La remontada Casillana.
O futebol desperta muitos ódios mas consegue despertar ainda mais paixões, muito por culpa de jogos como este, onde o actual David consegue vencer o actual Golias. As equipas chegavam ao 164º maior clássico da Liga Portuguesa num estado de espírito e actuais momentos de forma completamente inversos. Benfica, o Golias (pelo menos pelo que se ia lendo na imprensa desportiva escrita), após ter perdido em Alvalade sem apelo nem agravo, vinha de 14 jogos, com 1 empate e 13 vitórias, muitas delas com números expressivos, o chamado rolo compressor. Ao invés, o nosso amado Porto, o maior do mundo, que tal como disse na anterior posta, tinha apenas ganho 8 dos últimos 16 jogos disputados. Se juntarmos a esta ementa, uma jornada anterior onde o Benfica foi a Belém golear a equipa da casa com 5 batatas e o Porto ser derrotado vergonhosamente em casa pelo Arouca, chegaríamos facilmente à conclusão que o maior do mundo iria ser copiosamente vergado aos pés do clube da Luz. Felizmente, não foi o que aconteceu, não porque tivéssemos disso tremendamente superiores mas porque, ao contrário de muitas e muitas situações, fomos eficazes e tivemos aquela pontinha de sorte que nos teimava em fugir semana após semana. Para finalizar a estatística, dizer que foi o 82º jogo entre as 2 equipas para a Liga, o Porto somou a 15ª vitória, sobrando 25 empates e 42 vitórias para o Benfica.
Peseiro teve coragem e um mérito que salta logo à vista, não se cortou, não inventou e foi à Luz com o onze base, optando por Chidozie no lugar de Marcano, fugindo assim à tentação de fazer recuar Danilo e com isto mexer em 2 posições. O Benfica por estratégia ou simplesmente porque não conseguiu, não teve aquela entrada pressionante e avassaladora que se esperava, o rolo compressor das últimas semanas emperrou numa massa azul e branca compacta e bem posicionada. Ainda assim foi o Benfica o primeiro a criar perigo em contra-ataque e em dose dupla por Pizzi, Casillas defende bem no primeiro remate e na 2ª tentativa, o extremo vermelho remata para fora. O golo da equipa da casa não tardou, Renato Sanches atrai todas as atenções e no momento certo solta para Mitroglou rematar colocado e sem qualquer hipótese para Casillas. O Benfica acaba por chegar ao golo numa altura que o Porto ainda nem sequer tinha rematado à baliza. O Porto, e nomeadamente Herrera lembra-se que o futebol tem balizas, recebe um passe de Layún e num remate cagadinho mas pornográficamente bem colocado, estabelece a igualdade para o nosso Porto. Foi o 6º golo para Herrera e a 16ª assistência para Layún. Um pequeno aparte, gosto da forma como a equipa tem festejado os golos, apesar de toda a tempestade que tem sido esta época. Revela raça, revela união, revela querer. O Benfica responde numa jogada um pouco aos trambolhões, Jonas remata com o esquerdo mas Casillas defende mais uma vez em voo com a direita. Mitroglou pouco tempo depois está perto de bisar mas Chidozie embora tenha perdido inicialmente a posição, consegue recuperar e atrapalhar o grego. O Porto rematava pouco e quando o fazia era na baliza errada, Corona na ânsia de cortar a bola quase faz um auto-golo, mas Herrera na baliza certa quase factura num remate semelhante ao do 1º golo. Samaris quase me cima do intervalo remata por cima numa das melhores jogada do Benfica. O empate ao intervalo premiava fundamentalmente a eficácia do Porto e a noite positiva de Casillas. O Benfica entra bem na 2ª parte e é o primeiro a criar perigo num contra-ataque rapidíssimo que acaba com um remate fraco mas colocado de Gaitan e uma enorme defesa de Casillas e o Porto responde por Brahimi que remata à figura depois de uma tabelinha com Herrera. Um dos momentos da partida foi aos 59 minutos, altura em que finalmente