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sábado, 23 de maio de 2015
FC Porto 2 vs Penafiel 0 - 22.05.2015 - Liga Portuguesa
A exibição mais silenciosa da época.
A partir do momento em que o jogo de Belém terminou, começou uma das mais animadas semanas dos últimos anos. Desde bloqueios da estrada a caminho do Centro de Treinos do Olival, passando por uma troca de galhardetes entre o Dragões Diários e Super Dragões, e o já habitual silêncio da direcção do Futebol Clube do Porto, houve um pouco de tudo. Habitualmente discordo de grande parte das atitudes das nossas claques, especialmente quando as mesmas em nada dignificam o nosso clube, mas desta vez penso que todos os Portistas sensatos estarão de acordo, não só com o simbólico interromper do treino, mas principalmente com o comunicado elaborado pela mais representativa claque do nosso amado clube.
Para o último jogo do Dragão, esperava-se o chamado "ambiente de cortar à faca". Faço por isso vénias, aos 16009 espectadores que se deslocaram ao Dragão para assistir a um jogo que se previa fraco, num cenário muito possivelmente desagradável, onde o chavão "jogo para cumprir calendário", poucas vezes terá feito tanto sentido como ontem. Os corajosos adeptos e claques que marcaram presença no jogo de ontem fizeram questão de mostrar o seu desagrado perante o que foi a época que agora termina, passando 85 minutos praticamente em silêncio, já que nos últimos momentos da partida se ouviu "o Porto é nosso e há-de ser!". Um protesto onde me revejo totalmente, sem violência e em silêncio - "para bom entendedor, meia palavra basta" - os habituais cânticos de apoio à equipa, foram substituídos por um quase religioso silêncio, acompanhado de meia dúzia de tarjas reveladoras do sentimento de quase toda a Nação Portista.
O jogo foi morno, é uma verdade irrefutável, mas o certo é que poderíamos ter chegado ao intervalo a ganhar facilmente por 3/4 golos. Danilo logo aos 2 minutos abriu as hostes com boa defesa de Coelho, seguindo-se Jackson com um cabeceamento ao lado da baliza penafidelense depois de cruzamento de Danilo e novamente o colombiano a cabecear por cima quando tinha tudo para inaugurar o marcador. A equipa e principalmente Quaresma e Quintero bem tentaram servir o melhor marcador do campeonato mas cedo se percebeu que não era a noite do ainda nosso Jackson. O Penafiel ia respondendo com alguns remates de fora da área, sem no entanto causar grande mossa no nosso relaxado Hélton. Brahimi foi o último a demonstrar o desacerto e desinspiração geral com uma perdida que devia dar prisão, depois de uma magistral jogada de Quintero. O intervalo chegou e o nulo marcador castigava, não tanto a atitude portista perante o jogo, mas principalmente a desconcentração no momento de pôr a redondinha na baliza.
A 2ª parte começa com mais um bom cruzamento de Danilo e nova perdida, desta vez de Quaresma. O jogo entrou numa fase onde ambas as duas equipas pouco fizeram para alterar o resultado, e foi preciso esperar pelo minuto 70 para assistir a algo que nos fizesse aumentar ligeiramente o ritmo cardíaco, com novamente Jackson a tentar marcar de bicicleta. O golo do Porto chega naquela fase do "ok, já estou a ver que vamos empatar isto", por Aboubakar depois de um belo passe do Evandro. Reyes em cima dos descontos ainda teve tempo para uma paragem cerebral e o golo da "tranquilidade" chega logo depois pelo Danilo, depois de um passe Jacksoniano de Aboubakar. Fim do jogo, fim da época, tempo para Jackson e principalmente Danilo se despedirem dos adeptos azuis e brancos.
Danilo - O melhor em campo. Já o seria nos 90 minutos, mas aquele golo e a forma aparentemente tranquila como o fez, foi a cereja em cima do bolo. Ninguém disse ao 2 portista que era um jogo para cumprir calendário, e sendo assim o brasileiro fez uma grande exibição. Foram mais de 10 quilómetros sempre em alta rotação, ora em trocas de bola com Quaresma, com cruzamentos perigosos ou remates à baliza. Marcou o seu 7º golo esta época, o 6º na Liga Portuguesa, o que para um defesa é um número bastante considerável. Quando se tem falado tanto em mística e raça, Danilo é um inequívoco exemplo de que mesmo nascendo a mais de 7.500 km da cidade invicta, podes sentir o clube por qualquer outro jogador que tenha feito todos os escalões da formação portista. A flash no final do jogo é sintomática da sua relação com o clube - "Custa-me muito, mas sei que vou ter um grande desafio pela frente. Amo o FC Porto, aprendi a gostar desta casa, que é minha. Nem tudo correu como queria mas sei que dei o máximo em todos os jogos que participei. Não é fácil deixar este lugar, mas desejo-lhes os maiores sucessos na próxima temporada."
