiva. O Porto logo de seguida está pertíssimo do empate, na melhor situação de golo da primeira parte, mas Failbakar muito bem desmarcado com um passe subtil de Danilo, não consegue enganar Patrício e permite-lhe fazer uma boa mancha. João Mário muito perto do intervalo está perto do 2-0 mas cabeceia ao lado. A 2ª parte começa e o Porto é o primeiro a rematar num livre cobrado por Brahimi que sai por cima da barra. O Sporting tentava aproveitar um maior adiantamento da equipa do Porto, que se superiorizava na posse de bola, mas deixava algum espaço atrás e foi nessa altura que consegue 2 oportunidades de golo na mesma jogada, primeiro quando João Mário cruza para Slimani cabecear à barra, seguido de recarga de Ruiz para boa defesa de Casillas. Adrian de seguida aproveita a liberdade no corredor central e remata mais uma vez ao poste com Casillas já batido. À 3ª foi de vez e num contra-ataque conduzido por Ruiz, Slimani bisa na partida e coloca um ponto final no jogo. Layún é o ultimo a rematar à baliza para mais uma vez não passou de pólvora seca. Foi uma derrota justa que coincide com a perda da liderança conseguida a semana passada.


Corona - O MVP da partida. Foi o melhor do Porto na 1ª parte, conseguiu comer o Jefferson mais que uma vez e esteve perto do golo no inicio do jogo. Foi um autêntico quebra-cabeças para toda a defesa leonina e dos poucos que mexeu com o jogo.
Danilo - Mais um bom jogo do médio português. Lutou bastante naquela já esperada batalha de meio-campo e tentou empurrar sempre a equipa para a frente. Ficou a nanar no lance do primeiro golo mas quer-me parecer que a responsabilidade maior era de Indi.
Entrada em jogo - Ao contrário do que estava à espera, o Porto fez uma entrada muito personalizada no jogo. A partida estava perfeitamente controlada e foi um lance de bola parada a desbloquear tudo o que veio a acontecer.


Bolas paradas - É inegável que as coisas tem corrido bem nos lances de bola parada ofensivos mas a forma angélica como sofremos o primeiro golo é enervante. A postura apática como deixamos o melhor cabeceador adversário saltar a uma bola completamente sozinho é indesculpável.
Maicon - O central brasileiro voltou a provocar calafrios com aqueles rodriguinhos tão característicos. Esteve muito inseguro durante todo o jogo.
Brahimi - Ao contrário do que é costume, ajudou mais a defender do que é normal, mas no ataque foi quase sempre parte do problema e não da solução. Enquanto o argelino não perceber de uma vez por todas quando deve ir para cima da defesa contrária ou passar de primeira, nunca será o World Class Player que toda a gente acredita que pode vir a ser.
Lopetegui - O treinador, tal como qualquer jogador, está sempre sujeito à critica e não é por o defender variadíssimas vezes, que não vou deixar de o criticar noutras tantas. Ninguém poderá afirmar que perdemos por culpa dele mas a constante ausência de um Plano B em situações difíceis, consegue ser exasperante. A troca de Failbakar por André a perder por 1-0 foi só mais um prego que Lopetegui parece sempre querer pregar no seu caixão.




sábado, 2 de janeiro de 2016

FC Porto 3 vs Académica 1 - 20.12.2015 - Liga Portuguesa



Perceber a importância do jogo.

A Associação Académica de Coimbra tem um histórico de confrontos com o maior do mundo francamente negativo e como cedo se percebeu na fria noite do passado dia 20, também não seria desta vez que conseguiria um resultado positivo por isso a Briosa somou a 50ª derrota no reino do Dragão, num total de 64 jogos. A Académica que em jogos para o campeonato, não vence em casa do Porto desde o longínquo ano de 1971, nunca foi capaz de travar o excelente poder de fogo da equipa da casa, que ao contrário de muitos momentos na era Lopetegui, percebeu a enorme importância do jogo e quis ganhar e resolver a partida desde o primeiro minuto.

