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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Roma 0 vs FC Porto 3 - 23.08.2016 - Liga dos Campeões
O silêncio Olímpico.
Extraordinário. Hoje tivemos um Porto personalizado como há muito não se via, um Porto corajoso, ambicioso, pragmático, um Porto à Porto, caralho! As grandes noites europeias voltaram em força e verdade seja dita, há muito tempo que os Portistas mereciam um mimo destes. Foi uma vitória surpreendente nos números, muito por culpa de uma Roma, que tal como no Dragão, usou e abusou de entradas assassinas, e o termo terá de ser mesmo este, porque quando vemos um jogador como o Maxi sair lesionado depois de uma falta violenta, significa que a coisa foi mesmo feia. Estamos na Champions, no nosso habitat natural, na competição onde estamos habituados a jogar e isso é um facto saboroso "pra caralho".
Depois da primeira meia hora no Dragão, onde fomos um adversário dócil, meigo e inofensivo, seria difícil entrar no Olímpico de forma pior. Um golo marcado cedo, seja em que circunstância for, é sempre importante, ainda mais quando aterramos em Itália com a obrigatoriedade de marcar pelo menos uma vez. A justiça divina ordenou que o réu da primeira mão, seria um dos grandes salvadores da segunda mão, porque Filipe arrombou o castelo italiano com a primeira bola de fogo e foi o grande defensor da muralha azul e branca. A Roma disparou muito mas felizmente para nós, dois dos tiros fizeram ricochete e acertaram em cheio no coração da equipa italiana, Rossi primeiro e Emerson depois fizeram-nos um enorme favor e encaminharam a equipa para o fosso da Liga Europa. São 3 expulsões italianas na eliminatória, a que se soma mais 6 amarelos, dados reveladores da excessiva dureza que a equipa (des)comandada por Spalletti impôs nos 2 jogos. O Porto aproveitou bem a superioridade numérica, embora se tivesse posto muito a jeito durante os 25 minutos que demorou a matar o jogo depois da Roma passar a jogar com 9. Layún e Corona, foram os autores das 2 machadas fatais nos giallorossi.
Felipe - O MVP da partida. Felipe Augusto de Almeida Monteiro, nome bem português de Portugal, que bem que podia usar só "Monteiro" na camisola, tipo defesa central à moda antiga, ou então "Felipão", tão comum nos camaradas brasileiros. Sem dúvida alguma, o melhor jogo de um moço que veio do Corinthians mas curiosamente nasceu num bairro de São Paulo chamado Tirandentes. Medo. O Felipe e não Filipe, foi um alien, marcou o primeiro golo e limpou tudo o que lhe apareceu à frente, pelo ar, pelo chão e pelo mar e quando acabou o jogo ainda me veio ajudar a limpar a cozinha. Parece-me um autêntico jogador patrão, muito na onda de Jorge Costa e Bruno Alves e sabe Deus a falta que isso tem feito ao Porto.
Layún - O Miguel não sabe jogar mal, seja a titular, seja a jogar 80 ou 8 minutos, é sempre máximo empenho, máxima concentração, máximo comprometimento com a equipa. Um jogador à Porto que deixa tudo em campo, sempre e em qualquer situação. Marcou o golo que matou o jogo, num excelente contra-ataque conduzido e concluído por si.
Casillas - Obrigado Iker por não fazeres nada que te envergonhe. Não teve muito trabalho mas esteve tranquilo e respondeu bem sempre que foi preciso. Teve duas grandes defesas, logo no inicio num remate de Naingollan e principalmente na defesa com os pés a remate de Salah.
Corona - 4 jogos, 2 golos. Foi sempre um jogador que tentou mexer com o jogo fruto da sua enorme capacidade técnica. Marcou o último golo, num disparo de pé esquerdo, depois de rebentar com os rins a Manolas.
Nuno Espírito Santo - O Mister não inventou e fez entrar a melhor equipa com o melhor esquema tático, o nosso 4-3-3 da praxe que nunca envergonha.
Szymon Marciniak - O juiz polaco fez uma arbitragem muito corajosa e revelou ter uns tomates do tamanho de Itália porque embora as expulsões tenham sido mais do que justas, eliminar 2 romanos em pleno estádio olímpico é de muito valor. Vénias.
Adeptos Portistas - 90 minutos a empurrar a equipa. Estádio Olímpico silenciado. Lindo.
