Pragmático QB

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domingo, 10 de janeiro de 2016

FC Porto 1 vs Rio Ave 1 - 07.01.2016 - Liga Portuguesa

O principio do fim de Lopetegui.

O Rio Ave apesar de se agigantar no Estádio dos Arcos e complicar a vida aos grandes, costuma ser um adversário acessível no Estádio do Dragão/Antas, prova disso são as 17 vitórias do maior do mundo em 22 jogos, restando 1 vitória e 4 empates para os Vilacondenses. Se recuarmos no tempo, percebemos que o Rio Ave já não conseguia um resultado positivo em casa do Porto há 11 anos, quando na famigerada época 2004/2005 e na fase pós-Mourinho, empatou com igual resultado. Nesse ano acabamos em 2º lugar, a 3 pontos do Benfica de Trapattoni, numa época atípica onde apenas conseguimos ganhar 17 dos 34 jogos disputados.

Ambas as equipas vinham de derrotas nos jogos anteriores, o Porto tinha perdido em Alvalade e o Rio Ave perdeu em casa com o Tondela, daí a importância da vitória para as duas equipas por questões meramente pontuais mas também pela vertente anímica. Se juntarmos o ingrediente Taça da Liga e consequente derrota com o Marítimo a esta panela, iremos perceber que seria um jogo nervoso, com a bola a queimar caso o golo não surgisse cedo no jogo.

O onze inicial sofreu algumas alterações, Marcano e André André entram para os lugares de Maicon e Rúben Pirlo e fica a duvida se terá sido pelo fraco desempenho em Alvalade ou numa base de rotatividade devido aos 3 jogos numa semana. O Porto entra com velocidade, atitude e uma postura atacante mas não consegue rematar à baliza mas em contrapartida consegue manter a bola afastada da baliza de Casillas, que toca na bola pela primeira vez aos 12 minutos e para executar um pontapé de baliza. Maxi, um dos melhores durante todo o jogo, é o primeiro a rematar por duas vezes à baliza de Cássio, primeiro depois de um passe de André e na segunda tentativa numa jogada aos trambolhões que obriga o redes pacense a grande defesa para canto. Sem encostar o Rio Ave às cordas, o Porto pressionava bastante, e numa jogada mais em força e raça do que técnica acaba por chegar ao golo num remate feliz de Herrera. Teoricamente estava feito o mais difícil, um golo cedo no jogo que permitiria jogar de forma mais tranquila mas o Rio Ave responde rapidamente com 3 remates seguidos, os 2 primeiros defendidos de forma segura por Casillas, mas sem hipótese no 3º remate, que infelizmente para nós, ainda desvia em Danilo. O Porto reage bem ao golo do empate, Failbakar foge da sua zona e cruza para André, que na zona do ponta de lança, cabeceia ao poste e quase recarga com sucesso. Corona ainda tenta com novo remate mas o resultado chega ao intervalo com o empate a um golo. Se duvidas havia que a 2ª parte tinha começado, o jovem croata dissipa-as com um remate muito perigoso aos 17(!) segundos. Ukra é o próximo a criar perigo, num remate que o extremo tenta meter na gaveta mas Casillas estava atento. André remata à figura de Cássio aos 55 minutos e o Porto começa a revelar sinais de intranquilidade, nervosismo e impaciência. Pouco tempo depois, Failbakar tem um bom movimento de recepção e remate mas Cássio defende para canto. O Porto ia tentando o golo sem grande confiança e Brahimi depois de uma boa tabelinha com André, remata em arco ao lado da baliza.O Rio Ave só aos 81 minutos volta a criar a perigo num remate de Zé Paulo que passa por cima da barra e o Porto responde num livre directo marcado por Layún que Cássio sacode para canto. A 5 minutos dos 90, Lopetegui põe a carne toda no assador, fazendo entrar Varela para o lugar de Layún mas o Porto joga os últimos minutos a mandar sacos de batatas para para área do Rio Ave, que os defesas vilacondenses foram descascando de cadeirinha.