À entrada para este jogo, já sabíamos o resultado do jogo entre o União da Madeira e o Sporting e com a derrota dos lagartos, era imperativo ganhar, embora o empate frente aos estudantes também nos desse a liderança do campeonato, à custa de um melhor goal-average. O Porto entrou da única forma possível, foi para cima dos estudantes, moeu, massacrou e matou a Académica. Com o nosso André indisponível, este é neste momento o melhor onze do Porto. Tal como tinha referido antes, o Porto entrou fortíssimo no jogo e o Rúben Pirlo é o 1º a aquecer as luvas do redes adversário, depois de uma jogada em que Herrera, Corona e Maxi também foram intervenientes. O Porto massacrava, não deixava a Académica respirar e tentava de todas as formas acertar no alvo mas via os remates de Corona, Coolbakar e Brahimi, serem bloqueados pela defesa negra. O Porto ganha o 1º canto da partida, Layún marca e Danilo abre o activo em mais um golo de canto. O golo serviu para a bancada respirar de alivio, estávamos virtualmente na frente do campeonato e a equipa abrandou depois de 10 minutos endiabrados. Foi preciso esperar uma dezena de minutos para ver novos lances de perigo da equipa, primeiro numa jogada individual de Corona que remata ao lado e depois numa bomba de Danilo de fora da área. O Porto nesta altura jogava de forma mais pausada mas não deixava de procurar o golo e uma boa tabelinha entre Corona e Maxi permite a Coolbakar rematar mas mais uma vez o tiro foi bloqueado pela devesa academista. Só os azuis criavam perigo e Layún quase é feliz num cruzamento remate que passa a rasar o poste de Trigueira. Aos 40 minutos surge o 1º remate da Académica mas Casillas responde com segurança. Este lance deu inicio a uma chuva de cantos sobre a baliza do Porto que só terminou com o apito para o intervalo. O Porto não entra tão bem na 2ª parte mas mantém a posse de bola e o controlo do jogo e o 2º golo logo aos 53 minutos, em mais uma jogada em que a sociedade Layún/Coolbakar volta a fazer estragos. O 3º golo poderia ter chegado logo de seguida novamente por o Coolbakar, depois de mais uma grande jogada entre Corona, Herrera e Maxi mas o remate foi outra vez bloqueado pela defesa da Académica. O Porto carregava e o jogo só tinha um sentido e Layún depois de 2 assistências, tenta o golo numa bomba que Trigueira defende com dificuldade. O momento do jogo estava guardado para os 72 minutos, Danilo respeita a desmarcação de Corona, o mexicano domina a bola, abusa sobre o defesa e cruza para Herrera marcar de calcanhar. Estava feito o golo da tranquilidade e o melhor da partida mas a Académica ainda teve tempo de marcar o seu golito, num lance em que me parece ter havido duplo fora de jogo. O Porto ainda poderia ter chegado ao 4º, primeiro por Tello que tem uma bela jogada individual para remata ao lado e depois por Coolbakar que mais uma vez não consegue bisar depois de um cruzamento de Maxi. Foi conseguida a liderança isolada da Liga Portuguesa, facto inédito no reinado de Lopetegui.


Danilo - O MVP da partida. O médio português foi um autêntico panzer durante todo o jogo. Jogou numa posição mais avançada, numa função que supostamente deveria ser de Imb20la e deu-se muito bem com isso. Marcou um golo na sequência de um canto e tentou bisar numa bomba que não passou longe do poste.
Layún - Com estas 2 assistências, tornou-se a par de Gaitan, o líder do campeonato neste capitulo. Tem uma ligação especial com Aboubakar porque metade dessas mesmas assistências foram para o camaronês.
Corona/Herrera/Maxi - Formaram o lado direito do ataque portista e formaram também uma tripla que desfez a defesa da Briosa. Sucessivas tabelinhas proporcionaram várias situações de possíveis golos. Demonstraram um enorme entendimento.
Aboubakar - Devagarinho, devagarinho, vai marcando e ganhando confiança. 2º jogo consecutivo a marcar, facto que dados os últimos meses é de enaltecer. Poderia ter marcado mais 1 ou 2 caso estivesse na plenitude das suas capacidades.
Bolas paradas - Novo golo de canto, finalmente as bolas paradas ofensivas dão frutos em jogos consecutivos.
Marcar cedo - Um golo no inicio da 1ª parte e outro no inicio da 2ª eliminaram um problema que nunca chegou a o ser.


