Pragmático QB

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

FC Porto 2 vs Chelsea 1 - 29.09.2015 - Liga dos Campeões

A vitória da Raça,  do Sofrimento e da mão do Marcano.

Este seria o jogo que o comum adepto apelida de tripla, ou seja, qualquer um dos 3 resultados seria esperado. O historial de confrontos entre as duas equipas no Dragão dizia isso mesmo, dado que nos 3 jogos anteriores aconteceram os 3 resultados possíveis. No 4º jogo, o tira-teimas sorriu ao nosso Porto, com uma vitória sofrida, raçuda, difícil mas justa. Seguem-se 2 jogos com o Maccabi Tel Aviv, e 2 vitórias neste duplo confronto com os irrealistas, colocam-nos numa posição bastante favorável para a passagem aos oitavos de final da prova.

Lopetegui pode dizer o que quiser, com mais ou menos irritação, mas a verdade é que montou a equipa para o jogo contra o Moreirense a pensar também no Chelsea. É uma posição que não me choca, porque entendo que jogadores como o Coolbakar, nunca poderão fazer todos os jogos, de todas as competições, na equipa e na selecção. O Rúben, Coolbakar e Imbula foram poupados em Moreira de Cónegos por isso seria expectável a sua titularidade hoje, por isso a maior surpresa foi a entrada do Indi para o lado esquerdo da defesa. Tal como em Kiev, o Lopetegui montou uma equipa de combate, capaz de não dar grandes espaços no meio campo mas coxa a atacar. As substituições, embora algo surpreendentes, foram sempre acontecendo com o intuito de reforçar o nosso sector intermediário, o mais desgastado fisicamente. Nota 10 para o Mister por isso. O Mourinho surpreendeu-me ao deixar no banco Hazard e Matic, 2 jogadores titularíssimos e cruciais no puzzle do Special One. Mikel e Ramires formavam uma dupla de betão no meio campo blue.

É sempre difícil ver um jogo destes com a calma necessária para perceber se foi uma boa ou má jogatana, mas fiquei com a clara e honesta ideia que foi um grande jogo, num grande ambiente. Duas equipas que quiserem ganhar e que tentaram impor o seu futebol da melhor maneira possível. O Chelsea foi o primeiro a criar perigo em 2 situações, Fabregas e Pedro tentaram mas o Casillas manteve o nulo. Nos primeiros 20/25 minutos percebeu-se que havia um respeito e estudo mutuo. Por volta da meia hora começou-se a perceber ao que veio o Mateu Lahoz, arbitro da partida, amarelava os nossos azuis com uma facilidade assustadora, e não assinalava faltas nítidas contra os outros azuis, como é exemplo disso a falta do Zouma sobre o Coolbakar à entrada da área. O nosso Coolbakar foi o primeiro a causar algum frisson num remate de fora da área mas foi o Brahimi que numa brilhante jogada individual, rebenta com a coluna do Ivanovic, obriga o Begovic a sacudir a mosca, que vai ter com o Mestre André , "obrigando-o" a enfiá-la na rede adversária. O jogo parecia estar controlado, quando o Queniano Azul decidiu ir para cima da defesa portista, obrigando-a a cometer uma falta, cobrada com mestria pelo Willian. Opá, e é aqui que a porca torce o rabo, que é como quem diz, que malho forte no Casillas. É ele que faz a barreira e depois fica sem reacção ao remate e queixa-se que não vê a bola? A bola é muito bem batida mas exigia-se mais qualquer coisa além do Casillas a ser Casillas. A 2ª parte começa novamente dividida e o Porto chega ao 2º golo, imaginem lá a loucura, num lace de bola parada. Uma época inteira e mais uns meses e lá conseguimos marcar um golo de canto. Não tenho foguetes cá em casa, senão tinha feito a festa. O Chelsea responde minutos depois por Diego Costa, num grande remate à barra do gajo mais odiado em Inglaterra e o Hazard assusta, num lance em que se arma em bom samaritano, tipo Coolbakar com o Luisão, e não cai na área depois de ser tocado pelo Maicon. Até que chegamos ao incrível minuto 70, e aos 2/3 minutos em que vimos um Chelsea completamente encostado ao canto do ringue a levar bananos de tudo o que era jogador do Porto. The Pride Of London quase foi ao tapete mas o Porto não conseguiu desferir o golpe final. De seguida, os Blues ganham um canto mas infelizmente o Ivanovic cabeceia ao lado, muito devido ao chamado "trabalho de atrapalhação" do Marcano. O minuto 79 serviu para percebemos o que pode fazer Imbula no meio campo portista, pode correr, levar porrada, fintar, levar mais porrada, voltar a correr, fintar, levar porrada e passar a bola a um colega. O Porto quase sentenciou o jogo numa tolada ao poste do Danilo e quase acabar a acabar o jogo foi a mão do Deus Marcano a evitar possíveis apuros para a baliza do Casillas. O jogo acaba obviamente com a pressão do Chelsea sobre os nossos rapazes, felizmente com um resultado diferente de Kiev e Moreira de Cónegos.