começamos a jogar com 11 depois da entrada de Marega para o lugar do apagadíssimo Corona. Coolbakar está perto do golo num remate fortíssimo de pé esquerdo de fora da área mas o míssil sai ao lado e minutos depois percebemos que o camaronês estava era a calibrar a mira porque numa jogada que começa com um corte limpo de Chidozie no meio campo, e depois de uma grande troca de bola à entrada da área vermelha, a bola acaba por chegar ao Coolbakar, que desta vez não vacila na cara de Júlio César, e faz o golo para o maior do mundo. Indi na jogada seguinte tenta novamente fazer o golo na baliza errada mas Casillas responde com mais uma grande defesa. Percebia-se que Casillas finalmente estava numa noite sim e Mitroglou também percebeu isso depois de ver mais um remate seu ser defendido pelo espanhol. A partir dos 70 minutos o Benfica desapareceu dando a entender que o 2º golo do Porto tinha sido um valente soco nas aspirações do rolo compressor, o Porto controlou todo o jogo e foi Marega nos descontos a estar perto do 3º golo mas remata de forma algo displicente quando até poderia ter passado para o Coolbakar. O resultado não se alterou, a vitória foi nossa num jogo nem sempre dominado, mas com elevado nível de eficácia e com um Casillas a fazer de longe o seu melhor jogo desde que chegou à Invicta.
Não gosto de entrar em euforias desmedidas nem em depressões agoniantes, por isso nem sempre as coisas parecem estar tão más como no jogo com o Arouca, nem tão boas como esta vitória na Luz. Depois do jogo com o Estoril, acreditei que a equipa seguiria um caminho seguro e vitorioso mas como cedo se percebeu, isso não aconteceu. O futuro próximo, nomeadamente a eliminatória dificílima com o Dortmund dirá se o jogo da Luz foi a regra ou mais uma excepção.
Casillas - O MVP da partida. San Iker, finalmente! Não sou fã do espanhol, nunca fui e nunca serei mas tento não ter ódios de estimação, tento. A verdade é que Casillas fez de muito longe, o melhor jogo desde que assinou pelo Porto. Uma mão cheia de defesas, algumas melhores e mais vistosas do que outras, fizeram-nos perceber que o nosso guarda-redes estava numa grande noite e que muito dificilmente a bola entraria na nossa baliza. Helton fez questão de destacar a exibição do colega com a seguinte foto e respectiva legenda "Parabéns meu companheiro por mais uma exibição que nos ajudou a fazer
isto que se vê na foto! Sorrir e acreditar até ao fim de que somos
capazes de lutar muito pelo objectivo maior... Grande! Muito grande!".
Herrera - Depois de 90 minutos miseráveis com o Arouca, o mexicano responde com uma enorme exibição e não fosse a soberba prestação de Casillas, Herrera teria sido o melhor em campo. Encheu o campo, foi o principal elo de ligação entre a defesa e o ataque, foi um box-to-box como há muito não víamos e marca o golo do empate e da esperança. O Hector é mesmo isto, o Yin e o Yang, o sol e a chuva, o 8 e o 80, e felizmente para nós na Luz foi o 80.
Aboubakar - Marcou o 11º golo na Liga e o 16º na época. Devagar, devagarinho, o camaronês vai atingindo números mais condizentes com a posição que ocupa em campo. Na Luz teve 2 remates, um deles passa a rasar o poste e outro outro beija a rede. Eficaz como todos nós desejamos que seja sempre.
Danilo - Os óculos azuis que uso diariamente podem-me sempre induzir em erro mas a determinada altura fiquei com a ideia que Danilo sozinho engoliu "o menino de ouro" vermelho e o caceteiro grego Samaris. Mais um grande jogo de um dos jogadores mais regulares da época portista.
Eficácia - Apenas 9 remates à baliza, seguramente um dos jogos onde menos tentamos o golo mas desses 9, 5 foram à baliza e 2 deram golo. Um elevado grau de eficácia permitiu ao Porto ganhar um jogo onde foi mais dominado do que dominador.