No final do jogo estava lixado com "F", para não dizer fodido com "L". A azia era tanta que passei mal a noite, sensação que ainda se mantinha às 7 horas da manhã, quando o despertador tocou para ir trabalhar. Mal soou o apito final do jogo tive a sensação de ver uma equipa sem ideias, sem raça, completamente desmotivada e sem forças para mudar o rumo do jogo. Quando o Rio Ave empatou, senti que o jogo acabaria assim e quando um portista como eu, sempre optimista e que acredita que as coisas irão sempre acabar bem, é assolado por este estado de espírito, algo está realmente mal.


Maxi - O MVP da partida. El Mono foi o primeiro a criar perigo em 2 remates perigos e não perdeu gaz durante o restante jogo. Fartou-se de correr, de lutar e certamente não foi por ele que o jogo acabou empatado.
Corona - Fazia anos mas quis ser ele a dar uma prenda de aniversário aos colegas e adeptos. Fartou-se de cruzar, algumas vezes para os colegas desperdiçarem, outras vezes para ninguém mas foi a par de Maxi, dos melhores.
André - Tentou empurrar sempre a equipa para a frente, na esquerda, no meio e por fim, na direita. Foi aquele "carregador de piano" habitual e esteve muito perto do golo mas infelizmente o poste e o Cássio não o deixaram ser feliz.


Brahimi - Quando o argelino liga o complicómetro, é um problema sério para ele e toda a equipa. As coisas não estavam a sair bem à equipa e Brahimi sentiu necessidade de pegar no jogo mas quase sempre mal.
Bolas paradas -  Numa altura em que os golos provenientes de lances de bola parada andavam a correr bem, conseguimos a proeza de conseguir 18-1 em cantos e 0 oportunidades de golo.








terça-feira, 10 de novembro de 2015

FC Porto 2 vs Vitória de Setúbal 0 - 08.11.2015 - Liga Portuguesa

Bola mole em baliza dura, tanto bate até que entra.

Porto - Setúbal, um clássico do futebol português que conta já com 68 partidas jogadas no Reino do Dragão. O Porto conta com 58 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, com uma taxa de sucesso de 85%, o que diz bem da supremacia quase absoluta do maior do mundo sobre os sadinos. Como curiosidade, o resultado de 2-0 a favor do Porto, aconteceu nos últimos 9 encontros. Apesar do golo ter tardado, foi um jogo de sentido único, o Setúbal foi organizado mas nunca foi capaz de criar real perigo na baliza de Casillas. 21-6 em remates (7-0 na direcção da baliza), 11-4 em cantos e 73-27% na posse de bola são dados estatísticos que não deixam duvidas, foi uma vitória justa e inequívoca do Porto. Mais uma vez e como é hábito, um jogo pós-Champions foi o que se esperava dele, muito complicado.