Jackson - Não foi a noite de Jackson, mas era injusto colocá-lo na minha Zona Kralj, depois do que foi a grande época que o colombiano fez. Acaba o ano desportivo com 42 jogos e 32 golos, a sua melhor marca nos 3 anos que nos presenteou com a sua categoria. Ontem fez um mais um jogo à Jackson, batalhador, sempre a dar uma linha de passe para o meio campo portista, mas desta vez falhou num aspecto onde é fortíssimo, o golo.
Quaresma - O extremo acaba a época em excelente forma técnica e física. Ontem foi dos mais inconformados, sempre a tentar chegar a bola ao Jackson, ora em tabelas com Danilo, ora em cruzamentos. Lutou, correu, fez o que pode. A sua continuidade no Dragão divide mundos.
Casemiro - Só jogou meia parte mas fê-lo como se tratasse da final da Champions. O que eu sempre gostei no trinco durante esta época foi este mesmo comprometimento para com o jogo, fosse ele contra o Bayern ou Penafiel, a feijões ou para a Champions. O brasileiro não faz distinções, é sempre a doer e sempre com aquela postura do antes quebrar do que torcer.
Aboubakar - 35 minutos em campo, um golo e uma assistência, dificilmente se podia pedir mais a um jogador que não calçava há mais de um mês. É muito possivelmente o jogador mais cool do plantel, a seguir ao Hélton.
Carlos Brito - Grande flash-interview. Sempre admirei a forma honesta, simples e descontraída como este treinador está no futebol.
Brahimi - Penso que já tudo foi dito sobre a 2ª parte da época do argelino. Muito sinceramente não me lembro de um jogador com uma descida de rendimento tão rápida, ainda por cima e talvez depois de uma ascensão meteórica. Foi mais um jogo fraco, onde complicou quase sempre tudo. Falhou aquele tipo de golo que todos nós dizemos " aquele, até eu marcava".
Reyes - Num jogo onde pouco ou nada teve que fazer, conseguiu borrar a pintura com um passe suicida a desmarcar um jogador do Penafiel.
domingo, 12 de abril de 2015
Rio Ave 1 vs FC Porto 3 - 11.04.2015 - Liga Portuguesa

Vitória justa e sem arcos.
"...o Rio Ave costuma-nos criar dificuldade nos Arcos, 20 jogos e apesar do Porto só ter perdido uma vez, tem 8 empates e 11 vitórias, ou seja, o Porto não ganha quase 50% dos jogos em Vila do Conde. Se juntarmos a isto, a recente e justa vitória sobre o Benfas, estão reunidos factos para um jogo muito complicado."
No inicio do mês de Abril fiz esta pequena análise acerca do que seria a batalha em Vila do Conde e a verdade é que não tendo sido um jogo fácil, foi um jogo menos complicado do que era esperado. Vitória inteiramente justa alicerçada em factores estatísticos incontornáveis, o Porto brindou o Rio Ave com 56-44% de posse de bola, 22-8 nos remates e 9-3 em cantos. Segue-se a Académica, que também hoje foi brindada com uma goleada às mãos do benfas, e que espero que chegue igualmente mansinha ao Dragão.
O Porto ao contrário do que têm sido os jogos esta época, entrou nos Arcos com a carga toda e fez uma excelente primeira parte. Estavam cumpridos os primeiros 15 minutos e já o Porto tinha criado 3 excelentes oportunidades de golo por Brahimi (golo mal anulado), Marcano e na mesma jogada Aboubakar, Alex Sandro e Quaresma. Nesta altura já o Quaresma tinha feito 127 cruzamentos, 126 dos quais sem aproveitamento prático e viu-se também 2/3 cantos marcados de forma inovadora - com um pequeno toque, seguido de cruzamento - com os resultados do costume, ou seja, inconsequentes. O Porto acaba por chegar ao 1º golo de penalti por Quaresma, castigando falta sobre Danilo na área, (que beneficia de posição irregular no momento em que Quaresma atira à barra) o mais difícil estava feito e podemos assistir a uma meia hora de grande nível. Após o golo sofrido, o Rio Ave solta-se e tem 3 remates pelo Ukra, Diego e Jebor, todos eles de fora da área. A primeira parte estava praticamente no fim quando o Danilo se lembrou que nos descontos também se marca, e depois de receber um passe do Alex, remata colocado para 2º golo (jogada curiosa, com os 2 laterais a aparecerem à entrada da área). A 2ª parte mal tinha começado e já o Porto poderia ter matado o jogo em 2 ocasiões, primeiro por Aboubakar e de seguida por Alex Sandro. O Rio Ave responde numa tolada de Jebor que Fabiano desvia com os olhos e o jogo estava perfeitamente controlado, até que Tarantini, que tem um especial gosto em nos marcar, conclui uma bela jogada de Marvin pela esquerda. O Porto acusou o golo, ficou nervoso e só o calmante Hernâni sossegou jogadores e adeptos.