Corona - El Tecatito foi uma autêntica nulidade e nem o facto de ter o cansado Eliseu à sua frente fez com que se tivesse evidenciado. Não me lembro de ter ganho um único lance ao defesa português, nem de uma fintazinha que fosse. Corona tem de perceber que não é possível fintar sempre 1 ou 2 jogadores antes de soltar a bola com qualidade. Marega deu mais trabalho à defesa vermelha em 30 minutos que o Jesus nos 60 em que esteve em campo.
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
FC Porto 1 vs Benfica 0 - 20.09.2015 - Liga Portuguesa

A vitória do Mestre André.
O estado de espírito neste momento é obviamente o mais melhor bom possível. Depois de 2 anos a ver o rival ser campeão, e de na ultima época não termos conseguido ganhar ao Benfas, sabe muito bem um miminho destes. Feliz, pela vitória, pela minha família e amigos portistas, pelos adeptos que estavam a precisar de um rebuçado destes para começarem a acreditar mais na equipa e feliz por Lopetegui, um homem que embora não seja português, sente o clube como se tivesse nascido no Dragão, e que mais que qualquer outro, precisava de provar a si mesmo, que consegue ganhar a qualquer clube em Portugal. Quebramos o enguiço e voltamos a ganhar ao rival, num jogo que até ao minuto 86, esteve muito perto de terminar empatado. Foi a 13ª vitória seguida em casa no campeonato, o 33º golo marcado e nenhum sofrido. Notável. O Dragão é a nossa casa, o nosso ninho, a nossa fortaleza.
Lopetegui optou pelo melhor onze, ou se quisermos, o onze em melhor forma. Danilo e Herrera ou Tello e Varela podem ser titulares em qualquer altura, mas num jogo em que era fundamental ganhar e depois de alguma gestão no jogo de Kiev, esta era a melhor equipa possível para o simbolismo e grau de dificuldade do jogo. Apesar da equipa estar teóricamente montada para um 4-3-3, Lopetegui tentou surpreender o seu rival e apresentou um 4-4-2, com André do lado direito e Corona praticamente ao lado do Coolbakar, um esquema que lhe permitia encaixar no clássico sistema de Jorge J... Rui Vitória. O jogo começou algo descaracterizado, a dar a ideia que os jogadores do Porto se estavam a adaptar às posições e foi o Imbula a provocar o 1º bruaá no Dragão com uma cueca criminosa ao Andreas "fala português bem pra caralho" Samaris. O Benfica responde pelo mesmo homem, Mitroglou obriga Iker a 2 boas defesas em resposta a 2 boas cabeçadas do grego. Mitroglou volta a estar perto do golo por volta dos 25 minutos mas chega atrasado ao cruzamento e nesta fase o Benfas parece-me ligeiramente melhor e mais tranquilo. Lopetegui percebe isso e desmonta o 4-4-2, voltando André para o meio e Corona para a faixa e o Porto mesmo sem criar jogadas de perigo, acaba a 1ª parte por cima. Antes de ir ao para os balneários, o Maicon tentou aparar o cabelo ao Jonas. O chá, bagaço, licor Beirão ou outra qualquer merda foi dada ao intervalo e a equipa acordou do coma induzido nos primeiros 45 minutos. Coolbakar agradeceu o cruzamento à medida do Mestre André mas infelizmente cabeceia ao poste. Estava dado o mote para uma 2ª parte em cima do Benfas. O jogo estava vivo, tão vivo que o Maxi ainda pensava que estava no Benfas e carrega Jonas, um jogador que prometeu a Gaitan que desta vez ia cair mais vezes do que o argentino. O André Almeida, achou que valia tudo e dá uma cotovelada mesmo com o cotovelo no nosso André e Soares Dias pensa " hoje não vou expulsar ninguém". O Porto continuava por cima, quando o nosso André desmarca o Coolbakar que na sua inocência não cai na área quando é tocado pelo Luisinho e tenta marcar já sem ângulo e força. O Eliseu quis ser feliz e tenta colocar a redondinha onde a aranha faz a teia e Mitroglou, sempre ele, cabeceia novamente com perigo. Láyun, um pouco em desespero, também tenta a sua sorte de fora da área mas o momento 92, desta vez foi aos 86 com um golo do Mestre André. O estádio abanou mas a minha casa é que veio abaixo.
