Pragmático QB

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terça-feira, 8 de março de 2016

Braga 3 vs FC Porto 1 - 06.03.2016 - Liga Portuguesa

Quando a Pedreira nos cai em cima.

O jogo de ontem foi o 60º entre as duas equipas em partidas disputadas entre o 1º de Maio e a Pedreira e o Porto depois da derrota de ontem, soma a 13ª derrota, a que junta 13 empates e 34 vitórias. A viagem a Braga é tradicionalmente complicada embora tivéssemos conseguido 5 vitórias nas 5 últimas deslocações, tendo averbado a penúltima derrota em 2009, num jogo em que perdemos por 1-0, curiosamente com um golo de Alan e numa época em que ficamos em 3º lugar, a 3 pontos do 2º classificado Braga. Para se ter um pouco mais de noção da dimensão da vitória do Braga, será oportuno dizer que o Porto já não perdia em Braga por mais que um golo, desde o dia 10 de Setembro de 1978, ou seja, à quase 38 anos.


Peseiro desta vez optou pela versão Champions do Porto, retirou um extremo e colocou André naquela missão híbrida entre miolo e colado à linha. Honestamente, e embora Corona no seu actual momento e Marega não sejam as melhores opções do mundo, André a fazer de falso extremo não é uma solução que me agrade, principalmente quando o adversário é inferior, e quer se queira quer não, este Braga é inferior ao maior do mundo. Onze inicial à parte, o Porto tem uma grande entrada no jogo, encostando o Braga à sua baliza, e fazendo 25/30 minutos de grande nível, altura em Xistra "entra em campo" e equilibra um jogo até aqui desequilibrado. O jogo fica partido, muito mais emocionante, com ataques rápidos de ambas as equipas. A 2ª parte foi mais equilibrada, com algum ascendente do Braga em muitos momentos por isso não foi surpresa ver Hassan a marcar o primeiro golo, mas foi inesperada a forma como o fez, já que aquele falhanço do Marcano não lembra ao diabo. O Porto demorou a reagir mas conseguiu fazê-lo, muito por culpa de Brahimi que quis sempre pegar no jogo e na bola, cruzando para Herrera que podia e deveria ter feito melhor, num lance em que felizmente Maxi nunca perdeu a noção do tempo e do espaço. Empate alcançado mas que durou apenas 3 minutos, o Porto não consegue matar o jogo a meio campo e uma cavalgada do Djavan permite a Rafa encostar para o 2º golo. O Porto nesta altura perde completamente o controlo do jogo e de si mesmo, Indi é expulso numa falta escusada, Casillas sai da baliza de forma completamente extemporânea, Alan marca com classe e põe um ponto final num jogo que a partir da primeira meia hora, deu a ideia de nos estar a fugir.

Num jogo em que o Porto tinha de trabalhar e correr muito para contrariar o 4-4-2 muito bem oleado de Paulo "Karma" Fonseca, não fomos capazes de o fazer e caímos com estrondo na Pedreira. Escacar pedra deveria ter sido o lema para bater a abater este Braga moldado à imagem de um treinador que assumiu recentemente ter passado a pior fase da carreira no Dragão. Xistra ajudou, Marcano ajudou, Casillas ajudou, muitos factores contribuíram para uma exibição que acabou bem pior do que começou. O Adeus ao campeonato pode não ter começado em Braga mas fica claro que depois da 11ª derrota da época, pouco mais há a fazer do que esperar sentado por um milagre que muito provavelmente nunca irá chegar.

O dérbi da 2ª circular não sendo decisivo, decidiu muita coisa. Decidiu por exemplo que o Sporting (ainda) não tem o chamado estofo de campeão, decidiu dar razão a Jesus quando diz que "isto não é como começa mas sim como acaba", sendo o Benfica o maior exemplo disso, decidiu também que podes ter os melhores jogadores do mundo mas quando te falta o jogador sorte, ou o mijo, ou o caga, esquece lá os esquemas tácticos e os melhores treinadores do mundo. Jesus tem uma flash-interview do mais ridículo que vi nos últimos meses, ridicularizando um adversário que lhe tinha acabado de ganhar em sua própria casa. Honestamente, o mais difícil para o Benfica está feito, porque alcançado o 1º lugar, a puta da onda vermelha levará à frente qualquer tipo de dúvidas de quem será o campeão.


