A arte de resolver rapidamente.
O Porto viajava até à "ilha maldita" pela 2ª vez nesta época e é inacreditável a angustia que nos assombra a alma sempre que isso acontece, isto porque nas últimas 8 viagens à Madeira, o Porto só tinha vencido uma única vez em jogos contra Nacional e Marítimo. Com a subida de mais uma equipa do arquipélago ao 1º escalão do futebol português, o pesadelo estatístico tinha tudo para se manter, até porque no último confronto na Madeira com o União em Fevereiro de 92, o Porto não tinha conseguido melhor que um empate a 0.
O Porto vinha de 2 jogos francamente negativos, a derrota com o Dinamo na Champions e a vitória pela margem mínima com o recém promovido Tondela. Este era um jogo em atraso, e para além da importância óbvia da vitória, era fundamental ganhar de forma folgada para espantar fantasmas que teimam em pairar sobre equipa e treinador. A equipa reagiu bem ao passado recente, goleou com uma primeira meia hora de jogo muito boa, geriu o jogo com tranquilidade, e acima de tudo, fez uma exibição competente.
O Porto chegou à Madeira e quis resolver o jogo logo no aeroporto, foi essa a ideia que transmitiu na passada 4ª feira. Uma entrada forte no jogo permitiu ao Porto chegar-se à frente com algum à vontade e os remates começaram a surgir com naturalidade. Brahimi tentou de fora da área mas foi Herrera quem esteve perto, numa cabeçada ligeiramente por cima da barra. Foram precisos apenas 12 minutos para que o Porto inaugurasse o marcador, numa jogada em que Brahimi atrai 3/4 defesas antes de soltar para Layún fazer o cruzamento para a tolada vitoriosa de Herrera, que marca o seu 2º golo na ilha esta época, provando que se dá bem com os ares da Madeira. Muralha arrombada, equipa do União atordoada e Brahimi a marcar o 2º golo 2 minutos depois, num lance que que Corona faz o passe em esforço e na raça para Maxi cruzar atrasado para o argelino. A equipa estava forte e eficaz e tudo parecia estar a correr na perfeição quando El Tecatito tabela com o tufo de relva mais próxima e disfere um poderoso guacamole para a baliza de André Moreira. 3 golos em 22 minutos que permitiam ao Porto "descansar" com bola nos restantes 68. Até ao intervalo foi o Porto novamente a estar perto do golo, numa boa jogada de Brahimi pela esquerda. A 2º parte tal como se previa, serviu para "cumprir calendário", com 45 minutos de poucos lances perto das balizas. Houve apenas tempo para ver Osvaldo ser injustamente expulso, para ver uma grande defesa do redes madeirense no livre directo de Maicon e para ver o golo de Danilo, em mais um passe de Layún.
Layún - O MVP da partida. Já o disse mas nunca é demais repetir, é incrível a disponibilidade física do defesa mexicano. Mais 90 minutos sempre a fazer piscinas e mais 2 assistências para golo, desta vez com a particularidade de não terem sido feitas para Aboubakar. Começou naturalmente do lado esquerdo da defesa e com a expulsão de Osvaldo, subiu no terreno e chegou uma espécie de extremo no 3-3-3 improvisado de Lopetegui.
Brahimi - 2 golos nos últimos 2 jogos poderão indiciar um aumento de forma do mágico argelino. Fez uma grande 1º parte e resguardou-se naturalmente nos 25 minutos que fez na 2ª parte. A boa forma e golos de Brahimi são sempre bem vindos seja em que altura da época for.
Herrera - Herrera será sempre Herrera, aquela lentidão enervante, os passes falhados de forma displicente, mas em contra-partida, o mexicano será sempre um dos jogadores com mais quilómetros por jogo no lombo e um jogador capaz de fazer qualquer tarefa em campo. Contra o União, marcou e demonstrou um cheirinho do que foi em muitos momentos na época passada.
Corona - Golos sem querer ou propositadamente, valem o mesmo. Corona marcou, algo que já não fazia à quase 2 meses e igualou Aboubakar na lista interna de melhores marcadores no campeonato. Uns dias no banco e outros na bancada nunca fizeram mal a ninguém.
Danilo - Rúben Neves é o nosso menino mas naquela posição, Danilo oferece-me muito mais garantias. Limpou o pouco que teve de limpar no meio campo e como é hábito foi incisivo nos lances de bola parada, marcando o seu 1º golo ao serviço do Porto.
Marcar cedo - Torna-se tudo tão mais simples quando a equipa entra em campo com vontade de resolver as coisas cedo. 3 golos em 22 minutos mataram um jogo que poderia ser muito complicado.
