A arte de bem perder.
Numa época de certa forma negativa, o Porto bateu mais um recorde ao perder pela primeira vez na sua história contra o Feirense. Em 8 jogos a jogar no Marcolino de Castro e depois de ter conseguido 2 empates e 5 vitórias, o maior do mundo perdeu e pode-se dizer que perdeu bem, num jogo que não contava absolutamente para nada, a não ser o orgulho e brio profissional. Cosme Machado, como é hábito, não quis ficar de fora da festa e transformou um lance perfeitamente normal e usual numa grande penalidade. Porto a jogar mal, Cosme a fazer merda, tudo normal, portanto.
Peseiro fez alinhar um onze inicial com muitas mexidas, como vinha sendo hábito com Lopetegui e também Rui Barros, mas a única verdadeira novidade foi a entrada do nigeriano Chidozie para o centro da defesa para fazer companhia a Maicon. A equipa era a do "costume" na Taça da Liga mas Peseiro quis fazer algumas experiências num jogo, que bem vistas as coisas, não passava de uma jogo treino e por isso optou por um 4-4-2 losango, esquema táctico de que é fã desde os tempos de Alvalade. Rúben mais recuado, Imbula e Sérgio nos vértices laterais e Varela a no vértice mais avançado do losango preenchiam um meio campo que se tentava chegar à frente pelo meio, deixando as alas para os laterais Angél e Vitor Garcia. Suk foi o primeiro a disparar à baliza logo aos 2 minutos mas a bola sai por cima e o Feirense nada intimidado responde de igual forma. A partida foi disputada e quase sempre jogada longe das balizas, e foi preciso um lance fantástico do Cosme para desbloquear um jogo que estava dominado e controlado pelo Porto. O Feirense adiantava-se na partida e todo o Portista sabe a dificuldade que tem sido virar um jogo de há um ano e meio para cá. A 2ª parte acaba por ser uma cópia da 1ª mas é o Feirense o primeiro a criar perigo num cabeçada salva praticamente em cima da linha por Angél. André Silva primeiro e Suk depois, tem duas excelentes oportunidades para empatar mas em ambos os casos, os remates saem por cima e o Feirense acaba por aproveitar alguma apatia da defesa portista para chegar ao 2º golo já perto do final do jogo. É certo que o jogo não contava para nada e é certo que Peseiro fez mudanças estruturais na equipa mas exigia-se que os 11 que jogaram fizessem bem melhor contra uma equipa do 2º escalão, que segundo li, também jogou com as segundas linhas.
Vitor Garcia - O MVP da partida. O defesa venezuelano tem estado sempre bem nos jogos em que tem sido chamado e não fez por menos contra o Feirense. Incansável nas subidas no seu flanco, fruto das idas para dentro do Sérgio, fartou-e de correr e cruzar mas nunca encontrou destinatário para as suas encomendas. É seguramente a mais forte alternativa para Maxi.
Chidozie - O central de apenas 19 anos tem dado excelentes indicações na equipa B, e como se viu mais uma vez, parece ter maturidade suficiente para ser o 4º central da equipa principal. Esteve quase sempre certinho, não inventou e só não fez uma exibição imaculada porque tal como os restantes companheiros de defesa, ficou a "nanar" no lance do 2º golo feirense.
Angél - O lateral espanhol tem estado razoavelmente bem sempre que é chamado mas desta vez foi intragável nos cruzamentos, arma que elogio frequentemente nas minhas análises. Devo ter contado uns 10 cruzamentos que, ou foram para trás da baliza, ou saíram pela linha lateral do outro lado ou foram facilmente cortados pela defesa feirense.
Imbula - Ainda há dúvidas que o francês não quer nada com isto? Espero que saia nesta janela de transferências e se não for pedir muito, que se recupere os 20 sacos que se deu por ele.
Taça da Liga - Péssima prestação da equipa nesta competição. Apesar de muitas mexidas na equipa, apesar de algumas experiências, 3 derrotas em 3 jogos, 2 deles contra equipas do 2º escalão, é algo que não representa a forma de estar do maior do mundo no futebol português.