Maxi - O MVP da partida. O talento é muito mas a raça é inexcedível. Maxi foi um dos que mais empurrou a equipa para a frente, ao ponto de ter aparecido mais que uma vez em zonas de finalização para marcar o único golo da equipa.
Herrera - Grande jogo do box-to-box mexicano. Grande inicio de jogo, embora se fosse afundando juntamente com a equipa, ainda assim foi das poucas coisas positivas que aconteceram ontem em Braga.
Danilo - Danilo a jogar assim, não aguentará muito mais tempo, Dá tudo o que tem em cada jogo, e tem sido o jogador mais regular da equipa esta época.
Brahimi - O mágico argelino deu-se sempre ao jogo e nunca deixou de procurar a bola. Fica sempre a ideia que embeleza demasiado as jogadas mas apesar disso, foi o único a conseguir desequilibrar individualmente. Faz o cruzamento para o golo numa nada habitual trivela.
Inicio de jogo - Um grande inicio de jogo que não dava a entender o final de jogo sofrível pelo que passamos. Não marcamos no nosso melhor período e depois pusemos a jeito para a hecatombe que foi a 2º parte.


Marcano - Um central que fez uma grande época de estreia mas que vem cometendo erros grosseiros a uma velocidade desesperante nesta 2ª época. Ontem em Braga meteu mais uma vez nojo, num lance em que não era difícil ter feito melhor. Mais uma mancha numa época manchada.
Casillas - Só ele sabe o que lhe terá passado por aquele cérebro pequenino, no lance do 3º golo. Tal como Marcano, foi mais uma mancha numa época manchada com muitos erros e poucas virtudes.
Peseiro - O nosso Mister não terá tido o melhor jogo a mexer na equipa. Aboubakar por Suk, num jogo em que o coreano estava a ser dos melhores foi uma decisão muito questionável. Deixar jogar André tanto tempo claramente condicionado pelo amarelo precoce, também não me pareceu muito acertado. Peseiro foi reactivo quando se esperaria que fosse activo.
Xistra - O Xistrema voltou. Não tendo erros grosseiros durante todo o jogo, conseguiu arbitrar sempre de forma manhosa, habilidosa e extremamente condicionadora para o Porto. Uma diferença de critério gritante na mostragem de amarelos foi o inicio de uma arbitragem que seguiu sempre o mesmo caminho. Quando vemos Jesus a usar a abusar da respectiva área do seu banco, expulsar Peseiro daquela forma foi só mais uma acha para a fogueira.




inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].
inexcedível

"inexcedível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/inexced%C3%ADvel [consultado em 07-03-2016].

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Borussia Dortmund 2 vs FC Porto 0 - 18.02.2016 - Liga Europa

A derrota esperada.

Por incrível que pareça dado que são duas equipas que habitualmente jogam as competições europeias, este foi o primeiro jogo oficial entre os dois emblemas. Um Dortmund que neste momento se encontra em 2º lugar no campeonato alemão a 6 pontos do Bayern mas curiosamente com o mesmo número de golos marcados (53), o que diz bem do poder ofensivo dos germânicos e um Porto que com 62 golos em todas as competições, estabelece a pior marca desde a época 2007/08. Por outro lado encontraram-se duas equipas em diferentes situações no que diz respeito aos jogadores disponíveis para este jogo, o Dortmund praticamente na máxima força, com o seu ataque titular a jogar e o Porto com uma defesa e meio campo remendadas sabe lá Deus como. O Porto perdeu e perdeu bem, por números que felizmente não foram mais pesados, num jogo em que entramos em campo para perder por poucos e a tentar manter a chama viva para a 2ª mão no Dragão.