Osvaldo - Não foi a expulsão que me fez dar-lhe nota negativa mas sim o constante desligar do jogo. Tal como tem acontecido a Aboubakar nos últimos jogos, Osvaldo não fez um remate e nunca esteve verdadeiramente conectado com o jogo.
Bruno Paixão - O Bruno será sempre o Bruno, aquele menino com sede de protagonismo que tenta fazer de tudo um pouco para dar nas vistas. Como não teve hipótese nem tempo de meter nojo na 1ª parte, conseguiu ver uma agressão e expulsar Osvaldo num lance que até fez Slimani sorrir.
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sábado, 5 de dezembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
Maccabi Tel Aviv 1 vs FC Porto 3 - 04.11.2015 - Liga dos Campeões
É fácil, (é barato) e dá milhões.
Este era o famoso slogan do Totoloto, jogo criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1985 e que fez no passado mês de Março, 30 anos. Retirei-o do baú das memórias porque me parece que se pode usar para rotular em parte o que foi o nosso 4º jogo na maior prova europeia de clubes, versão 2015/2016. O Porto somou a 3ª vitória na Champions, num jogo extremamente bem conseguido a todos os níveis, óbviamente não tão fácil nem barato como o titulo desta posta, mas com elevados graus de competência. Faltam 2 jogos, temos 10 pontos, estamos em 1º no grupo, e podemos já selar a passagem aos oitavos-de-final se no mínimo, empatarmos com o Dinamo de Kiev no próximo dia 24 no Dragão. Estão portanto abertas as portas para mais uma fase de grupos jogada praticamente sem mácula.
Lopetegui fez o se vinha a falar a algumas semanas, tirou Imbula do onze inicial, ou seja, provou mais uma vez que estatutos e valores de passes não existem na hora de escolher a equipa que entra em campo para cada jogo. Sem o francês, a equipa foi a esperada e o André, como é hábito em jogos de Champions, jogou numa das alas. O jogo começou dividido e foi Ben Haim o primeiro a molhar a sopa logo no primeiro minuto, num lance aparentemente controlado por Casillas. Diga-se que o extremo israelita foi de muito longe, o melhor jogador do Maccabi nos 2 jogos contra o Porto. O Porto responde por Coolbakar, que não pede licença a ninguém e fuzila de fora da área e por Láyun que obriga Rajković a defender para a frente de Coolbakar que recarga por cima da barra. Ben Haim logo de seguida obriga Casillas a defender para canto e na sequência desse lance, cabeceia pertíssimo do poste esquerdo do espanhol. O jogo estava vivo, dividido, com remates do Porto e sempre de Ben Haim mas é o maior do mundo que acaba por marcar por Tello, num lance em que parece dominar mal a redondinha mas compensa com a sua velocidade e classe. Estava feito o mais difícil e o Porto a partir daqui jogou de forma mais cautelosa, só partindo para o ataque pela certa, evitando assim contra-ataques israelitas. O jogo estava perfeitamente controlado, o Porto tinha o poder de definir as jogadas como bem queria até que Danilo vê Tello meter o nitro, respeita a arrancada do espanhol que assiste Coolbakar fazer o mais difícil e falhar um golo cantado. O intervalo chega com a sensação que poderíamos e deveríamos ter matado o jogo na primeira parte. Uma entrada forte nos segundos 45 minutos, permitiu-nos chegar rapidamente ao 2º golo, num lance em que Danilo come metros com grande facilidade, assiste Maxi que caga uma bicha na defesa amarela e cruza com classe para André encostar de cabeça. O Casillas que devia estar aborrecido por não ter trabalho, tem uma paragem cerebral repondo mal a bola num pontapé de baliza mas compensando logo de seguida com uma boa defesa. Foi um lance que acordou o moribundo Maccabi que volta a rematar com perigo por 2 ocasiões, respondendo Casillas sempre com autoridade. O Porto acaba por chegar ao mais que merecido 3º golo, num lance em que Tello faz uma diagonal a partir da direita, assistindo Láyun que com um toque de classe faz Ben Haim perder as lentes de contacto e dispara colocado para dentro da baliza. 3 bons golos, fruto de um jogo que não sendo deslumbrante com jogada de forma competente. O árbitro grego, com medo de ter falta de assunto no regresso a casa, inventa um pénalti ridículo para não lhe chamar pornográfico e Zahavi não perdoa colocando o marcador em 1-3. Até ao final do jogo, o nosso Coolbakar esteve perto do golo, num remate que a bola quase entrava onde a aranha passa a noite mas estava escrito que esta não era a noite do nosso camaronês preferido. Vitória justíssima por números que poderiam ter sido outros caso os nossos jogadores estivessem com a mira mais calibrada.