Em relação ao jogo de Tel Aviv, o Porto fez uma única alteração com a entrada de Brahimi para o lugar do André, uma alteração que permitia à equipa voltar ao tradicional 4-3-3 com 2 extremos clássicos e bem abertos nas alas e também dar algum descanso ao omnipresente médio português. O Porto entrou bem no jogo, autoritário com a sua habitual troca de bola, desgastando um Setúbal que desde inicio se preocupou em manter a sua boa organização defensiva. O nosso Coolbakar foi quem abriu as hostilidades num lance em que choca com Raeder. Suk, o elemento mais perigoso dos sadinos e que esta época já foi capaz de crimes como este, respondeu numa boa tolada que passa perto do poste de Casillas. O Porto mantinha o controle do jogo mas o futebol emperrava um pouco nas alas, Lopetegui percebeu isso e manda trocar os extremos de flanco, colocando-os onde eles se sentem melhor, Brahimi na esquerda e Tello na direita. Uma mudança que teve efeitos imediatos porque logo de seguida, Brahimi pega na bola, vai para o meio e assiste Tello que remata ligeiramente por cima. Os Sadinos a partir dos 20/25 minutos começam a ficar tontos e a dar espaços e as oportunidades de golo começam a surgir quase sempre pelo mesmo personagem, Coolbakar. Tentou primeiro de cabeça num lance estudado de bola parada, tentou minutos depois num remate que sai à figura de Raeder depois de passe de Maxi e voltou a tentar num remate ao lado depois de jogada individual. Coolbakar era quem mais rematava e consequentemente, quem mais falhava. O intervalo aproximava-se rapidamente e a equipa do Porto exigia a si mesma, a marcação de pelo menos um golo nos primeiros 45 minutos. Foram 5/10 minutos onde se tentou de tudo, Tello tentou mas Raeder defendeu com os pés, Marcano tentou de cabeça depois de belo passe de Rúben Pirlo mas a bola saiu a cheirar o poste e Layún foi o último a tentar num grande remate de fora da área. Toda a gente tentava mas ninguém conseguia e o síndrome bracarense começou a pairar no Dragão. André entrava ao intervalo para o lugar do amarelado Rúben Pirlo e a equipa começa fortíssima a 2ª parte mas não conseguia chegar à área sadina com perigo. Lopetegui deixa passar os primeiros quinze minutos e mexe no jogo, mandando Osvaldo para a confusão. Temia-se a saída de Coolbakar, primeiro porque o camaronês estava pouco assertivo e depois porque todos sabemos que o nosso Mister é pouco dado a substituições de rotura, mas a opção foi Evandro, um jogador amarelado e que não tinha tido grande influência no ataque azul e branco. Quase toda a carne era metida no assador, a pressão aumentava sobre a equipa do Sado, o futebol do Porto era intenso e asfixiante mas a bola não entrava, o Dragão desesperava, Lopetegui suava, a equipa demonstrava alguns sinais de ansiedade e eu soltava uns valentes "foda-se", baixinhos para a minha filha não ouvir. Layún olha para o relógio, vê que faltam 20 minutos para o jogo acabar e pergunta a Coolbakar como é que se sente, o camaronês através de um olhar furtivo responde afirmativamente e o mexicano cruza de pé direito com conta, peso, medida e temperatura para a tolinha do 9 portista acariciá-la lá para dentro. Os 32000 mil portistas, mais os 27 milhões que estavam a ver na televisão perderam certamente 10 quilos nesta altura. A sociedade Miguel/Vincent S.A. voltou a funcionar em pleno. A partir daqui e como era expectável, o Porto mudou a sua forma de jogar, Brahimi saía logo de seguida, Imbula entrava e o 4-3-3 era novamente reposto com a ida de Coolbakar para a esquerda e o ritmo de jogo portista abrandava bastante. A excepção foi quando Imbula quis ser Imbula, pegou na bola, comeu metros com a redondinha controlada, endossa para Maxi fazer um cruzamento rasteiro para Layún festejar novamente pelo 2º jogo consecutivo. Até ao apito final, muita troca de bola, o Setúbal aceitou a derrota e toda a gente foi feliz para casa.


