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sábado, 23 de maio de 2015
FC Porto 2 vs Penafiel 0 - 22.05.2015 - Liga Portuguesa
A exibição mais silenciosa da época.
A partir do momento em que o jogo de Belém terminou, começou uma das mais animadas semanas dos últimos anos. Desde bloqueios da estrada a caminho do Centro de Treinos do Olival, passando por uma troca de galhardetes entre o Dragões Diários e Super Dragões, e o já habitual silêncio da direcção do Futebol Clube do Porto, houve um pouco de tudo. Habitualmente discordo de grande parte das atitudes das nossas claques, especialmente quando as mesmas em nada dignificam o nosso clube, mas desta vez penso que todos os Portistas sensatos estarão de acordo, não só com o simbólico interromper do treino, mas principalmente com o comunicado elaborado pela mais representativa claque do nosso amado clube.
Para o último jogo do Dragão, esperava-se o chamado "ambiente de cortar à faca". Faço por isso vénias, aos 16009 espectadores que se deslocaram ao Dragão para assistir a um jogo que se previa fraco, num cenário muito possivelmente desagradável, onde o chavão "jogo para cumprir calendário", poucas vezes terá feito tanto sentido como ontem. Os corajosos adeptos e claques que marcaram presença no jogo de ontem fizeram questão de mostrar o seu desagrado perante o que foi a época que agora termina, passando 85 minutos praticamente em silêncio, já que nos últimos momentos da partida se ouviu "o Porto é nosso e há-de ser!". Um protesto onde me revejo totalmente, sem violência e em silêncio - "para bom entendedor, meia palavra basta" - os habituais cânticos de apoio à equipa, foram substituídos por um quase religioso silêncio, acompanhado de meia dúzia de tarjas reveladoras do sentimento de quase toda a Nação Portista.
O jogo foi morno, é uma verdade irrefutável, mas o certo é que poderíamos ter chegado ao intervalo a ganhar facilmente por 3/4 golos. Danilo logo aos 2 minutos abriu as hostes com boa defesa de Coelho, seguindo-se Jackson com um cabeceamento ao lado da baliza penafidelense depois de cruzamento de Danilo e novamente o colombiano a cabecear por cima quando tinha tudo para inaugurar o marcador. A equipa e principalmente Quaresma e Quintero bem tentaram servir o melhor marcador do campeonato mas cedo se percebeu que não era a noite do ainda nosso Jackson. O Penafiel ia respondendo com alguns remates de fora da área, sem no entanto causar grande mossa no nosso relaxado Hélton. Brahimi foi o último a demonstrar o desacerto e desinspiração geral com uma perdida que devia dar prisão, depois de uma magistral jogada de Quintero. O intervalo chegou e o nulo marcador castigava, não tanto a atitude portista perante o jogo, mas principalmente a desconcentração no momento de pôr a redondinha na baliza.
A 2ª parte começa com mais um bom cruzamento de Danilo e nova perdida, desta vez de Quaresma. O jogo entrou numa fase onde ambas as duas equipas pouco fizeram para alterar o resultado, e foi preciso esperar pelo minuto 70 para assistir a algo que nos fizesse aumentar ligeiramente o ritmo cardíaco, com novamente Jackson a tentar marcar de bicicleta. O golo do Porto chega naquela fase do "ok, já estou a ver que vamos empatar isto", por Aboubakar depois de um belo passe do Evandro. Reyes em cima dos descontos ainda teve tempo para uma paragem cerebral e o golo da "tranquilidade" chega logo depois pelo Danilo, depois de um passe Jacksoniano de Aboubakar. Fim do jogo, fim da época, tempo para Jackson e principalmente Danilo se despedirem dos adeptos azuis e brancos.
Danilo - O melhor em campo. Já o seria nos 90 minutos, mas aquele golo e a forma aparentemente tranquila como o fez, foi a cereja em cima do bolo. Ninguém disse ao 2 portista que era um jogo para cumprir calendário, e sendo assim o brasileiro fez uma grande exibição. Foram mais de 10 quilómetros sempre em alta rotação, ora em trocas de bola com Quaresma, com cruzamentos perigosos ou remates à baliza. Marcou o seu 7º golo esta época, o 6º na Liga Portuguesa, o que para um defesa é um número bastante considerável. Quando se tem falado tanto em mística e raça, Danilo é um inequívoco exemplo de que mesmo nascendo a mais de 7.500 km da cidade invicta, podes sentir o clube por qualquer outro jogador que tenha feito todos os escalões da formação portista. A flash no final do jogo é sintomática da sua relação com o clube - "Custa-me muito, mas sei que vou ter um grande desafio pela frente. Amo o FC Porto, aprendi a gostar desta casa, que é minha. Nem tudo correu como queria mas sei que dei o máximo em todos os jogos que participei. Não é fácil deixar este lugar, mas desejo-lhes os maiores sucessos na próxima temporada."
Jackson - Não foi a noite de Jackson, mas era injusto colocá-lo na minha Zona Kralj, depois do que foi a grande época que o colombiano fez. Acaba o ano desportivo com 42 jogos e 32 golos, a sua melhor marca nos 3 anos que nos presenteou com a sua categoria. Ontem fez um mais um jogo à Jackson, batalhador, sempre a dar uma linha de passe para o meio campo portista, mas desta vez falhou num aspecto onde é fortíssimo, o golo.
Quaresma - O extremo acaba a época em excelente forma técnica e física. Ontem foi dos mais inconformados, sempre a tentar chegar a bola ao Jackson, ora em tabelas com Danilo, ora em cruzamentos. Lutou, correu, fez o que pode. A sua continuidade no Dragão divide mundos.