Tello - O MVP da partida. Dificil escolher entre o espanhol e o André porque para além da importante influência de ambos na partida, conseguiram um golo e uma assistência cada um. Tello teve o espaço para galgar que raramente tem em grande parte dos jogos e aproveitou muito bem cada solicitação que teve. Poderia ter somado mais uma assistência caso o Coolbakar não se tivesse armado em Torres.
André - Grande jogo, como é seu hábito. Um médio completo, que faz o que é preciso a defender, a atacar, no meio ou na ala. Um Moutinho com muito mais golo nos pés, um portista, uma força da natureza em campo. O jogador fetiche de Lopetegui e da massa associativa do nosso Porto, pelo que representa para o clube e pelo que faz em campo.
Layún - Não me levem a mal mas não conhecia este menino e estou agradavelmente surpreendido mas as suas constantes boas prestações em campo. A par de Marcano, um autêntico achado perdido no fundo da tabela da Premier League. Melhor a atacar do que defender, é essa a ideia que fiquei desde que o comecei a ver jogar mas não me parece que seja um handicap, principalmente porque o Porto joga no meio campo adversário em 80/90% dos jogos que faz durante a época.
Aboubakar - Last but not leas, uma menção honrosa para o meu menino. Seria fácil dar-lhe nota negativa por ter falhado na finalização mas seria desonesto depois de tudo o que o camaronês fez em campo. Sempre activo, sempre a dar uma linha de passe, sempre interventivo, sempre a ser o primeiro jogador a defender. Tal como Osvaldo contra o Varzim, não foi feliz mas melhores dias virão, não é Coolbakar?
Nada de especial e negativo a assinalar, foi um jogo competente, onde todos os jogadores estiveram a um bom nível.
Este era o famoso slogan do Totoloto, jogo criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1985 e que fez no passado mês de Março, 30 anos. Retirei-o do baú das memórias porque me parece que se pode usar para rotular em parte o que foi o nosso 4º jogo na maior prova europeia de clubes, versão 2015/2016. O Porto somou a 3ª vitória na Champions, num jogo extremamente bem conseguido a todos os níveis, óbviamente não tão fácil nem barato como o titulo desta posta, mas com elevados graus de competência. Faltam 2 jogos, temos 10 pontos, estamos em 1º no grupo, e podemos já selar a passagem aos oitavos-de-final se no mínimo, empatarmos com o Dinamo de Kiev no próximo dia 24 no Dragão. Estão portanto abertas as portas para mais uma fase de grupos jogada praticamente sem mácula.
Lopetegui fez o se vinha a falar a algumas semanas, tirou Imbula do onze inicial, ou seja, provou mais uma vez que estatutos e valores de passes não existem na hora de escolher a equipa que entra em campo para cada jogo. Sem o francês, a equipa foi a esperada e o André, como é hábito em jogos de Champions, jogou numa das alas. O jogo começou dividido e foi Ben Haim o primeiro a molhar a sopa logo no primeiro minuto, num lance aparentemente controlado por Casillas. Diga-se que o extremo israelita foi de muito longe, o melhor jogador do Maccabi nos 2 jogos contra o Porto. O Porto responde por Coolbakar, que não pede licença a ninguém e fuzila de fora da área e por Láyun que obriga Rajković a defender para a frente de Coolbakar que recarga por cima da barra. Ben Haim logo de seguida obriga Casillas a defender para canto e na sequência desse lance, cabeceia pertíssimo do poste esquerdo do espanhol. O jogo estava vivo, dividido, com remates do Porto e sempre de Ben Haim mas é o maior do mundo que acaba por marcar por Tello, num lance em que parece dominar mal a redondinha mas compensa com a sua velocidade e classe. Estava feito o mais difícil e o Porto a partir daqui jogou de forma mais cautelosa, só partindo para o ataque pela certa, evitando assim contra-ataques israelitas. O jogo estava perfeitamente controlado, o Porto tinha o poder de definir as jogadas como bem queria até que Danilo vê Tello meter o nitro, respeita a arrancada do espanhol que assiste Coolbakar fazer o mais difícil e falhar um golo cantado. O intervalo chega com a sensação que poderíamos e deveríamos ter matado o jogo na primeira parte. Uma entrada forte nos segundos 45 minutos, permitiu-nos chegar rapidamente ao 2º golo, num lance em que Danilo come metros com grande facilidade, assiste Maxi que caga uma bicha na defesa amarela e cruza com classe para André encostar de cabeça. O Casillas que devia estar aborrecido por não ter trabalho, tem uma paragem cerebral repondo mal a bola num pontapé de baliza mas compensando logo de seguida com uma boa defesa. Foi um lance que acordou o moribundo Maccabi que volta a rematar com perigo por 2 ocasiões, respondendo Casillas sempre com autoridade. O Porto acaba por chegar ao mais que merecido 3º golo, num lance em que Tello faz uma diagonal a partir da direita, assistindo Láyun que com um toque de classe faz Ben Haim perder as lentes de contacto e dispara colocado para dentro da baliza. 3 bons golos, fruto de um jogo que não sendo deslumbrante com jogada de forma competente. O árbitro grego, com medo de ter falta de assunto no regresso a casa, inventa um pénalti ridículo para não lhe chamar pornográfico e Zahavi não perdoa colocando o marcador em 1-3. Até ao final do jogo, o nosso Coolbakar esteve perto do golo, num remate que a bola quase entrava onde a aranha passa a noite mas estava escrito que esta não era a noite do nosso camaronês preferido. Vitória justíssima por números que poderiam ter sido outros caso os nossos jogadores estivessem com a mira mais calibrada.