Nada a destacar - Não há jogos perfeitos, e contra a Académica não me parece que tenham havido jogadores ou situações do jogo que mereçam nota negativa.







domingo, 20 de dezembro de 2015

Feirense 0 vs FC Porto 1 - 16.12.2015 - Taça de Portugal

Grão a grão, enche o Porto a Taça.

Mais um jogo, mais uma vitória magra sobre um adversário de escalões inferiores, mais uma eliminatória ultrapassada com dificuldades mas de forma justa. Foi o 13º jogo entre as 2 equipas e a 11ª vitória, sobrando 2 empates, um deles na penúltima viagem a Santa Maria da Feira em Setembro de 2011. Depois de Varzim e Angrense, o Feirense era o rival mais forte que iríamos encontrar na Taça, por isso o jogo foi encarado de uma forma moderadamente séria, num jogo com poucas situações de golo, na sua maioria conseguidas pelo Porto. Não foi um jogo brilhante nem teria de o ser, foi o jogo possível.

O Porto entrou a pressionar alto desde o primeiro minuto, atitude imediatamente imitada pelo Feirense. O Porto acaba por chegar ao golo na primeira situação de real perigo, num canto bem marcado por Sérgio Oliveira e melhor finalizado por Happybakar. O maior destaque neste lance para além de mais um golo de canto, foi o facto do camaronês ter voltado a sorrir mais de um mês depois. Tello também quis sorrir e brilhou em 2 momentos quase seguidos, primeiro num lance que domina bem a bola depois de passe longo do Sérgio mas esquece-se da mesma quando arranca em direcção à linha de fundo e o segundo momento de brilho num passe completamente suicida a queimar a nossa defesa. Passava o primeiro quarto de hora e Indi e Angel adormecem depois de um alivio do redes feirense, felizmente sem prejuízo para a equipa. Bueno como se percebeu desde muito cedo, jogava quase sempre no meio, obrigando Angél a fazer o corredor todo e nesse aspecto o defesa espanhol aproveitou a deixar e fez inúmeras subidas culminadas quase sempre com venenosos cruzamentos. O Feirense criou a sua primeira e única situação de golo, num livre directo muito bem marcado por Barge, a que Hélton responde de forma segura. A primeira parte chegava ao fim com 2 certezas, o Porto merecia estar em vantagem e Tello tinha sido uma perfeita e completa nulidade. A 2ª parte começava ao nível da 1ª, percebemos isso aos 55 minutos, depois de um espectacular cruzamento de Tello para a Junta de Freguesia de São João da Madeira. O Porto só volta a criar perigo por volta dos 60 minutos, num lance em que Bueno remata perto do poste de Makaridze. Aos 64 minutos Corona entra para o lugar de Tello e finalmente ficamos a jogar 11 contra 11. Happybakar tem a oportunidade de acabar com o jogo aos 71 minutos, depois de jogada de insistência de Evandro mas infelizmente remata à figura do redes e na marcação do canto, Bueno volta a rematar fraco, permitindo uma defesa fácil a Makaridze. A entrada do Rúben Pirlo estabilizou completamente a equipa que mesmo assim passou por um enorme susto depois de uma brincadeira de Maicon, permitindo ao Feirense um contra-ataque que só não foi mortífero porque Hélton fez uma defesa difícil mas tranquila. Corona foi o ultimo a criar perigo numa jogada que contorna bem o redes mas permite o permite o corte de um defesa feirense.


Aboubakar - O MVP da partida. Finalmente o sorriso do meu menino voltou a aparecer. 2 oportunidades de golo, só uma aproveitada, não está. Espero que tenha sido o arranque para um final de época cheio de sorrisos e golos.
Hélton - Pouco trabalho mas 2 boas defesas, a 2ª das quais a evitar o possível empate. Demonstrou aquela habitual serenidade que tranquiliza equipa e adeptos. Foi, é e será a minha 1ª opção para a baliza.
Bolas paradas - Novo golo de canto, depois de Marcano na Madeira foi a vez de Aboubakar marcar na sequência de um lance de bola parada, uns das pechas do futebol de Lopetegui na época passada.


