Pragmático QB

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terça-feira, 8 de março de 2016

Braga 3 vs FC Porto 1 - 06.03.2016 - Liga Portuguesa

Quando a Pedreira nos cai em cima.

O jogo de ontem foi o 60º entre as duas equipas em partidas disputadas entre o 1º de Maio e a Pedreira e o Porto depois da derrota de ontem, soma a 13ª derrota, a que junta 13 empates e 34 vitórias. A viagem a Braga é tradicionalmente complicada embora tivéssemos conseguido 5 vitórias nas 5 últimas deslocações, tendo averbado a penúltima derrota em 2009, num jogo em que perdemos por 1-0, curiosamente com um golo de Alan e numa época em que ficamos em 3º lugar, a 3 pontos do 2º classificado Braga. Para se ter um pouco mais de noção da dimensão da vitória do Braga, será oportuno dizer que o Porto já não perdia em Braga por mais que um golo, desde o dia 10 de Setembro de 1978, ou seja, à quase 38 anos.


Peseiro desta vez optou pela versão Champions do Porto, retirou um extremo e colocou André naquela missão híbrida entre miolo e colado à linha. Honestamente, e embora Corona no seu actual momento e Marega não sejam as melhores opções do mundo, André a fazer de falso extremo não é uma solução que me agrade, principalmente quando o adversário é inferior, e quer se queira quer não, este Braga é inferior ao maior do mundo. Onze inicial à parte, o Porto tem uma grande entrada no jogo, encostando o Braga à sua baliza, e fazendo 25/30 minutos de grande nível, altura em Xistra "entra em campo" e equilibra um jogo até aqui desequilibrado. O jogo fica partido, muito mais emocionante, com ataques rápidos de ambas as equipas. A 2ª parte foi mais equilibrada, com algum ascendente do Braga em muitos momentos por isso não foi surpresa ver Hassan a marcar o primeiro golo, mas foi inesperada a forma como o fez, já que aquele falhanço do Marcano não lembra ao diabo. O Porto demorou a reagir mas conseguiu fazê-lo, muito por culpa de Brahimi que quis sempre pegar no jogo e na bola, cruzando para Herrera que podia e deveria ter feito melhor, num lance em que felizmente Maxi nunca perdeu a noção do tempo e do espaço. Empate alcançado mas que durou apenas 3 minutos, o Porto não consegue matar o jogo a meio campo e uma cavalgada do Djavan permite a Rafa encostar para o 2º golo. O Porto nesta altura perde completamente o controlo do jogo e de si mesmo, Indi é expulso numa falta escusada, Casillas sai da baliza de forma completamente extemporânea, Alan marca com classe e põe um ponto final num jogo que a partir da primeira meia hora, deu a ideia de nos estar a fugir.

Num jogo em que o Porto tinha de trabalhar e correr muito para contrariar o 4-4-2 muito bem oleado de Paulo "Karma" Fonseca, não fomos capazes de o fazer e caímos com estrondo na Pedreira. Escacar pedra deveria ter sido o lema para bater a abater este Braga moldado à imagem de um treinador que assumiu recentemente ter passado a pior fase da carreira no Dragão. Xistra ajudou, Marcano ajudou, Casillas ajudou, muitos factores contribuíram para uma exibição que acabou bem pior do que começou. O Adeus ao campeonato pode não ter começado em Braga mas fica claro que depois da 11ª derrota da época, pouco mais há a fazer do que esperar sentado por um milagre que muito provavelmente nunca irá chegar.

O dérbi da 2ª circular não sendo decisivo, decidiu muita coisa. Decidiu por exemplo que o Sporting (ainda) não tem o chamado estofo de campeão, decidiu dar razão a Jesus quando diz que "isto não é como começa mas sim como acaba", sendo o Benfica o maior exemplo disso, decidiu também que podes ter os melhores jogadores do mundo mas quando te falta o jogador sorte, ou o mijo, ou o caga, esquece lá os esquemas tácticos e os melhores treinadores do mundo. Jesus tem uma flash-interview do mais ridículo que vi nos últimos meses, ridicularizando um adversário que lhe tinha acabado de ganhar em sua própria casa. Honestamente, o mais difícil para o Benfica está feito, porque alcançado o 1º lugar, a puta da onda vermelha levará à frente qualquer tipo de dúvidas de quem será o campeão.