A vantagem numérica - O Porto demorou muito a perceber que estava a jogar com mais 2 jogadores e qual a melhor maneira de tirar partido disso. Foi assustadoramente paciente, deixou a Roma crescer bem mais do que devia e passou demasiado tempo a jogar no seu meio campo defensivo. Felizmente matou o jogo em 2 momentos exemplarmente bem conseguidos.
Sérgio Oliveira - O Sérgio é portista de corpo e alma, nota-se que se quer mostrar e evidenciar, ainda por cima com as noticias da possível vinda de Óliver, mas temo que isso não seja suficiente para singrar no Porto. Tal como Varela, não consegue aproveitar as oportunidades que lhe dão. Hoje entra para o lugar de Otávio que tinha amarelo e vê ele próprio o amarelo 1 minuto depois. Não me lembro de ter tomado uma única boa decisão nos 33 minutos que esteve me campo.
Roma - 3 expulsões em 2 jogos, totalmente justas. Spalletti afirmou que se andaram a preparar durante 8 meses para esta eliminatória. A mensagem pelos vistos não passou.
sábado, 13 de agosto de 2016
Rio Ave 1 vs FC Porto 3 - 12.08.2016 - Liga Portuguesa
O(s) Arco(s) do Triunfo.
O Pragmático QB esteve ausente durante algum tempo, tempo demasiado, infelizmente. A verdade é que um Blogger é de certa forma um "artista", e qualquer artista em qualquer actividade necessita de uma musa, uma inspiração que o faça naturalmente escrever, desenhar, esculpir. No meu caso pessoal, essa musa é o Futebol Clube do Porto, clube que amo e que sempre me fez escrever ou pensar em escrever, independentemente do melhor ou pior momento desportivo. A verdade é que desta vez, a "má fase" da equipa, deixou-me completamente desinspirado e com pouca ou nenhuma vontade de partilhar a forma como vi a bola nestes últimos meses. Hoje e passados 5 meses da minha última posta de pescada, venho reabrir aqui o tasco, com a promessa de tudo fazer para que o bom ou mau momento do meu clube não afecte a minha inspiração e o meu amor à causa. Hoje escrevo, depois de curiosamente o ter feito pela última vez no dia 13 de Março de 2016, dia do meu 39º aniversário.
Depois de que se viu na pré-época, com o futebol jogado e com a dança de compras e vendas, ninguém no seu juízo perfeito, poderá estar à vontade e demasiado esperançoso e confiante com a época que hoje se iniciou. Poucas jogadores de relevância a entrar e uma enorme nuvem de fumo a encobrir possíveis vendas, com o Brahimi e Aboubakar no meio dessa lavoura negocial. Ficou evidente uma coisa, não há dinheiro para gastar, vai lá saber como. O clube que fez 100 milhões de euros em vendas há um par de anos, está com um poder de compra a roçar o sofrível. Felipe, Alex Telles e Depoitre foram comprados por verbas a rondar os 6 milhões cada, e no caso do belga deu a clara ideia de ser uma solução à pressa e em desespero. Este inicio de mês de Agosto deu para entender que temos um bom onze, mas o que realmente me preocupa são as soluções, ou falta delas neste caso, no banco. Estou pessimista, assumo-o sem qualquer tipo de rodeios mas espero que o nosso Mister Porto tenha sido a nossa melhor contratação e que devagarinho mas com alguma pressa, volte a pôr canecos no Museu.
Falando um pouco do jogo de hoje, foi complicado como seria de prever. O Rio Ave já com mais tempo de preparação e com uma eliminatória de Liga Europa nas pernas, criou-nos alguns problemas, chegando ao ponto de inaugurar o marcador e a época 2016/2017. Curiosamente o autor do 1º golo, foi também o primeiro a levar com um cartão vermelho nas bentas, se não é recorde, deve andar lá perto. O Porto entrou razoavelmente bem no jogo mas aquele golo do Marcelo fez-nos ver passar à frente dos olhos os últimos 3 anos, e isso não é nada bom. O Porto, não o sendo, respondeu à campeão e com uma atitude à patrão, poderia ter ido para o intervalo já com a remontada feita, porque o Tecatito foi o primeiro a demonstrar azia e empatou rapidamente o jogo, enviando uma bola ao poste logo de seguida. O Mister Porto foi ao balneário e deve ter dado a entender que não estava para estas merdas, que não foi para isto que veio para a Invicta e que queria ver as coisas resolvidas rapidamente. O Herrera, que é um bom moço, um tipo pacato, um rapaz que normalmente faz o que lhe mandam, pôs o Porto na frente do marcador com um balázio que se ouviu em Pachuca e pouco tempo depois o nosso André ampliou a vantagem, depois de recarregar um penalti cobrado por ele mesmo. Vitória justa do Porto, jogo com algum sofrimento como certamente irão ser quase todos esta época.