Tello - O espanhol foi um 0 nos 64 minutos que esteve em campo. Não cruzou, não driblou, não assistiu, nada.
Vantagem mínima - Não marcar e matar os jogos a tempo e horas faz com que acabemos os jogos agarrados à cadeira ou sofá. Tondela, Paços Ferreira, Nacional e Feirense, tudo jogos que deveriam ter sido ganhos com mais à vontade.



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Nacional 1 vs FC Porto 2 - 13.12.2015 - Liga Portuguesa

Uma vitória enevoada.

Como é mais que sabido a Ilha da Madeira não nos traz boas recordações, Barreiros e Choupana têm-se revelado verdadeiros pesadelos. O Porto não ganhava ao Nacional há 2 épocas, conseguindo um empate e uma derrota nessas ultimas 2 viagens, somando a este histórico, uma eliminação algo dramática da Liga dos Campeões, estavam reunidos os ingredientes para um jogo nervoso e enervante. O nevoeiro não quis ficar fora desta complicada equação e também deu um ar da sua graça, obrigando a partida a ser jogada em 2 dias. O Porto ganhou, num jogo em que as 3 equipas foram protagonistas.

O Porto tinha tudo para entrar nervoso em campo e confirmou essas mesmas suspeitas, muitos passes falhados e muitas perdas de bola e nada melhor que um golo aos 6 minutos para tranquilizar a equipa. Marcano marcou sem que o Porto tivesse feito muito por isso, e quando se pensou que o golo serviria para a equipa gerir melhor o jogo, sofre o empate no lance imediatamente a seguir, numa cabeçada de Willyan que Layún desvia para dentro da baliza quando até me deu a ideia que a bola não ia na direcção dos postes. Ouviu-se um "foda-se" aqui no prédio. Nem 2 minutos conseguimos aguentar a vantagem. "Foda-se", digo eu desta vez. Por esta altura percebe-se que o Porto varia entre um 4-3-3 e um 4-2-3-1, com os 3 do núcleo central do meio campo a rodarem entre eles. Felizmente o Porto não tira o pé do acelerador e marca o 2º golo por Brahimi por volta do quarto de hora, numa boa jogada colectiva. Fico sempre com a ideia que quando o Brahimi respeita as constantes subidas do Layún no corredor, coisas boas acontecem. O Porto conseguiu pôr muita gente na área e deu-se bem com isso. Meia hora de jogo e já estava completamente farto de ouvir os bombos no estádio. O Porto não conseguia montar um contra-ataque com cabeça, tronco, membros e golos e teve oportunidades para isso. O jogo estava morno, quando Casillas decide ser Casillas, depois de um atraso algo complicado de Layún e Brahimi é o último a chegar-se a uma das balizas com um remate que passa perto da barra. A 2ª parte começa e o Nacional entra com tudo e quando digo tudo, é tudo mesmo, porque até o nevoeiro trouxe. Maicon entra aos 48 minutos porque não estava devidamente equipado ao intervalo, Layún estava amarelado e foi o escolhido. O Nacional continuava a carregar e aos 52 minutos tem uma boa jogada mas felizmente para nós, o remate sai fraco e à figura de Casillas. O Porto "acordou prá vida" e tem 2 oportunidades clarérrimas de marcar o terceiro, Sadbakar permite a defesa de Rui Silva quando tinha tudo para marcar e na sequência do canto, Herrera não faz melhor e trata mal a bola, rematando-a por cima da barra. Nesta altura tornava-se quase impossível ver alguma coisa do que se estava a passar em campo e o jogo foi interrompido 2 vezes, até que à 3ª foi de vez, jogo adiado para o dia a seguir. A malta voltou do hotel para jogar os 15 minutos que faltavam, e pouca coisa aconteceu até ao final do jogo, exceptuando a lenha do Marcano, a substituição incompreensível do Brahimi e mais um falhanço do Sadbakar. Vitória justa, embora manchada por uma arbitragem com erros graves de Jorge Sousa. O Porto não conseguiu nem matar o jogo nem o nevoeiro e foram precisos 2 dias para esperar pelos 3 pontos.