42-22 em ataques, 12-6 em remates, 65-35% na posse de bola, números que revelam um claro, embora nem sempre perigoso, ascendente do Porto sobre o rival. Segue-se o Moreirense fora de casa, num jogo em que Lopetegui deve voltar a mexer na equipa a pensar no jogo da Champions contra o Chelsea. Temos neste momento 13 pontos em 15 possíveis, empatamos na Madeira onde tínhamos perdido o ano passado, e ganhamos ao Benfas em casa, ao contrário da derrota do ano passado. Friamente falando, estamos a ganhar pontos onde perdemos a época passada, o que traduz uma clara melhoria pontual. Acredito que a vitória de hoje valha mais que os 3 pontos, assim como a derrota do ano passado, embora numa altura diferente da época, tenha significado bem mais que uma simples derrota.
André - O MVP da partida. Como se diz cá na terra, que jogador do caralho! O moço transpira Porto até de baixo de água. Jogador totalmente fulcral no esquema de Lopetegui. Dá o que tem, o que não tem e o que alguns colegas não conseguem dar e depois diz coisas como "Sentimento muito especial. Sentimento de dever cumprido. Foi uma jogada muito bonita. O importante foi a vitória do Porto e não o golo do André, mas fazer um golo no clássico pelo meu clube do coração é tudo o que sempre sonhei." Mais do que um jogador à Porto, um portista à Porto. A par de Aboubakar, o jogador que mais merecia o golo.
Aboubakar - O nosso menino esteve 1 ano com Jackson, bebeu da mesma gamela que o colombiano, aprendeu de tudo um pouco, deu-lhe o seu cunho pessoal e actualmente é um touro em campo. Trabalha nos limites, e às vezes é difícil entender como joga tanto tempo numa rotação tão alta. Hoje merecia o golinho da praxe, ainda enviou uma bolacha de cabeça ao poste, e tentou marcar um golo, depois de ter levado um toque dentro da área. Jogasse ele de vermelho e branco e tinha dado 7 voltas no chão agarrado ao joelho. Tentou marcar mas não conseguiu e foi do banco que festejou o golo do Mestre.
M&M's - Marcano imperial e Maicon certinho apesar de algum descontrolo emocional. Mais um jogo sem sofrer golos, algo que se vem tornando comum sempre que esta dupla joga à frente do Keeper. Marcano teve sempre a tranquilidade que faltou a Maicon, principalmente naquela paragem cerebral À La Pepe que lhe podia ter custado caro. Seja como for, jogo complicado mas podem ir para casa com a sensação do dever cumprido.
Maxi - 8 anos de Benfica e depois? El Mono foi tudo menos um mono. Secou Gaitan na medida do possível, arriscou ver 7 amarelos no mesmo jogo mas deixou tudo em campo de forma a ninguém perceber que jogou quase uma década no rival. Diz-se que ganha um salário criminoso para a realidade portista mas como eu costumo dizer, todos os jogadores ganham muito, mas há uns que merecem mais do que outros. Este merece tudo o que ganha.
Claques - As 2 claques portistas embelezaram ainda mais a vitória com 2 grandes coreografias.
Brahimi - O argelino não está em forma, ponto. As alternativas são Tello e Varela que como se viu hoje, também deixa muito a desejar. Dos 3, e partindo do principio que nenhum está em forma, aceito que jogue Brahimi porque é o único capaz de sacar um coelho da cartola de um momento para o outro. O homem está sempre em jogo, é activo, nunca se esconde mas a verdade é que quase tudo lhe saiu mal. Acaba o jogo com aproximadamente 60% de passes certos, o que para um jogador com a sua influência, é claramente pouco.
Corona - Quando eu pensei que o mexicano ia fazer do Eliseu, uma galocha, o extremo portista faz um jogo fraquinho, fraquinho. Espero que de futuro se veja mais Arouca e menos Benfas nas exibições do Tecatito.