Gostei do Felipe, é duro, fortíssimo nas divididas de cabeça e quando perceber que não está a jogar no Brasil e que terá de ser e pensar muito mais rápido, será um caso muito sério. Terá de corrigir também a forma de disputar os lances, porque com um árbitro de gatilho leve, poderá não cabar muitos jogos. Parece-me ser um jogador com uma mentalidade e personalidade forte, que poderá marcar uma era no Porto. Acredito que seja o patrão da defesa muito em breve e um jogador que poderá envergar a braçadeira a médio prazo. Gostei também do Octávio, percebe-se facilmente o porquê de ser ele e mais 10 no Guimarães da época passada, e a sua aparente sintonia com o nosso André, parece estar bem oleada. O Herrera foi o mesmo de sempre e para sempre, lutador, corredor, marcador de grandes golos, o meu jogador fetiche do Porto, um jogador que enquanto estiver vivo vai dar tudo em campo, para mim o MVP da partida. Notas positivas para o Corona por ter dado inicio à reviravolta com um golo oportunista e ao Marcano por ter limpado quase tudo na sua área de intervenção.
Nota negativa para o árbitro, que num jogo que foi tudo menos violento, conseguiu expulsar 2 jogadores. Não teve influência no resultado mas demonstra alguma falta de bom senso numa época que ainda agora começa.
O Pragmático QB esteve ausente durante algum tempo, tempo demasiado, infelizmente. A verdade é que um Blogger é de certa forma um "artista", e qualquer artista em qualquer actividade necessita de uma musa, uma inspiração que o faça naturalmente escrever, desenhar, esculpir. No meu caso pessoal, essa musa é o Futebol Clube do Porto, clube que amo e que sempre me fez escrever ou pensar em escrever, independentemente do melhor ou pior momento desportivo. A verdade é que desta vez, a "má fase" da equipa, deixou-me completamente desinspirado e com pouca ou nenhuma vontade de partilhar a forma como vi a bola nestes últimos meses. Hoje e passados 5 meses da minha última posta de pescada, venho reabrir aqui o tasco, com a promessa de tudo fazer para que o bom ou mau momento do meu clube não afecte a minha inspiração e o meu amor à causa. Hoje escrevo, depois de curiosamente o ter feito pela última vez no dia 13 de Março de 2016, dia do meu 39º aniversário.
Depois de que se viu na pré-época, com o futebol jogado e com a dança de compras e vendas, ninguém no seu juízo perfeito, poderá estar à vontade e demasiado esperançoso e confiante com a época que hoje se iniciou. Poucas jogadores de relevância a entrar e uma enorme nuvem de fumo a encobrir possíveis vendas, com o Brahimi e Aboubakar no meio dessa lavoura negocial. Ficou evidente uma coisa, não há dinheiro para gastar, vai lá saber como. O clube que fez 100 milhões de euros em vendas há um par de anos, está com um poder de compra a roçar o sofrível. Felipe, Alex Telles e Depoitre foram comprados por verbas a rondar os 6 milhões cada, e no caso do belga deu a clara ideia de ser uma solução à pressa e em desespero. Este inicio de mês de Agosto deu para entender que temos um bom onze, mas o que realmente me preocupa são as soluções, ou falta delas neste caso, no banco. Estou pessimista, assumo-o sem qualquer tipo de rodeios mas espero que o nosso Mister Porto tenha sido a nossa melhor contratação e que devagarinho mas com alguma pressa, volte a pôr canecos no Museu.
Falando um pouco do jogo de hoje, foi complicado como seria de prever. O Rio Ave já com mais tempo de preparação e com uma eliminatória de Liga Europa nas pernas, criou-nos alguns problemas, chegando ao ponto de inaugurar o marcador e a época 2016/2017. Curiosamente o autor do 1º golo, foi também o primeiro a levar com um cartão vermelho nas bentas, se não é recorde, deve andar lá perto. O Porto entrou razoavelmente bem no jogo mas aquele golo do Marcelo fez-nos ver passar à frente dos olhos os últimos 3 anos, e isso não é nada bom. O Porto, não o sendo, respondeu à campeão e com uma atitude à patrão, poderia ter ido para o intervalo já com a remontada feita, porque o Tecatito foi o primeiro a demonstrar azia e empatou rapidamente o jogo, enviando uma bola ao poste logo de seguida. O Mister Porto foi ao balneário e deve ter dado a entender que não estava para estas merdas, que não foi para isto que veio para a Invicta e que queria ver as coisas resolvidas rapidamente. O Herrera, que é um bom moço, um tipo pacato, um rapaz que normalmente faz o que lhe mandam, pôs o Porto na frente do marcador com um balázio que se ouviu em Pachuca e pouco tempo depois o nosso André ampliou a vantagem, depois de recarregar um penalti cobrado por ele mesmo. Vitória justa do Porto, jogo com algum sofrimento como certamente irão ser quase todos esta época.