Brahimi - O MVP da partida. Novamente um jogo onde foi muito interventivo. Procurou sempre a bola na esquerda ou no meio. Marcou um golo numa jogada iniciada por ele. Está a subir de forma.
Bolas paradas - Mais um golo de canto. Finalmente os lances de bola parada parecem ter alguma lógica e não marcados aleatoriamente como dava a impressão.
Marcano (+/-) - Marcou um golo bonito, pleno de oportunidade mas está directamente ligado a 2 lances que nos poderiam ter castigado caso Jorge Sousa tivesse outra percepção dos lances.


Aboubakar - Coloca-se a pergunta, continuar a jogar com o Sadbakar de inicio para lhe dar a oportunidade de marcar e ganhar confiança ou colocá-lo no banco porque na realidade não está a jogar a ponta de um corno? Será uma utopia lançar às feras o André Silva?
Jorge Sousa - É sem duvida alguma, um dos melhores árbitros portugueses, senão o melhor, mas na Choupana falhou como as notas de quinhentos. Se no primeiro lance do Marcano até dou de barato que não tenha considerado intencional a mão na bola do espanhol, no segundo lance, não há desculpas. O Jorge Sousa, pura e simplesmente não considerou penálti uma das maiores madeiradas que vi ultimamente, capaz de fazer inveja ao próprio Peter Aerts. Indesculpável.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

FC Porto 4 vs Belenenses 0 - 04.10.2015 - Liga Portuguesa

Nem todas as ressacas são dolorosas.

Apesar do Clube de Futebol «Os Belenenses» ser um emblema histórico no panorama do futebol português, não é menos verdade que habitualmente é um adversário simpático nas viagens ao Reino do Dragão. O Porto nos 75 confrontos em que foi visitado pelo Belenenses nos jogos para o campeonato, tem 53V, 12E e 10D, o que dá uma taxa de sucesso de 71%. Depois de um desgastante jogo de Champions, o Belenenses seria teóricamente um bom oponente para enfrentar na ressaca do jogo com o campeão inglês Chelsea. Destaco também a 14ª vitória consecutiva no Dragão para campeonato, com o impressionante score de 37 golos marcados e nenhum sofrido. Na Fortaleza do Dragão, mandamos nós.