Danilo - O MVP da partida. O Quaresma saiu cedo e por isso o merengue foi o melhor em campo. Grande disponibilidade física durante o jogo todo, exemplo disso é o sprint aos 93 minutos de jogo. Marcou um grande golo, mais um, e aproximou-se de Branco na lista dos defesas goleadores. Prova jogo após jogo a sua qualidade e a sua dedicação ao clube. Sou fã desde o 1º dia e continuarei a ser até ao ultimo jogo.
Quaresma - Enorme 1ª parte. Fintou, cruzou, defendeu, cruzou, rematou à barra, marcou e cruzou novamente. 45 minutos de grande qualidade, sempre em jogo. Assumiu a responsabilidade de substituir Tello e tem jogado como se tivesse menos 10 anos. Saiu aos 63 minutos a pensar no Bayern.
Casemiro - O 6 portista nunca será um Gatuso, assim como nunca será um Pirlo mas a sua presença em campo é obrigatória. É um autentico cão de caça e todas as equipas precisam de jogadores assim.
Herrera - Tal como Casemiro, nunca será um Lampard mas podemos contar com ele para deixar tudo em campo. Esteve muito em jogo, apesar de algo displicente em muitas situações. Se eu fosse para a guerra gostava de o levar junto com o Casemiro, o brasileiro porque abatia um grande número de inimigos e o mexicano porque passava as batalhas todas a correr, levar porrada, carregar armas e a disparar.
Brahimi - Agarra-se muito à bola quando o mais fácil era jogar simples mas a classe e facilidade como limpa 1/2 adversários é criminosa. Viu um golo ser-lhe anulado porque sim.
Hernâni vs Quintero - Ver a forma díspar como Hernâni entra em campo em comparação com Quintero é revelador do sentimento com que os 2 jogadores encaram as oportunidades que o treinador lhes dá. Quintero sempre com aquele ar de quem "todos lhe devem, e ninguém lhe paga" e Hernâni como se a sua vida dependesse daqueles 15, 20 ou 30 minutos. Marcou o golo que lhe escapou contra o Estoril numa jogada semelhante.
O jogo caseiro antes dos holofotes - Grande entrada em campo. A mensagem e ideia dada pelo Mister que o que interessava hoje era este jogo foi plenamente assimilada por toda a equipa.
Adormecimento da 2ª parte - O Porto precisava matar o jogo com um 3º golo, como isso não aconteceu a equipa pôs-se a jeito para o que aconteceu, golo do Rio Ave e o despertar de fantasmas recentes. Felizmente o Hernâni entrou muito bem em jogo e selou o resultado.
Nada mais a declarar a não ser os erros do auxiliar de Vasco Santos que anula um golo limpíssimo a Brahimi e não vê o fora de jogo do Danilo na altura de remate à barra do Quaresma.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
FC Porto 5 vs Estoril 0 - 05.04.2015 - Liga Portuguesa
Depois da tempestade, a manita.
Depois de 2 resultados pouco conseguidos na ilha da Madeira, nada melhor que um adversário tenrinho para descarregar a raiva e selar uma vitória com números gordos, embora com uma exibição que esteve longe da perfeição. O Estoril chegou ao Dragão com um saldo altamente negativo nos últimos 8 jogos, 3E e 5D, e facilmente se percebeu que não seria contra o Porto que essa tendência iria mudar. A ex-equipa liderada por José Couceiro é a prova que as famosas "chicotadas psicológicas" nem sempre têm o efeito imediato pretendido.
