Pragmático QB

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Angrense 0 vs FC Porto 2 - 21.11.2015 - Taça de Portugal

Um jogo Bueno e sério.

Jogo de Taça é jogo de Taça, é especial e pode ser trágico para os ditos grandes, quando não se tomam as devidas precauções. A saída precoce da Taça na época passada aos pés do Sporting também obriga a encarar esta competição com toda a seriedade que ela merece. O nosso Mister deixou alguns elementos fulcrais de fora, como é o caso do André, Brahimi, Layún e Maxi, sem no entanto alterar aquilo que é a matriz base da nossa equipa. Marcano e Imbula foram os 2 únicos jogadores chamados ao onze titular, daquela que pode ser considerada a equipa base. O Angrense, clube que joga no chamado Campeonato de Portugal, 3º escalão do futebol nacional, foi combativo, deu uma boa resposta, mas tudo esprimidinho não resultou em mais de um par de "calafrios" na baliza de Hélton.

É vulgar o uso da expressão - "o adversário é de um escalão inferior mas merece a nossa atenção e respeito" - pela quase generalidade dos treinadores mas a verdade é que o Porto respeitou mesmo o Angrense e foi sério desde o inicio de jogo. Uma entrada forte e determinada permitiu chegar ao golo logo aos 13 minutos, num lance em que o falso extremo Bueno aproveita da melhor forma um excelente cruzamento (talvez a sua arma mais forte) de Angél. Porto em vantagem no marcador sem grande esforço, o que indiciava um resto de jogo tranquilo. O Angrense, equipa que nunca se limitou a defender, causou o primeiro "susto" na baliza portista aos 22 minutos, num remate forte de fora da área, depois de Varela ter escorregado na casca de banana. A partida foi sendo jogada a um ritmo baixo mas sempre controlada pelo Porto, até que o Osvaldo vê Bueno na área, coloca-lhe a redondinha com conta, peso e medida, e o espanhol depois de a acariciar no peito, remata à baliza com todo o swag do mundo. 0-2 era um resultado que tranquilizava por completo a equipa mas que não matava definitivamente os açorianos porque ainda antes do intervalo, Vitor Garcia é literalmente comido e o Angrense obriga Hélton a sujar os calções. 80% de posse de bola ao intervalo transmitiam o que foi o jogo nos primeiros 45 minutos. O Porto volta a entrar forte no jogo e queria rapidamente perigo, primeiro por Varela, que permite a defesa de David num remate já dentro da pequena área, e por Osvaldo que cabeceia ao lado, num lance que tinha tudo para ser golo. O jogo a partir deste momento foi-se arrastando até final, tendo como único momento de frisson, o golo do Angrense anulado e bem por mão na bola, para infelicidade de toda a ilha dos Açores.


Bueno - O MVP da partida. Estes jogos em que o Mister dá oportunidade aos menos utilizados serve para tu aproveitares ou não a oportunidade. O espanhol, tal como tinha feito no anterior jogo da Taça, deixou excelentes indicações naquela posição híbrida entre a faixa e o meio. Marcou 2 belos golos, o 1º antecipando-se ao guarda-redes açoriano e o 2º rematando em jeito depois de matar a bola no peito. Joga e faz o que Adrián nunca conseguiu fazer a época passada.
Imbula - O francês quando joga a trinco, parece o dono da bola. Jogou de forma autoritária, não deu qualquer hipótese às raras tentativas de contra-ataque do Angrense e ainda saiu a jogar um par de vezes com a bola controlada como tanto gosta.
Sérgio Oliveira -  Foi a sua estreia a jogar esta época e não se pode dizer que tenha feito um jogo brilhante mas também ninguém poderá dizer que não merecia mais oportunidades e mais minutos que jogadores como o Herrera ou o Evandro. Quis sempre a bola, não se escondeu e mostrou ao Lopetegui que um meio campo totalmente português formado por o Rúben, André e Sérgio, é uma possibilidade a ter em conta num futuro não muito distante.


Varela - Há jogadores como o Bueno e Sérgio que aproveitam as poucas oportunidades que têm e depois há o Varela. Completamente desligado do jogo.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Varzim 0 vs FC Porto 2 - 17.10.2015 - Taça de Portugal

O que o Osvaldo tirou, o André deu.