Layún - O MVP da partida. O mexicano caiu no goto da nação portista. É a vantagem de chegar à Invicta quase como um desconhecido, as expectativas são tão baixas que é muito fácil agradar aos adeptos e o Miguel tem feito tudo para agradar. É um jogador com um pulmão do tamanho do México, que defende bem mas ataca muito melhor. Voltou a cruzar com sucesso para Aboubakar marcar e teve sempre a capacidade para se chegar à área contrária com perigo, como é exemplo o seu belo golo. Perde fulgor sempre que joga com Brahimi à sua frente porque o argelino é um pouco avesso a parcerias com o lateral mas sempre que lhe é permitido faz mossa na equipa adversária.
Aboubakar - Vincent, Vincent, Vincent, haverá gajo mais fixe/cool/bacano que tu? Provavelmente não. Este gajo é daqueles que até quando falha 14 golos por partida, não consegue despoletar um sentimento negativo, um qualquer insulto aqui da minha pessoa. No passado domingo e tal como em Tel Aviv, falhou, falhou, falhou muito mas marcou e quase chorou. Não festejou, deixou que os colegas de equipa e toda a nação portista festejasse por ele um golo muito perseguido nas últimas semanas.
Tello - A época é feita de momentos e picos de forma, Lopetegui sabe disso melhor que ninguém e tem usado isso muito bem em prol da equipa em relação aos 4 extremos do Porto. Varela teve o seu momento no inicio da época, Corona teve uma entrada meteórica na equipa mas perdeu gás, Brahimi é um jogador inconstante também fruto de algumas lesões e neste momento Tello é o extremo titular. Fez um grande jogo contra o Maccabi e no passado domingo voltou a desequilibrar. Este ano, ou melhor, nestes ultimos jogos, mostrou uma faceta defensiva que andava adormecida no seu jogo.
Lopetegui - Ao contrário do que se tem dito e escrito, o Julen é um treinador inteligente e que está em constante aprendizagem. No jogo contra ao Braga em tudo semelhante a este, e por volta dos mesmos 60 minutos faz entrar Bueno para o lugar de Imbula, uma substituição de tracção à frente mas que como se veio a provar não provocaria a rotura necessária na defesa minhota. Contra o Setúbal e talvez com algum receio de cometer o mesmo erro, faz entrar Osvaldo para o lugar de Evandro, uma substituição ambiciosa, que veio a resultar em pleno, não porque Osvaldo marcou mas porque criou desequilíbrios e brechas na defesa sadina que nos permitiram chegar aos golos. Nota 10 para ti Julen.
Plano B - "Plano B & Lopetegui - Compreendo o Mister em grande parte das suas decisões e aceito que queira impôr as suas ideias e filosofia de jogo até ao final de cada partida no matter what mas por vezes gostava de o ver a ele e à equipa despir o fato e a gravata e vestir uma roupa velha e usada para fazer o trabalho. Gosto de ver a equipa manter um estilo de jogo romântico mas gostava de quando em vez de assistir a um concerto de rock, com barulho, confusão e moxe. Isto tudo para dizer, que usar um plano B, um chuveirinho, algo diferente de vez em quando, era bem vindo nem que o resultado do jogo acabasse exactamente da mesma forma."
Escrevi isto no final do jogo contra Braga. Lopetegui, como é seu hábito, leu a minha sugestão e fez algo diferente na equipa. O chuveirinho não aconteceu, mas metemos em campo 2 elementos para tocar rock. Como se percebe nos 2 golos mas principalmente no primeiro, é fácil constatar que Brahimi atrai a atenção de 3 defesas, um deles o central Venâncio, Osvaldo arrasta o outro central Rúben Semedo com ele, o defesa esquerdo Nuno Pinto fica na marcação a Maxi que também aparece na área e Coolbakar aparece isolado e esquecido para cabecear com sucesso. Esta imagem traduz isto tudo:








Brahimi - Vinha de lesão muscular e a verdade é que nunca conseguiu criar uma jogada que desmembrasse a defesa sadina. Foi em muitos momentos aquele Brahimi que complica mais do que contribui para o futebol fluido da equipa. Continua a ter aversão a trocas de bola com Layún, algo que devia rever e para isso aconselho o visionamento de vídeos do Varela de à uns anos atrás.
Eficácia -  ... ou falta dela. Não nos podemos dar ao luxo de fazer mais de 20 remates, ter mais de 70% de posse de bola e passar por tantos trabalhos para marcar golos. Correu mal contra o Braga, quase que corria mal com o Setúbal e poderá voltar a acontecer em jogos realmente decisivos na restante época. Pede-se eficácia urgentemente.




sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2 vs FC Porto 2 - 25.09.2015 - Liga Portuguesa

O masoquismo Portista. 

Como é habito, comecemos por um pouco de história e estatística acerca das viagens do Porto a Moreira de Cónegos. Antes do jogo desta noite e em 5 jogos no Comendador Joaquim Almeida Freitas, o nosso Porto empatou 2 e ganhou 3, ou seja, não sendo um adversário temível, é um clube que nos merece algum respeito. Hoje jogou-se novamente e o resultado deu empate, o que somando aos jogo anteriores, facilmente se percebe que o Porto só ganha 50% dos jogos efectuados em casa do Moreirense.

Queria ter escrito qualquer coisa no intervalo temporal entre o jogo com o Benfas e este com o Moreirense, mas compromissos familiares não me permitiram, no entanto tive oportunidade de ler um pouco por toda a Bluegosfera, avisos reais, que eu subscrevo na totalidade, do perigo que seria um jogo após a euforia da vitória sobre o nosso maior rival e um confronto de Champions contra o Chelsea. Os alertas foram dados, quase que como uma premonição, mas infelizmente a nossa equipa não lê os blogues azuis e brancos.