Casemiro - Só jogou meia parte mas fê-lo como se tratasse da final da Champions. O que eu sempre gostei no trinco durante esta época foi este mesmo comprometimento para com o jogo, fosse ele contra o Bayern ou Penafiel, a feijões ou para a Champions. O brasileiro não faz distinções, é sempre a doer e sempre com aquela postura do antes quebrar do que torcer.
Aboubakar - 35 minutos em campo, um golo e uma assistência, dificilmente se podia pedir mais a um jogador que não calçava há mais de um mês. É muito possivelmente o jogador mais cool do plantel, a seguir ao Hélton.
Carlos Brito - Grande flash-interview. Sempre admirei a forma honesta, simples e descontraída como este treinador está no futebol.
Brahimi - Penso que já tudo foi dito sobre a 2ª parte da época do argelino. Muito sinceramente não me lembro de um jogador com uma descida de rendimento tão rápida, ainda por cima e talvez depois de uma ascensão meteórica. Foi mais um jogo fraco, onde complicou quase sempre tudo. Falhou aquele tipo de golo que todos nós dizemos " aquele, até eu marcava".
Reyes - Num jogo onde pouco ou nada teve que fazer, conseguiu borrar a pintura com um passe suicida a desmarcar um jogador do Penafiel.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Setúbal 0 vs FC Porto 2 - 03.05.215 - Liga Portuguesa
A vitória dos solteiros contra os casados.
Foi uma semana complicada de digerir fruto do afastamento das 2 últimas competições onde estávamos inseridos. Muita tinta correu e muito se falou de mística, raça, jogador à Porto, Lopetegui e seus erros, Quaresma e os beijos, final de jogo na Luz de sorrisos e abraços e por aí em diante. Foi tudo dissecado até ao último pormenor um pouco por toda a imprensa e pela nossa querida Bluegosfera. As opiniões foram óbviamente e naturalmente distintas sobre todos os temas mas a conclusão deve passar por 4/5 factores:
- Foram cometidos erros por treinador e jogadores em jogos e fases da época determinantes que nos impossibilitaram de ter um maior sucesso nas 4 competições onde estávamos inseridos.
- Lopetegui continuará a ser treinador do Porto apesar de uma época a seco. É um homem com forte carácter e personalidade, que foi praticamente durante toda a época a única voz azul e branca. Como Portista, acredito que é o homem certo no lugar certo.
- O #colinho é uma realidade incontornável, difícil de digerir pelos adeptos rivais, mas tão óbvia que faz com que este campeonato seja já apelidado de o mais vergonhoso do século.
- Com andor do lado rival e um treinador muito batido nestas andanças, e com 16 jogadores novos em idade e novos no nosso clube, estamos a apenas 3 pontos, o que indicia uma próxima época relativamente melhor do que esta.
- O Futebol Clube do Porto tem obrigatóriamente de ganhar os 3 jogos que faltam.
Mas falemos do jogo de Setúbal, uma partida que a certa altura parecia um salutar convívio entre solteiros e casados. Começando pelo fim, gostava de destacar aquela recepção do Jackson no lance do 2º golo porque é daqueles momentos que valem por um jogo. Passe de Herrera bombeado e o colombiano cola a bola no pé como se de um bolo de casamento se tratasse. Ponto final no jogo e mais um golo de Jackson, o 18º na Liga Portuguesa e 29º em todas as competições em 39 jogos.
Surpresa parcial na convocatória, Quaresma foi convocado apesar de parte da nação azul e branca ter pedido a sua cabeça numa bandeja e Fabiano ficou estranhamente fora dos 18. O timing não foi o melhor para a mudança de guarda-redes mas depois do jogo de Braga para a Taça da Liga, facilmente se percebeu que Hélton deveria ser novamente o dono da baliza portista. Fabiano foi um dos sacrificados pela violação de Munique e receio pelo futuro do brasileiro. Em relação a Quaresma e ao já muito falado abraço e beijo em Jesus, Lopetegui teve uma opinião clara sobre o assunto - "Não faço qualquer interpretação. Só me interessa os abraços entre os meus jogadores, depois de fazerem acções brilhantes e serem felicitados pelos companheiros" - e fazendo jus às suas palavras convocou e deu a titularidade a Quaresma. Polémica aparentemente resolvida, digo eu.
O Porto entrou bem no jogo, foi para cima do Setúbal e não deu espaço aos sadinos para poderem assustar Hélton, que pouco trabalho teve na 1ª parte e foi praticamente mais um jogador de campo. Quaresma e Brahimi fugiram das alas, vinham para dentro e Ricardo e principalmente Alex Sandro eram autênticos extremos. Esta mudança táctica atrofiou completamente os sadinos, que andaram completamente perdidos nos primeiros 45 minutos. As ocasiões perto da baliza Setubalense foram lentamente surgindo e Brahimi marca o primeiro numa boa jogada de envolvência onde o Porto coloca 5/6 jogadores dentro da área. Logo de seguida Quaresma obriga Raeder a uma boa defesa depois de mais uma trivelada e por volta da meia hora faz um um slalom, mas ninguém consegue encostar depois do cruzamento do Alex.
A 2ª parte mostrou um Setúbal mais atrevido sem no entanto conseguir chegar com perigo à baliza portista e a entrada aos 66 minutos de Evandro apagou um pouco o fogo dos Sadinos que só aos 76 minutos de jogo conseguiram assustar Hélton numa jogada "à la Benfas". Muito pouco para quem precisava pontuar e fugir ao 16º lugar e a apenas 3 pontos acima da linha de água. Foi uma vitória justa do meu Porto, num jogo muito morno.