O Porto entrou em campo com uma estranha "tremideira", falhando muitos passes, não conseguindo ligar o jogo e mais uma vez a desperdiçar cantos e livres laterais, exemplo disso são os 2 cantos nos primeiros 6 minutos que saíram do outro lado do campo sem que ninguém tivesse tocado na bola. A equipa só entrou verdadeiramente em jogo a partir dos 15/20 minutos, muito por culpa de Quaresma, que através das suas fintas e um sem número de cruzamentos, conseguiu criar perigo na equipa do Estoril. O lado direito do ataque portista esteve demolidor, as combinações entre Quaresma e Danilo permitiram a Brahimi (15 min) uma excelente oportunidade para marcar mas faltou-lhe algum killer instinct. O primeiro golo aparece por Óliver (33 min), depois de mais um excelente cruzamento de Quaresma e a vantagem poderia ter sido ampliada logo de seguida por Aboubakar (39 min) que remata à figura. O 2º golo acontece já perto do intervalo novamente pelo camaronês a finalizar novo cruzamento de Quaresma. A 2ª parte começa com uma grande entrada do Porto que lhe permite resolver o jogo num penalti muito bem marcado pelo 7 portista. O Estoril nunca deu luta nem criou uma verdadeira ocasião de golo, daí o jogo se ter arrastado até final. Danilo numa grande jogada de futebol e novamente Quaresma selaram uma goleada num jogo bem conseguido do Porto mas nem sempre bem jogado. O Estoril junta-se ao top das piores equipas que visitaram o Dragão este ano.
Quaresma - Obviamente, o MVP da partida. 2 golos e 2 assistências e muitos cruzamentos perigosos. O extremo apareceu neste jogo fresquinho que nem uma alface, o que lhe permitiu fazer os 90 minutos sempre em alta rotação. Numa altura em que Tello estará perto de 1 mês é fundamental que Quaresma contribua com todos os seus argumentos.
Danilo - O anuncio da sua venda surgiu numa altura critica da época, algo que não é muito vulgar no clube. O receio que Danilo poderia tirar o pé do acelerador no que falta jogar foi facilmente contrariado neste jogo. Danilo fez um jogo à Danilo, inúmeras cavalgadas pelo corredor direito culminadas com um golo depois de uma brilhante jogada colectiva.
Aboubakar - O camaronês não é nem nunca será Jackson. Pedir-lhe para recuar ao meio campo tabelar com os colegas é contranatura. Não fez um grande jogo mas marcou o golo da praxe.
Manita - Não foi uma exibição brilhante da equipa do Porto, a equipa demorou a aquecer e o cliché "resultado melhor que a exibição" pode facilmente ser adaptado a este jogo mas 5 golos sem resposta terá sempre de ser destacado, mesmo que tenha sido contra uma equipa muito débil.
Herrera - Não foi um bom jogo do mexicano. Faltou-lhe gás, falhou passes, não foi o médio box-to-box que costuma ser. Foi naturalmente o primeiro a ser substituído.
Bolas paradas - É um tema já muito falado por toda o universo azul e branco e foi mais um jogo onde os muitos cantos e livres nem cócegas fizeram na defesa do Estoril.
Estoril - Uma equipa demasiado fraca em comparação com o Estoril que nos empatou a vida na Amoreira. 67-33% na posse de bola, 15-1 nos remates e 9-1 nos cantos espelham bem a nulidade do que foi o adversário do Porto.
Depois de 2 resultados pouco conseguidos na ilha da Madeira, nada melhor que um adversário tenrinho para descarregar a raiva e selar uma vitória com números gordos, embora com uma exibição que esteve longe da perfeição. O Estoril chegou ao Dragão com um saldo altamente negativo nos últimos 8 jogos, 3E e 5D, e facilmente se percebeu que não seria contra o Porto que essa tendência iria mudar. A ex-equipa liderada por José Couceiro é a prova que as famosas "chicotadas psicológicas" nem sempre têm o efeito imediato pretendido.
O Porto entrou em campo com uma estranha "tremideira", falhando muitos passes, não conseguindo ligar o jogo e mais uma vez a desperdiçar cantos e livres laterais, exemplo disso são os 2 cantos nos primeiros 6 minutos que saíram do outro lado do campo sem que ninguém tivesse tocado na bola. A equipa só entrou verdadeiramente em jogo a partir dos 15/20 minutos, muito por culpa de Quaresma, que através das suas fintas e um sem número de cruzamentos, conseguiu criar perigo na equipa do Estoril. O lado direito do ataque portista esteve demolidor, as combinações entre Quaresma e Danilo permitiram a Brahimi (15 min) uma excelente oportunidade para marcar mas faltou-lhe algum killer instinct. O primeiro golo aparece por Óliver (33 min), depois de mais um excelente cruzamento de Quaresma e a vantagem poderia ter sido ampliada logo de seguida por Aboubakar (39 min) que remata à figura. O 2º golo acontece já perto do intervalo novamente pelo camaronês a finalizar novo cruzamento de Quaresma. A 2ª parte começa com uma grande entrada do Porto que lhe permite resolver o jogo num penalti muito bem marcado pelo 7 portista. O Estoril nunca deu luta nem criou uma verdadeira ocasião de golo, daí o jogo se ter arrastado até final. Danilo numa grande jogada de futebol e novamente Quaresma selaram uma goleada num jogo bem conseguido do Porto mas nem sempre bem jogado. O Estoril junta-se ao top das piores equipas que visitaram o Dragão este ano.