Lopetegui mexeu na equipa como era esperado, o Porto voltou ao 4-3-3 habitual e em relação ao jogo com os Blues, Indi e Danilo saíram do onze e Láyun e Corona foram titulares. Perdia-se alguma consistência defensiva mas ganhava-se largura e poder de fogo no ataque, o que fazia todo o sentido sendo o Belenenses o adversário. O Porto entrou no jogo em ritmo de passeio, a ver no que dava e no primeiro quarto de hora sofreu 3 livres laterais, o último dos quais com um cabeceamento perigoso do Kuca, que Casillas responde com uma boa defesa. O primeiro lance de real perigo do Porto, surge numa jogada absolutamente criminosa concluída pelo Corona depois de sucessivas tabelinhas com Maxi, André e o Coolbakar. O Porto nesta fase tinha o jogo completamente dominado mas só por volta da meia hora de jogo é que voltou a criar perigo num remate do André, depois de amorti do Coolbakar. Brahimi, um jogador endiabrado e que fazia o que queria da defesa belenense, remata à barra, Corona acaricia a bola devolvida pelo ferro, parte o seu opositor ao meio e cruza para Maicon enviar para Gondomar. O Belenenses responde num remate ao poste de Kuca, sempre o elemento mais perigoso, num lance em que Láyun quase imitava o Cissohko nos Barreiros. O jogo caminhava rapidamente para o intervalo, o nulo persistia, o publico exasperava mas a equipa tentava chegar ao golo de todas as maneiras e feitios. Brahimi por duas vezes e o Coolbakar, depois de bela combinação entre Corona e Maxi, tentaram mas a baliza de Ventura continuou inviolada. A lesão do Maicon em cima do intervalo deu que pensar a Lopetegui mas a solução do Mister foi de quem queria ganhar o jogo o mais rápido possível e faz entrar Danilo e não Indi, como era de prever. O Porto, ao contrário de muitos jogos em que vem sonolento para a 2ª parte, entrou com vontade de resolver rapidamente o jogo. Brahimi, sempre ele, foi o 1º a assustar Ventura, depois de uma brilhante jogada individual muito ao estilo de Iniesta, naquelas jogadas em que o espanhol parece que tem uma placa giratória sob o relvado, mas foi na 2ª ida à linha que surge o cruzamento para o mais que merecido golo do Porto, marcado por Corona. Jogo desbloqueado, equipa e adeptos mais tranquilos, estava feito o mais difícil e o que permitiria encarar o jogo de forma mais paciente. O 2º golo chega logo de seguida por Brahimi, depois de mais uma excelente combinação, e foram muitas, entre Corona, André e Maxi. O jogo ficou praticamente sentenciado embora a equipa do Belenenses se tenha chegado à frente entre os 70/80 minutos, sem no entanto criar qualquer situação clara de golo, até que o nosso Rúben Pirlo desmarca Tello com um passe longo, o espanhol parte os rins ao opositor, vai à linha cruza rasteiro para Osvaldo marcar com um toque de pura classe. O jogo foi caminhando para o final quase em ritmo de treino mas ainda houve tempo para mais um golo de Marcano, na marcação de um canto pelo 2º jogo consecutivo.


Brahimi - O MVP da partida. Brahimi, Brahimi, Brahimi! Sempre ele. Um diabo à solta durante todo o jogo. Fintou, cruzou, correu, defendeu, enfim, um grande jogo do argelino. Uma assistência para Corona, um golo de cabeça, um remate à barra. Seguramente um dos melhores jogos do Yacine ao serviço do Porto, e vejam lá, não foi na Champions.
Corona - 4 jogos no campeonato, 4 golos. Embora a generalidade da imprensa diga que não é um extremo, ontem provou que o pode ser com níveis de excelência. Teve uma adaptação à equipa incrivelmente rápida ao ponto de dar a sensação que joga com o Maxi desde as escolinhas.
Osvaldo -  O menino merecia este golo. Não tem jogado muito, "culpa" da excelente forma do Coolbakar mas tem aproveitado todos os minutinhos para mostrar serviço, seja a desgastar os centrais adversários ou a defender quando é preciso. Ontem marcou com muita classe e tranquilidade.
Marcano - É inegável, o Ivan é um dos centrais mais Low Profile que aterrou na Invicta. O Maicon é um central mais vistoso, mas o Marcano é um autentico bombeiro. A pensar na famosa alcunha de Ole Gunnar Solskjaer, The Baby Face Assassin, vou baptizar o espanhol de Silent Fireman. Marcou o golo que procurava há muitos meses.
Rúben Neves - Capitão do clube de coração aos 18 anos, haverá melhor sensação do que esta? O jogo com este menino em campo flui de uma forma quase obscena. Jogou a trinco mas teve a capacidade de ser chegar à frente sempre que possível. Tem uma grande capacidade posicional mas é o passe, um dos seus pontos mais fortes. Ontem viu o Tello a mais de 30 metros, na jogada que originou o golo do Osvaldo. 
Lopetegui -  Excelente substituição ao intervalo. Foi activo e não esperou para ver o que o jogo lhe dava mas quis ser ele a dar algo mais ao jogo. 
Bolas paradas - 2º jogo seguido a marcar de canto. Finalmente o Porto demonstra capacidades para ter sucesso em lances tão simples como cantos.


Lesão de Maicon - O brasileiro assustou em Moreira de Cónegos depois da lesão no tornozelo, mas desta vez parece que vais mesmo parar um par de semanas. Mais uma vez, o azar bate à porta do central numa altura em que apresentava o melhor momento desde que chegou ao Porto.