Exceptuando o ataque onde tínhamos todos os jogadores disponíveis, Peseiro era obrigado a mexer no miolo mas sobretudo na defesa. Com Marcano lesionado, Chidozie fora da lista para a Europa e Maxi e Danilo castigados, o Mister tinha forçosamente de "inventar" e não me parece que tenha estado particularmente bem neste capitulo. Se a entrada do Rúben para o lugar de Danilo era uma mexida esperada, as entradas de Varela para o lado direito da defesa e a adaptação de Layún a central, não me pareceram muito felizes. Este foi mais um daqueles casos onde me pareceu que entre surpresas e adaptações, Peseiro arriscou demasiado, dada a importância do jogo e o poder do adversário. Sou sempre da opinião que se deve mexer o menos possível por isso fazia todo o sentido fazer entrar Vitor Garcia (não tenho a certeza se está inscrito na Europa) para o lugar de Maxi, Verdasca, um central inexperiente mas de raiz e com rotinas naquela posição, para o lugar Marcano e manter assim Layún à esquerda. É óbvio que isto é tudo teoria mas achei que houve demasiadas alterações para um jogo só.

Mas falemos da partida e de mais um jogo em que o Porto começa praticamente a perder, num lance que a falta de rotina entre os 4 defesas pode ter influenciado o facto de Piszczek ter alvejado a baliza de Casillas em dose dupla. Golo aos 6 minutos e Porto a cheirar a borracha durante a primeira meia hora, este foi a ementa do inicio de jogo. Apesar do golo sofrido cedo, o maior do mundo não se transformou numa equipa em pânico e com menor ou maior dificuldade, concedeu poucos espaços ao ataque alemão e poucas situações de possível golo. Ficou também clara a ideia de que para um jogo destes, era imperativo ter um Rúben e principalmente um Herrera muito mais esclarecidos com a bola nos pés, infelizmente não os tivemos. Os primeiros 45 minutos demonstraram também que Varela de certa forma, estava a ser uma aposta ganha, e Layún, não sendo um Baresi, conseguia disfarçar bem. Ao intervalo, os 9-1 em remates e os 68-32% em posse de bola a favor do Dortmund eram números demonstrativos da inequívoca superioridade alemã sobre o maior do mundo mas o resultado de 1-0 deixava boas expectativas para a 2ª parte do jogo e principalmente para a 2ª parte da eliminatória. O Dortmund entra para os segundos 45 minutos de uma forma menos sôfrega, mais paciente e com menos pressa de chegar à nossa baliza e ainda bem porque de cada vez que acelerava, punha a nu as debilidades da defesa portista. O Porto recuava e não conseguia fazer 4/5 passes nas poucas vezes que recuperava a bola e nesse capitulo, Herrera foi 8 e não 80 como na Luz. A constante troca de bola no nosso meio campo defensivo, uma, outra e outra vez, fez com que o Dortmund chegasse ao 2º golo por Reus, numa jogada em que a bola foi de um lado ao outro do ataque germânico. O melhor que o Porto conseguiu foi um remate do esforçado Suk quase no final da partida, que Bürki defende bem.

Não sendo um bom, 1-0 seria um resultado razoável e possível de contrariar no Dragão, que o diga o Bayern, que na época passada perdeu por 3-1. Se quisermos ser optimistas e românticos, poderemos dizer que perder com 2 golos em casa de um clube que tem 3,5 golos marcados de média perante o seu público, foi de certa forma positivo. Foi a 9ª derrota do maior do mundo esta época, algo que só aconteceu na famigerada época de Paulo Fonseca, mas passadas 44 jogos, ao contrário das 37 actuais. 2-0 é um resultado que nos obriga a marcar pelo menos 3 golos, algo que não sendo tarefa impossível, obrigará o Porto a fazer um jogo praticamente perfeito. Com um Dragão cheio de portistas, com a equipa mais arrumadinha e completa do que neste jogo, com uma atitude mais ambiciosa e menos expectante, acredito que o Porto possa estar perto da próxima eliminatória.