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domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 11 de abril de 2015
Rapidinha do dia - Cor Clubística dos Arbitros
Num artigo interessantíssimo do JN, ou então não, descobrimos hoje a cor clubística dos 23 árbitros da Primeira Liga. Não havendo grandes duvidas em relação aos nomes de Manuel Mota, João Capela e Bruno Paixão, a ENORME surpresa prende-se com o facto do JN associar o árbitro Cosme Machado ao Futebol Clube do Porto. Depois de já ter falado deste referido árbitro aqui e aqui, é caso para dizer que com amigos destes, quem precisa de inimigos?
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quarta-feira, 18 de março de 2015
Machadada no Cosme.
No passado dia 21.01.2015, a propósito do jogo Braga - Porto a contar para a Taça da Liga, escrevi uma pequena opinião do que tinha sido a arbitragem lastimável do árbitro Cosme Machado:
"O Machado era grande, mas a raça foi maior.
Um jogo que se previa tenso, disputado e equilibrado entre duas equipas, que embora fizessem muitas alterações naquelas que são as suas equipas base, tinham grandes expectativas de vitória. Mas, infelizmente o protagonista máximo da Pedreira desta vez não foi Jackson, Óliver, Quaresma, Éder, Rafa ou Pardo, foi sim o senhor Cosme Machado, que para além do seu nome sui generis, optou por uma postura "sui horribilis". Não querendo pormenorizar em demasia a actuação do árbitro, porque não é esse o meu modus operandi, é justo dizer que no jogo de ontem, a arbitragem revelou falta de zelo, falta de bom senso, falta de critério e principalmente, uma tremenda falta de categoria e qualidade."
Ontem, passados quase 2 meses após a data do referido jogo, soube-se não só que o Futebol Clube do Porto tinha apresentado uma queixa/denúncia, mas que a Comissão de Análise e Recurso deu razão ao clube acerca dessa mesma denúncia. Como argumentação, o Porto usou 4 casos do jogo onde se sentiu lesado:
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
FC Basel 1 vs FC Porto 1 - 18.02.2015 - Liga dos Campeões
Cosme Machado Strikes Again.
Sigo a Premier League regularmente à uns valentes anos e nesta última década o árbitro de referência do futebol inglês foi Howard Webb, que embora tivesse falhas como todos os outros - algumas delas graves e inexplicáveis - primava por uma postura sóbria, firme e pedagógica, muito por "culpa" do facto de ser um ex-policia. Fruto desta forma de estar no futebol, tornou-se num dos grandes nomes da arbitragem mundial, marcando presença em jogos de extrema importância como a Final do Mundial 2010 na África do Sul.
Esta pequena introdução serve para chegar ao árbitro de ontem, o inglês Mark Clattenburg. O Marquinho, forma carinhosa pela qual optei por o tratar, é um árbitro que desde 2004 - altura em que entra na Premier League e coincidentemente altura em que me apaixonei por todo o universo do futebol inglês - coleciona fracas arbitragens. Talvez tentando seguir a linha do seu "mestre" Howard, o Marquinho sempre gostou de dar nas vistas dentro das 4 linhas, com uma postura demasiado autoritária e vaidosa, tentado ser sempre ele o foco das câmaras e o protagonista (palavra que o nosso mister tanto gosta de usar) máximo de um jogo de futebol.
Não querendo pormenorizar em demasia todos os lances onde sinto que a equipa foi prejudicada, ontem tivemos o desprazer de assistir à típica "arbitragem caseira". O jogo contra o Guimarães em termos de agressividade, comparado com este, foi uma brincadeira de crianças. Os jogadores do Basileia usaram e abusaram da violência em quase todas as faltas que fizeram, havendo uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões e se quisermos ser justos, o Basileia nunca poderia ter acabado este jogo com 11. Embora o golo de Casemiro tenha sido bem invalidado, fica um penálti clarinho por marcar sobre Jackson.