Maxi - O MVP da partida. O talento é muito mas a raça é inexcedível. Maxi foi um dos que mais empurrou a equipa para a frente, ao ponto de ter aparecido mais que uma vez em zonas de finalização para marcar o único golo da equipa.
Herrera - Grande jogo do box-to-box mexicano. Grande inicio de jogo, embora se fosse afundando juntamente com a equipa, ainda assim foi das poucas coisas positivas que aconteceram ontem em Braga.
Danilo - Danilo a jogar assim, não aguentará muito mais tempo, Dá tudo o que tem em cada jogo, e tem sido o jogador mais regular da equipa esta época.
Brahimi - O mágico argelino deu-se sempre ao jogo e nunca deixou de procurar a bola. Fica sempre a ideia que embeleza demasiado as jogadas mas apesar disso, foi o único a conseguir desequilibrar individualmente. Faz o cruzamento para o golo numa nada habitual trivela.
Inicio de jogo - Um grande inicio de jogo que não dava a entender o final de jogo sofrível pelo que passamos. Não marcamos no nosso melhor período e depois pusemos a jeito para a hecatombe que foi a 2º parte.


Marcano - Um central que fez uma grande época de estreia mas que vem cometendo erros grosseiros a uma velocidade desesperante nesta 2ª época. Ontem em Braga meteu mais uma vez nojo, num lance em que não era difícil ter feito melhor. Mais uma mancha numa época manchada.
Casillas - Só ele sabe o que lhe terá passado por aquele cérebro pequenino, no lance do 3º golo. Tal como Marcano, foi mais uma mancha numa época manchada com muitos erros e poucas virtudes.
Peseiro - O nosso Mister não terá tido o melhor jogo a mexer na equipa. Aboubakar por Suk, num jogo em que o coreano estava a ser dos melhores foi uma decisão muito questionável. Deixar jogar André tanto tempo claramente condicionado pelo amarelo precoce, também não me pareceu muito acertado. Peseiro foi reactivo quando se esperaria que fosse activo.
Xistra - O Xistrema voltou. Não tendo erros grosseiros durante todo o jogo, conseguiu arbitrar sempre de forma manhosa, habilidosa e extremamente condicionadora para o Porto. Uma diferença de critério gritante na mostragem de amarelos foi o inicio de uma arbitragem que seguiu sempre o mesmo caminho. Quando vemos Jesus a usar a abusar da respectiva área do seu banco, expulsar Peseiro daquela forma foi só mais uma acha para a fogueira.




inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].
inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].

terça-feira, 27 de outubro de 2015

FC Porto 0 vs Braga 0 - 25.10.2015 - Liga Portuguesa

A parede minhota.

Apesar de o Braga ser o 4º grande há mais de uma boa dezena de anos, no reino do Dragão costuma ser um adversário dócil. Os guerreiros do Minho nas viagens à Invicta perdem habitualmente o poder de fogo e prova disso é o histórico de confrontos entre as 2 equipas senão vejamos, em 60 Jogos nas Antas/Dragão, o Porto tem 49 Vitórias, 8 Empates e apenas 3 Derrotas, o que dá uma taxa de sucesso de 82%. Estes são números que nos fazem perceber a estranheza deste empate em casa, mesmo percebendo que o Braga já nos habituou a resultados surpreendentes em Portugal e além fronteiras.

O dérbi da 2ª circular tinha sido jogado pouco tempo antes do Porto - Braga e depois do Sporting ter amassado o Benfas com 3 batatas, não sendo obrigatório, era importante vencer os bracarenses e não deixar os verdes isolados na frente do campeonato. Infelizmente o jogo deu empate e mais uma vez ficou provado a incapacidade que o Porto tem em vencer jogos aproveitando as escorregadelas dos mais directos adversários. A propósito do dérbi, dizer que desde o tempo dos 5-0 do Porto ao Benfas, que não se via um clássico tão desequilibrado, foi uma vitória justa e sem espinhas.

Falemos então do nosso jogo e de todas as incidências que levaram o Porto a não conseguir marcar um único golo às tropas comandadas pelo "nosso" querido Paulo Fonseca. O 4-4-2 do ex-treinador do Porto assentava em 2 ideias claras, umas delas era dar a iniciativa de jogo ao Porto, deixando fazer aquela habitual troca de bola entre o sector mais recuado dos azuis e brancos, apenas pressionando a partir do seu meio campo defensivo e a outra era sair em rápidos contra-ataques quase sempre conduzidos por Rafa. O objectivo foi em parte conseguido, porque a apesar do Porto não ter conseguido assim tantas ocasiões de golo como seria desejado, também não permitiu ao Braga um único momento de perigo junto à baliza de Casillas que acaba o jogo sem ter feito uma única defesa digna desse nome.