Gostei do Felipe, é duro, fortíssimo nas divididas de cabeça e quando perceber que não está a jogar no Brasil e que terá de ser e pensar muito mais rápido, será um caso muito sério. Terá de corrigir também a forma de disputar os lances, porque com um árbitro de gatilho leve, poderá não cabar muitos jogos. Parece-me ser um jogador com uma mentalidade e personalidade forte, que poderá marcar uma era no Porto. Acredito que seja o patrão da defesa muito em breve e um jogador que poderá envergar a braçadeira a médio prazo. Gostei também do Octávio, percebe-se facilmente o porquê de ser ele e mais 10 no Guimarães da época passada, e a sua aparente sintonia com o nosso André, parece estar bem oleada. O Herrera foi o mesmo de sempre e para sempre, lutador, corredor, marcador de grandes golos, o meu jogador fetiche do Porto, um jogador que enquanto estiver vivo vai dar tudo em campo, para mim o MVP da partida. Notas positivas para o Corona por ter dado inicio à reviravolta com um golo oportunista e ao Marcano por ter limpado quase tudo na sua área de intervenção.
Nota negativa para o árbitro, que num jogo que foi tudo menos violento, conseguiu expulsar 2 jogadores. Não teve influência no resultado mas demonstra alguma falta de bom senso numa época que ainda agora começa.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
FC Porto 3 vs Guimarães 0 - 15.08.2015 - Liga Portuguesa
A importância de começar bem.
Comecemos por falar um pouco de estatística antes de esmiuçar o Porto - Guimarães do passado sábado. Apesar das tradicionais dificuldades nos jogos na cidade Berço, sempre que visitado pelos vimaranenses, o Porto revela números muito interessantes em confrontos para o campeonato, senão vejamos, em 71 Jogos Oficiais, 56 Vitórias, 12 Empates e apenas 3 derrotas, a última das quais há quase 20 anos. Facilmente se percebe que o Guimarães, apesar de nos fazer a vida negra no Afonso Henriques, torna-se num adversário dócil e muito acessível no Dragão. Este era o nosso 1º jogo oficial, mas o 3º do Guimarães, dado que tinha disputado o playoff da Liga Europa com os austríacos SCR Altach, actual 9º classificado no campeonato lá da terra. Ora bem, o Guimarães foi eliminado no somatório das duas mãos com um score de 6-2, o que expelha bem a sua fragilidade nesta altura da época.
É importante começar a ganhar, sempre foi e sempre será. O Sporting já o tinha feito no dia anterior e era obrigação do Porto fazer o mesmo. Tal como previ na posta de pescada anterior, a equipa titular que iniciou o campeonato foi a esperada, com a excepção de Brahimi, que foi poupado devido aos problemas físicos revelados durante a semana. O golo surgiu cedo, o que permitiu ao Porto gerir bem a partida, exceptuando o inicio da 2ª parte, onde nos deixamos envolver pela maior vontade dos vimaranenses. Fiquei com a ideia clara que há mudanças na forma de jogar da equipa, porque vimos maior verticalidade na procura da baliza adversária, menos "engonhanço", lances estudados (finalmente!), sucessivas faltas no meio campo atacante impossibilitando à nascença possíveis contra-ataques, alternância entre o jogo pelas alas e pelo miolo. Um jogo agradável do Porto, onde a vitória, apesar da boa entrada do Guimarães na 2ª parte, nunca esteve perto de fugir. Foram 3 golos, poderiam ter sido pelos menos mais 5, porque Imbula em 3 ocasiões, Tello e Herrera noutras duas, estiveram muito perto de marcar.