Quaresma - Obviamente, o MVP da partida. 2 golos e 2 assistências e muitos cruzamentos perigosos. O extremo apareceu neste jogo fresquinho que nem uma alface, o que lhe permitiu fazer os 90 minutos sempre em alta rotação. Numa altura em que Tello estará perto de 1 mês é fundamental que Quaresma contribua com todos os seus argumentos.
Danilo - O anuncio da sua venda surgiu numa altura critica da época, algo que não é muito vulgar no clube. O receio que Danilo poderia tirar o pé do acelerador no que falta jogar foi facilmente contrariado neste jogo. Danilo fez um jogo à Danilo, inúmeras cavalgadas pelo corredor direito culminadas com um golo depois de uma brilhante jogada colectiva.
Aboubakar - O camaronês não é nem nunca será Jackson. Pedir-lhe para recuar ao meio campo tabelar com os colegas é contranatura. Não fez um grande jogo mas marcou o golo da praxe.
Manita - Não foi uma exibição brilhante da equipa do Porto, a equipa demorou a aquecer e o cliché "resultado melhor que a exibição" pode facilmente ser adaptado a este jogo mas 5 golos sem resposta terá sempre de ser destacado, mesmo que tenha sido contra uma equipa muito débil.
Herrera - Não foi um bom jogo do mexicano. Faltou-lhe gás, falhou passes, não foi o médio box-to-box que costuma ser. Foi naturalmente o primeiro a ser substituído.
Bolas paradas - É um tema já muito falado por toda o universo azul e branco e foi mais um jogo onde os muitos cantos e livres nem cócegas fizeram na defesa do Estoril.
Estoril - Uma equipa demasiado fraca em comparação com o Estoril que nos empatou a vida na Amoreira. 67-33% na posse de bola, 15-1 nos remates e 9-1 nos cantos espelham bem a nulidade do que foi o adversário do Porto.
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Resultado melhor que a exibição
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
FC Basel 1 vs FC Porto 1 - 18.02.2015 - Liga dos Campeões
Cosme Machado Strikes Again.
Sigo a Premier League regularmente à uns valentes anos e nesta última década o árbitro de referência do futebol inglês foi Howard Webb, que embora tivesse falhas como todos os outros - algumas delas graves e inexplicáveis - primava por uma postura sóbria, firme e pedagógica, muito por "culpa" do facto de ser um ex-policia. Fruto desta forma de estar no futebol, tornou-se num dos grandes nomes da arbitragem mundial, marcando presença em jogos de extrema importância como a Final do Mundial 2010 na África do Sul.
Esta pequena introdução serve para chegar ao árbitro de ontem, o inglês Mark Clattenburg. O Marquinho, forma carinhosa pela qual optei por o tratar, é um árbitro que desde 2004 - altura em que entra na Premier League e coincidentemente altura em que me apaixonei por todo o universo do futebol inglês - coleciona fracas arbitragens. Talvez tentando seguir a linha do seu "mestre" Howard, o Marquinho sempre gostou de dar nas vistas dentro das 4 linhas, com uma postura demasiado autoritária e vaidosa, tentado ser sempre ele o foco das câmaras e o protagonista (palavra que o nosso mister tanto gosta de usar) máximo de um jogo de futebol.
Não querendo pormenorizar em demasia todos os lances onde sinto que a equipa foi prejudicada, ontem tivemos o desprazer de assistir à típica "arbitragem caseira". O jogo contra o Guimarães em termos de agressividade, comparado com este, foi uma brincadeira de crianças. Os jogadores do Basileia usaram e abusaram da violência em quase todas as faltas que fizeram, havendo uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões e se quisermos ser justos, o Basileia nunca poderia ter acabado este jogo com 11. Embora o golo de Casemiro tenha sido bem invalidado, fica um penálti clarinho por marcar sobre Jackson.
