Como portista, tive a felicidade de viver grande momentos, todos eles especiais por motivos diferentes. Tinha 10 anos quando o "pequeno" Porto derrubou o colosso europeu Bayern, e com essa idade é impossivel perceber a grandiosidade desse feito. A partir de 1987, as alegrias aconteceram uma após outra, ora por obra do Jardel em San Siro, ou pelos 5 secos contra o Werder Bremen, os outros 5 secos na Luz e em casa contra o Benfas, o jogo épico contra o Larsson em Sevilha, o limpar o cú a meninos contra o Mónaco, o Falcao a voar mais alto em Dublin, e mais recentemente, o famoso golo do K92vin.
Destaco estes, embora tenha havido muitos mais, momentos esses que tenciono destacar mais tarde num outro post, mas nenhum, repito, nenhum me fez vibrar tanto como o golo do Costinha contra o meu 2º amor. Quando o Benny começou a ajeitar a redondinha para marcar o livre, senti que aquele era o momento, tive uma visão, seria golo do Porto. Chamei a minha esposa, que estava na cozinha a fazer o jantar, descrente da nossa passagem aos Quartos de Final, e disse-lhe: "Marta, anda cá, vai ser golo do Porto!". O resto da história toda a gente conhece, o Benny chutou colocado, o nosso amigo Howard defendeu para a frente, e o Costinha, à Matador encosta lá para dentro. A equipa festeja efusivamente junto à bandeirola de canto e o Zé Mário sai disparado do banco e faz 50 metros aos saltos para se juntar aos nosso guerreiros. Estava feito o empate a uma bola, e o resultado que nos dava a passagem à próxima fase, depois do 2-1 da 1ª volta. A ver futebol, só me senti mal 2 vezes, a última foi com o golo do K92lvin e a primeira foi com o momento mágico em Old Trafford. Faz hoje 11 anos.