Tello - O MVP da partida. Dificil escolher entre o espanhol e o André porque para além da importante influência de ambos na partida, conseguiram um golo e uma assistência cada um. Tello teve o espaço para galgar que raramente tem em grande parte dos jogos e aproveitou muito bem cada solicitação que teve. Poderia ter somado mais uma assistência caso o Coolbakar não se tivesse armado em Torres.
André - Grande jogo, como é seu hábito. Um médio completo, que faz o que é preciso a defender, a atacar, no meio ou na ala. Um Moutinho com muito mais golo nos pés, um portista, uma força da natureza em campo. O jogador fetiche de Lopetegui e da massa associativa do nosso Porto, pelo que representa para o clube e pelo que faz em campo.
Layún - Não me levem a mal mas não conhecia este menino e estou agradavelmente surpreendido mas as suas constantes boas prestações em campo. A par de Marcano, um autêntico achado perdido no fundo da tabela da Premier League. Melhor a atacar do que defender, é essa a ideia que fiquei desde que o comecei a ver jogar mas não me parece que seja um handicap, principalmente porque o Porto joga no meio campo adversário em 80/90% dos jogos que faz durante a época.
Aboubakar - Last but not leas, uma menção honrosa para o meu menino. Seria fácil dar-lhe nota negativa por ter falhado na finalização mas seria desonesto depois de tudo o que o camaronês fez em campo. Sempre activo, sempre a dar uma linha de passe, sempre interventivo, sempre a ser o primeiro jogador a defender. Tal como Osvaldo contra o Varzim, não foi feliz mas melhores dias virão, não é Coolbakar?
Nada de especial e negativo a assinalar, foi um jogo competente, onde todos os jogadores estiveram a um bom nível.
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
FC Porto 3 vs Bayern München 1 - 15.04.2015 - Liga dos Campeões
Panzers minados com inteligência.
Aqui no norte, terra onde nasci e cresci, diz-se que o "foda-se" é usado como virgula e o "caralho" como ponto final. O "caralho" serve também como unidade de medida para tudo e exemplifico com um "grande cumó caralho", "longe cumó caralho", "feio cumó caralho", "pesado cumó caralho", só para citar alguns. A verdade é que na passada quarta-feira o nosso amor comum, o ENORME Futebol Clube do Porto me fez sentir feliz e orgulhoso "cumó caralho". Não tenho uma bola de cristal e não sei o desfecho final desta eliminatória mas este gostinho de ter ganho 3-1 a uma das maiores equipas do mundo, senão a melhor, já ninguém nos tira. Raça, Querer e Ambição, tudo factores que fizerem com que todos os Portistas vivessem mais uma grande noite europeia.