Chega de arbitragem, falemos de futebol. Foi mais uma batalha igual a tantas outras nesta época, o Porto a controlar o jogo, golo da equipa adversária na única vez que vai à nossa baliza. O Porto entra muito bem no jogo, a equipa do Basileia está perfeitamente manietada e num passe que come de cebolada toda a defesa azul e branca, Derlis González (ironia do destino ex-jogador do Benfas) inaugura o marcador. Foi um soco bem na ponta do queixo da equipa, porque a partir do minuto 11, a equipa abanou mas não caiu, não permitindo ainda assim qualquer lance de perigo junto da baliza de Fabiano.
Na 2ª parte a história foi completamente diferente, o Porto agarrou no Basileia pelos colarinhos e o jogo só teve um sentido. As oportunidades de golo não foram condizentes com a posse de bola, embora toda a gente que viu o jogo em casa, e acredito que também no estádio, percebesse que o empate acabaria por chegar mais minuto menos minuto. Minuto 78, penálti limpinho a favor do Porto e qual é o meu 1º pensamento? Foda-se, o Evandro não está em campo! Danilo assumiu a marcação e redondinha na malha lateral da baliza do checo Vaclík, golo justíssimo do Porto. A partir daqui, as equipas pareceram gostar do resultado, o Basileia contente por viajar para a Invicta com um empate saboroso depois do "amasso" em casa, e o Porto feliz por empatar um jogo fora de casa com golos, numa partida em que o Cosme Machado inglês fez de tudo para que não nos fosse favorável.
Danilo - O melhor em campo. Não tremeu na hora de marcar o penálti e juntou a isso 90 minutos em alta rotação. Voltou a ser a locomotiva a que nos habituou, fazendo milhentas piscinas naquele corredor direito.
Jackson - Mais um jogo muito batalhador do colombiano. Fartou-se de levar porrada dos exterminadores Samuel e Suchy que com um árbitro menos caseiro não terminavam o jogo. Incansável a jogar e fazer jogar, jogando como tão bem sabe de costas para a baliza. Falhou o golo por pouco num remate por cima da barra.
Tello e Casemiro - Se calhar vou ser crucificado por afirmar que fizeram um bom jogo, opinião que vai contra os comentários de alguns camaradas meus e também dos comentadores que analisaram o jogo. Se é verdade que Tello voltou a tomar más decisões sempre que se impunha uma melhor clarividência, não é barbaridade nenhuma dizer que o extremo esteve muito em jogo, quase em todos os lances perigosos da equipa. Por outro lado, vi um bom jogo de Casemiro. Herrera e Óliver subiam muitas vezes ao mesmo tempo, jogando a maior parte das vezes perto da área suíça, deixando o brasileiro com muito trabalho cá atrás. É verdade que voltou a falhar alguns passes, principalmente os longos, mas a defender foi um guerreiro. Deu a porrada habitual, facto que lhe custou um amarelo aos 28 minutos, mas conseguiu fazer o resto do jogo de forma inteligente. Um senão, o passe e golo suíço surgem na sua zona de acção.
Marcano e Maicon - Uma falha da defesa, um golo. Tem sido a nossa sina esta época. Os adversários têm-nos castigado sem piedade todas as pequenas falhas. Golo à parte, voltaram a formar uma dupla sólida, coesa e muito bem entrosada.
Adeptos - Foi lindo o espectáculo dado dentro e fora de campo.
Brahimi - Voltou a enveredar por aquele estilo de futebol pastoso que o atingiu em determinada altura da época pré-CAN. Às vezes parece ser um jogador que não consegue optar pelo mais simples e básico do futebol moderno, o passe ao primeiro toque, tem sempre de fintar pelo menos o seu adversário directo antes de decidir o que fazer à bola. Não gosto deste Brahimi, por muito que consiga ser decisivo em muitos jogos.
Arbitragem -Tal como o nome do Blogue, tendenciosa QB.
Sigo a Premier League regularmente à uns valentes anos e nesta última década o árbitro de referência do futebol inglês foi Howard Webb, que embora tivesse falhas como todos os outros - algumas delas graves e inexplicáveis - primava por uma postura sóbria, firme e pedagógica, muito por "culpa" do facto de ser um ex-policia. Fruto desta forma de estar no futebol, tornou-se num dos grandes nomes da arbitragem mundial, marcando presença em jogos de extrema importância como a Final do Mundial 2010 na África do Sul.
