Pragmático QB

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segunda-feira, 2 de março de 2015

FC Porto 3 vs Sporting 0 - 01.03.2015 - Liga Portuguesa


Estamos na luta, caralho.

Depois da demonstração de força dada pelo Benfas no jogo de sábado contra o Estoril, era obrigatório ganhar e se possível, fazê-lo de forma categórica, para vermelhos perceberem, não só que estamos na luta, mas também que estamos preparados para Capelas, Paixões, e outras quaisquer manobras de diversão que nos tentem desviar do nosso caminho. Ontem foram 3, poderiam ter sido 6, tal a demonstração de força e diferença de qualidade entre as duas equipas. A titulo de curiosidade, o Sporting teve 91% de perdas de bola no seu meio campo, o que revela bem a forma como o Porto sufocava o adversário.

Falou-se durante a semana pré-Clássico, de um possível tridente formado por Quaresma-Brahimi-Tello, a jogar atrás de Jackson, jogando Casemiro e Herrera praticamente lado a lado. Afinal Lopetegui não quis desfazer o seu modelo habitual e jogou pelo seguro, fez entrar Evandro para o lugar do lesionado Óliver, e tudo ficava praticamente na mesma no meio campo, jogando Tello em vez de Quaresma, e Brahimi nas alas. No total, eram 6 as alterações em relação ao jogo do Bessa.

O Porto talvez pensasse que seria um jogo de Champions, porque a partida começou às 19.15h, mas deveriam ser umas 19.45h quando o Porto finalmente começou a jogar à bola. A equipa entrou estranhamente nervosa e a sucessão de passes errados foi-se acumulando, tendo como protagonistas máximos nesse capitulo, o Marcano, Casemiro e Maicon. A partir dos 25 minutos de jogo, a equipa acalmou, assentou o seu futebol e partiu para uma exibição plena de raça, força e categoria, num jogo que só teve o sentido da baliza de Patrício. Aos 30 minutos, Herrera avisou que o golo estava próximo mas infelizmente falhou um golo cantado, depois de um magistral trabalho individual, e logo a seguir o Porto inaugurava o marcador por Tello, depois de um passe pornográfico de Jackson. Estava feito o mais difícil, o Sporting foi obrigado a subir linhas, e o Porto matou o jogo com mais 2 golos, praticamente 2 cópias do primeiro. Marcano ainda teve tempo de mandar uma pedrada de cabeça à barra a acabar o jogo mas estava escrito que a noite era de Tello, um dos jogadores mais criticados pela massa assobiativa portista.

Se eu fosse um portista maldoso e faccioso, diria que ficaram 3 pénaltis por marcar, por mão na área do Sporting do Montero, William e Cédric, mas como não sou, vou apenas dizer que foi uma boa arbitragem do Artur Soares Dias.

Uma curiosidade sobre o Tello, é o facto do espanhol ter sido severamente criticado por ter tatuado um leão no braço esquerdo à uns meses atrás. Deixo aqui a noticia do Jornal Record:



Tello -  O MVP do jogo. Finalmente, finalmente, finalmente. 3 finalmentes para Tello. Tello andou 6 meses a treinar remates à baliza especialmente para o jogo de hoje. Falhou passes, falhou cruzamentos mas na hora da verdade enfiou 3 batatas na baliza de Patrício. Depois de tantas oportunidades falhadas em jogos anteriores em jogadas semelhantes às de ontem, o espanhol foi criminosamente frio na hora da decisão. 3 golos muito parecidos, a aproveitar passes brilhantes para as costas dos defesas, Tello fez jus à sua velocidade. Um grande jogo, de um dos mal-amados da massa assobiativa. O ultimo jogador a marcar um hat-trick ao Sporting, tinha sido António Oliveira, em 1977, num jogo em que ganhamos 4-1, o que revela bem a dimensão do feito de ontem. Vénias para ti, Cristian.
Jackson - Brilhante. O colombiano além de ser um marcador de golos nato, revelou no jogo de ontem uma deliciosa capacidade de passe, ao nível dos melhores 10 do mundo. Voltou a travar uma dura batalha com a defesa leonina, em especial com o Tobias Figueiredo, que fruto da sua enorme capacidade física, nunca deu descanso ao Cha Cha Cha. Foi um jogo completo, mais um, de um moço que vai deixar enormes saudades.
Evandro - O Porto precisava de um jogador que, embora não fizesse esquecer Óliver, um dos indiscutíveis da equipa, minimizasse a sua ausência. Esse jogador é Evandro, um médio completo a defender e atacar, que não consegue jogar mal. Evandro já tem muito andamento de 1ª Liga e isso nota-se na sua postura em campo. Quintero, aprende qualquer coisa com o Evandro, pode ser?
Casemiro - Por muito mal que se fale deste moço, eu gosto dele. É um jogador fundamental nestes jogos em que se anda a levar tanta porrada como a dar. Não é o melhor 6 do mundo, mas é um jogador cada vez mais adaptado à posição.
Herrera - O meu Pachuquinha de estimação. É dos meus jogadores preferidos do plantel. Se vais para a guerra e não queres ser derrotado, tens de levar o Herrera contigo, não há outra hipótese. Podia ter marcado o primeiro da noite num chapéu que saiu demasiado largo, depois de uma jogada em que andou a brincar com a defesa do Sporting. Faz a assistência para o 3º golo do Tello, um aspecto em que se está a revelar "perito" este ano.
Ala direita -  Herrera, Danilo e Tello formaram uma asa esquerda absolutamente destrutiva.