Com o decorrer do jogo tinha preparado o seguinte titulo para esta posta de pescada, "A vitória sabe tão bem num jogo como este", porque apesar de rapidamente se perceber que estava a ser uma noite completamente desinspirada da equipa do Porto, sempre acreditei que mais cedo ou mais tarde o golo iria surgir. Mas comecemos pelo inicio, o jogo começa lento e é o Braga a primeira equipa a rematar à baliza embora o real perigo surgisse por Coolbakar, que remata ligeiramente por cima depois de um toque de classe. O Porto deixou o jogo moribundo durante os primeiros 25 minutos e o Braga estava perfeitamente confortável com esta situação, embora conseguíssemos chegar à baliza de Kritciuk em 4/5 ocasiões com mais ou menos perigo, a mais flagrante das quais, quando Tello acerta na zona do baixo ventre do redes bracarense depois de um grande passe de Brahimi. O jogo chega rapidamente ao intervalo com mais um desperdício de Brahimi, que não aproveita da melhor forma a recuperação de bola de Tello. A receita do Braga manteve-se no inicio da 2ª parte, não pressionava alto, deixando o Porto fazer 347 passes antes de passar o meio campo. O Coolbakar tenta por 2 vezes, uma ao lado e outra à figura mas a bola teimava em não entrar e o Braga finalmente consegue um contra-ataque perigoso aos 70 minutos. Eu em casa desesperava, Lopetegui desesperava mas os jogadores mantinham a calma e nunca recorreram ao chuveirinho. O tempo passava rapidamente e o Kritciuk parecia que tinha íman porque todos os remates saiam à figura. Danilo, Tello e Bueno foram os ultimos a tentar mas estava escrito que o nulo não se iria alterar. O Porto não fez um jogo brilhante mas fez mais do que o suficiente para ganhar um jogo que o Braga nunca quis perder.


Láyun - O MVP da partida. Muito provavelmente a melhor cerveja do mundo, ops.. estava a pensar noutra coisa. Muito provavelmente o melhor jogo do mexicano ao serviço do Porto. Falou-se muito da ausência do Maxi mas sempre relacionada com a entrada para o onze de Cissokho e nunca da ida de Láyun para a direita. Fez de extremo de defesa direito no mesmo jogo, cruzou, empurrou sempre a equipa para a frente e nunca se esqueceu de "botar" um olho a Rafa, o jogador mais perigoso do Braga. 
Aboubakar -  O nosso menino não sabe jogar mal embora as coisas não lhe andem a sair bem no capitulo da finalização. Poderia ter marcado um golo colossal mas infelizmente para ele e para toda a nação portista, o remate saiu ligeiramente por cima da barra.
André - O mestre é outro que não sabe jogar mal. Foi o maior dinamizador do meio campo portista, algo que já vai sendo normal desde o dia que ganhou a titularidade no Porto. Passou, rematou, foi à luta mas infelizmente o seu parceiro de 20 milhões não lhe fez companhia.


Imbula - Esqueçamos o valor do passe do francês por momentos e facilmente chegaremos à conclusão que já merecia banco a algum tempo, ainda por cima se pensarmos que temos no plantel um jogador portista dos pés à cabeça que ainda não teve a sua oportunidade. Esteve muito longe de ser influente no jogo até porque nem a sua maior arma que são as cavalgadas com bola, conseguiu fazer.
Cissokho - Onde está o nosso Aly e o que é que lhe fizeram no Lyon, Valencia, Liverpool e Aston Villa? Uma sombra do jogador que saiu do clube em 2009 por 15 milhões.  
Plano B & Lopetegui - Compreendo o Mister em grande parte das suas decisões e aceito que queira impôr as suas ideias e filosofia de jogo até ao final de cada partida no matter what mas por vezes gostava de o ver a ele e à equipa despir o fato e a gravata e vestir uma roupa velha e usada para fazer o trabalho. Gosto de ver a equipa manter um estilo de jogo romântico mas gostava de quando em vez de assistir a um concerto de rock, com barulho, confusão e moxe. Isto tudo para dizer, que usar um plano B, um chuveirinho, algo diferente de vez em quando, era bem vindo nem que o resultado do jogo acabasse exactamente da mesma forma.
Adeptos - Eu sei que não tenho grande moral para falar por ser o portista mais comodista do mundo, mas ver um estádio em silêncio durante quase o jogo todo é doloroso, ainda por cima quando toda a gente percebeu a desinspiração que tomou conta da equipa no domingo passado. Gente boa, uns gritos de apoio de vez em quando, acredito que fossem saudáveis para a equipa.