Chega de arbitragem, falemos de futebol. Foi mais uma batalha igual a tantas outras nesta época, o Porto a controlar o jogo, golo da equipa adversária na única vez que vai à nossa baliza. O Porto entra muito bem no jogo, a equipa do Basileia está perfeitamente manietada e num passe que come de cebolada toda a defesa azul e branca, Derlis González (ironia do destino ex-jogador do Benfas) inaugura o marcador. Foi um soco bem na ponta do queixo da equipa, porque a partir do minuto 11, a equipa abanou mas não caiu, não permitindo ainda assim qualquer lance de perigo junto da baliza de Fabiano.
Na 2ª parte a história foi completamente diferente, o Porto agarrou no Basileia pelos colarinhos e o jogo só teve um sentido. As oportunidades de golo não foram condizentes com a posse de bola, embora toda a gente que viu o jogo em casa, e acredito que também no estádio, percebesse que o empate acabaria por chegar mais minuto menos minuto. Minuto 78, penálti limpinho a favor do Porto e qual é o meu 1º pensamento? Foda-se, o Evandro não está em campo! Danilo assumiu a marcação e redondinha na malha lateral da baliza do checo Vaclík, golo justíssimo do Porto. A partir daqui, as equipas pareceram gostar do resultado, o Basileia contente por viajar para a Invicta com um empate saboroso depois do "amasso" em casa, e o Porto feliz por empatar um jogo fora de casa com golos, numa partida em que o Cosme Machado inglês fez de tudo para que não nos fosse favorável.
Danilo - O melhor em campo. Não tremeu na hora de marcar o penálti e juntou a isso 90 minutos em alta rotação. Voltou a ser a locomotiva a que nos habituou, fazendo milhentas piscinas naquele corredor direito.
Jackson - Mais um jogo muito batalhador do colombiano. Fartou-se de levar porrada dos exterminadores Samuel e Suchy que com um árbitro menos caseiro não terminavam o jogo. Incansável a jogar e fazer jogar, jogando como tão bem sabe de costas para a baliza. Falhou o golo por pouco num remate por cima da barra.
Tello e Casemiro - Se calhar vou ser crucificado por afirmar que fizeram um bom jogo, opinião que vai contra os comentários de alguns camaradas meus e também dos comentadores que analisaram o jogo. Se é verdade que Tello voltou a tomar más decisões sempre que se impunha uma melhor clarividência, não é barbaridade nenhuma dizer que o extremo esteve muito em jogo, quase em todos os lances perigosos da equipa. Por outro lado, vi um bom jogo de Casemiro. Herrera e Óliver subiam muitas vezes ao mesmo tempo, jogando a maior parte das vezes perto da área suíça, deixando o brasileiro com muito trabalho cá atrás. É verdade que voltou a falhar alguns passes, principalmente os longos, mas a defender foi um guerreiro. Deu a porrada habitual, facto que lhe custou um amarelo aos 28 minutos, mas conseguiu fazer o resto do jogo de forma inteligente. Um senão, o passe e golo suíço surgem na sua zona de acção.
Marcano e Maicon - Uma falha da defesa, um golo. Tem sido a nossa sina esta época. Os adversários têm-nos castigado sem piedade todas as pequenas falhas. Golo à parte, voltaram a formar uma dupla sólida, coesa e muito bem entrosada.
Adeptos - Foi lindo o espectáculo dado dentro e fora de campo.
Brahimi - Voltou a enveredar por aquele estilo de futebol pastoso que o atingiu em determinada altura da época pré-CAN. Às vezes parece ser um jogador que não consegue optar pelo mais simples e básico do futebol moderno, o passe ao primeiro toque, tem sempre de fintar pelo menos o seu adversário directo antes de decidir o que fazer à bola. Não gosto deste Brahimi, por muito que consiga ser decisivo em muitos jogos.
Arbitragem -Tal como o nome do Blogue, tendenciosa QB.
Sigo a Premier League regularmente à uns valentes anos e nesta última década o árbitro de referência do futebol inglês foi Howard Webb, que embora tivesse falhas como todos os outros - algumas delas graves e inexplicáveis - primava por uma postura sóbria, firme e pedagógica, muito por "culpa" do facto de ser um ex-policia. Fruto desta forma de estar no futebol, tornou-se num dos grandes nomes da arbitragem mundial, marcando presença em jogos de extrema importância como a Final do Mundial 2010 na África do Sul.