Foi acima de tudo um jogo pleno de raça, competência e muita inteligência. O Porto assumiu o maior poderio do adversário e prescindiu de alguma posse de bola, em prol de um excelente posicionamento defensivo em campo. 2-0 aos 10 minutos? Haveria algum portista no mundo, por mais crente que fosse, que acharia este resultado possível contra o todo poderoso Bayern? Com certeza que não. O Porto divorciou-se da forma pastosa que tem sido as entradas em campo nos jogos do campeonato e fez uma entrada à Porto. Foi contra os panzers alemães, a marchar, marchar. Fez as feridas no adversário porque sabia onde este era vulnerável - todo o mérito para Lopetegui que preparou melhor o jogo do que o seu compatriota Guardiola. Alonso sentia sempre o bafo do Jackson no cachaço e Herrera e Óliver seguiam Thiago e o Lahm para todo o lado. Diz-se que os dois médios do Porto levaram a coisa demasiado à letra e foram atrás dos bávaros até ao autocarro, já depois do espanhol Velasco Carballo ter terminado o jogo. Dante, Boateng e Neuer divertiam-se trocando a bola entre eles. Fruto desta pressão alta, Jackson encosta no Alonso, fana-lhe a redondinha e perante o melhor guarda-redes do mundo, mete a bola ao lado e espera pela falta. Penállti aos 2 minutos, lindo. Velasco gastou a coragem toda ao marcar o castigo máximo, e poupa Neuer à expulsão. Quaresma pensou "com Neuer ou sem, vou enfiar a bola no saco!", beijou a menina, e tau, golo do Porto. Estádio em delírio e Bayern atordoado com a pancada. Dante pensava que estava a fazer uma peladinha no Catuense, quando tarde demais, repara que o Gipsy Mustang lhe saca a bola e isolado à frente do muro alemão, pergunta-lhe para que lado quer, e espeta o 2º golo. Estádio vem abaixo, Quaresma salta e os alemães finalmente percebem o jogo já tinha começado à 10 minutos atrás. Uma pequena confidência, vi o jogo em casa mas não vi o 2º golo porque estava a mudar a fralda cheia de Muller à minha filha. O Bayern é um colosso, cheio de jogadores que já ganharam muita coisa por isso estar a perder 2-0 contra uma equipa portuguesa aos 10 minutos, é uma filha da putice. Os meninos levaram a mal, partiram para cima do Porto, chegando ao golo num lance improvável, aproveitando o desposicionamento da equipa - Boateng vai à linha cruzar e Thiago finaliza à ponta de lança. O Porto sente o golo e até ao intervalo praticamente só defende, não conseguindo lançar um ataque que permitisse pelo menos assustar o Bayern.
A 2ª parte mostrou um Porto sóbrio, que sabia que tinha retirar alguma posse de bola ao Bayern, e criar situações de golo para pelo menos pôr os alemães em sentido. Casemiro quase marca um golo olímpico, num lance em que Neuer se arma em Fabiano e logo de seguida uma excelente jogada do ataque portista, obriga Neuer a desviar para canto um possível auto-golo de Boateng. Estava criado o perigo na baliza bávara necessário para que o Bayern percebesse que estávamos vivos e de boa saúde. Nesta altura e quase como em toda a 1ª parte os centrais portistas limpavam tudo, não jogavam bonito mas não inventavam. Numa boa saída para o ataque, Alex Sandro viu que Jackson estava mo meio dos 2 centrais alemães - coisa pouca para o colombiano - faz o passe longo, Boateng "recusa-se" a cortar e o 9 portista finta Neuer, que teve medo de fazer o 2º pénalti, fazendo o 3º e dando alguma justiça ao resultado. Até final o Bayern só teve um lance de perigo numa cabeçada de Dante, apesar do nada normal ataque à baliza portista através de algum chuveirinho. É certo que não tivemos, nem podíamos ter os habituais 60% de posse de bola, mas aproveita-mos bem as abébias defensivas dadas pelo Bayern e construímos um resultado que nos permite acreditar que é possível passar esta eliminatória. Alex Sandro e Danilo viram amarelo, que os retira da 2ª mão mas é "só" mais um contra-tempo no que se espera ser um jogo épico.
Lopetegui - O basco deu uma prova inequívoca de competência. Estudou bem o Bayern do seu amigo Guardiola, atacou-o em força onde percebeu que havia lacunas e montou uma equipa lutadora, capaz de se transcender. Mexeu bem nas alturas necessárias e prova disso é a 2ª parte "descansada" que Fabiano teve. Vénias para ti, Julen.
Jackson - O que mais dizer acerca do nosso avançado? World Class Player! Melhor em campo por tudo o que fez e fez mesmo tudo. Defendeu, defendeu, defendeu, lutou até cair, sacou um pénalti, marcou um belo golo. Esteve lesionado mais de um mês? Não acredito. Vais embora mas vais pela porta grande. Vitor Pereira e Paulo Fonseca melhoraram o colombiano, mas é com o basco que temos um Jackson completo em todos os aspectos do jogo. Vénias para ti, Julen.
Quaresma - No futebol como na vida, às vezes vale a pena confrontar outra pessoa, dizendo-lhe umas verdades, chateando-se. Pelos vistos e segundo reza a lenda, foi o que aconteceu entre o Quaresma e Lopetegui e como se percebe foi o melhor que podia ter acontecido ao menino. Está numa forma soberba, com muita confiança. É um Quaresma à Quaresma mas mais responsável e altruísta. Um jogador à Porto como nunca o foi na carreira. Vénias novamente para ti, Julen.
Casemiro - Ainda alguém tem coragem de dizer que o espanhol é fraco? Grande jogo! Um pulmão incansável, sempre na luta, sempre a disputar cada lance como se a sua vida dependesse disso. Os centrais portistas podem dormir descansados enquanto o brasileiro estiver no Porto. Quase marcava um golo que certamente seria o melhor da sua carreira.