Brahimi - Voltou a fazer um jogo medíocre, muito por culpa da sua forma embrulhada de jogar. Não fez uma jogada digna desse nome, perdeu bolas, não desequilibrou, jogou demasiado tempo para o que estava a fazer em campo. As épocas são feitas de momentos e este não é o momento do Yacine.
Alex Sandro - Pareceu-me desconcentrado durante o jogo todo. Formou com o Brahimi uma ala esquerda amorfa, lenta e sem ideias e não é de admirar que praticamente todo o jogo do Porto tenha sido canalizado pelo lado direito.














sábado, 14 de fevereiro de 2015

FC Porto 1 vs Vitória de Guimarães 0 - 13.02.2015 - Liga Portuguesa


Ganhar antes de viajar.

Em relação ao anterior jogo em Moreira de Cónegos, Lopetegui fez uma única mudança no onze, Brahimi entrou para o lugar de Tello e penso que não há um único portista que tenha discordado desta decisão. Tello teima em não confirmar todo o seu potencial, com Quaresma numa boa fase e com Brahimi a chegar da CAN, foi uma substituição natural. O argelino e o espanhol embora joguem na mesma posição são jogadores totalmente distintos, e uma das "diferenças mais diferentes" é sem dúvida a muito maior capacidade finalizadora de Brahimi em relação a Tello, como ficou bem patente hoje no lance do golo.

O Porto entrou fortíssimo em campo, foi para cima do Vitória, reduzindo a equipa da cidade de Guimarães a pouco mais que nada. Foi uma primeira parte de grande nível, a demonstrar que o berço do bom futebol consegue ser muitas vezes o Dragão. Os 71% de posse de bola e 9 remates contra 2 do Guimarães traduziam tudo o que foi o jogo até ao intervalo. O golo é marcado por Brahimi - o 5º na Liga e 10º em todas as provas - depois de um brilhante trabalho de Óliver. Como tem sido habitual a vantagem mínima ao intervalo não traduzia o que o Porto produzia ofensivamente, mas sim o que a equipa não deixa os seus adversários fazer. Infelizmente a equipa viajou para Basileia após o final da primeira parte, o que fez com que o Guimarães tivesse jogado sozinho uns bons 20 minutos, levando Lopetegui ao desespero de fazer 2 substituições de rajada. Tello e Rúben trouxeram a equipa de volta e o o Porto assumiu novamente o controlo do jogo até final, com excepção de algumas bolas bombeadas para a área portista que nunca causaram grande comichão no Fabiano.


Brahimi -  O MVP da partida. Quem marca o único golo do jogo, terá que ser quase obrigatóriamente o melhor em campo, embora o argelino tenha muitas vezes alternado boas e más decisões. Pareceu-me em muitas alturas aquele Brahimi que se perdia em muitos "rodriguinhos", complicando o simples e optando sempre pelo mais difícil. À parte disto teve aqueles pormenores brilhantes que lhe permitem sempre fintar adversários dentro de uma cabine telefónica.
Casemiro - Decididamente a presença constante de Rúben Neves nas convocatórias fez-lhe bem. Como "quem tem cú tem medo", o brasileiro abriu os olhos e fez mais uma boa exibição. É nestes jogos mais físicos que o Casemiro se sente bem, embora neste jogo tenha levado bem mais porrada do que a que deu. Um ponto a melhorar são sem dúvida os passes longos, contei pelo menos 2 que foram parar ao Dolce Vita.
Marcano - Faço um mea culpa me relação ao central espanhol. Neste momento é o central número 1 na hierarquia portista. Joga com uma categoria e tranquilidade transcendentes e é bom que Maicon comece a aprender alguma coisa com o seu colega. Forte nos lances aéreos, joga sempre de cabeça levantada e tem técnica para sair a jogar. Os 2.65 milhões de euros pagos ao Rubin Kazan, estão-se a revelar uma "pechincha".
Óliver - O menino não sabe jogar mal, é um facto. Sempre em jogo, defende e ataca com a mesma qualidade, aparece várias vezes em "zona de tiro" e tem uma qualidade de passe acima da média. É ele que faz a brilhante assistência para o golo de Brahimi.
Quaresma - Belo jogo. A velocidade nunca foi uma das suas armas e com o avançar da idade esse handicap ainda se revela mais. Mas aprendeu a jogar de forma mais inteligente, facto que lhe permite fazer quase os 90 minutos a bom nível.
Pressão muito alta - A forma de defender da equipa é asfixiante. O Guimarães mal conseguiu sair do seu meio campo nos primeiros 10 minutos.
Cartões amarelos - Casemiro, Alex Sandro e Danilo viram amarelo e ficam de fora no próximo jogo com o Boavista, limpando a série de cartões e ficando disponiveis para o jogo com o Sporting.