O nosso Mister fez alterações na equipa mais ou menos previsíveis, a pensar não só no Chelsea, mas também no constante refrescar da equipa, usando a famosa rotatividade, algo de que o nosso treinador é fã e não abdica. O 4-3-3 estava bem patente desta vez e não deixava espaço para duvidas, de quem e onde cada jogador ocuparia o seu lugar em campo. O jogo começou com 3 minutos surreais, Marcano a escorregar, passes errados, a bola tinha picos. Maxi quis pôr ordem na coisa e faz uma arrancada vistosa mas inconsequente depois do mau cruzamento do Corona. A jogada não teve qualquer tipo de perigo mas serviu para o Porto acordar, acalmar e pegar no jogo pelos colarinhos. A equipa fazia o seu habitual jogo de posse no meio campo adversário quando o Maxi "saca" uma falta, superiormente cobrada pelo "especialista" Maicon, num livre directo "à la Barroso". O mais difícil estava feito, golo marcado cedo no jogo e controlo total do tempo e espaço. Osvaldo pouco depois dá um cheirinho do que pode fazer numa recepção orientada, seguida de remate perigoso. Nesta primeira meia hora apercebi-me da exacerbada aversão que o Brahimi tem em passar a bola ao Láyun, algo que me irrita solenemente, mas que ao mexicano lhe deve tirar o sono. O tempo passava, a equipa adormecia mas o nosso André não deixava o jogo arrefecer e numa jogada individual plena de técnica e força, provoca um calafrio ao Stefanovic. Maicon acaba a 1º parte com um cabeceamento perigoso a revelar toda a confiança que atravessa no momento. A 2º parte começa praticamente com o golo do Moreirense, numa jogada em que Cardozo e o Medeiros desmontam meia equipa portista e provocam uma cratera gigante na defesa do Porto. O jogo ficou meio manhoso durante algum tempo, o Lopetegui percebeu isso e trocou Herrera por Tello, passando o Corona para o meio e o esquema táctico foi alterado para um 4-2-3-1, com o Danilo e o André a jogarem lado a lado. Foi uma mudança altamente proveitosa, o Porto tomou novamente conta do jogo e permitiu ao Corona brilhar como ainda não o tinha feito durante a primeira hora de jogo. Corona primeiro e Osvaldo depois, têm 2 oportunidades de golo flagrantes mas o empate manteve-se. Lopetegui sente que é preciso algo mais e põe toda a carne no assador a 15 minutos do fim, quando tira o Marcano e faz entra o nosso Coolbakar. O Porto passa a jogar numa espécie de 3-3-4, a fazer lembrar o saudoso Co Adriaanse, e chega novamente ao golo por Corona, que aproveita da melhor maneira o facto do Moreirense ter ficado atordoado depois de ver tanto portista na sua área. Osvaldo poderia ter sentenciado o jogo, depois de um grande passe do nosso Coolbakar, mas como quem não marca sofre (merda de chavão), acabamos por levar mais um golpe no lombo em cima do minuto final.


Maicon - O MVP da partida. Atravessa um grande momento de forma, muito possivelmente a melhor fase desde que chegou ao Porto. Marcou o seu 2º golo no campeonato, curiosamente o 2º de bola parada, num livre superiormente bem marcado. Transpira confiança, facto que lhe permite disputar qualquer lance com a certeza que o vai ganhar e está com uma percentagem de passes longos certos a fazer inveja aos anos brilhantes do Rafa Marquez no Barcelona.
André - Mais um jogo, mais 90 minutos sempre a abrir. Com já foi dito por muito portista, neste momento é o André e mais 10. Jogou uma hora a 8, e com a entrada do Tello recuou no terreno, numa e noutra função o grau de êxito andou nivelado sempre por cima.
Corona - O Porto jogou com 10 a primeira hora de jogo e com 12 a meia hora seguinte. Corona foi 8 na ala e 80 no meio., um facto tão curioso que merece a atenção do nosso Mister. Marcou o nosso 2º golo, num lance cheio de técnica e frieza.
Claques - Mais uma vez, mérito seja dado aos nossos meninos, foram incansáveis no apoio à equipa, mesmo naqueles momentos difíceis do jogo.