Adeptos - É o jogo que todo o portista espera que aconteça na época, então como explicar tanto silêncio no estádio? Eu, o maior portista de sofá do mundo, não entendo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Muito mais que um jogo.
"Algumas pessoas acreditam que futebol é questão de vida ou morte.
Fico muito decepcionado com essa atitude. Eu posso assegurar que futebol
é muito, muito mais importante!"
Esta brilhante frase é de Bill Shankly, um antigo jogador e treinador escocês que teve o seu momento alto nos 15 anos que comandou o Liverpool. À parte do claro e óbvio exagero deste pensamento, é sem duvida alguma um sentimento que me assola a alma todos as épocas nas semanas de um Porto - Benfica. Falta uma semana para o jogo, e apesar de haver Champions pelo meio, é inegável que o foco está todo direccionado para mais um clássico. Como Portista quero um momento Kelvin ou um momento Bruno Moraes ou quem sabe, um momento Timofte, não quero momentos Lima, Nuno Gomes ou César Brito. Curioso facto este, de nos últimos 25 jogos em casa contra o Benfas, as 3 únicas derrotas que sofremos, foram conseguidas pelo mesmo resultado (0-2) e com os adversários a bisarem.
O historial de confrontos é totalmente a nosso favor, ou seja, em casa mandamos nós. Em 81 jogos a contar para a Liga Portuguesa, temos 49V, 19E e 13D, o que dá uma percentagem de vitória de 60%. Contas feitas em cima do joelho, podemos chegar à conclusão que 4 em cada 5 jogos, não perdemos. Posso dizer que sou um felizardo, nasci em 1977 e só por 3 vezes vi o meu Porto perder em casa contra o seu maior rival, o que dada a importância deste jogo para mim, são números claramente positivos. Sem margem para dúvidas, uma vida feliz neste aspecto.
A derrota na época passada, quebrou um ciclo sem perder de 8 jogos e 6 vitórias. Foi uma derrota pesada, não nos números, mas no que significou no momento e na restante época. Em caso de vitória, passamos da hipótese de empatar com o Benfas na frente mas ficarmos em vantagem no confronto directo, para ficarmos a 6 pontos, que na pratica eram 7. Lopetegui levou também uma aula de futebol português do "catedrático" Jesus. Justiça seja feita à equipa, o Porto desde esta derrota, fez mais 12 jogos em casa para o campeonato, ganhou todos, marcou 32 golos e não sofreu nenhum. A fortaleza do Dragão está portanto, de boa saúde e pronta para a guerra. Tal como na época passada, espero uma vitória nossa, para deixarmos o nosso maior rival já a 4 pontos e a pensar na vida.
Esta brilhante frase é de Bill Shankly, um antigo jogador e treinador escocês que teve o seu momento alto nos 15 anos que comandou o Liverpool. À parte do claro e óbvio exagero deste pensamento, é sem duvida alguma um sentimento que me assola a alma todos as épocas nas semanas de um Porto - Benfica. Falta uma semana para o jogo, e apesar de haver Champions pelo meio, é inegável que o foco está todo direccionado para mais um clássico. Como Portista quero um momento Kelvin ou um momento Bruno Moraes ou quem sabe, um momento Timofte, não quero momentos Lima, Nuno Gomes ou César Brito. Curioso facto este, de nos últimos 25 jogos em casa contra o Benfas, as 3 únicas derrotas que sofremos, foram conseguidas pelo mesmo resultado (0-2) e com os adversários a bisarem.
O historial de confrontos é totalmente a nosso favor, ou seja, em casa mandamos nós. Em 81 jogos a contar para a Liga Portuguesa, temos 49V, 19E e 13D, o que dá uma percentagem de vitória de 60%. Contas feitas em cima do joelho, podemos chegar à conclusão que 4 em cada 5 jogos, não perdemos. Posso dizer que sou um felizardo, nasci em 1977 e só por 3 vezes vi o meu Porto perder em casa contra o seu maior rival, o que dada a importância deste jogo para mim, são números claramente positivos. Sem margem para dúvidas, uma vida feliz neste aspecto.