Apesar de não ter sido um grande jogo, muitos jogadores destacaram-se pela positiva e talvez não esteja a ser justo na eleição do melhor em campo mas gostei muito do:
Casemiro - Para mim, o MVP da partida. Para ele não interessa se é o Canidelo ou o Bayern, a intensidade com que joga é sempre a mesma. Ricardo e Alex Sandro conseguiram jogar muito adiantados, em grande parte devido ao bom posicionamento e constantes dobras aos laterais feitas pelo brasileiro. Os centrais também usufruem desta combatividade do 6 portista no meio-campo porque é o primeiro tampão aos ataques adversários.
Hélton - Como já o disse acima, o substituição do guarda-redes peca pelo timing, embora todo o portista perceba que com Hélton em campo não temos de nos agarrar à cadeira ou ao sofá de cada vez que a bola surge na nossa área. Tudo o que faz é natural e isso acalma jogadores e adeptos.
Alex Sandro - Ontem parecia o Danilo canhoto e este é o melhor elogio que lhe posso fazer. Jogou praticamente todo o jogo como extremo e esteve em quase todas as melhores jogadas do ataque portista. Teve pouco trabalho a nível defensivo porque Zequinha e Advíncula nunca foram capazes de o incomodar.
Brahimi - Bem mais solto do que tem sido habitual e prova disso, foi que jogou mais tempo de frente para a baliza sadina do que para a nossa baliza. Marcou um golo pleno de oportunidade depois duma seca de mais de 2 meses. Foi mais prático e menos complicativo e só ganha com isso.
Ricardo - Hoje gostei do menino. Como tinha pouco trabalho na defesa, subiu no corredor e jogou em terrenos onde se dá bem melhor. Teve um remate perigoso ainda na 1ª parte e é dele o cruzamento para Brahimi.
Jackson - A luta e espírito de sacrifício habituais em prol da equipa. Voltou a recuar no terreno para tabelar com os colegas e o primeiro golo começa nele. Faz o 2º depois de uma recepção de bola que revela toda a sua categoria.
Quase nada a declarar em termos negativos. Foi um jogo lento, sem grandes motivos de destaque e praticamente toda a equipa foi engolida por esse estado de espírito. Ainda assim consigo encontrar alguns pontos que não gostei:
Quaresma - Fez uma boa 1ª parte mas caiu muito depois do intervalo e foi naturalmente substituído depois de 2 cagadas. Voltou a sair amuado e aziado como se estivesse a ser o melhor jogador em campo.
Lesão grave - A lesão de Marcano parece ser grave, é mais um contra-tempo dum jogador que se tem revelado uma excelente compra.
Bolas paradas - O Lance de maior perigo surge num lance idêntico ao golo sofrido no Dragão contra o Benfas. Voltamos a ser comidos numa jogada onde já devíamos estar calejados.
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Resultado melhor que a exibição,
Ricardo,
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Benfica 0 vs FC Porto 0 - 26.04.2015 - Liga Portuguesa
Adeus e até para o ano.
Meus amigos, desengane-se quem pensa que Lopetegui sairá no final de Maio, depois de uma época onde tudo aponta para que não ganhemos merda nenhuma. Lopetegui foi contratado para 3 anos e acredito que, não só os cumpra, como provavelmente os prolongue. Há um projecto, há uma ideologia de jogo nas quais eu acredito, não cegamente como o outro, mas honestamente. Como portista é doloroso passar mais uma época sem ganhar nada, mas ficam os indícios de um futuro ganhador. Talvez ele não se lembre, mas em Outubro/Novembro do ano passado, confidenciei a um bom amigo vermelho - sim, também os tenho - que aceitaria e compreenderia que o Porto não fosse campeão esta época, porque depois do que tinha visto este ano, acreditava piamente que seriamos campeões nos próximos 2/3 anos. Hoje mantenho essa ideia. Lopetegui cometeu muitas falhas durante toda a época, e hoje mesmo não deixou de as cometer, mas há algo que me pareceu óbvio durante o decorrer deste ano desportivo, o basco aprende com os erros e essa mesma aprendizagem que quero ver em prática nos próximos longos anos.
Não fosse a cena entre Lopetegui e Jesus no final do jogo animar a coisa e poder-se-ia dizer que a partida começada às 17 horas, não teria sido um Benfica - Porto. Semana pré-jogo tranquila, conferências de imprensa relaxadas, clássico meiguinho, ingredientes que resultaram num empate com sabor a vitória para vermelhos, e altamente penalizador para azuis e brancos. Campeonato praticamente entregue a 4 jornadas do fim. Resta ao Futebol Clube do Porto honrar a linda camisola que veste ganhando todos os desafios até ao fim, esperando que algo parecido com o momento K92Lvin volte a acontecer... duas vezes.
Hoje, o nosso Mister surpreendeu com o onze inicial. Talvez ainda abalado pela violação de Munique, optou pelo povoar do meio-campo. Não mudando o habitual 4-3-3, mudou as peças que desempenhariam o papel no habitual esquema de jogo. Quaresma, Herrera e principalmente Fabiano, começaram surpreendentemente - ou não - no banco, entrando Evandro, Rúben e Hélton para os seus lugares. Evandro entraria para o lugar de Óliver, empurrando o espanhol para a ala. A ideia seria preencher o miolo do terreno com gente que sabe tratar a bola, deixando Jackson e Brahimi entregues às missões ofensivas. Lopetegui deu a entender que esperava um Benfas forte desde o inicio da época e precaveu-se. O Jesus foi mais pragmático, o empate era um excelente resultado por isso jogou declaradamente para o ponto, com sucesso.