Óliver - O menino voltou a fazer um belo jogo. Muito batalhador no meio campo, sempre em jogo com aquelas fintas curtas que tanto o caracterizam. Um dos grandes responsáveis pelo "emperraranço" do jogo alemão. Foi substituído quando Lopetegui percebeu que era preciso refrescar o meio campo, dado que o alemão Rode tinha entrado com a corda toda.
Herrera - Completamente desastrado no capitulo do passe, sublime na entrega ao jogo. É um jogo à Herrera, capaz do melhor e pior durante a mesma partida.
Alex Sandro e Danilo - Muitos fortes a defender, Muller e Gotze pouco fizeram, também muito por culpa dos extremos portistas que defenderam muito e bem. Atacaram sempre que possível num jogo de muita raça e sacrifício. Viram ambos o amarelo que o excluí da 2ª mão. Serão só mais 2 pedras no nosso caminho.
Maicon e Indi - A dupla M&M's desta vez formada por Maicon e Martins Indi que tiveram o espírito de batalha necessários para secar o ataque alemão fosse de que maneira fosse. Jogaram muitas vezes feio mas não inventaram nem complicaram. Indi, ao contrário do que tem sido habitual ganhou muitos lances de cabeça e Maicon muito provavelmente atravessa o melhor momento da carreira.
Brahimi - Depois de um jogo destes, custa-me dar nota negativa a alguém mas a verdade é que o argelino destoou dos companheiros. Aquela necessidade exacerbada de fazer sempre mais uma finta, de dar sempre mais uma voltinha antes de soltar a bola, emperrou alguns contra-ataques portistas. Por outro lado foi esse mesmo segurar da bola que desesperou os alemães. Não fez um mau jogo, mas destacou-se dos restantes 10.
Velasco Carballo - A coragem que teve em marcar pénalti de Neuer sobre Jackson, faltou-lhe para expulsar o melhor guarda-redes do mundo. 88 minutos da 1ª mão, mais 90 minutos de terça-feira com Reina, não seriam de todo a mesma coisa. A mostragem dos cartões amarelos foi também de uma dualidade de critérios gritante.
As putinhas do Bayern - Muller, Gotze, Lahm e Bernat, 4 exemplos de uma equipa repleta de meninos que passaram a vida a fazer queixinhas. Guardiola chegou o Munique e trouxe TODA a escola Barça consigo.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
Moreirense 0 vs FC Porto 2 - 07.02.2015 - Liga Portuguesa
Simplicidade, Paciência, Competência.
O Porto partia para este jogo com um histórico de confrontos claramente favorável - em 10 jogos em todas as competições nacionais o saldo era de 2 empates e 8 vitórias para os azuis - mas se pensarmos no que foi o jogo da 1ª volta - apesar da vitória por 3-0, os golos só surgiram a partir dos 70 minutos - poderíamos ficar com duvidas acerca da dificuldade do jogo em Moreira de Cónegos.
O Porto encarou esta partida com bases alicerçadas em 3 pontos - Simplicidade, Paciência e Competência - jogou de forma simples em todos e entre todos os sectores do campo, teve a paciência necessária para fazer uma boa troca de bola com constantes variações de flanco e foi competente porque ganhou uma batalha de forma tranquila sem fazer um jogo deslumbrante.
O jogo em Moreira de Cónegos só tinha um resultado possível, a vitória. Numa jornada onde Sporting e Benfica se defrontam e um deles ou os dois irão perder pontos tínhamos de ganhar fosse de que forma fosse. A equipa percebeu isso mas nunca jogou de forma precipitada, teve a paciência necessária para trocar a bola entre praticamente todos os jogadores, com mudanças de flanco que aconteciam das mais variadas formas e rematando pouco mas bem. Este último factor merece destaque porque talvez tenha sido dos jogos que menos rematamos este ano, e com 2 golos marcados revelamos uma eficácia que tem sido algo raro esta época.
Herrera - O MVP da partida. Não foi o jogo mais explosivo da época para o mexicano, mas foi um jogo claramente positivo. Depois de alguns jogos com um rendimento abaixo do esperado, ontem fez um jogo completo, solidário a defender e com a habitual disponibilidade física que lhe permitiu fazer 2 assistências, a primeira delas num brilhante passe para Jackson.
Casemiro - Um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Bem menos faltoso do que tem sido habitual, roubou imensas bolas e foi um verdadeiro Boss na sua zona de acção. Completa a sua boa exibição com um golo pleno de oportunidade depois do cruzamento do Herrera.