Esta pequena introdução serve para chegar ao árbitro de ontem, o inglês Mark Clattenburg. O Marquinho, forma carinhosa pela qual optei por o tratar, é um árbitro que desde 2004 - altura em que entra na Premier League e coincidentemente altura em que me apaixonei por todo o universo do futebol inglês - coleciona fracas arbitragens. Talvez tentando seguir a linha do seu "mestre" Howard, o Marquinho sempre gostou de dar nas vistas dentro das 4 linhas, com uma postura demasiado autoritária e vaidosa, tentado ser sempre ele o foco das câmaras e o protagonista (palavra que o nosso mister tanto gosta de usar) máximo de um jogo de futebol.
Não querendo pormenorizar em demasia todos os lances onde sinto que a equipa foi prejudicada, ontem tivemos o desprazer de assistir à típica "arbitragem caseira". O jogo contra o Guimarães em termos de agressividade, comparado com este, foi uma brincadeira de crianças. Os jogadores do Basileia usaram e abusaram da violência em quase todas as faltas que fizeram, havendo uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões e se quisermos ser justos, o Basileia nunca poderia ter acabado este jogo com 11. Embora o golo de Casemiro tenha sido bem invalidado, fica um penálti clarinho por marcar sobre Jackson.
Chega de arbitragem, falemos de futebol. Foi mais uma batalha igual a tantas outras nesta época, o Porto a controlar o jogo, golo da equipa adversária na única vez que vai à nossa baliza. O Porto entra muito bem no jogo, a equipa do Basileia está perfeitamente manietada e num passe que come de cebolada toda a defesa azul e branca, Derlis González (ironia do destino ex-jogador do Benfas) inaugura o marcador. Foi um soco bem na ponta do queixo da equipa, porque a partir do minuto 11, a equipa abanou mas não caiu, não permitindo ainda assim qualquer lance de perigo junto da baliza de Fabiano.
Na 2ª parte a história foi completamente diferente, o Porto agarrou no Basileia pelos colarinhos e o jogo só teve um sentido. As oportunidades de golo não foram condizentes com a posse de bola, embora toda a gente que viu o jogo em casa, e acredito que também no estádio, percebesse que o empate acabaria por chegar mais minuto menos minuto. Minuto 78, penálti limpinho a favor do Porto e qual é o meu 1º pensamento? Foda-se, o Evandro não está em campo! Danilo assumiu a marcação e redondinha na malha lateral da baliza do checo Vaclík, golo justíssimo do Porto. A partir daqui, as equipas pareceram gostar do resultado, o Basileia contente por viajar para a Invicta com um empate saboroso depois do "amasso" em casa, e o Porto feliz por empatar um jogo fora de casa com golos, numa partida em que o Cosme Machado inglês fez de tudo para que não nos fosse favorável.
Danilo - O melhor em campo. Não tremeu na hora de marcar o penálti e juntou a isso 90 minutos em alta rotação. Voltou a ser a locomotiva a que nos habituou, fazendo milhentas piscinas naquele corredor direito.
Jackson - Mais um jogo muito batalhador do colombiano. Fartou-se de levar porrada dos exterminadores Samuel e Suchy que com um árbitro menos caseiro não terminavam o jogo. Incansável a jogar e fazer jogar, jogando como tão bem sabe de costas para a baliza. Falhou o golo por pouco num remate por cima da barra.
Tello e Casemiro - Se calhar vou ser crucificado por afirmar que fizeram um bom jogo, opinião que vai contra os comentários de alguns camaradas meus e também dos comentadores que analisaram o jogo. Se é verdade que Tello voltou a tomar más decisões sempre que se impunha uma melhor clarividência, não é barbaridade nenhuma dizer que o extremo esteve muito em jogo, quase em todos os lances perigosos da equipa. Por outro lado, vi um bom jogo de Casemiro. Herrera e Óliver subiam muitas vezes ao mesmo tempo, jogando a maior parte das vezes perto da área suíça, deixando o brasileiro com muito trabalho cá atrás. É verdade que voltou a falhar alguns passes, principalmente os longos, mas a defender foi um guerreiro. Deu a porrada habitual, facto que lhe custou um amarelo aos 28 minutos, mas conseguiu fazer o resto do jogo de forma inteligente. Um senão, o passe e golo suíço surgem na sua zona de acção.