Maicon - O MVP da partida. Estava com duvidas entre o central e o André mas como o Maicon fez os 90 minutos, escolho-o a ele. Alguns calafrios provocados por um certo facilitismo mas uma entrega total, uma atitude à Capitão e um constante comandar das tropas. Marcou mais um golo, o 2º da época, na sequência de um canto, algo que não acontecia à muitos meses.
André -  Entrou de fininho na equipa e hoje é um titular indiscutível. Está com a pica toda, joga em todo o lado e tem golo no seu futebol, algo que felizmente trouxe de Guimarães. Hoje nunca foi extremo, mas solidificou o nosso meio campo com mestria.
Imbula - Muito possivelmente o melhor jogo do francês ao serviço do Porto. Foi o box-to-box que o Porto precisava num jogo com estes, defendeu muito e bem e atacou com aquelas arrancadas tão características, como é exemplo disso a jogada ao minuto 79. Lentamente começa a mostrar um cheirinho do seu futebol, técnica, velocidade, remate e muita força.
Brahimi - É um jogador extraordinário e muito possivelmente o jogador do plantel que mais trabalho dá às defesa adversárias, mesmo não estando na melhor forma. Esteve sempre em jogo, nunca deu descanso ao Ivanovic e é numa dessas jogadas que parte os rins ao sérvio e permite o golo do André.
Lopetegui - Respeitou o Chelsea como teria obrigatoriamente de o fazer apesar da campanha dos ingleses no campeonato e montou uma equipa de combate e de responsabilidade. Deixou algum romantismo de parte e optou pelo pragmatismo. Esteve incisivo nas substituições.
Rúben - O nosso Pirlo tem uma classe criminosa.
Bolas paradas -  Um golo de canto, dá para acreditar?


Arbitragem - O árbitro Mateu Lahoz teve um critério completamente pornográfico no assinalar de faltas e na mostragem de cartões amarelos. Injuriei-o durante praticamente 90 minutos, até que o pénalti clarérrimo não assinalado na mão do Marcano me fez retirar tudo o que disse e pedir imensas desculpas ao espanhol.






domingo, 23 de agosto de 2015

Maritimo 1 vs FC Porto 1 - 22.08.2015 - Liga Portuguesa

There's something about Madeira.

Estas viagens e resultados na Madeira fazem-me lembrar as relações que os pais têm com os filhos quando estes são pequenos, porque constantemente dizemos "não faças isso senão magoaste", ou " não vás por aí senão cais", e eles cagam nos avisos e fazem-no na mesma, com o desfecho que nós próprio prevemos. Já todo o adepto portista percebeu que os jogos na Ilha Maldita são especialmente complicados, com maior incidência nos últimos anos, e por isso deixamos sempre um alerta à equipa "joguem com raça e garra porque vai ser um jogo muito complicado". A equipa do Porto, tal e qual um miúdo de 3 anos, não deu ouvidos aos pais, e magoou-se.. mais uma vez.

A última vitória nos Barreiros data de 28.04.2012 e foi conseguida com 2 golos sem resposta do incrível Hulk, e e digo incrível por 2 motivos, primeiro pelo próprio Hulk e em depois porque ganhar e marcar na Madeira tem sido algo tão raro como incrível. Desde esta última vitória, há quase 3 anos e meio, temos 5 jogos para todas as competições, 3D e 2E e um goal-average negativo de 6-3 nos golos. Como é fácil perceber, não se pode dizer que o empate de ontem foi surpreendente, ou que a equipa e treinador do Porto tenham sido apanhados de surpresa. Nesta fase da época, com o empate do Zborting e com apenas 2 jornadas decorridas, não há como dizê-lo de outra forma, foi um empate amargo, com sabor a derrota.