O jogo foi muito disputado, quase nunca bem jogado, com muita parra e pouco uva. O Porto dominou praticamente toda a primeira parte porque tinha mais jogadores no meio campo. Aquele ataque desenfreado à baliza de Hélton não aconteceu como supostamente Lopetegui terá previsto e a equipa ficou algo partida, tinha muita gente a defender para deixou Jackson entregue aos leões. A primeira ocasião de golo chega pelos pés do inevitável Jackson que depois de um cruzamento de Danilo, remata da marca de pénalti por cima da barra. Foi a primeira e única situação de golo durante TODA a primeira parte. Muito pouco, principalmente porque como portista esperava um ataque à bomba à baliza de Júlio César.
A segunda parte foi mais equilibrada. Lopetegui deixou o Rúben no banco e fez entrar Herrera e pensei eu que seria o mexicano a jogar na ala, passando Óliver para o meio, aproveitando assim as "piscinas" do Hector. Afinal tudo se manteve tudo igual, mesmo quando algum tempo depois entrou Quaresma para o lugar de Brahimi. A pureza do 4-3-3 só voltou em pleno com a entrada de Hernâni para o lugar de Evandro. Uma coisa que me fui apercebendo não só na primeira parte, como até à entrada de Hernâni, foi que a equipa não percebeu que não tinha nenhum extremo nas 2 alas. Tentou vários passes para uma zona onde não estava ninguém, porque o ex-Vitória e Quaresma estavam no banco e Brahimi não é o tipo de jogador que finte para a linha porque a sua tendência é sempre vir para dentro. Embora o Porto precisasse de ganhar, primeiro, e pensar em fazê-lo por 2 golos de diferença, depois, o jogo acabou tal como tinha começado, meiguinho.
Casemiro - O melhor em campo. Foi aquele lutador e gladiador que nos tem vindo a habituar nos últimos meses. Espero muito sinceramente que o Porto exerça a opção de compra sobre o brasileiro porque me parece um jogador fulcral para o esquema de Lopetegui. O melhor elogio que lhe posso fazer hoje, foi que secou Jonas, o melhor marcador do Benfas esta época.
Jackson - Um jogo de muita entrega, muita luta, muito suor mas algo ingrato. Jogou praticamente os noventa minutos muito sozinho na frente. Teve a melhor oportunidade de golo, ainda na primeira parte, mas para além disso, só me lembro de outro remate de cabeça.
Hélton - Fiquei dividido quando soube que seria o capitão o dono da baliza portista. Disse-o durante esta semana, que embora Fabiano não fosse o único culpado da tragédia de Munique, parecia-me claro que ficou sempre a ideia de que poderia ter feito mais nos 6 golos sofridos. Lopetegui optou pela mudança de guarda-redes e não o podemos criticar por isso. Embora o Capitão não tivesse tido muito trabalho, aquela tranquilidade que ele transmite em tudo o que faz, para o resto da equipa, é sempre salutar.
Lopetegui - Com o onze inicial apresentado na Luz, procurou antecipar algo que não se veio a confirmar. Falhou nas escolhas e tentou corrigir ao longo da partida mas ficou sempre a sensação, que mexesse na equipa da forma que mexesse, o resultado não se iria alterar. Talvez a maior critica que faça ao jogo de Lopetegui não só neste jogo mas durante toda a época, é a falta do Plano B.
Plano B - Sou suspeito para falar porque gosto do "chuveirinho" quando a situação assim o impõe. O Porto de Lopetegui não tem Plano B. Ponto. Quando está a perder ou empatado é incapaz do chuto para a frente, de meter 2 avançados na área, de fazer algo que de certa forma, contrarie e se diferencie daquele jogo de passe e posse, imagem de marca do basco. Infelizmente torna-se um futebol algo previsível para o adversário. A forma como a equipa hoje termina o jogo a fazer troca de bola entre os defesas é sintomático disso mesmo.
Brahimi - Quem és tu que tem jogado com a camisola do Brahimi? Brahimi viajou para a CAN e nunca mais voltou. As equipas adversárias já toparam o argelino à totil, mas o argelino ainda não topou como deve jogar. Enrola, mastiga, deita fora, roda, embrulha, rodopia e quando dá por ela, repara que andou em círculos num raio de 2 metros.
Quaresma - Entrou aos 56, viu amarelo aos 59 minutos, o que dá a ideia de que se tem começado o jogo de inicio, não o iria acabar. Não deu aquele abanão e desequilibro que seria preciso a partir do momento em que entrou em campo.
quinta-feira, 12 de março de 2015
FC Porto 4 vs FC Basel 0 - 10.03.2015 - Liga dos Campeões
4 pedradas com sabor a chocolate.
Mais uma grande noite europeia, e felizmente já são muitas nestes 122 anos de história azul e branca. Bons momentos de futebol, grandes golos, adeptos lado a lado com a equipa, tudo ingredientes que tornaram a noite no Estádio do Dragão, mágica. O Futebol Clube do Porto está merecidamente nos quartos-de-final da maior prova de clubes, depois de uma eliminatória disputada contra um adversário, que embora mais frágil, obrigou a nossa equipa a arregaçar as mangas e encarar as duas mãos com toda a seriedade que se exigia.
Depois do empate a um golo em Basileia, o Porto entrou cauteloso no jogo, muito à imagem dos recentes jogos com o Sporting em casa (3-0) e Braga na Pedreira (0-1). Foram 10 minutos de jogo tremidos que permitiram ao Basileia dividir a posse de bola sem no entanto haver situações de golo em ambas as balizas. O 1º momento mágico do Porto chega de livre directo por Brahimi na primeira oportunidade de golo do Porto, depois de uma recuperação de bola de Casemiro - e foram tantas e tantas - que obriga a defesa suíça a fazer falta sobre Tello. Estava feito o mais difícil logo aos 14 minutos, desbloqueando o jogo e obrigando o Basileia a sair um pouco mais da toca. Logo a seguir acontece o lance caricato da noite mas felizmente a equipa não tremeu com o choque arrepiante do Danilo com o Fabiano, que fez com que o capitão saísse de campo com grande aparato. O Porto cria mais duas boas oportunidades de golo por Tello, que faz uma espécie de remate/cruzamento, e por Aboubakar que disfere um míssil de fora da área. O intervalo chega com a vantagem mínima mas com o jogo controlado. A 2ª parte serviu para vermos mais 3 grandes golos, para levarmos mais porrada e para percebermos que este Porto, embora não seja a melhor equipa do mundo, pratica um futebol seguro, que nem sempre deslumbra, mas que é competente.