Layún - O MVP da partida. O mexicano desta vez não assistiu, não marcou mas foi o jogador mais esclarecido da equipa. Ajudou a secar o cabeça de cartaz em termos de golos do Dortmund, isto porque Aubameyang trazia na bagagem 30 golos em 31 jogos esta época. Ainda que mantenha a opinião que se perdeu um excelente lateral esquerdo mas se improvisar um central, Layún não envergonhou naquela que foi a sua estreia no centro da defesa.
Marega - Muita luta, muita entrega ao jogo, foi o melhor do ataque portista. Com Brahimi completamente apagado, com Aboubakar a ser completamente engolido pela defesa amarela, foi o maliano o único destaque no ataque portista.


Brahimi - Demasiado colado à ala, o argelino foi uma completa nulidade. Escondido durante praticamente os 60 minutos em que esteve em campo, fiquei com a ideia que Suk, dado o seu poder de choque, poderia ter entrado para o seu lugar. Ainda está a tempo de se redimir porque na 2ª mão, exigi-se o Brahimi das grandes noites europeias.
Herrera - Apesar das muitas surpresas e adaptações no onze inicial do Porto, Herrera era o jogador com mais responsabilidades na equipa, o elemento que após a recuperação de bola, deveria esticar o jogo até á área contrária. O mexicano nunca foi capaz disso, falhou inúmeros passes, alguns por culpa própria e os restantes pela enorme pressão dos alemães no homem da bola.
Rúben Neves - A maior critica que lhe faço, é que se sentiu muito a falta de Danilo no jogo. O médio nunca se conseguiu impôr no meio campo portista e foi mais um a ser engolido inteiro pelos alemães.
Peseiro - Demasiadas mexidas e adaptações para um jogo só. A meu ver, o nosso Mister atrapalhou-se um pouco quando percebeu que não poderia contar com Marcano.




domingo, 31 de janeiro de 2016

Feirense 2 vs FC Porto 0 - 27.01.2016 - Taça da Liga

A arte de bem perder.

Numa época de certa forma negativa, o Porto bateu mais um recorde ao perder pela primeira vez na sua história contra o Feirense. Em 8 jogos a jogar no Marcolino de Castro e depois de ter conseguido 2 empates e 5 vitórias, o maior do mundo perdeu e pode-se dizer que perdeu bem, num jogo que não contava absolutamente para nada, a não ser o orgulho e brio profissional. Cosme Machado, como é hábito, não quis ficar de fora da festa e transformou um lance perfeitamente normal e usual numa grande penalidade. Porto a jogar mal, Cosme a fazer merda, tudo normal, portanto.

Peseiro fez alinhar um onze inicial com muitas mexidas, como vinha sendo hábito com Lopetegui e também Rui Barros, mas a única verdadeira novidade foi a entrada do nigeriano Chidozie para o centro da defesa para fazer companhia a Maicon. A equipa era a do "costume" na Taça da Liga mas Peseiro quis fazer algumas experiências num jogo, que bem vistas as coisas, não passava de uma jogo treino e por isso optou por um 4-4-2 losango, esquema táctico de que é fã desde os tempos de Alvalade. Rúben mais recuado, Imbula e Sérgio nos vértices laterais e Varela a no vértice mais avançado do losango preenchiam um meio campo que se tentava chegar à frente pelo meio, deixando as alas para os laterais Angél e Vitor Garcia. Suk foi o primeiro a disparar à baliza logo aos 2 minutos mas a bola sai por cima e o Feirense nada intimidado responde de igual forma. A partida foi disputada e quase sempre jogada longe das balizas, e foi preciso um lance fantástico do Cosme para desbloquear um jogo que estava dominado e controlado pelo Porto. O Feirense adiantava-se na partida e todo o Portista sabe a dificuldade que tem sido virar um jogo de há um ano e meio para cá. A 2ª parte acaba por ser uma cópia da 1ª mas é o Feirense o primeiro a criar perigo num cabeçada salva praticamente em cima da linha por Angél. André Silva primeiro e Suk depois, tem duas excelentes oportunidades para empatar mas em ambos os casos, os remates saem por cima e o Feirense acaba por aproveitar alguma apatia da defesa portista para chegar ao 2º golo já perto do final do jogo. É certo que o jogo não contava para nada e é certo que Peseiro fez mudanças estruturais na equipa mas exigia-se que os 11 que jogaram fizessem bem melhor contra uma equipa do 2º escalão, que segundo li, também jogou com as segundas linhas.