Marcano e Maicon - Uma falha da defesa, um golo. Tem sido a nossa sina esta época. Os adversários têm-nos castigado sem piedade todas as pequenas falhas. Golo à parte, voltaram a formar uma dupla sólida, coesa e muito bem entrosada.
Adeptos - Foi lindo o espectáculo dado dentro e fora de campo.
Brahimi - Voltou a enveredar por aquele estilo de futebol pastoso que o atingiu em determinada altura da época pré-CAN. Às vezes parece ser um jogador que não consegue optar pelo mais simples e básico do futebol moderno, o passe ao primeiro toque, tem sempre de fintar pelo menos o seu adversário directo antes de decidir o que fazer à bola. Não gosto deste Brahimi, por muito que consiga ser decisivo em muitos jogos.
Arbitragem -Tal como o nome do Blogue, tendenciosa QB.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Braga 1 vs FC Porto 1 - 21.01.2015 - Taça da Liga
O Machado era grande, mas a raça foi maior.
Um jogo que se previa tenso, disputado e equilibrado entre duas equipas, que embora fizessem muitas alterações naquelas que são as suas equipas base, tinham grandes expectativas de vitória. Mas, infelizmente o protagonista máximo da Pedreira desta vez não foi Jackson, Óliver, Quaresma, Éder, Rafa ou Pardo, foi sim o senhor Cosme Machado, que para além do seu nome sui generis, optou por uma postura "sui horribilis". Não querendo pormenorizar em demasia a actuação do árbitro, porque não é esse o meu modus operandi, é justo dizer que no jogo de ontem, a arbitragem revelou falta de zelo, falta de bom senso, falta de critério e principalmente, uma tremenda falta de categoria e qualidade. Foi um filme digno do David Lynch.
Tal como tinha escrito, era um jogo que se previa equilibrado, tal como historicamente têm sido todos os jogos entre Braga e Porto, mas que se tornou desequilibrado fruto das 2 expulsões ainda na 1ª parte. O Braga entrou muito bem no jogo, era a equipa que jogava em casa e devido à sua situação no grupo, era também a equipa a quem a vitória interessava mais. A equipa do Minho foi pressionante desde o 1º minuto e não deixou o Porto construir o seu habitual estilo de jogo. Tal como o jogo contra o União da Madeira, o Porto repetiu o meio-campo e mais uma vez os 3 médios acabaram por ocupar os mesmos terrenos e não permitiram à equipa fazer a transição defesa-ataque de uma forma mais fluída. O Braga aproveitou-se disso mesmo e foi sempre melhor durante a 1ª parte, tendo o Porto marcado na única situação onde se aproximou da baliza do Kritciuk. As expulsões aos 34 minutos (Reyes) e 43 minutos (Evandro) mataram o equilibrio do jogo mas não o Porto, que revelou uma raça e espírito de sacrifício a roçar o heróico. O intervalo unicamente serviu para Lopetegui preparar a equipa da melhor forma para enfrentar 50 minutos com 9 jogadores e a verdade é que a equipa demonstrou em campo uma atitude e união como não se via há muito tempo. Com uma posse de bola de 37%, de longe a mais baixa desta época, e um sistema que era uma espécie de 4-2-2 ou 4-4, o jogo acabou justamente empatado, não pelo equilibrio nas oportunidades de golo, mas pela forma épica como os 9 guerreiros da Invicta protegeram a baliza do Hélton.
Existe um clichê que diz "perdemos o jogo mas ganhamos uma equipa". Neste caso não perdemos, empatamos, mas a forma como a equipa fez a 2ª parte plena de raça, querer, espírito de sacrifício e união deixa-me a mim, adepto portista, cheio de orgulho. Apesar de ser um jogo para a Taça da Liga, competição que desprezamos desde a sua criação, tivemos um cheirinho do que é a mística portista, o jogador "à Porto", o colectivo acima de toda e qualquer individualidade. O clube, a equipa e os adeptos saíram ontem da Pedreira com a sensação do dever plenamente cumprido e com a ideia que neste Porto de Lopetegui todos contam, todos são importantes, todos terão a sua oportunidade. Ver o Rúben jogar a 2ª parte a coxear, o Campaña com câimbras, o Tello sempre a fazer piscinas, o Indi a festejar um corte para canto como se de um golo se tratasse e o Hélton a chorar no final do jogo, é para mim não só um motivo de grande satisfação, mas principalmente de grande orgulho. O que vimos ontem, É SER PORTO.