Esta pequena introdução serve para chegar ao árbitro de ontem, o inglês Mark Clattenburg. O Marquinho, forma carinhosa pela qual optei por o tratar, é um árbitro que desde 2004 - altura em que entra na Premier League e coincidentemente altura em que me apaixonei por todo o universo do futebol inglês - coleciona fracas arbitragens. Talvez tentando seguir a linha do seu "mestre" Howard, o Marquinho sempre gostou de dar nas vistas dentro das 4 linhas, com uma postura demasiado autoritária e vaidosa, tentado ser sempre ele o foco das câmaras e o protagonista (palavra que o nosso mister tanto gosta de usar) máximo de um jogo de futebol.
Não querendo pormenorizar em demasia todos os lances onde sinto que a equipa foi prejudicada, ontem tivemos o desprazer de assistir à típica "arbitragem caseira". O jogo contra o Guimarães em termos de agressividade, comparado com este, foi uma brincadeira de crianças. Os jogadores do Basileia usaram e abusaram da violência em quase todas as faltas que fizeram, havendo uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões e se quisermos ser justos, o Basileia nunca poderia ter acabado este jogo com 11. Embora o golo de Casemiro tenha sido bem invalidado, fica um penálti clarinho por marcar sobre Jackson.
Chega de arbitragem, falemos de futebol. Foi mais uma batalha igual a tantas outras nesta época, o Porto a controlar o jogo, golo da equipa adversária na única vez que vai à nossa baliza. O Porto entra muito bem no jogo, a equipa do Basileia está perfeitamente manietada e num passe que come de cebolada toda a defesa azul e branca, Derlis González (ironia do destino ex-jogador do Benfas) inaugura o marcador. Foi um soco bem na ponta do queixo da equipa, porque a partir do minuto 11, a equipa abanou mas não caiu, não permitindo ainda assim qualquer lance de perigo junto da baliza de Fabiano.
Na 2ª parte a história foi completamente diferente, o Porto agarrou no Basileia pelos colarinhos e o jogo só teve um sentido. As oportunidades de golo não foram condizentes com a posse de bola, embora toda a gente que viu o jogo em casa, e acredito que também no estádio, percebesse que o empate acabaria por chegar mais minuto menos minuto. Minuto 78, penálti limpinho a favor do Porto e qual é o meu 1º pensamento? Foda-se, o Evandro não está em campo! Danilo assumiu a marcação e redondinha na malha lateral da baliza do checo Vaclík, golo justíssimo do Porto. A partir daqui, as equipas pareceram gostar do resultado, o Basileia contente por viajar para a Invicta com um empate saboroso depois do "amasso" em casa, e o Porto feliz por empatar um jogo fora de casa com golos, numa partida em que o Cosme Machado inglês fez de tudo para que não nos fosse favorável.
Danilo - O melhor em campo. Não tremeu na hora de marcar o penálti e juntou a isso 90 minutos em alta rotação. Voltou a ser a locomotiva a que nos habituou, fazendo milhentas piscinas naquele corredor direito.
Jackson - Mais um jogo muito batalhador do colombiano. Fartou-se de levar porrada dos exterminadores Samuel e Suchy que com um árbitro menos caseiro não terminavam o jogo. Incansável a jogar e fazer jogar, jogando como tão bem sabe de costas para a baliza. Falhou o golo por pouco num remate por cima da barra.
Tello e Casemiro - Se calhar vou ser crucificado por afirmar que fizeram um bom jogo, opinião que vai contra os comentários de alguns camaradas meus e também dos comentadores que analisaram o jogo. Se é verdade que Tello voltou a tomar más decisões sempre que se impunha uma melhor clarividência, não é barbaridade nenhuma dizer que o extremo esteve muito em jogo, quase em todos os lances perigosos da equipa. Por outro lado, vi um bom jogo de Casemiro. Herrera e Óliver subiam muitas vezes ao mesmo tempo, jogando a maior parte das vezes perto da área suíça, deixando o brasileiro com muito trabalho cá atrás. É verdade que voltou a falhar alguns passes, principalmente os longos, mas a defender foi um guerreiro. Deu a porrada habitual, facto que lhe custou um amarelo aos 28 minutos, mas conseguiu fazer o resto do jogo de forma inteligente. Um senão, o passe e golo suíço surgem na sua zona de acção.
Marcano e Maicon - Uma falha da defesa, um golo. Tem sido a nossa sina esta época. Os adversários têm-nos castigado sem piedade todas as pequenas falhas. Golo à parte, voltaram a formar uma dupla sólida, coesa e muito bem entrosada.
Adeptos - Foi lindo o espectáculo dado dentro e fora de campo.