Vitor Garcia - O MVP da partida.  O defesa venezuelano tem estado sempre bem nos jogos em que tem sido chamado e não fez por menos contra o Feirense. Incansável nas subidas no seu flanco, fruto das idas para dentro do Sérgio, fartou-e de correr e cruzar mas nunca encontrou destinatário para as suas encomendas. É seguramente a mais forte alternativa para Maxi.
Chidozie - O central de apenas 19 anos tem dado excelentes indicações na equipa B, e como se viu mais uma vez, parece ter maturidade suficiente para ser o 4º central da equipa principal. Esteve quase sempre certinho, não inventou e só não fez uma exibição imaculada porque tal como os restantes companheiros de defesa, ficou a "nanar" no lance do 2º golo feirense.


Angél - O lateral espanhol tem estado razoavelmente bem sempre que é chamado mas desta vez foi intragável nos cruzamentos, arma que elogio frequentemente nas minhas análises. Devo ter contado uns 10 cruzamentos que, ou foram para trás da baliza, ou saíram pela linha lateral do outro lado ou foram facilmente cortados pela defesa feirense.
Imbula - Ainda há dúvidas que o francês não quer nada com isto? Espero que saia nesta janela de transferências e se não for pedir muito, que se recupere os 20 sacos que se deu por ele.
Taça da Liga - Péssima prestação da equipa nesta competição. Apesar de muitas mexidas na equipa, apesar de algumas experiências, 3 derrotas em 3 jogos, 2 deles contra equipas do 2º escalão, é algo que não representa a forma de estar do maior do mundo no futebol português.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Famalicão 1 vs FC Porto 0 - 20.01.2016 - Taça da Liga

O triste hábito da derrota.

Foi o 8º jogo entre Famalicenses e Portistas no Municipal de Famalicão em 3 competições diferentes, Campeonato Nacional, Taça de Portugal e agora Taça da Liga. O Porto soma agora 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, a penúltima das quais em Junho de 1947. O Porto entrou certamente com vontade de ganhar, embora o jogo pouco ou nada contasse para a continuação na prova.

Tenho por hábito ver todos os jogos desde que criei este espaço de opinião e análise, embora desta vez não o tenha feito por motivos profissionais. 90% dos jogos vejo-os em directo, e os 10% que sobram vejo-os sempre que arranjo 2 horinhas livres. Não o fiz desta vez porque "perder" 2 horas a ver um jogo da minha equipa, no actual momento não seja algo completamente aprazível, mas também por saber de antemão que o resultado tinha sido uma derrota. Seja como for e depois de ver o resumo muito alargado da Sporttv, foi fácil perceber que o Porto fez um jogo na onda do que têm sido os últimos mas também que o Famalicão chega ao único golo, num lance algo caricato e das poucas vezes em que chegaram com perigo à baliza de Hélton. Mesmo "a brincar", o Porto deveria ter feito muito mais do que fez, quanto mais não fosse por ter um jogador de 20 milhões em campo, valor suficiente para mais de 10 épocas de orçamento do Famalicão.

Pelo que tive oportunidade de ver, Vitor Garcia esteve em muito bom plano, revelando mais uma vez que pode e deve ser uma excelente alternativa a Maxi e Suk revelou um bom entrosamento com a equipa e muita vontade de mostrar serviço e com Aboubakar claramente a passar por um momento menos bom, pode ser titular além do jogo contra o Marítimo. Do lado oposto e mais uma vez, esteve Imbula que continua a passear o seu azedume e frete por esses campos fora.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Guimarães 1 vs FC Porto - 0 - 17.01.2016 - Liga Portuguesa

Pior que ter Lopetegui no banco, é não ter ninguém.