Segue-se mais uma eliminatória contra um adversário ainda desconhecido, mas que independentemente da sua grandeza, permitirá mostrar mais uma vez à Europa do futebol a categoria deste clube. Sei como a época começou, sei como está actualmente, mas não sei como irá acabar, ainda assim, é seguro afirmar que estão criadas as bases para um presente e futuro que certamente trarão muitos sucessos ao nosso clube.
Casemiro - O MVP da partida. Seguramente o melhor jogo do brasileiro ao serviço do Porto. Só o facto de ter marcado um golo épico, já chegaria para esta distinção mas o trinco portista foi muito mais do que isso. Foi um autêntico animal selvagem (no bom sentido) em campo, ganhando praticamente todos os duelos individuais e recuperando trilhentas mil bolas. Um bicho que a julgar pelo jogo de ontem está plenamente adaptado à posição 6. Uma exibição que apaga parte das criticas que têm vindo a ser feitas desde o inicio da época.
Herrera - Mais um belo golo do meu mexicano preferido, o 3º na Champions. Um jogo onde voltou a falhar alguns passes, facto que não apaga uma exibição muito esforçada. É também ele que faz o corte que permite ao Aboubakar marcar o golo.
Brahimi - O argelino não consegue perder o vicio de fintar meia equipa adversária antes de soltar a bola, embora desta vez o tenha feito com muito mais critério. Foi um diabo à solta, desesperando os suíços que se fartaram de lhe dar porrada. De longe o melhor jogo do Yacine no pós-CAN.
Aboubakar - O jogador do Porto por quem eu mais torcia que fizesse um grande jogo e felizmente o camaronês não desiludiu. Todo o Portista sabe que o Vincent não é o Martinez, mas a verdade é que o avançado fez um belo jogo. Não tem a capacidade (ainda) de jogar de costas para a baliza do colombiano, mas não fica a perder em nada na capacidade de luta e entrega ao jogo, estando uns furos acima na capacidade de remate como se viu no lance do golo. Um excelente aperitivo para o próximo mês.
Maicon e Marcano - Os M&M's foram novamente enormes. Uma dupla cada vez mais solidificada. Novo jogo sem sofrer golos, novo jogo em que limparam quase tudo o que lhes aparecia à frente. Um mimo para a equipa, uma dor de cabeça para o Indi.
Bolas paradas - Embora com execuções muito diferentes, foram 2 grandes golos de livre directo. O de Brahimi mais em jeito, o do Casemiro mais em potência. Depois de alguns anos órfãos de bons executantes, parece que finalmente podemos confiar nestes 2 jogadores e também em Tello para a cobrança de bolas paradas.
Festejos dos golos - Gostei muito de ver a forma como o Brahimi e também o Herrera festejaram os golos, num misto de alegria e raiva. Têm sido 2 jogadores algo apagados nestes ultimos tempos e esta é a melhor forma de calar as criticas.
Saúde - É impressionante a forma física desta equipa, que fruto da rotatividade (ou não) no inicio de época, permite-lhe agora acabar os jogos sempre em pressão alta, sempre sufocando os adversários.
Golos de antologia - 4 grandes golos, todos diferentes. O melhor para mim, o do Casemiro.
Difícil falar em aspectos negativos em jogos como este, mas como adeptos exigentes que somos, consegue-se sempre encontrar alguns aspectos que tenham salpicado a nossa exibição de forma menos boa. Um deles foi o amarelo ao Marcano, cartão perfeitamente escusado e que o retira da 1ª mão do próximo jogo europeu. Se estivemos eficazes nos livres directos, continuamos a pecar no défice de aproveitamento de cantos e livres indirectos. Embora todo o aparato do choque, felizmente confirmou-se que a lesão do Danilo não passou de um arrepiante susto. Não jogará contra o Arouca mas estará disponível para o próximo jogo.
Tello - O espanhol vinha de 3 grandes jogos, o que fazia com que as expectativas fossem muitas. Não jogou mal, embora tivéssemos ficado com a ideia que fez pouco em comparação com as mais recentes exibições.
Jogar de pau na mão - Ao contrário de equipas como o Atlético, que jogam à imagem do seu treinador, não se pode dizer o mesmo deste Basileia, que é a antítese do que o Paulo Sousa era em campo. Nos 2 jogos, os suíços bateram em tudo o que mexia, ficando por mostrar 2/3 vermelhos, sendo o Samuel o maior expoente desta forma de jogar.
Mais uma grande noite europeia, e felizmente já são muitas nestes 122 anos de história azul e branca. Bons momentos de futebol, grandes golos, adeptos lado a lado com a equipa, tudo ingredientes que tornaram a noite no Estádio do Dragão, mágica. O Futebol Clube do Porto está merecidamente nos quartos-de-final da maior prova de clubes, depois de uma eliminatória disputada contra um adversário, que embora mais frágil, obrigou a nossa equipa a arregaçar as mangas e encarar as duas mãos com toda a seriedade que se exigia.
