Pragmático QB

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Boavista 0 vs FC Porto 5 - 10.01.2016 - Liga Portuguesa

A Manita de Lopetegui.

O Dérbi cabeça de cartaz da Invicta teve mais um feliz episódio no passado Domingo. Se é certo que é um dos jogos que despoleta maior frisson na região norte, também é inegável que este Boavista versão Erwin está transformada numa das equipas mais fracas da primeira liga, muito longe do Boavista dos anos 90. O histórico no Bessa não deixa duvidas, é e sempre será uma viagem complicada para o maior do mundo, prova disso mesmo são as 28 vitórias do Porto em 53 jogos do Porto. Os 0-5 não deixam margem para segunda opinião, foi um jogo de sentido único.

O pequeno grande Rui Barros com 2/3 dias de treino não inventou e optou pelo mesmo onze que tinha feito um jogo paupérrimo com o Rio Ave. O jogo não teve muitas oportunidades de golo na primeira parte e as que teve foram todas na baliza do redes boavisteiro. O Porto nunca deixou de ter o controle do jogo, controlou ritmo e espaço e chegou ao golo de forma naturalíssima por Herrera, no primeiro lance de real perigo, um grande passe de André desmarca o mexicano que domina de peito e com um toque subtil desvia de Gideão. Foram precisos mais 25 minutos para ver nova oportunidade de golo, desta vez Brahimi não conseguiu enganar Gideão depois de ter sido solicitado pelo Coolbakar. Em cima do intervalo, Coolbakar cabeceia por cima depois de canto de Layún e está resumido aquilo que foi a primeira parte no Bessa. Herrera foi claramente o melhor do jogo nesta primeira parte e Brahimi o portista que esteve uns furos abaixo. A 2ª parte foi mais do mesmo, Porto em cima do Boavista, os remendados a tombar que nem tordos, e o Porto a marcar sem grande esforço. Coolbakar poderia ter marcado depois de um passe de excelência de André mas permite defesa de Gideão que ia adiando a catástrofe. Farto de esperar, Corona recebe a bola de Maxi, vai para cima da defesa, abusa sobre 2 defesas com uma troca de pés e marca de pé esquerdo um golo de antologia. Passaram 10 minutos e o Brahimi decide por uma vez na vida jogar simples, desmarca Layún que cruza de trivela para o Coolbakar também de primeira, fuzilar a baliza. O Porto demonstrava uma eficácia tremenda e que tanta falta fez em muitos jogos esta época. A 10 minutos do fim, Danilo sem grande trabalho na sua zona de acção, decide galgar pela direita e cruzar impecavelmente para a tola do Happybakar. O Porto abrandava mas nunca deixou de tentar ampliar a vantagem e já nos descontos Danilo marca com muita classe, depois de canto de Layún.


Herrera - O MVP da partida. Talvez o melhor jogo do médio mexicano este ano. Um golo repleto de classe e um jogo imenso, a defender e a atacar. Herrera foi omnipresente e por isso, o patinho feio da massa assobiativa portista foi por um dia cisne.
Corona - Quando se marca ou golo de antologia, tudo o resto passa para segundo plano. Corona atravessa um grande momento de forma e isso reflecte-se em tudo o que faz. A ala direita com Maxi e Herrera foi destrutiva.
Aboubakar - Uma perdida na cara do golo indiciava mais uma noite perdulária mas o Coolbakar redimiu-se e marcou 2 golos plenos de oportunidade. Sorriu, agradeceu aos adeptos, espantou os espíritos malignos que o assombram e festejou com André no banco. Grande jogo.
Danilo - A posição 6 é definitivamente dele e ainda bem porque o Porto tem muita tradição naquela posição. Fartou-se de lutar, recuperou bolas, encheu o campo e como se não bastasse ainda teve tempo para fazer uma assistência e um belo golo.
Layún - O Miguel é isto mesmo, em 80% dos jogos do campeonato não terá grande trabalho a defender e será sempre fundamental a atacar. Somou mais 2 assistências e consolidou a sua 1ª posição neste capitulo na Liga Portuguesa.
Marcar cedo - Mais uma vez o facto de marcarmos cedo foi fundamental para impor o nosso ritmo.
Pós-Lopetegui - Rui Barros em 2/3 dias não teve tempo de mudar grande coisa a nível táctico mas acredito que tenha feito um bom trabalho a nível mental. A equipa soltou-se de certa forma das amarras e praticou um futebol mais directo e simples e menos lateralizado. A eficácia foi também fundamental, ao contrário do que tem sido apanágio esta época. Gostei também da forma como a equipa festejou os 5 golos, sempre todos juntos e com o banco. As coisas não têm saído bem no campo mas pelo menos nota-se uma clara união.


Brahimi - O pior do Porto. Mais um jogo em que se perdeu demasiado em rodriguinhos e esqueceu-se do fundamental, jogar e fazer jogar.







terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Boavista 0 vs FC Porto 2 - 23.02.2015 - Liga Portuguesa

Dérbi de nervos ganho com nervo.