Brahimi - Voltou a enveredar por aquele estilo de futebol pastoso que o atingiu em determinada altura da época pré-CAN. Às vezes parece ser um jogador que não consegue optar pelo mais simples e básico do futebol moderno, o passe ao primeiro toque, tem sempre de fintar pelo menos o seu adversário directo antes de decidir o que fazer à bola. Não gosto deste Brahimi, por muito que consiga ser decisivo em muitos jogos.
Arbitragem -Tal como o nome do Blogue, tendenciosa QB.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
FC Porto 5 vs Rio Ave 0 - 30.11.2014 - Liga Portuguesa
Uma vitória cansada!
Apesar do resultado gordo com números de goleada, o jogo não foi assim tão fácil como dá a entender à primeira vista. Se me é permitido, dividiria este jogo em 4 partes em vez das habituais 2 porque o jogo teve 4 momentos distintos uns dos outros. A equipa do Porto num primeiro momento entrou a todo gaz com vontade de arrumar a questão nos primeiros 25 minutos, praticando um futebol brilhante a roçar o que de melhor se fez esta época mas sem conseguir marcar (e não faltaram oportunidades para isso). O segundo momento acontece após esta primeira euforia futebolística e durou até ao intervalo e neste período o Porto tirou o pé do acelerador, o seu futebol tornou-se mais mastigado e o nulo no final dos primeiros 45 minutos premiavam a boa teia defensiva lançada pela equipa de Vila do Conde. A segunda parte começa com o excelente golo do Tello, que aliando técnica e velocidade deixou o defesa para trás e rematou de pé esquerdo para a baliza de Cássio. Quando se pensava que este golo acordaria novamente a equipa, aconteceu o inverso, toda a equipa adormeceu, deixou o Rio Ave ganhar terreno e criar perigo na baliza do Fabiano, que até agradeceu porque tinha passado toda a primeira parte sozinho ao frio. Esta apatia resume o terceiro momento do jogo e durou até ao minuto 75, altura em que o nosso Luchador Colombiano marca o segundo golo do Porto, matando o atrevimento do Rio Ave. A quarta parte da partida começa no golo do Jackson e durou até ao apito final, havendo pelo meio mais 3 belos golos. Apesar da manita, o jogo foi muito complicado e pode-se dizer que o resultado é exagerado. Foi talvez o primeiro jogo onde se notou um cansaço generalizado porque toda a equipa sentiu na pele o facto de andar a jogar de 3 em 3 dias. Foi também um excelente jogo para aquela malta que gosta de sair 5/10 minutos mais cedo para fugir ao trânsito ou apanhar o metro.
Danilo - O melhor em campo. Atravessa um momento de forma absolutamente extraordinário. Um grande golo, muitos quilómetros percorridos, um jogo pleno de força e raça. Será justo dizer que neste momento é o "jogador mais à Porto" do plantel. O número 2 que já pertenceu a jogadores como João Pinto, Jorge Costa ou Bruno Alves, encaixa-lhe que nem uma luva.
Tello - Desatou o nó no primeiro golo da equipa e no seu primeiro golo no campeonato numa jogada onde aliou técnica e velocidade, as suas principais características. Esteve brilhante no inicio do jogo destruindo os rins dos 2 defesas laterais do Rio Ave.
Óliver - Um relógio suíço com pilhas que nunca precisam de ser substituídas. Trabalha e corre quilómetros sempre em função da equipa fazendo tudo aquilo que é preciso para que o todo funcione. Tal como no jogo contra o Estoril, revelou uma frieza assinalável na hora de encarar o guarda-redes adversário.
Jackson - A nota seria negativa caso o colombiano não tivesse marcado. O golo foi aos 75 minutos e nos anteriores 74, o Jackson não esteve ao seu nível, revelando lentidão e cansaço, factores que acabam por ser normais num jogador que tem sido titular em todas as partidas. Marcou o seu 8º golo no campeonato e 15º da época.
Casemiro - Apesar de perfeitamente adaptado à posição, voltou a cometer algumas faltas, alguma delas perigosas e numa delas viu o 4º amarelo, que o deixa a 1 de ficar um jogo na bancada. É uma situação delicada estando o jogo com o Benfica à porta.
Herrera - O ex-Pachuca provou que não é um alien, e nesse sentido mostrou algum do seu lado humano fazendo um jogo cansado e apagado.
Brahimi - Outro que provou que é humano e que infelizmente também joga mal de quando em vez. O argelino fez o pior jogo desde que chegou ao Porto e a sua substituição foi tão natural que ninguém assobiou. O mágico teve um dia mau, nada mais.
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