Depois do empate a um golo em Basileia, o Porto entrou cauteloso no jogo, muito à imagem dos recentes jogos com o Sporting em casa (3-0) e Braga na Pedreira (0-1). Foram 10 minutos de jogo tremidos que permitiram ao Basileia dividir a posse de bola sem no entanto haver situações de golo em ambas as balizas. O 1º momento mágico do Porto chega de livre directo por Brahimi na primeira oportunidade de golo do Porto, depois de uma recuperação de bola de Casemiro - e foram tantas e tantas - que obriga a defesa suíça a fazer falta sobre Tello. Estava feito o mais difícil logo aos 14 minutos, desbloqueando o jogo e obrigando o Basileia a sair um pouco mais da toca. Logo a seguir acontece o lance caricato da noite mas felizmente a equipa não tremeu com o choque arrepiante do Danilo com o Fabiano, que fez com que o capitão saísse de campo com grande aparato. O Porto cria mais duas boas oportunidades de golo por Tello, que faz uma espécie de remate/cruzamento, e por Aboubakar que disfere um míssil de fora da área. O intervalo chega com a vantagem mínima mas com o jogo controlado. A 2ª parte serviu para vermos mais 3 grandes golos, para levarmos mais porrada e para percebermos que este Porto, embora não seja a melhor equipa do mundo, pratica um futebol seguro, que nem sempre deslumbra, mas que é competente.
Segue-se mais uma eliminatória contra um adversário ainda desconhecido, mas que independentemente da sua grandeza, permitirá mostrar mais uma vez à Europa do futebol a categoria deste clube. Sei como a época começou, sei como está actualmente, mas não sei como irá acabar, ainda assim, é seguro afirmar que estão criadas as bases para um presente e futuro que certamente trarão muitos sucessos ao nosso clube.
Casemiro - O MVP da partida. Seguramente o melhor jogo do brasileiro ao serviço do Porto. Só o facto de ter marcado um golo épico, já chegaria para esta distinção mas o trinco portista foi muito mais do que isso. Foi um autêntico animal selvagem (no bom sentido) em campo, ganhando praticamente todos os duelos individuais e recuperando trilhentas mil bolas. Um bicho que a julgar pelo jogo de ontem está plenamente adaptado à posição 6. Uma exibição que apaga parte das criticas que têm vindo a ser feitas desde o inicio da época.
Herrera - Mais um belo golo do meu mexicano preferido, o 3º na Champions. Um jogo onde voltou a falhar alguns passes, facto que não apaga uma exibição muito esforçada. É também ele que faz o corte que permite ao Aboubakar marcar o golo.
Brahimi - O argelino não consegue perder o vicio de fintar meia equipa adversária antes de soltar a bola, embora desta vez o tenha feito com muito mais critério. Foi um diabo à solta, desesperando os suíços que se fartaram de lhe dar porrada. De longe o melhor jogo do Yacine no pós-CAN.
Aboubakar - O jogador do Porto por quem eu mais torcia que fizesse um grande jogo e felizmente o camaronês não desiludiu. Todo o Portista sabe que o Vincent não é o Martinez, mas a verdade é que o avançado fez um belo jogo. Não tem a capacidade (ainda) de jogar de costas para a baliza do colombiano, mas não fica a perder em nada na capacidade de luta e entrega ao jogo, estando uns furos acima na capacidade de remate como se viu no lance do golo. Um excelente aperitivo para o próximo mês.
Maicon e Marcano - Os M&M's foram novamente enormes. Uma dupla cada vez mais solidificada. Novo jogo sem sofrer golos, novo jogo em que limparam quase tudo o que lhes aparecia à frente. Um mimo para a equipa, uma dor de cabeça para o Indi.
Bolas paradas - Embora com execuções muito diferentes, foram 2 grandes golos de livre directo. O de Brahimi mais em jeito, o do Casemiro mais em potência. Depois de alguns anos órfãos de bons executantes, parece que finalmente podemos confiar nestes 2 jogadores e também em Tello para a cobrança de bolas paradas.
Festejos dos golos - Gostei muito de ver a forma como o Brahimi e também o Herrera festejaram os golos, num misto de alegria e raiva. Têm sido 2 jogadores algo apagados nestes ultimos tempos e esta é a melhor forma de calar as criticas.
Saúde - É impressionante a forma física desta equipa, que fruto da rotatividade (ou não) no inicio de época, permite-lhe agora acabar os jogos sempre em pressão alta, sempre sufocando os adversários.
Golos de antologia - 4 grandes golos, todos diferentes. O melhor para mim, o do Casemiro.
Difícil falar em aspectos negativos em jogos como este, mas como adeptos exigentes que somos, consegue-se sempre encontrar alguns aspectos que tenham salpicado a nossa exibição de forma menos boa. Um deles foi o amarelo ao Marcano, cartão perfeitamente escusado e que o retira da 1ª mão do próximo jogo europeu. Se estivemos eficazes nos livres directos, continuamos a pecar no défice de aproveitamento de cantos e livres indirectos. Embora todo o aparato do choque, felizmente confirmou-se que a lesão do Danilo não passou de um arrepiante susto. Não jogará contra o Arouca mas estará disponível para o próximo jogo.
Tello - O espanhol vinha de 3 grandes jogos, o que fazia com que as expectativas fossem muitas. Não jogou mal, embora tivéssemos ficado com a ideia que fez pouco em comparação com as mais recentes exibições.
Jogar de pau na mão - Ao contrário de equipas como o Atlético, que jogam à imagem do seu treinador, não se pode dizer o mesmo deste Basileia, que é a antítese do que o Paulo Sousa era em campo. Nos 2 jogos, os suíços bateram em tudo o que mexia, ficando por mostrar 2/3 vermelhos, sendo o Samuel o maior expoente desta forma de jogar.