Casillas - Não o considero um ódio de estimação, mas não morro de amores pelo espanhol, nunca o fiz e duvido que o venha a fazer, agora que é jogador do meu clube. Teve pouco trabalho durante toda a partida e sofre 2 golos, é um jogo ingrato para toda a equipa e principalmente para ele. Mesmo tendo feito uma boa defesa no final do jogo e friamente analisando, sou só eu que fiquei com a ideia que poderia ter feito muito mais no lance do 2º golo? É um cruzamento bombeado para um cabeceamento feito já dentro da pequena área.
Herrera - Está em pior forma do que eu, e eu peso mais de 90 quilos, o que diz muito do momento do mexicano. Falta férias, praia, falta descanso ao moço, é tão evidente que chega a ser desesperante vê-lo jogar. Aqui que ninguém nos ouve, o Herrera já passava a pasta ao nosso Sérgio.
Brahimi - O coelho da cartola pode sair a qualquer momentos, mas nos ultimos 3 jogos, nem houve coelho nem cartola. O argelino não gosta do Láyun, fica evidente a cada jogo que passa, o que faz com que o mexicano faça piscinas inconsequentes.
Segurar a vantagem - Aconteceu em Kiev e hoje voltou a acontecer por duas vezes, o Porto não conseguiu segurar a vantagem no marcador. Um pouco mais de manha e menos romantismo, nunca fez mal a nenhuma equipa profissional.






Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.

"masoquismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/masoquismo [consultado em 26-09-2015].
Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.

"masoquismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/masoquismo [consultado em 26-09-2015].

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Maritimo 2 vs FC Porto 1 - 02.04.2015 - Taça da Liga


Ilha Maldita.

Não morro de amores por esta competição, o que não invalida que tenha ficado muito lixado com "F" grande com esta derrota do Porto, a 4ª da equipa esta época, a 2ª contra o Marítimo. O aviso tinha sido deixado à alguns meses atrás no jogo do campeonato mas de nada serviu para que jogadores e treinadores percebessem o quão perigoso é esta Marítimo na ilha. Taça Lucílio Baptista, Taça da Cerveja, chamemos-lhe o que quisermos, a verdade é que perdemos uma oportunidade de disputarmos uma final de uma competição oficial contra o nosso maior rival.

O Mister Lopetegui tinha dado indícios que faria alinhar uma equipa próxima da equipa base, com as chamadas antecipadas de vários internacionais. Essa ideia concretizou-se depois de ver o 11 inicial, embora tenha ficado com a ideia que o Mister ficou um bocado em cima do muro, nem apresentou o 11 mais forte disponível, nem jogou com uma equipa formada por segundas linhas, à imagem do que vinha acontecendo até aqui. Alex Sandro, Brahimi, Tello e Herrera ficaram no banco e Danilo nem convocado foi. Se no jogo do campeonato jogamos com a equipa mais forte e perdemos, era expectável que com tantas alterações na equipa, o rendimento não fosse o melhor. 

Há outro facto que é categórico, os jogadores do Marítimo jogavam um jogo de uma vida, um acesso a uma final de uma competição onde só estiveram por 2 vezes, a ultima das quais há 14 anos contra este mesmo adversário, enquanto o Porto encarou o jogo como a competição mais descartável das 3 onde está inserida. Isso notou-se desde o apito inicial com uma entrada muito forte dos insulares, que encostaram o Porto ao seu ultimo terço, criando a 1ª oportunidade de golo num cabeceamento de Marega - depois do Maazou, o Marítimo descobriu outro panzer - respondendo o Porto minutos depois num remate de Hernâni. O jogo estava repartido quando Casemiro encheu-se de fé e remata ainda do seu meio campo, passando a bola pouco acima da barra, seria um golo épico. O Porto nesta fase já tinha assumido o controle do jogo, chega ao golo num belo remate de Evandro mas adormece e sofre 2 golos de bola parada, o 2º dos quais em cima do intervalo. Lopetegui não mexe na equipa ao intervalo mas os jogadores do Porto vieram para a 2ª parte com 100% de raça e atitude mas 0% de discernimento. O jogo depois do descanso só teve um sentido, embora o Porto só tenha criado uma verdadeira ocasião de golos aos 84 (!) minutos por Aboubakar. A carne foi toda metida no assador com as entradas de Brahimi, Tello e Gonçado mas o resultado não sofreu alterações.