Jackson - Só me recordo de um remate do Cha Cha Cha e foi aquele que inaugurou o marcador.num excelente dominio de pé direito rematando imediatamente de seguida com o pé esquerdo. O Colombiano não pára de marcar e numa época que se prevê como a ultima na invicta, a sua saída será claramente pela porta grande.
Fabiano - Teve pouco trabalho pela frente mas no pouco que fez revelou aquela habitual insegurança que o caracteriza, exceptuando uma grande mancha que faz a um remate de João Pedro.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Lille 0 vs FC Porto 1 - 20.08.2014 - Play-Off Liga dos Campeões
Novamente... competentes!
Embora tenha sido apenas o 2º jogo oficial da época, esta jornada dupla com o Lille é fundamental para o que resta do ano desportivo azul e branco. Apesar do Julen ter fugido ao "pormenor" dos 10 milhões de euros que poderão ser ganhos com o acesso à fase de grupos, é inegável que esse valor é imprescindível no orçamento desta época. Pode por exemplo pagar o passe o Adrian, a transferência mais cara (até agora) deste verão. À parte da componente financeira que ao comum adepto portista pouco ou nada interessa, uma época desportiva sem Champions é obrigatóriamente encarada com uma enorme desilusão, é a maior competição de clubes, é a prova onde jogam os melhores jogadores, em suma, é a guerra que todas as equipas e adeptos gostam de lutar.
Uma vitória fora, ainda que pela margem mínima, é sempre uma boa vitória. Outro aspecto que merece destaque é que ganhamos a uma equipa chamada Lille Olympique Sporting Club, facto esse bastante positivo, porque o objectivo de todas as épocas é ganhar a esses "Sportings" e "Benficas" espalhados por esse mundo fora.
Tal como o jogo para o campeonato com o Marítimo, este foi mais um jogo competente. Nem sempre sempre bem jogado, nem sempre com jogadas brilhantes mas sim, competente. O Porto entrou muito personalizado em campo e salvo 2 ou 3 calafrios, a partida esteve praticamente sempre controlada. Gostei da forma organizada como a equipa joga, embora falte resumir tanta posse de bola, em situações claras de golo. O único golo do Porto surge com alguma naturalidade depois de uma entrada forte da equipa na 2ª parte, e logo depois do Tello ter entrado e tocado na bola pela primeira vez. O Lille teve supremacia na parte final do jogo como era de esperar, muito à custa de livres laterais e futebol directo mas o jogo caminhou rapidamente para o fim sem grandes problemas.
Hoje já tivemos um cheirinho do que poderá ser a gestão dos egos de alguns jogadores do Porto. O Brahimi no momento em que é substituído mas principalmente o Quaresma no momento da entrada revelaram uma pontinha de azia. O Julen parece-me capaz de gerir estas "birras" mas não será de todo, uma missão fácil dada a qualidade e estatuto de alguns jogadores.
Uma diferença que me salta à vista desde já em comparação com a época passada, é a forma como os 2 centrais tratam a bola, porque as saídas a jogar com bola foram reduzidas a praticamente 0, optando por jogar "feio" em quase todos os momentos em que a situação assim o exige. O meio campo pareceu-me bastante fluído, com muitas trocas posicionais, com o triângulo Casemiro-Herrera-Ruben a controlarem o jogo de uma forma bastante boa, dado o momento da época. O Brahimi não engana, é pura classe, embora não o goste de ver constantemente colado na ala. Toda a restante equipa esteve bem.
Do lado do Lille, destaco o Origi, grande jogador. Não entendo como é que o Liverpool o empresta, ainda por cima quando no plantel não abundam avançados. Ainda poderia aceitar o facto do belga ter 19 anos e pouca experiência ao mais alto nível, mas essa teoria cai por terra quando ainda na época passada o Rogers apostou com sucesso no Sterling.
Lille 0-1 FC Porto (Play-Offs) Highlights 20-08... por Vizyeo
Embora tenha sido apenas o 2º jogo oficial da época, esta jornada dupla com o Lille é fundamental para o que resta do ano desportivo azul e branco. Apesar do Julen ter fugido ao "pormenor" dos 10 milhões de euros que poderão ser ganhos com o acesso à fase de grupos, é inegável que esse valor é imprescindível no orçamento desta época. Pode por exemplo pagar o passe o Adrian, a transferência mais cara (até agora) deste verão. À parte da componente financeira que ao comum adepto portista pouco ou nada interessa, uma época desportiva sem Champions é obrigatóriamente encarada com uma enorme desilusão, é a maior competição de clubes, é a prova onde jogam os melhores jogadores, em suma, é a guerra que todas as equipas e adeptos gostam de lutar.