A derrota na época passada, quebrou um ciclo sem perder de 8 jogos e 6 vitórias. Foi uma derrota pesada, não nos números, mas no que significou no momento e na restante época. Em caso de vitória, passamos da hipótese de empatar com o Benfas na frente mas ficarmos em vantagem no confronto directo, para ficarmos a 6 pontos, que na pratica eram 7. Lopetegui levou também uma aula de futebol português do "catedrático" Jesus. Justiça seja feita à equipa, o Porto desde esta derrota, fez mais 12 jogos em casa para o campeonato, ganhou todos, marcou 32 golos e não sofreu nenhum. A fortaleza do Dragão está portanto, de boa saúde e pronta para a guerra. Tal como na época passada, espero uma vitória nossa, para deixarmos o nosso maior rival já a 4 pontos e a pensar na vida.
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Lopetegui
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Benfica 0 vs FC Porto 0 - 26.04.2015 - Liga Portuguesa
Adeus e até para o ano.
Meus amigos, desengane-se quem pensa que Lopetegui sairá no final de Maio, depois de uma época onde tudo aponta para que não ganhemos merda nenhuma. Lopetegui foi contratado para 3 anos e acredito que, não só os cumpra, como provavelmente os prolongue. Há um projecto, há uma ideologia de jogo nas quais eu acredito, não cegamente como o outro, mas honestamente. Como portista é doloroso passar mais uma época sem ganhar nada, mas ficam os indícios de um futuro ganhador. Talvez ele não se lembre, mas em Outubro/Novembro do ano passado, confidenciei a um bom amigo vermelho - sim, também os tenho - que aceitaria e compreenderia que o Porto não fosse campeão esta época, porque depois do que tinha visto este ano, acreditava piamente que seriamos campeões nos próximos 2/3 anos. Hoje mantenho essa ideia. Lopetegui cometeu muitas falhas durante toda a época, e hoje mesmo não deixou de as cometer, mas há algo que me pareceu óbvio durante o decorrer deste ano desportivo, o basco aprende com os erros e essa mesma aprendizagem que quero ver em prática nos próximos longos anos.
Não fosse a cena entre Lopetegui e Jesus no final do jogo animar a coisa e poder-se-ia dizer que a partida começada às 17 horas, não teria sido um Benfica - Porto. Semana pré-jogo tranquila, conferências de imprensa relaxadas, clássico meiguinho, ingredientes que resultaram num empate com sabor a vitória para vermelhos, e altamente penalizador para azuis e brancos. Campeonato praticamente entregue a 4 jornadas do fim. Resta ao Futebol Clube do Porto honrar a linda camisola que veste ganhando todos os desafios até ao fim, esperando que algo parecido com o momento K92Lvin volte a acontecer... duas vezes.
Hoje, o nosso Mister surpreendeu com o onze inicial. Talvez ainda abalado pela violação de Munique, optou pelo povoar do meio-campo. Não mudando o habitual 4-3-3, mudou as peças que desempenhariam o papel no habitual esquema de jogo. Quaresma, Herrera e principalmente Fabiano, começaram surpreendentemente - ou não - no banco, entrando Evandro, Rúben e Hélton para os seus lugares. Evandro entraria para o lugar de Óliver, empurrando o espanhol para a ala. A ideia seria preencher o miolo do terreno com gente que sabe tratar a bola, deixando Jackson e Brahimi entregues às missões ofensivas. Lopetegui deu a entender que esperava um Benfas forte desde o inicio da época e precaveu-se. O Jesus foi mais pragmático, o empate era um excelente resultado por isso jogou declaradamente para o ponto, com sucesso.
O jogo foi muito disputado, quase nunca bem jogado, com muita parra e pouco uva. O Porto dominou praticamente toda a primeira parte porque tinha mais jogadores no meio campo. Aquele ataque desenfreado à baliza de Hélton não aconteceu como supostamente Lopetegui terá previsto e a equipa ficou algo partida, tinha muita gente a defender para deixou Jackson entregue aos leões. A primeira ocasião de golo chega pelos pés do inevitável Jackson que depois de um cruzamento de Danilo, remata da marca de pénalti por cima da barra. Foi a primeira e única situação de golo durante TODA a primeira parte. Muito pouco, principalmente porque como portista esperava um ataque à bomba à baliza de Júlio César.