Fica aquela azia de mais uma derrota, o que nunca é saudável e positivo nem para jogadores nem para adeptos, e a possibilidade de disputarmos mais um jogo contra o benfas, o que é sempre bom para todos os portistas seja em que situação for. Seguem-se 2 competições a "sério" onde a atitude deverá ser completamente diferente destes 2 ultimos jogos em que não ganhamos.


Maicon - Jogo enorme do capitão, o MVP do Porto. Aquela braçadeira tem poderes mágicos sobre quem a enverga, que o diga o meu querido Mariano González que numa altura em que foi capitão marcou 2 golos absolutamente extraordinários como podem ver aqui e aqui. Foi incansável a defender e um dos grandes dinamizadores do ataque na 2ª parte. Sem culpa directas nos 2 golos do Marítimo.
Hernâni - 30 minutos iniciais de grande nível, foi um pesadelo para o defesa direito maritimista e podia ter marcado aos 15 minutos num remate de primeira a passe de Óliver. Apagou-se quando mudou de flanco e como é o "elo mais fraco", foi o primeiro a ser substituído.
Óliver - Um jogo à Óliver. Sempre a correr, sempre a trabalhar. Faltou-lhe o meu menino mexicano, para que o espanhol fosse mais incisivo e constante no jogo. Vem de lesão e ainda está à procura da melhor forma mas fez um jogo competente.


Ricardo - Não gostei. O rapaz pode estar a ser trabalhado para ser o substituto de Danilo mas nota-se que tem muito que pedalar. Má abordagem no lance do penalti, para mim há um aproveitamento do jogador do Marítimo mas aceito o penalti. Em vez de se estar a transformar um extremo em lateral porque não fazer crescer Victor Garcia?
Evandro - Marcou um grande golo mas não fez esquecer Herrera. Evandro é bom de bola, é inteligente com e sem a redondinha mas falta-lhe estar ligado à corrente. Ontem senti a falta das piscinas do mexicano.
Aboubakar - Talvez o pior jogo do Vincent ao serviço do Porto. Pareceu-me cansado e isso notou-se no domínio de bola. A bola de cada vez que chegava ao camaronês vinha com picos. Podia ter marcado numa boa defesa de Salin mas foi muito pouco mas o avançado do Porto.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

FC Porto 6 vs Bate Borisov 0 - 17.09.2014 - Liga dos Campeões

O Regresso das grandes noites europeias.

Depois do jogo menos conseguido na cidade Berço, era fundamental entrar bem na Liga dos Campeões. O adversário era teóricamente acessível e o Porto entrou em campo com a carne toda no assador, dominando desde o primeiro minuto e chegando naturalmente ao golo através de uma fífia do guarda redes adversário. 

Mais uma vez apresentando um sistema muito híbrido que alternava entre o clássico 4-3-3 e uma novidade este ano que passava por um 4-2-3-1 com o Herrera a jogar quase ao lado do Casemiro e o Adrién no meio, Brahimi na esquerda e Quaresma na direita a formar uma linha atrás do Jackson. A mudança táctica constante durante o jogo confundiu por completo a equipa do Bate Borisov e o resultado evoluiu para números históricos. 

Por muito que se queira desvalorizar esta goleada do Porto, os números não costumam mentir. Este Bate Borisov é campeão à 8 anos seguidos tendo roubado pontos nesse período a equipas como o Zenit, Juventus, Milão e Bayern. Real Madrid e Barcelona ganharam por 2-0 e 4-0 respectivamente, ou seja, vendo bem as contas e os números, golear esta equipa é um feito digno de ser destacado.











Melhor em campo não há dúvidas, Brahimi. Começam a faltar adjectivos para qualificar as exibições do argelino. Embora seja um jogador que tem jogado maioritariamente a extremo, faz-me lembrar em muitos aspectos o Deco, na forma como trata a bola, como finta os adversários a dar a sensação que vai perder a bola. Um grande jogo sempre a alta rotação, culminando com 3 belos golos. É sem sombra de dúvidas, a grande revelação, não só do Porto, mas do campeonato.