Uma vitória fora, ainda que pela margem mínima, é sempre uma boa vitória. Outro aspecto que merece destaque é que ganhamos a uma equipa chamada Lille Olympique Sporting Club, facto esse bastante positivo, porque o objectivo de todas as épocas é ganhar a esses "Sportings" e "Benficas" espalhados por esse mundo fora.
Tal como o jogo para o campeonato com o Marítimo, este foi mais um jogo competente. Nem sempre sempre bem jogado, nem sempre com jogadas brilhantes mas sim, competente. O Porto entrou muito personalizado em campo e salvo 2 ou 3 calafrios, a partida esteve praticamente sempre controlada. Gostei da forma organizada como a equipa joga, embora falte resumir tanta posse de bola, em situações claras de golo. O único golo do Porto surge com alguma naturalidade depois de uma entrada forte da equipa na 2ª parte, e logo depois do Tello ter entrado e tocado na bola pela primeira vez. O Lille teve supremacia na parte final do jogo como era de esperar, muito à custa de livres laterais e futebol directo mas o jogo caminhou rapidamente para o fim sem grandes problemas.
Hoje já tivemos um cheirinho do que poderá ser a gestão dos egos de alguns jogadores do Porto. O Brahimi no momento em que é substituído mas principalmente o Quaresma no momento da entrada revelaram uma pontinha de azia. O Julen parece-me capaz de gerir estas "birras" mas não será de todo, uma missão fácil dada a qualidade e estatuto de alguns jogadores.
Uma diferença que me salta à vista desde já em comparação com a época passada, é a forma como os 2 centrais tratam a bola, porque as saídas a jogar com bola foram reduzidas a praticamente 0, optando por jogar "feio" em quase todos os momentos em que a situação assim o exige. O meio campo pareceu-me bastante fluído, com muitas trocas posicionais, com o triângulo Casemiro-Herrera-Ruben a controlarem o jogo de uma forma bastante boa, dado o momento da época. O Brahimi não engana, é pura classe, embora não o goste de ver constantemente colado na ala. Toda a restante equipa esteve bem.
Do lado do Lille, destaco o Origi, grande jogador. Não entendo como é que o Liverpool o empresta, ainda por cima quando no plantel não abundam avançados. Ainda poderia aceitar o facto do belga ter 19 anos e pouca experiência ao mais alto nível, mas essa teoria cai por terra quando ainda na época passada o Rogers apostou com sucesso no Sterling.
Lille 0-1 FC Porto (Play-Offs) Highlights 20-08... por Vizyeo
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sábado, 16 de agosto de 2014
FC Porto 2 vs Maritimo 0 - 15.08.2014 - Liga Portuguesa
Depois de alguns meses a ressacar a Liga Portuguesa, as hostilidades foram iniciadas hoje com o jogo Porto - Marítimo. A par de praticamente toda a pré-época, foi um jogo competente do Porto com uma vitória natural e inequívoca. Apesar disso, nem tudo foi perfeito, a equipa ainda demonstra algumas falhas, a maior parte delas defensivas, permitindo vários remates ao adversário. Mas o que salta à vista desde já é a boa capacidade física da equipa, assim como as boas soluções para o 11 inicial e para o banco. Muito a frio, parece-me o plantel mais equilibrado dos últimos anos, com 2 ou mais boas soluções para cada lugar. Vénias ao Julen e à direcção pelo esforço na construção de um plantel que tem tudo para ser competitivo em todas as provas.
A surpresa maior do 11 inicial foi o menino Rúben. A pré-época já tinha dado indícios de que o ainda júnior poderia ser uma hipótese a ter em conta para a posição 6 e essas "duvidas" foram dissipadas hoje. O Rúben jogou bem, demonstrou uma maturidade nada condizente com os seus 17 anos, marcou o golo que permitiu desbloquear o jogo e foi substituído no decorrer da 2ª parte debaixo de um unânime e merecido aplauso já com algum défice físico. Todos os dias têm saído noticias sobre a contratação do holandês Clasie mas talvez o jogo de hoje da jovem promessa portista tenha esfriado esse mesmo desejo. Em relação aos restantes reforços, foi o Brahimi que me encheu mais as medidas. Admito alguma surpresa quando percebi que o Tello tinha sido relegado para o banco mas com o decorrer do jogo, facilmente se percebeu que a aposta no argelino tinha feito todo o sentido.
Fica uma enorme vontade de ver esta equipa já com outra rodagem e com todos os jogadores integrados no método Lopetegui. Esta época embora tenha tudo para correr bem, pode facilmente correr mal mas "acredito cegamente" que o melhor ainda está para vir..
Porto's wonder-kid scores on debut por omnisport-gr
Porto 2 - Maritimo 0 Goal Jackson Martinez por Tugasports
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