A segunda parte foi mais equilibrada. Lopetegui deixou o Rúben no banco e fez entrar Herrera e pensei eu que seria o mexicano a jogar na ala, passando Óliver para o meio, aproveitando assim as "piscinas" do Hector. Afinal tudo se manteve tudo igual, mesmo quando algum tempo depois entrou Quaresma para o lugar de Brahimi. A pureza do 4-3-3 só voltou em pleno com a entrada de Hernâni para o lugar de Evandro. Uma coisa que me fui apercebendo não só na primeira parte, como até à entrada de Hernâni, foi que a equipa não percebeu que não tinha nenhum extremo nas 2 alas. Tentou vários passes para uma zona onde não estava ninguém, porque o ex-Vitória e Quaresma estavam no banco e Brahimi não é o tipo de jogador que finte para a linha porque a sua tendência é sempre vir para dentro. Embora o Porto precisasse de ganhar, primeiro, e pensar em fazê-lo por 2 golos de diferença, depois, o jogo acabou tal como tinha começado, meiguinho.
Casemiro - O melhor em campo. Foi aquele lutador e gladiador que nos tem vindo a habituar nos últimos meses. Espero muito sinceramente que o Porto exerça a opção de compra sobre o brasileiro porque me parece um jogador fulcral para o esquema de Lopetegui. O melhor elogio que lhe posso fazer hoje, foi que secou Jonas, o melhor marcador do Benfas esta época.
Jackson - Um jogo de muita entrega, muita luta, muito suor mas algo ingrato. Jogou praticamente os noventa minutos muito sozinho na frente. Teve a melhor oportunidade de golo, ainda na primeira parte, mas para além disso, só me lembro de outro remate de cabeça.
Hélton - Fiquei dividido quando soube que seria o capitão o dono da baliza portista. Disse-o durante esta semana, que embora Fabiano não fosse o único culpado da tragédia de Munique, parecia-me claro que ficou sempre a ideia de que poderia ter feito mais nos 6 golos sofridos. Lopetegui optou pela mudança de guarda-redes e não o podemos criticar por isso. Embora o Capitão não tivesse tido muito trabalho, aquela tranquilidade que ele transmite em tudo o que faz, para o resto da equipa, é sempre salutar.
Lopetegui - Com o onze inicial apresentado na Luz, procurou antecipar algo que não se veio a confirmar. Falhou nas escolhas e tentou corrigir ao longo da partida mas ficou sempre a sensação, que mexesse na equipa da forma que mexesse, o resultado não se iria alterar. Talvez a maior critica que faça ao jogo de Lopetegui não só neste jogo mas durante toda a época, é a falta do Plano B.
Plano B - Sou suspeito para falar porque gosto do "chuveirinho" quando a situação assim o impõe. O Porto de Lopetegui não tem Plano B. Ponto. Quando está a perder ou empatado é incapaz do chuto para a frente, de meter 2 avançados na área, de fazer algo que de certa forma, contrarie e se diferencie daquele jogo de passe e posse, imagem de marca do basco. Infelizmente torna-se um futebol algo previsível para o adversário. A forma como a equipa hoje termina o jogo a fazer troca de bola entre os defesas é sintomático disso mesmo.
Brahimi - Quem és tu que tem jogado com a camisola do Brahimi? Brahimi viajou para a CAN e nunca mais voltou. As equipas adversárias já toparam o argelino à totil, mas o argelino ainda não topou como deve jogar. Enrola, mastiga, deita fora, roda, embrulha, rodopia e quando dá por ela, repara que andou em círculos num raio de 2 metros.
Quaresma - Entrou aos 56, viu amarelo aos 59 minutos, o que dá a ideia de que se tem começado o jogo de inicio, não o iria acabar. Não deu aquele abanão e desequilibro que seria preciso a partir do momento em que entrou em campo.
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