Chamem-lhe azar ou aselhice, o facto é que o Porto empatou e também fez muito pouco para que o resultado fosse outro. O Marítimo fez muito pouco durante o jogo todo mas a verdade é que marcou logo aos 5 minutos, e fez o Porto andar atrás do prejuízo (adoro esta expressão) logo a partir do inicio do jogo. O Porto só entrou com 10, porque o Cissokho não sabia que o jogo começava às 20.45h e ficou no balneário a dar os últimos retoques no equipamento, e isso fez com que o Porto sofresse um golo que fica na categoria do amadorismo. Por falar em amadorismo, o que dizer daquele atraso do meio o campo aos 15 minutos, do Herrera para o Casillas? Há remates à baliza que não são feitos com tanta força. Mas adiante, o Porto apesar do golo sofrido, reagiu bem, tomou conta do jogo e mesma não rematando muito, não deu qualquer tipo de hipóteses a possíveis contra-ataques dos madeirenses. Passava pouco da meia hora de jogo, quando Herrera decidiu fuzilar a baliza certa e o empate estava conseguido. O Marítimo só voltou a "assustar" num livre directo a 132 metros da baliza do Casillas. O intervalo chegou e quando se pensava que o Porto assaltaria ao pé armado a baliza de Salin, aconteceu precisamente o contrário, a equipa foi amorfa, desinspirada, inconsequente e os únicos lances de real perigo, chegaram já perto do fim, por Aboubakar e Maxi. O Porto em todo o jogo rematou 9 vezes, contra 8 do Marítimo, embora o Casillas não tenha feito uma única defesa.


Brahimi - O MVP da partida. Fez uma grande 1º parte, muito ao nível do melhor Brahimi da temporada passada. Semeou o pânico (outra expressão que muito aprecio) na defesa insular e não foi por ele que o Porto não marcou mais golos. Esta no lance do golo do Herrera, e faz o cruzamento para a cabeçada do Maxi à barra, pelo meio muito finta e muito adversário ultrapassado. Pré-época e 2 jornadas depois, parece o jogador em melhor forma da equipa.
Maxi - 2 jogos, 2 boas exibições. Ontem foi mais extremo do que defesa e isso fez com que muito do jogo atacante do Marítimo fosse jogado nas suas costas. A raça do costume, a intensidade a que nos habitou desde que chegou a Portugal e uma cabeçada com estrondo na barra que certamente calaria em definitivo os anti-Maximiliano.


Cissokho - Após a saída de Jackson e no primeiro jogo do seu substituto natural, ficamos claramente com a ideia que com Aboubakar a ausência do colombiano seria bastante minimizada. Em sentido oposto e depois da saída de Alex Sandro, Cissokho no seu primeiro jogo a titular, deu a clara impressão que talvez seja necessário ir novamente ao mercado em busca de uma alternativa forte para o lado esquerdo da defesa. O Alex Sandro falhava pouco mas também falhava, mas deixar-se "comer" daquela forma, é algo que me parece muito difícil de acontecer. Um erro primário, amador, infantil.
Imbula - Esqueçamos a valor do passe e concentremos-nos no valor desportivo do francês. Imbula, pelo que demonstrou na pré-época e também com o Guimarães, tem de fazer muito mais do que ontem. Muito pouco mas quem tem mostrado tantos atributos técnicos e físicos.
Bolas paradas - Os indícios deixados no primeiro jogo da época davam a ideia de que algo tinha mudado em relação aos livres e cantos, porque se assistiu a alguns lances bem trabalhados, que vinham contrariar tudo o que se fez na época passada neste aspecto. Ontem tivemos um regresso ao passado. Imbula, Brahimi e Maicon foram alternando na marcação de livres sem qualquer tipo de perigo. Estavam decorridos 25 minutos de jogo e já tinha contado 3 cantos do Varela, todos cortados ao 1º poste. Com  a saída do extremo português, foi Tello a fazer mais do mesmo.
2ª parte - Sofremos um golo aos 5 minutos, fizemos o mais difícil que era empatar ainda na 1ª parte. A 2º parte deveria ter sido completamente diferente do que foi. Cansaço? Talvez, mas 2 ocasiões de golo durante 45 minutos é muito pouco para quem um candidato ao titulo.
Lopetegui - Como é hábito no basco, foi sempre muito interventivo e vimo-lo mais que uma vez a puxar pela equipa quando esta parecia cair no adormecimento mas quer-me parecer que não foi feliz nas substituições. Sei que muitos jogadores na frente, não significa mais oportunidades de golo, mas trocar avançado por avançado aos 80 minutos de jogo, num jogo que está empatado, não foi a atitude mais ambiciosa da carreira do nosso Mister.

Um aparte: Esta foi a centésima posta de pescada aqui no estaminé. Como é óbvio e dado que tenho muito gosto e prazer no que faço, espero e desejo que possam ser muitas mais. A disponibilidade não é muita mas a vontade é gigantesca e por isso enquanto tiver saúde e discernimento para escrever, vou continuar até que os dedos me doam.





sexta-feira, 10 de abril de 2015

FC Porto 5 vs Estoril 0 - 05.04.2015 - Liga Portuguesa

Depois da tempestade, a manita.