Mais uma viagem à cidade Berço e mais um resultado negativo, tem sido assim desde Fevereiro de 2013, altura em que goleamos o Guimarães de Rui Vitória com 4 batatas, 3 delas marcadas pelo nosso saudoso Jackson Martinez. Desde esse jogo para cá, somamos 2 empates e 1 derrota, o que demonstra bem a dificuldade que tem sido ultrapassar o muro vimaranense nos últimos anos. No histórico de confrontos em 71 jogos para a Liga Portuguesa, somamos 33 Vitórias, 22 Empates e 16 Derrotas, o que trocado em miudinhos, dá uma taxa de sucesso de 46%, ou seja, ganhamos perto de metade dos jogos que fazemos em Guimarães. Fraco para quem tem sempre de ganhar.

Rui Barros apresentou um onze sem surpresas mas equipado com aquele traje cor de merda, o que discretamente indiciava que o jogo muito provavelmente iria dar merda, e deu. Sérgio Conceição, alheio ao folclore semanal, montou uma equipa de combate que raramente se deixou surpreender pela velocidade, ou falta dela, da equipa do Porto. Há jogos que não começam com o apito inicial, falo daqueles em que as 2 equipas andam naquele ram ram, a ver se chove ou faz sol e a estudar-se mutuamente (como se diz na gíria futebolística), mas não foi o caso deste Guimarães - Porto. Desta vez o jogo começou no inicio e aos 15 segundos o jogador neozelandês com nome de actor de cinema esteve pertíssimo do golo. O Porto e o Casillas não perceberam a dica e o Vitória chegou ao 1º e único golo da partida num lance à Casillas, que Bouba Saré não perdoa. Apesar do erro colossal do Iker, o Porto não abanou e tomou conta do jogo e esteve perto do golo por 2 ocasiões, primeiro por Corona e depois por André mas "ambas as duas" foram travadas pelo puto Miguel Silva. O jogo caminhou para o intervalo e só Danilo criou perigo de cabeça depois de um canto de Layún. A segunda parte começa mais tranquila e foi o Porto quem esteve muito perto de marcar num lance em que Failbakar faz de 3º central vimaranense e não consegue concluir da melhor forma um cruzamento de Layún. 10 minutos depois uma grande jogada entre Varela e Maxi proporciona uma boa ocasião de golo a Brahimi mas infelizmente remata ao lado. Varela foi o último a criar perigo num remate de fora da área que também sai ao lado.

Sem alma, sem chama, sem treinador e o futuro dirá se foi, sem campeonato. 4-13 em remates, 1-10 em cantos e 29-71% na posse de bola, números que se dependesse da estatísticas, teria feito com que goleássemos. A verdade é que não só goleamos como perdemos um jogo de forma justa, numa partida em que 90 minutos não chegaram para contrair a fífia de Casillas aos 4 minutos. Foi também um jogo para perceber que a inoperância de Rui Barros, embora seja o menos culpado no meio disto tudo, faz com que não possa continuar à frente do banco do maior do mundo.


Maxi - O MVP da partida. Não foi por ele que perdemos este jogo. Não tendo grande trabalho a defender, foi incansável a atacar e nas combinações com Corona e depois com Varela. Um poço de raça e força.
Brahimi -  Na ala ou no meio fez o seu jogo habitual, muita bola no pé, muito um para um e algumas tentativas sem êxito de remate. Embora voltasse a complicar em alguns lances, fez o que pôde e a mais não foi obrigado.
Sérgio Conceição - Depois do que se falou e escreveu durante a semana (eu próprio o fiz quando soube da possibilidade de ele vir para o Porto), o treinador vimaranense fez uma flash-interview sincera e cheia de emoção.