O Varzim era um adversário acessível, mas era importante não esquecer a precoce eliminação da época passada em casa e perante um rival directo. O histórico de confrontos entre Poveiros e Portistas a contar para a Taça de Portugal não enganava, 6 jogos, todos eles ganhos pelo Porto. O 7º jogo contra o Varzim foi ganho de forma tranquila, embora o ponto final só tivesse chegado em cima do minuto 90, ironia do destino, pelo "vizinho" André André.

O Porto encarou o jogo com seriedade, embora só fizesse alinhar de inicio 2 habituais titulares, Láyun e Imbula, uma opção perfeitamente normal quando se tem um plantel tão vasto em quantidade e qualidade. As segundas linhas do Porto tinham assim oportunidade para ganhar ou perder pontos na hierarquia azul e branca. Imbula começava o jogo nitidamente a trinco, Evandro era o elo de ligação entre defesa e ataque e Bueno servia o nosso tridente atacante. Um ataque diferente aliado a um miolo que também foi novidade fez com que o jogo do Porto padecesse de alguma ferrugem. A pressão muito alta do Varzim até à nossa grande área fazia que habitual troca de bola entre redes, centrais e laterais ainda fosse mais notada. Os poveiros foram os primeiros a rematar logo aos 4 minutos mas o Porto rapidamente respondeu num lance mal interrompido por suposto fora-de-jogo a Osvaldo. Bueno foi o primeiro a criar perigo num remate por cima da barra, mas foi o Speedy Tello o primeiro a abanar a rede num lance construído pelo nosso trio de meio campo. O Varzim responde perigosa e rapidamente através de Coentrão mas o controlo do jogo manteve-se do Porto até ao intervalo, goleando na posse de bola por 28-72%. A troca de bola continuava exagerada entre os 6 jogadores defensivos, transformando o jogo do Porto numa massa pastelosa e excessivamente cozida. A primeira parte acaba com uma boa oportunidade de golo falhada por Osvaldo, um prenuncio do que seria o restante jogo do italo-argentino. A 2ª parte foi mais do mesmo, domínio total e absoluto do Porto fruto da equipa do Varzim ter rebentado fisicamente, Osvaldo a falhar alguns golos cantados e o ponto final no jogo que teimava em não chegar. Foi preciso o Mestre André entrar e marcar no seu primeiro e único remate à baliza poveira. Jogo resolvido, vitória justa mas que peca claramente pela diferença de golos dado que o Porto embora não tivesse feito um jogo brilhante, fez mais do que o necessário para sair da Póvoa com um resultado bem mais desnivelado.


Tello - O MVP da partida. Foi ele a desatar o nó no jogo, numa jogada em que fruto da sua velocidade e do excelente passe de Bueno, consegue aparecer e finalizar com classe na cara de Ricardo Silva. Foi dos poucos jogadores que quis agarrar a oportunidade dada por Lopetegui e fez uma 2ª parte muito boa, com algumas boas arrancadas e um ou outro passe que merecia e deveria ter sido melhor aproveitado por Osvaldo e companhia.
Bueno - O homem tem classe, tem talheres, tem pinta mas fica sempre aquela ideia que não encaixa muito bem na equipa. É um Adrian Lopez mais barato mas psicologicamente mais forte. Fez um bom jogo e um bom passe para o compatriota Tello mas temo que as próximas oportunidades não cheguem tão cedo.
Osvaldo - Seria fácil dar nota negativa a este menino mas acho que não deve ser o caso, ou melhor, eu não acho que tenha feito um mau jogo. É inegavel que falhou uma mão cheia de boas oportunidades de golo, por aselhice, algum excesso de confiança e alguns fora-de-jogo mal assinalados, mas a verdade que o moço andou sempre a farejar o sucesso. Incansável durante todo o jogo na procura do golo, pressionou, lutou, mas este não seria o seu dia. Saiu disparado para os balneários no final do jogo e teve a humildade para admitir que em termos pessoais, teria feito um mau jogo. Pablo, caga nisso, correu mal desta vez, corre melhor para a próxima, tenho a certeza que foi isto que o Hélton e o Iker lhe disseram.


Varela - Um deus este moço, não pelo que joga claro. Um bom arranque de época mas rapidamente tudo mudou. Se nem contra o Varzim o Silvestre consegue fazer um jogo conseguido, não sei quando e onde o irá fazer. Oportunidade claramente desaproveitada.