Depois de 2 resultados pouco conseguidos na ilha da Madeira, nada melhor que um adversário tenrinho para descarregar a raiva e selar uma vitória com números gordos, embora com uma exibição que esteve longe da perfeição. O Estoril chegou ao Dragão com um saldo altamente negativo nos últimos 8 jogos, 3E e 5D, e facilmente se percebeu que não seria contra o Porto que essa tendência iria mudar. A ex-equipa liderada por José Couceiro é a prova que as famosas "chicotadas psicológicas" nem sempre têm o efeito imediato pretendido.

O Porto entrou em campo com uma estranha "tremideira", falhando muitos passes, não conseguindo ligar o jogo e mais uma vez a desperdiçar cantos e livres laterais, exemplo disso são os 2 cantos nos primeiros 6 minutos que saíram do outro lado do campo sem que ninguém tivesse tocado na bola. A equipa só entrou verdadeiramente em jogo a partir dos 15/20 minutos, muito por culpa de Quaresma, que através das suas fintas e um sem número de cruzamentos, conseguiu criar perigo na equipa do Estoril. O lado direito do ataque portista esteve demolidor, as combinações entre Quaresma e Danilo permitiram a Brahimi (15 min) uma excelente oportunidade para marcar mas faltou-lhe algum killer instinct. O primeiro golo aparece por Óliver (33 min), depois de mais um excelente cruzamento de Quaresma e a vantagem poderia ter sido ampliada logo de seguida por Aboubakar (39 min) que remata à figura. O 2º golo acontece já perto do intervalo novamente pelo camaronês a finalizar novo cruzamento de Quaresma. A 2ª parte começa com uma grande entrada do Porto que lhe permite resolver o jogo num penalti muito bem marcado pelo 7 portista. O Estoril nunca deu luta nem criou uma verdadeira ocasião de golo, daí o jogo se ter arrastado até final. Danilo numa grande jogada de futebol e novamente Quaresma selaram uma goleada num jogo bem conseguido do Porto mas nem sempre bem jogado. O Estoril junta-se ao top das piores equipas que visitaram o Dragão este ano.


Quaresma - Obviamente, o MVP da partida. 2 golos e 2 assistências e muitos cruzamentos perigosos. O extremo apareceu neste jogo fresquinho que nem uma alface, o que lhe permitiu fazer os 90 minutos sempre em alta rotação. Numa altura em que Tello estará perto de 1 mês é fundamental que Quaresma contribua com todos os seus argumentos.
Danilo - O anuncio da sua venda surgiu numa altura critica da época, algo que não é muito vulgar no clube. O receio que Danilo poderia tirar o pé do acelerador no que falta jogar foi facilmente contrariado neste jogo. Danilo fez um jogo à Danilo, inúmeras cavalgadas pelo corredor direito culminadas com um golo depois de uma brilhante jogada colectiva.
Aboubakar - O camaronês não é nem nunca será Jackson. Pedir-lhe para recuar ao meio campo tabelar com os colegas é contranatura. Não fez um grande jogo mas marcou o golo da praxe.
Manita - Não foi uma exibição brilhante da equipa do Porto, a equipa demorou a aquecer e o cliché "resultado melhor que a exibição" pode facilmente ser adaptado a este jogo mas 5 golos sem resposta terá sempre de ser destacado, mesmo que tenha sido contra uma equipa muito débil.


Herrera - Não foi um bom jogo do mexicano. Faltou-lhe gás, falhou passes, não foi o médio box-to-box que costuma ser. Foi naturalmente o primeiro a ser substituído.
Bolas paradas - É um tema já muito falado por toda o universo azul e branco e foi mais um jogo onde os muitos cantos e livres nem cócegas fizeram na defesa do Estoril.
Estoril - Uma equipa demasiado fraca em comparação com o Estoril que nos empatou a vida na Amoreira. 67-33% na posse de bola, 15-1 nos remates e 9-1 nos cantos espelham bem a nulidade do que foi o adversário do Porto.





sábado, 14 de fevereiro de 2015

FC Porto 1 vs Vitória de Guimarães 0 - 13.02.2015 - Liga Portuguesa


Ganhar antes de viajar.

Em relação ao anterior jogo em Moreira de Cónegos, Lopetegui fez uma única mudança no onze, Brahimi entrou para o lugar de Tello e penso que não há um único portista que tenha discordado desta decisão. Tello teima em não confirmar todo o seu potencial, com Quaresma numa boa fase e com Brahimi a chegar da CAN, foi uma substituição natural. O argelino e o espanhol embora joguem na mesma posição são jogadores totalmente distintos, e uma das "diferenças mais diferentes" é sem dúvida a muito maior capacidade finalizadora de Brahimi em relação a Tello, como ficou bem patente hoje no lance do golo.