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sábado, 7 de março de 2015
Braga 0 vs FC Porto 1 - 06.03.2015 - Liga Portuguesa
Foi preciso tirar 72 pedras do caminho.
As duas equipas chegavam à batalha da Pedreira com um cartão de visita brilhante - 5 vitória nos ultimos 5 jogos, com um score de 10-1 no caso do Braga e 13-0 no caso do Porto - e se juntarmos a isso a necessidade extrema de ambas as equipas ganharem, embora com objectivos diferentes, estavam reunidas as condições para assistirmos a um grande jogo de futebol. Mas, puro engano, só uma equipa jogou, só uma equipa quis ganhar, só uma equipa fez um grande jogo. 33-67% na posse de bola e 2-16 nos remates são números que revelam a superioridade portista. O Porto continua na luta à custa de uma raça, força e espírito de sacrifício inolvidáveis.
No jogo contra o Sporting, o Porto tinha jogado uns 20-25 minutos nervosos, com algumas perdas de bola, deixando o Sporting manter o jogo equilibrado e longe da sua baliza. Em Braga esse período repetiu-se, embora tenha durado apenas 10 minutos, altura em que o Braga foi superior e mesmo não nos tendo criado problemas perto da nossa área, foi sempre um adversário chatinho. Após esta fase menos boa, o Porto tomou completamente conta das operações e partiu para uma exibição fortíssima no nível defensivo e com momentos de muito bom futebol no que ao ataque diz respeito. É impressionante como o Porto consegue ser "mandão" e autoritário em jogos de elevada dificuldade como o de ontem e o do passada domingo contra o Sporting. Embora o nosso caríssimo Sérgio Conceição tenha afirmado no final do jogo que o resultado mais justo seria o empate, nunca o poderemos levar a sério depois do que se viu na Pedreira durante os 90 minutos. Vitória suada e lutada que embora tenha acontecido pela margem mínima, revelou sempre um Porto muito superior ao Braga em todos os aspectos do jogo.
Estamos na luta, a um ponto do Benfas, e à espera daquele tropeção que nos permita dependermos unicamente de nós para a conquista do caneco em Maio. O nosso rival nestas últimas semanas tem vindo a público com algumas manobras de diversão que tentam insinuar que o principal beneficiado das arbitragens esta época é o Futebol Clube do Porto, movimentações ridículas que só revelam um sentimento de pânico e desespero em relação à proximidade da nossa equipa.
Atitude da equipa - Depois da derrota na Madeira, o fim estava próximo, mas o tropeção do Benfas na Capital do Móvel foi o balão de oxigénio que nos permitiu encarar o restante campeonato sempre com uma atitude ganhadora. Após o tropeção nos Barreiros, somamos 6 vitórias com 14 golos marcados e nenhum sofrido.
Tello - O MVP da partida. 4 golos nos 2 últimos jogos contra adversários como o Sporting e Braga são sinónimo de um acréscimo, não de forma mas sim de confiança, principal problema do espanhol. A qualidade sempre esteve lá, faltavam níveis de confiança de lhe permitissem encarar adversários e baliza da forma implacável que tem demonstrado. No flash-interview disse.. "Eu sempre disse desde que cheguei que me trataram muito bem. Vamos ver como termina o ano e espero ficar aqui bastante tempo". Cristian, por mim DEVES ficar.
Evandro - Grande primeira parte. Foi o grande dinamizador do ataque portista. Nota-se a quilómetros a experiência e calo que tem em jogos como este. Deu uma grande ajuda na batalha de meio campo. Foi o primeiro a ser substituído, não porque estava a jogar mal, mas porque havia a necessidade de mexer na equipa quando ainda estava 0-0.
Casemiro - Lentamente as criticas negativas parecem não querer a companhia do brasileiro. Neste momento parece-me um dos jogadores mais fundamentais da equipa. É de longe o elemento mais combativo da equipa, um jogador que sofre tantas faltas como as que faz. Tem doseado melhor a forma como encara os confrontos individuais, o que lhe tem valido menos cartões.
Dupla de Centrais - Parece-me inquestionável que Martins Indi é o central com mais categoria do plantel, mas não menos inquestionável é a forma homogénea como a dupla Maicon e Marcano tem jogado. Entendem-se muito bem, compensam as subidas um do outro e neste momento são um muro muito difícil de ultrapassar. Os números não enganam, nos últimos 7 jogos, apenas um golo sofrido.
Adeptos - Mais um jogo onde adeptos e claque portista se fizeram ouvir incansávelmente.
Brahimi - Voltei a não gostar do jogo do Brahimi. Voltou a emperrar o jogo portista sempre na tentativa de fintar 1/2 adversários antes de soltar a bola. Passou para o meio depois da entrada de Quaresma mas isso só fez com que desaparecesse de vez. Foi substituído depois do Porto marcar e quando era preciso dar músculo e mais critério à posse de bola no meio campo.
Fabiano - Num jogo em que o adversário faz 2 remates e nenhum vai à baliza, é imperativo que o nosso guarda-redes esteja 100% assertivo mas não foi o caso. Fabiano pôs a baliza do Porto em perigo em 2 lances por culpa própria, o primeiro saindo mal a um cruzamento que não dá golo do Zé Luis por pouco, e depois largando a bola em novo cruzamento sem qualquer perigo.
Lesão do Jackson - Pelo que se percebeu o colombiano pode ter sofrido uma lesão com alguma gravidade, parando entre 3 e 4 semanas. Não sendo o fim do mundo, é um rombo enorme na equipa. Jackson é o jogador mais imprescindível do plantel, pelo que joga, pelo que marca e pelo que faz jogar.
Jogo de nervos - Não tenho coração para jogos como este, por isso deixo aqui o repto.. Porto, se possível, será que podem começar a resolver os jogos um bocadinho mais cedo?