Segue-se o Marítimo na Madeira no próximo sábado às 20.45h, um jogo que infelizmente, dispensa apresentações. Eu sei que será difícil, tu sabes que será difícil, todos os adeptos sabem que será difícil, alguns jogadores sabem que será difícil e espero que o meu caro Lopetegui reveja os jogos do época passada e tenha percebido o quão fodido é jogar no arquipélago. Ainda por cima, como se não bastasse termos de normalmente viajar 2 vezes por ano para a ilha maldita, este ano serão 3 à custa do União.
Aboubakar - MVP do jogo. Declarações à Sporttv no flash-interview: "Agradeço a todo o staff pela confiança. O Porto tem uma equipa nova. Fizemos um bom jogo colectivo. Eu estava um pouco stressado, o mister Lopetegui disse-me para trabalhar durante a semana, deu-me confiança para marcar. Jackson é um atacante que admiro muito. Eu posso fazer o que posso fazer, o que seja importante para a equipa." Este fulano, é sem duvida alguma, um dos meus jogadores preferidos do plantel. É de uma genuinidade enorme, que me faz acreditar que ainda há bons seres humanos. Não o conhecendo pessoalmente, é daquelas pessoas que me cativa incompreensivelmente. À parte deste pequeno desabafo, o menino camaronês pintou a manta, o golo aos 8 minutos libertou-o da pressão e do stress e isso fez com que tenha feito um jogo enorme, muito provavelmente o melhor desde que chegou à invicta. 2 golos, 2 enormes passes para Imbula e Herrera desperdiçarem oportunidades claras, pormenores deliciosos e o abraço ao treinador, e sabe Deus, o quanto eu gosto de ver merdas destas. Num Verão onde se falou tanto de Jackson e da sua saída, que melhor cartão de visita poderíamos ter?
Maxi - 8 anos de Benfica. So what? Who cares? Hoje é do Porto e pelo que deu a entender vai correr tanto ou mais do que fez nos ultimos 8 anos. É estranho vê-lo de azul e branco, mas deixa de ser tão estranho quando o vês fazer quilómetros, comer adversários, dar o litro e fazer 2 brilhantes assistências, a 2ª das quais a não cair na tentação de se fazer ao penálti.
Tello e Varela - Não jogaram sempre bem, mas jogaram muito tempo bem. Trocavam as idas para a linha, com um jogo interior seguro e isso fez com o seu futebol se tornasse imprevisível. Tello quase marcou e Varela marcou mesmo depois de uma boa jogada com Maxi.
Imbula - A qualidade de Óliver é inquestionável, mas Imbula tem outro tipo de atributos não menos importantes. Enorme poder físico, capacidade de remate e grande facilidade em chegar a zonas de finalização fazem dele uma peça importantíssima no xadrez de Lopetegui.
Danilo - Muito provavelmente o jogador mais parecido com Casemiro que poderíamos ter ido buscar.
Herrera - O patinho feio da massa assobiativa portista. Fez um dos piores jogos desde que vestiu o manto sagrado, mas isso não dá o direito ao adepto de o assobiar a partir dos 15 minutos de jogo. Se consultarmos um dicionário de língua portuguesa e procurarmos a palavra desastroso encontramos o seguinte, 1- Em que existe desastre; 2 - Que provoca desastre, tragédia, calamidade ou catástrofe; 3 - Que possui efeitos negativos ou danosos. O mexicano no sábado foi isto tudo mas isso não invalida que seja um dos meus amores de estimação do plantel portista.
Comecemos por falar um pouco de estatística antes de esmiuçar o Porto - Guimarães do passado sábado. Apesar das tradicionais dificuldades nos jogos na cidade Berço, sempre que visitado pelos vimaranenses, o Porto revela números muito interessantes em confrontos para o campeonato, senão vejamos, em 71 Jogos Oficiais, 56 Vitórias, 12 Empates e apenas 3 derrotas, a última das quais há quase 20 anos. Facilmente se percebe que o Guimarães, apesar de nos fazer a vida negra no Afonso Henriques, torna-se num adversário dócil e muito acessível no Dragão. Este era o nosso 1º jogo oficial, mas o 3º do Guimarães, dado que tinha disputado o playoff da Liga Europa com os austríacos SCR Altach, actual 9º classificado no campeonato lá da terra. Ora bem, o Guimarães foi eliminado no somatório das duas mãos com um score de 6-2, o que expelha bem a sua fragilidade nesta altura da época.