O Porto entrou fortíssimo em campo, foi para cima do Vitória, reduzindo a equipa da cidade de Guimarães a pouco mais que nada. Foi uma primeira parte de grande nível, a demonstrar que o berço do bom futebol consegue ser muitas vezes o Dragão. Os 71% de posse de bola e 9 remates contra 2 do Guimarães traduziam tudo o que foi o jogo até ao intervalo. O golo é marcado por Brahimi - o 5º na Liga e 10º em todas as provas - depois de um brilhante trabalho de Óliver. Como tem sido habitual a vantagem mínima ao intervalo não traduzia o que o Porto produzia ofensivamente, mas sim o que a equipa não deixa os seus adversários fazer. Infelizmente a equipa viajou para Basileia após o final da primeira parte, o que fez com que o Guimarães tivesse jogado sozinho uns bons 20 minutos, levando Lopetegui ao desespero de fazer 2 substituições de rajada. Tello e Rúben trouxeram a equipa de volta e o o Porto assumiu novamente o controlo do jogo até final, com excepção de algumas bolas bombeadas para a área portista que nunca causaram grande comichão no Fabiano.


Brahimi -  O MVP da partida. Quem marca o único golo do jogo, terá que ser quase obrigatóriamente o melhor em campo, embora o argelino tenha muitas vezes alternado boas e más decisões. Pareceu-me em muitas alturas aquele Brahimi que se perdia em muitos "rodriguinhos", complicando o simples e optando sempre pelo mais difícil. À parte disto teve aqueles pormenores brilhantes que lhe permitem sempre fintar adversários dentro de uma cabine telefónica.
Casemiro - Decididamente a presença constante de Rúben Neves nas convocatórias fez-lhe bem. Como "quem tem cú tem medo", o brasileiro abriu os olhos e fez mais uma boa exibição. É nestes jogos mais físicos que o Casemiro se sente bem, embora neste jogo tenha levado bem mais porrada do que a que deu. Um ponto a melhorar são sem dúvida os passes longos, contei pelo menos 2 que foram parar ao Dolce Vita.
Marcano - Faço um mea culpa me relação ao central espanhol. Neste momento é o central número 1 na hierarquia portista. Joga com uma categoria e tranquilidade transcendentes e é bom que Maicon comece a aprender alguma coisa com o seu colega. Forte nos lances aéreos, joga sempre de cabeça levantada e tem técnica para sair a jogar. Os 2.65 milhões de euros pagos ao Rubin Kazan, estão-se a revelar uma "pechincha".
Óliver - O menino não sabe jogar mal, é um facto. Sempre em jogo, defende e ataca com a mesma qualidade, aparece várias vezes em "zona de tiro" e tem uma qualidade de passe acima da média. É ele que faz a brilhante assistência para o golo de Brahimi.
Quaresma - Belo jogo. A velocidade nunca foi uma das suas armas e com o avançar da idade esse handicap ainda se revela mais. Mas aprendeu a jogar de forma mais inteligente, facto que lhe permite fazer quase os 90 minutos a bom nível.
Pressão muito alta - A forma de defender da equipa é asfixiante. O Guimarães mal conseguiu sair do seu meio campo nos primeiros 10 minutos.
Cartões amarelos - Casemiro, Alex Sandro e Danilo viram amarelo e ficam de fora no próximo jogo com o Boavista, limpando a série de cartões e ficando disponiveis para o jogo com o Sporting.


Herrera - O mexicano começou bem mas apagou-se à velocidade da luz. Ao contrário de Óliver, que é um jogador constante, que mesmo sem fazer sempre jogos brilhantes, consegue manter um nível elevado, Herrera é um jogador de extremos, do 8 e do 80.
Bolas paradas - Mais um jogo em que cantos e livres à entrada da área não resultaram em nada.
Passes longos - O estilo de jogo que o Lopetegui implantou no Porto raramente engloba passes longos. Casemiro e Maicon insistem nesta forma de jogar, 90% das vezes sem sucesso.
Diferenças de critério -  É gritante a diferença de critério que os árbitros portugueses teimam em manter. Jorge Ferreira, árbitro do Porto - Boavista mostrou vermelho a Maicon por uma falta bem menos grave do que a de Cafu sobre Casemiro. Não foi um jogo violento mas os jogadores do Guimarães usaram e abusaram do recurso à falta (24).