domingo, 8 de fevereiro de 2015

Dos 9 aos 4 pontos no espaço de duas semanas.


Resultado justo num jogo com pouquíssimas oportunidades. O Sporting com mais interesse na vitória, esteve mais por cima do jogo sem no entanto exercer uma pressão que lhe permitisse chegar com perigo à baliza de Artur, e o Benfica a fazer um jogo muito semelhante ao Dragão. A diferença deste jogo para o Porto-Benfica foi o facto do Sporting não ter cometido erros defensivos das raras vezes em que o Benfica se chegou à frente.

"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

Resultado positivo para o Porto, embora a vitória do Sporting fosse claramente melhor. São 4 pontos de diferença, 2 semanas depois da possibilidade de serem 9. Estamos melhor hoje do que antes do jogo da Madeira, é um facto. Em 2013 recuperamos de uma desvantagem de 6 pontos, e como "o sonho comanda a vida", é mais que justo pensar que é possível ser campeão em Maio.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

SL Benfica 2 vs Sporting CP 0 - 11.02.2014 - Liga Portuguesa


























Hoje vou arriscar tudo e  vou comentar o Derby da 2ª Circular com os meus óculos azuis e brancos. Para começar vou usar uma das expressões da moda, foi "limpinho, limpinho". Em segundo lugar, dizer que embora o resultado tenha ficado 2-0, penso que o Jorge Jesus goleou o Leonardo Jardim. A estratégia com que o Sporting entrou em campo falhou a todos os níveis, falhou na defesa, falhou na posse de bola e falhou no ataque. O Benfica atropelou o Sporting e não fosse alguma ineficácia dos avançados da equipa da Luz, aliada a algumas boas defesas do Patrício, e poderíamos ter assistido a uma goleada história. O Leonardo Jardim armou-se em Jorge Jesus das épocas passadas, e quis inventar e mudar a forma de jogar da equipa que tão bons resultados tinha dado até aqui. O resultado dessa mudança foi uma lástima, a equipa nunca se encontrou, jogando num modelo de jogo que nem foi 4-3-3, nem 4-4-2, foi uma total mixórdia táctica.

Embora o Gaitán tenha feito um grande jogo, assim como o Garay, o melhor em campo foi de longe o Enzo. Já o tinha eleito MVP da partida antes do golo, mas depois daquela maldade criminosa sobre o Dier (como se diz na terra da minha esposa, "cagou-lhe uma bicha"), penso que não deve haver duvidas acerca desta nomeação. É sem sombra de duvidas um jogador que me enche as medidas e que encaixaria que nem uma luva no meio campo do meu Porto, tem a garra típica do jogador Argentino, aliada a uma técnica muito acima da média e é claramente um jogador de selecção. É-me difícil eleger o melhor do Sporting, porque jogaram todos tão nivelados por baixo, que é complicado destacar alguém, mas penso que o Adrien teve uns pontos acima. Pelo contrário, o Dier e o Piris foram os piores da equipa de Alvalade.

Se duvidas haviam, hoje ficou provado que o Sporting (ainda) não tem estofo nem equipa para serem campeões. Em 4 clássicos, não ganharam nenhum e estão hoje no 3º lugar, classificação essa que por muito que custe aos meus amigos verdes, é o seu lugar natural. A mim como Portista, custa-me ver este Benfica cheio de saúde e raça, a jogar bem e a massacrar um suposto adversário directo. A 4 pontos do Porto e a 5 (6 em caso de desempate pelo confronto directo), são neste momento o mais claro e óbvio candidato ao titulo. A minha esperança é que não tenham aprendido com os erros transactos, voltem a celebrar antes do tempo (coisas do género do  "autocarro do titulo" nas bancadas da Luz no domingo passado), adormeçam e permitam novamente ao pior Porto de que há memória uma ultrapassagem em cima da meta.