Claques - Tantas e tantas vezes relegamos a claque para um plano secundário e envergonhamos-nos por atitudes que em nada dignificam a grandiosidade do maior clube português. As palavras desta vez só podem ser elogiosas, porque o que se viu e ouviu ontem em Braga merece todo e qualquer destaque. Sempre a cantar, sempre a apoiar, isto sim são os adeptos portistas. Nos primeiros 15 minutos só se ouvia a claque do Porto. Lindo.
Lopetegui - Justiça lhe seja feita, se existe este espírito no grupo, grande parte da "culpa" é do seu treinador. Teve grande mérito na forma como montou a estratégia para a 2ª parte, e excelente substituição ao mandar o guerreiro Herrera para dentro do ringue.
Organização da Equipa - É óbvio que o Porto sofreu na 2ª parte, não se esperava outra coisa, mas não foi um sufoco, não vi o Braga a encostar o Porto às cordas e a criar situações claras de golo em catadupa. A equipa teve uma enorme organização, defendia com 8 homens à volta da sua grande área e lançava os 2 ciclistas Tello e Herrera para a frente sempre que possível, conseguindo duas excelentes oportunidades de golo por Tello e Campaña.
Hélton - O Capitão voltou e fê-lo em grande. Um punhado de boas defesas, aliadas à habitual segurança e tranquilidade em campo fazem do brasileiro o melhor em campo. Destaco também a forma subtil que perdia tempo em cada lance que tinha a bola, sempre com aquele sorriso manhoso de quem leva muitos anos disto. Viu o amarelo aos 90 minutos, depois de passar toda a 2ª parte a "enconar". Um regresso em grande e um final de jogo em que se emocionou muito por culpa dos 9 meses de paragem. É o Capitão, é um líder e é sem espinhas, o dono da baliza portista.
Rúben Neves - O mais esclarecido dos portistas. Fez metade do jogo claramente inferiorizado, mas nunca perdeu o sentido de jogo, a capacidade de passe e o posicionamento defensivo. Um grande jogo do "experiente" menino de 17 anos.
Evandro - Nota de destaque para a forma quase obscena com o brasileiro marca os penáltis. Uma eficácia tremenda num ponto muito sensível da equipa. Se copiarem a regra do Andebol onde um jogador pode entrar unicamente para marcar ou defender penáltis, eu assino por baixo.
Herrera - Excelente entrada em jogo. Tinha a missão de fechar o lado esquerdo portista e ser o responsável por lançar o Tello às feras e fê-lo religiosamente.
Ángel - A cada jogo que passa fico mais fã deste moço. Jogo muito competente. A possível venda do Alex Sandro deixou de me tirar o sono.
Tello - Mais do mesmo. É um jogador com uma velocidade e técnica invejáveis mas a forma como define 99% dos lances fazem dele quase sempre um problema e não uma solução. Podia ter dado a vitória e ter elevado o heroísmo da equipa para outro nível, num lance em que se vê isolado e remata fraco.
Lesões - Aderlan e Ádrian saíram nos primeiros 10 minutos e foi mais um factor para desvirtuar o jogo. No caso de Ádrian, aconselho uma ida à bruxa porque tudo parece acontecer ao espanhol.
Cosme Machado - O "Howard Webb" português é fraco, não há duvidas, mas ontem foi exacerbadamente mau. Julgou mal uma série de lances, teve dualidade de critérios, ou seja, esteve ao seu nível. A importância do jogo não era muita, mas o estatuto das equipas merecia uma arbitragem bem mais competente. Temo que tenha sido um aquecimento para o jogo na Madeira, desta vez com o nosso "amado" João Capela.
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