As duas equipas chegavam à batalha da Pedreira com um cartão de visita brilhante - 5 vitória nos ultimos 5 jogos, com um score de 10-1 no caso do Braga e 13-0 no caso do Porto - e se juntarmos a isso a necessidade extrema de ambas as equipas ganharem, embora com objectivos diferentes, estavam reunidas as condições para assistirmos a um grande jogo de futebol. Mas, puro engano, só uma equipa jogou, só uma equipa quis ganhar, só uma equipa fez um grande jogo. 33-67% na posse de bola e 2-16 nos remates são números que revelam a superioridade portista. O Porto continua na luta à custa de uma raça, força e espírito de sacrifício inolvidáveis.
No jogo contra o Sporting, o Porto tinha jogado uns 20-25 minutos nervosos, com algumas perdas de bola, deixando o Sporting manter o jogo equilibrado e longe da sua baliza. Em Braga esse período repetiu-se, embora tenha durado apenas 10 minutos, altura em que o Braga foi superior e mesmo não nos tendo criado problemas perto da nossa área, foi sempre um adversário chatinho. Após esta fase menos boa, o Porto tomou completamente conta das operações e partiu para uma exibição fortíssima no nível defensivo e com momentos de muito bom futebol no que ao ataque diz respeito. É impressionante como o Porto consegue ser "mandão" e autoritário em jogos de elevada dificuldade como o de ontem e o do passada domingo contra o Sporting. Embora o nosso caríssimo Sérgio Conceição tenha afirmado no final do jogo que o resultado mais justo seria o empate, nunca o poderemos levar a sério depois do que se viu na Pedreira durante os 90 minutos. Vitória suada e lutada que embora tenha acontecido pela margem mínima, revelou sempre um Porto muito superior ao Braga em todos os aspectos do jogo.
Estamos na luta, a um ponto do Benfas, e à espera daquele tropeção que nos permita dependermos unicamente de nós para a conquista do caneco em Maio. O nosso rival nestas últimas semanas tem vindo a público com algumas manobras de diversão que tentam insinuar que o principal beneficiado das arbitragens esta época é o Futebol Clube do Porto, movimentações ridículas que só revelam um sentimento de pânico e desespero em relação à proximidade da nossa equipa.
Atitude da equipa - Depois da derrota na Madeira, o fim estava próximo, mas o tropeção do Benfas na Capital do Móvel foi o balão de oxigénio que nos permitiu encarar o restante campeonato sempre com uma atitude ganhadora. Após o tropeção nos Barreiros, somamos 6 vitórias com 14 golos marcados e nenhum sofrido.
Tello - O MVP da partida. 4 golos nos 2 últimos jogos contra adversários como o Sporting e Braga são sinónimo de um acréscimo, não de forma mas sim de confiança, principal problema do espanhol. A qualidade sempre esteve lá, faltavam níveis de confiança de lhe permitissem encarar adversários e baliza da forma implacável que tem demonstrado. No flash-interview disse.. "Eu sempre disse desde que cheguei que me trataram muito bem. Vamos ver como termina o ano e espero ficar aqui bastante tempo". Cristian, por mim DEVES ficar.
Evandro - Grande primeira parte. Foi o grande dinamizador do ataque portista. Nota-se a quilómetros a experiência e calo que tem em jogos como este. Deu uma grande ajuda na batalha de meio campo. Foi o primeiro a ser substituído, não porque estava a jogar mal, mas porque havia a necessidade de mexer na equipa quando ainda estava 0-0.
Casemiro - Lentamente as criticas negativas parecem não querer a companhia do brasileiro. Neste momento parece-me um dos jogadores mais fundamentais da equipa. É de longe o elemento mais combativo da equipa, um jogador que sofre tantas faltas como as que faz. Tem doseado melhor a forma como encara os confrontos individuais, o que lhe tem valido menos cartões.
Dupla de Centrais - Parece-me inquestionável que Martins Indi é o central com mais categoria do plantel, mas não menos inquestionável é a forma homogénea como a dupla Maicon e Marcano tem jogado. Entendem-se muito bem, compensam as subidas um do outro e neste momento são um muro muito difícil de ultrapassar. Os números não enganam, nos últimos 7 jogos, apenas um golo sofrido.
Adeptos - Mais um jogo onde adeptos e claque portista se fizeram ouvir incansávelmente.
Brahimi - Voltei a não gostar do jogo do Brahimi. Voltou a emperrar o jogo portista sempre na tentativa de fintar 1/2 adversários antes de soltar a bola. Passou para o meio depois da entrada de Quaresma mas isso só fez com que desaparecesse de vez. Foi substituído depois do Porto marcar e quando era preciso dar músculo e mais critério à posse de bola no meio campo.
Fabiano - Num jogo em que o adversário faz 2 remates e nenhum vai à baliza, é imperativo que o nosso guarda-redes esteja 100% assertivo mas não foi o caso. Fabiano pôs a baliza do Porto em perigo em 2 lances por culpa própria, o primeiro saindo mal a um cruzamento que não dá golo do Zé Luis por pouco, e depois largando a bola em novo cruzamento sem qualquer perigo.
Lesão do Jackson - Pelo que se percebeu o colombiano pode ter sofrido uma lesão com alguma gravidade, parando entre 3 e 4 semanas. Não sendo o fim do mundo, é um rombo enorme na equipa. Jackson é o jogador mais imprescindível do plantel, pelo que joga, pelo que marca e pelo que faz jogar.
Jogo de nervos - Não tenho coração para jogos como este, por isso deixo aqui o repto.. Porto, se possível, será que podem começar a resolver os jogos um bocadinho mais cedo?
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