Para o jogo do Bessa as alterações na equipa eram obrigatórias, Casemiro, Alex Sandro e Danilo tinham visto amarelo no jogo anterior, deixando-os de fora por castigo e Óliver Torres voltou-se a lesionar no ombro no jogo de Basileia. Os castigados tinham suplentes mais ou menos óbvios, Rúben, José Angel e Ricardo entraram na equipa e a dúvida surgia na utilização de Quintero, Evandro ou mesmo Brahimi, já que Campanã nem sequer tinha sido convocado. Lopetegui lançou Quintero e surpreendeu com a titularidade de Hernâni, remetendo Tello e Brahimi pata o banco. O Porto explanava-se em campo no habitual 4-3-3, embora o triângulo de meio campo fosse invertido a maior parte do tempo, jogando Herrera ao lado de Rúben e Quintero a 10. Lopetegui já deu a entender que não há "vacas sagradas na equipa", hoje foi mais um exemplo disso.

Jogos pós-Champions são sempre preocupantes e este não foi excepção. Se dividíssemos o rectângulo de jogo em 3 partes iguais, poderíamos dizer que o Porto jogou a maior parte do tempo no último terço do Boavista. Os 75% de posse de bola no final do jogo revelam bem a forma como as duas equipas encararam este jogo. O Porto dominou todo o jogo, embora não fosse destrutivo junto da baliza de Mika. Dos 14 remates que fizemos, talvez tenha havido 3 perigosos, os 2 golos e um outro remate de Jackson, ainda na 1ª parte. Do lado dos axadrezados apenas Brito e depois Uchedo, conseguiram fazer uma espécie de mossa na defesa portista, já que o Boavista tal como tinha feito no jogo do Dragão, revelou uma clara alergia à baliza adversária. Jogos como este deveriam ter golos aos 10 minutos e não aos 80, evitavam muitos nervos no Portista. A vitória é totalmente justa, num jogo em que o resultado foi bem melhor que a exibição. 3 pontos ganhos em mais uma final, segue-se o Sporting no Dragão em mais um jogo que as duas únicas hipóteses é ganhar por poucos ou ganhar por muitos.

Momento surreal da noite, árbitros entram em campo com camisolas onde se podia ler "Respeito". Respeitar árbitros que, semana após semana, de um forma mais ou menos tendenciosa, com decisões mais ou menos escandalosas, nos faltam ao respeito a nós, adeptos portistas? É para rir, certo? Fazendo a analogia para o mundo do crime - pensando bem, pode nem ser analogia, porque como se tem visto esta época de forma explicita e vergonhosa, as arbitragens a favor do outro clube têm sido autênticos crimes - seria como um ladrão pedir para que não o roubassem. Ridículos. Por outro lado e para que não hajam dúvidas, sou completamente e peremptoriamente contra todo o tipo de violência física e verbal que se façam contra os árbitros dentro e fora do terreno de jogo.



Jackson - O MVP da partida. O nosso abono de família fez mais um jogo esforçado, embora se tenha notado um decréscimo físico. Foi mais uma luta de wrestling com os centrais axadrezados, vindo buscar muito jogo atrás. Marcou o golo da praxe, depois de ter falhado um golo cantado na 1ª parte. Soma 17 golos na Liga Portuguesa e 26 em todas as competições.
Herrera - Sou fã do mexicano, por muita cagada que ele faça. Hoje perdeu tantas bolas como as que recuperou, mas foi um dos mais activos da equipa. Passa os 90 minutos a "virar frangos" e é daqueles jogadores que se o treinador lhe disser para ir a correr contra o poste porque isso é melhor para a equipa, ele vai sem hesitar.
Tello - Mais 2 assistências de um jogador que decide mal em 90% das vezes. É quem mais assiste na equipa, facto que dá que pensar o que seria de Tello se fosse mais decisivo no último passe. Entrou aos 55 minutos mas deve ter levados uns bons 20 a perceber que estava em campo, assim que o fez, foi para cima do defesa, fez a finta do costume e.. golo do Jackson. Assistiu depois Brahimi para 2º da equipa.
Rúben - O relógio suíço da equipa. O primeiro a quem os centrais depositavam a confiança de lançar os ataques. Jogou ao lado de Herrera, embora com missões mais defensivas que o mexicano.
Marcano - Quem diria que o central espanhol passaria de 3ª opção, a patrão da defesa em menos de um mês. Belo jogo de um jogador que não está com meias medidas, "abate tudo o que mexe". Limpou tudo o que lhe apareceu pela frente.
Atitude da equipa - O jogo não foi brilhante, longe disso, mas a equipa nunca desesperou, nunca entrou em pânico, nem no facilitismo do chuveirinho e foi recompensada por isso.