É importante começar a ganhar, sempre foi e sempre será. O Sporting já o tinha feito no dia anterior e era obrigação do Porto fazer o mesmo. Tal como previ na posta de pescada anterior, a equipa titular que iniciou o campeonato foi a esperada, com a excepção de Brahimi, que foi poupado devido aos problemas físicos revelados durante a semana. O golo surgiu cedo, o que permitiu ao Porto gerir bem a partida, exceptuando o inicio da 2ª parte, onde nos deixamos envolver pela maior vontade dos vimaranenses. Fiquei com a ideia clara que há mudanças na forma de jogar da equipa, porque vimos maior verticalidade na procura da baliza adversária, menos "engonhanço", lances estudados (finalmente!), sucessivas faltas no meio campo atacante impossibilitando à nascença possíveis contra-ataques, alternância entre o jogo pelas alas e pelo miolo. Um jogo agradável do Porto, onde a vitória, apesar da boa entrada do Guimarães na 2ª parte, nunca esteve perto de fugir. Foram 3 golos, poderiam ter sido pelos menos mais 5, porque Imbula em 3 ocasiões, Tello e Herrera noutras duas, estiveram muito perto de marcar.
Segue-se o Marítimo na Madeira no próximo sábado às 20.45h, um jogo que infelizmente, dispensa apresentações. Eu sei que será difícil, tu sabes que será difícil, todos os adeptos sabem que será difícil, alguns jogadores sabem que será difícil e espero que o meu caro Lopetegui reveja os jogos do época passada e tenha percebido o quão fodido é jogar no arquipélago. Ainda por cima, como se não bastasse termos de normalmente viajar 2 vezes por ano para a ilha maldita, este ano serão 3 à custa do União.
Aboubakar - MVP do jogo. Declarações à Sporttv no flash-interview: "Agradeço a todo o staff pela confiança. O Porto tem uma equipa nova. Fizemos um bom jogo colectivo. Eu estava um pouco stressado, o mister Lopetegui disse-me para trabalhar durante a semana, deu-me confiança para marcar. Jackson é um atacante que admiro muito. Eu posso fazer o que posso fazer, o que seja importante para a equipa." Este fulano, é sem duvida alguma, um dos meus jogadores preferidos do plantel. É de uma genuinidade enorme, que me faz acreditar que ainda há bons seres humanos. Não o conhecendo pessoalmente, é daquelas pessoas que me cativa incompreensivelmente. À parte deste pequeno desabafo, o menino camaronês pintou a manta, o golo aos 8 minutos libertou-o da pressão e do stress e isso fez com que tenha feito um jogo enorme, muito provavelmente o melhor desde que chegou à invicta. 2 golos, 2 enormes passes para Imbula e Herrera desperdiçarem oportunidades claras, pormenores deliciosos e o abraço ao treinador, e sabe Deus, o quanto eu gosto de ver merdas destas. Num Verão onde se falou tanto de Jackson e da sua saída, que melhor cartão de visita poderíamos ter?
Maxi - 8 anos de Benfica. So what? Who cares? Hoje é do Porto e pelo que deu a entender vai correr tanto ou mais do que fez nos ultimos 8 anos. É estranho vê-lo de azul e branco, mas deixa de ser tão estranho quando o vês fazer quilómetros, comer adversários, dar o litro e fazer 2 brilhantes assistências, a 2ª das quais a não cair na tentação de se fazer ao penálti.
Tello e Varela - Não jogaram sempre bem, mas jogaram muito tempo bem. Trocavam as idas para a linha, com um jogo interior seguro e isso fez com o seu futebol se tornasse imprevisível. Tello quase marcou e Varela marcou mesmo depois de uma boa jogada com Maxi.
Imbula - A qualidade de Óliver é inquestionável, mas Imbula tem outro tipo de atributos não menos importantes. Enorme poder físico, capacidade de remate e grande facilidade em chegar a zonas de finalização fazem dele uma peça importantíssima no xadrez de Lopetegui.
Danilo - Muito provavelmente o jogador mais parecido com Casemiro que poderíamos ter ido buscar.
Herrera - O patinho feio da massa assobiativa portista. Fez um dos piores jogos desde que vestiu o manto sagrado, mas isso não dá o direito ao adepto de o assobiar a partir dos 15 minutos de jogo. Se consultarmos um dicionário de língua portuguesa e procurarmos a palavra desastroso encontramos o seguinte, 1- Em que existe desastre; 2 - Que provoca desastre, tragédia, calamidade ou catástrofe; 3 - Que possui efeitos negativos ou danosos. O mexicano no sábado foi isto tudo mas isso não invalida que seja um dos meus amores de estimação do plantel portista.
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