Herrera - O mexicano começou bem mas apagou-se à velocidade da luz. Ao contrário de Óliver, que é um jogador constante, que mesmo sem fazer sempre jogos brilhantes, consegue manter um nível elevado, Herrera é um jogador de extremos, do 8 e do 80.
Bolas paradas - Mais um jogo em que cantos e livres à entrada da área não resultaram em nada.
Passes longos - O estilo de jogo que o Lopetegui implantou no Porto raramente engloba passes longos. Casemiro e Maicon insistem nesta forma de jogar, 90% das vezes sem sucesso.
Diferenças de critério -  É gritante a diferença de critério que os árbitros portugueses teimam em manter. Jorge Ferreira, árbitro do Porto - Boavista mostrou vermelho a Maicon por uma falta bem menos grave do que a de Cafu sobre Casemiro. Não foi um jogo violento mas os jogadores do Guimarães usaram e abusaram do recurso à falta (24).







domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moreirense 0 vs FC Porto 2 - 07.02.2015 - Liga Portuguesa


Simplicidade, Paciência, Competência.

O Porto partia para este jogo com um histórico de confrontos claramente favorável - em 10 jogos em todas as competições nacionais o saldo era de 2 empates e 8 vitórias para os azuis - mas se pensarmos no que foi o jogo da 1ª volta - apesar da vitória por 3-0, os golos só surgiram a partir dos 70 minutos - poderíamos ficar com duvidas acerca da dificuldade do jogo em Moreira de Cónegos. 

O Porto encarou esta partida com bases alicerçadas em 3 pontos - Simplicidade, Paciência e Competência - jogou de forma simples em todos e entre todos os sectores do campo, teve a paciência necessária para fazer uma boa troca de bola com constantes variações de flanco e foi competente porque ganhou uma batalha de forma tranquila sem fazer um jogo deslumbrante. 

O jogo em Moreira de Cónegos só tinha um resultado possível, a vitória. Numa jornada onde Sporting e Benfica se defrontam e um deles ou os dois irão perder pontos tínhamos de ganhar fosse de que forma fosse. A equipa percebeu isso mas nunca jogou de forma precipitada, teve a paciência necessária para trocar a bola entre praticamente todos os jogadores, com mudanças de flanco que aconteciam das mais variadas formas e rematando pouco mas bem. Este último factor merece destaque porque talvez tenha sido dos jogos que menos rematamos este ano, e com 2 golos marcados revelamos uma eficácia que tem sido algo raro esta época.



Herrera - O MVP da partida. Não foi o jogo mais explosivo da época para o mexicano, mas foi um jogo claramente positivo. Depois de alguns jogos com um rendimento abaixo do esperado, ontem fez um jogo completo, solidário a defender e com a habitual disponibilidade física que lhe permitiu fazer 2 assistências, a primeira delas num brilhante passe para Jackson.
Casemiro - Um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Bem menos faltoso do que tem sido habitual, roubou imensas bolas e foi um verdadeiro Boss na sua zona de acção. Completa a sua boa exibição com um golo pleno de oportunidade depois do cruzamento do Herrera.
Jackson - Só me recordo de um remate do Cha Cha Cha e foi aquele que inaugurou o marcador.num excelente dominio de pé direito rematando imediatamente de seguida com o pé esquerdo. O Colombiano não pára de marcar e numa época que se prevê como a ultima na invicta, a sua saída será claramente pela porta grande.


Fabiano - Teve pouco trabalho pela frente mas no pouco que fez revelou aquela habitual insegurança que o caracteriza, exceptuando uma grande mancha que faz a um remate de João Pedro.