Hernâni - Foi a surpresa da noite mas não se pode dizer que tenha brilhado. Foi alvo de algumas entradas duras, facto que lhe pode ter tirado alguma "pica". Foi titular pela 1ª vez e talvez tenha acusado a responsabilidade.
Boavista - É uma equipa fraca, não há dúvidas, das piores do campeonato por todas as razões que conhecemos, também não dúvidas, mas jogar em sua casa e fazer 5 remates mas apenas 1 com dificuldade para Fabiano, e levar com 75% de posse de bola do adversário, é demasiado pouco para uma equipa que ainda não assegurou a manutenção. Além disso, usou o anti-jogo durante 80 minutos. Com isto tudo, o treinador adjunto no flash-interview, afirmou que o resultado era injusto. Está certo.
Não marcar cedo - O Porto já sabe como são estes jogos, não pode entrar em campo com o pensamento que o golo vai acontecer com mais ou menos esforço, tem de entrar como se estivesse a perder. Com equipas que vão passar o jogo à volta da sua grande área, temos de resolver o jogo cedo, e depois relaxar e gerir a partida à nossa velocidade.







quarta-feira, 24 de setembro de 2014

FC Porto 0 vs Boavista 0 - 21.09.2014 - Liga Portuguesa



O Regresso do Dérbi Portuense.

6 anos depois, o maior dérbi da cidade invicta voltou. Como fã de futebol e principalmente como portista, é um jogo muito especial, quiçá o mais especial, exceptuando os confrontos com os rivais da capital. Recordo com saudade as autênticas batalhas no antigo Bessa, com o relvado completamente alagado, com os jogadores de ambas as equipas a jogarem "de pau na mão", com a velha adepta da equipa axadrezada e o seu riquíssimo vernáculo, com jogadores como o Marlon e o Artur a provocarem constantes calafrios na defesa azul e branca. Esta é a ideia que tenho dos jogos com o Boavista.



Infelizmente o jogo do passado domingo teve muito pouco de semelhante com o passado, primeiro porque este Boavista é medonho. Uma equipa que subiu à 1ª Liga este ano mas que continua com um plantel digno de 3ª Divisão, ou seja, fraco a roçar o mau. Depois porque todos os ingredientes que fazem parte deste derby histórico faltaram. O Boavista chegou ao Dragão com a ideia de não ser goleado e manteve essa postura até final da partida, mesmo depois de estar em vantagem numérica durante mais de 1 hora. Prova disso são as estatísticas da partida, 82% de posse de bola para o Porto, 20-2 em remates.

Depois da goleada ao Bate Borisov, e de um jogo extremamente bem conseguido, Lopetegui decidiu proceder a uma mini-revolução, revolução essa um pouco exagerada e injustificada, a meu ver. Embora o empate não tenha acontecido devido às várias mudanças na equipa, a verdade é se torna complicado criar rotinas e conhecimentos de jogo, quando a equipa está em constante mutação. Dou o benefício da duvida ao treinador porque as contas e os resultados fazem-se no fim.

Sobre o jogo, pouco a dizer, o Porto foi a única equipa que quis ganhar com 11 e continuou a sê-lo com 10. Foi sempre superior, raramente deixou o Boavista ensaiar um ataque digno desse nome, embora os únicos 2 remates à baliza portista tenham sido muito perigosos. Sobre o lance polémico da partida tenho uma forma muito simples de ver as coisas, a entrada do Maicon é perfeitamente escusada mas nunca na vida seria um lance para vermelho directo. Dou como exemplo 2 jogadores das equipas rivais que com este critério seriam expulsos pelo menos 7 vezes em 10 jogos, Maxi pelo Benfica e Rojo, o ex-Sporting. Não acho que o Porto empatou por causa da expulsão, mas menos 1 jogador durante 65 minutos, uma excessiva rotação na equipa, um Boavista que levou um autocarro de 2 andares para o Dragão e um Porto menos inspirado do que no jogo europeu, tudo somado explicam muito do que foi a perda de pontos na noite chuvosa da Invicta. Apesar de todas as condicionantes, a equipa nunca perdeu a cabeça, não caiu na tentação de usar o chuveirinho e tentou sempre o golo através da sua famosa, mas por vezes exagerada, posse de bola.











Falando em termos individuais, gostei muito da estreia do central Marcano, que embora não fosse testado nos limites, resolveu sempre bem todos os lances em que esteve envolvido, dando a ideia que ganhou nitidamente a corrida ao Reyes. Será normalmente o central titular ao lado de Indi em Alvalade e espero que a soma de 2 centrais canhotos não seja um handicap. Danilo e Herrera foram incansáveis e o Jackson um autêntico gladiador, o colombiano jogou, lutou, defendeu e merecia que desta vez alguém tivesse decidido por ele. Gostei também do Brahimi, embora ache que exagerou nas jogadas individuais, principalmente quando a condição física estava claramente em decréscimo.