Casillas - Mais um erro colossal e fatal, como tantos outros na sua longa carreira. Sempre o disse e vou continuar a dizer, o espanhol nunca foi aquilo que se pintava dele e não é por ter vindo para o maior do mundo que vou mudar de opinião. Diga-se o que se disser, o Casillas não está feliz no Porto, prova disso é a sua constante expressão de tristeza durante os jogos. Neste jogo, para além do lance capital, somou intervenções nervosas no pouco que teve de fazer.
Aboubakar - Mais um jogo em que fez pouco e o que fez, fez mal. Com Suk a chegar cheio de vontade, o camaronês tem a vida muito complicada no futuro.
Rui Barros, Falta de Vontade e Raça - O Baixinho é quem tem menos culpa no meio disto tudo e só por isso lhe perdoo o facto de desde muito cedo no jogo, toda o portista ter percebido que equipa e treinadores não seriam capazes de dar a volta a mais um jogo em que começamos a perder. A Direcção da SAD Portista cedeu à pressão de adeptos e imprensa, ao despedir Lopetegui sem sem ter uma alternativa já idealizada e pensada porque pior que ter Lopetegui no banco, é não ter ninguém.




quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sporting 2 vs FC Porto 0 - 02.01.2016 - Liga Portuguesa

Deus perdoa, o Slimani não.

Não é novidade nem é algo estranho, o Sporting é o adversário mais difícil de bater fora de portas, tendo essa dificuldade aumentado nos ultimos 12 anos, com apenas uma vitória do melhor do mundo. O Porto não ganha em Alvalade desde a época 2008/09, num jogo em que ganhamos pela margem mínima (1-2), com golos de Lisandro e Bruno Alves. Se recuarmos  ainda mais uns aninhos, iremos constatar que o Porto só ganhou ao Sporting em Alvalade por 4 vezes nos ultimos 20 anos, e sempre pela diferença de 1 golo. No passado sábado, o Sporting como infelizmente se está a tornar normal, ganhou merecidamente, não porque tivéssemos jogado mal, não porque Lopetegui tivesse inventado uma táctica mirabolante, não porque o árbitro tivesse influência no resultado, mas sim porque os lagartos foram inquestionavelmente melhores.

Lopetegui desta vez não "foi em grupes" e apostou num onze sem invenções, defesa habitual (porque se percebe que neste momento, Marcano perdeu a corrida), meio campo reforçado com Rúben Pirlo e Danilo praticamente lado a lado com Herrera mais solto, os 2 extremos titulares e o habitual Failbakar na frente. Jesus tentou o bluff durante a semana, mas fez entrar na mesma William e Ruiz de inicio. O jogo começa com grande intensidade, o Sporting entra forte mas o Porto joga tranquilo e personalizado. Corona é o primeiro a criar perigo depois de um grande passe de Rúben, o mexicano engole Jefferson, mas Naldo aprece tipo pronto-socorro e evita o golo. Minutos depois Danilo desmarca Failbakar mas Patrício sai bem da baliza e antecipa-se ao camaronês. O Sporting limitava-se a responder com remates de fora-da-área, quase sempre sem perigo. Os lagartos acabam por chegar ao golo num livre lateral bem marcado por Jefferson e ainda melhor finalizado por Slimani. A defesa do Porto, tal como tinha acontecido com o Marítimo, pareceu muito apática nos lances de bola parada defensiva. O Porto logo de seguida está pertíssimo do empate, na melhor situação de golo da primeira parte, mas Failbakar muito bem desmarcado com um passe subtil de Danilo, não consegue enganar Patrício e permite-lhe fazer uma boa mancha. João Mário muito perto do intervalo está perto do 2-0 mas cabeceia ao lado. A 2ª parte começa e o Porto é o primeiro a rematar num livre cobrado por Brahimi que sai por cima da barra. O Sporting tentava aproveitar um maior adiantamento da equipa do Porto, que se superiorizava na posse de bola, mas deixava algum espaço atrás e foi nessa altura que consegue 2 oportunidades de golo na mesma jogada, primeiro quando João Mário cruza para Slimani cabecear à barra, seguido de recarga de Ruiz para boa defesa de Casillas. Adrian de seguida aproveita a liberdade no corredor central e remata mais uma vez ao poste com Casillas já batido. À 3ª foi de vez e num contra-ataque conduzido por Ruiz, Slimani bisa na partida e coloca um ponto final no jogo. Layún é o ultimo a rematar à baliza para mais uma vez não passou de pólvora seca. Foi uma derrota justa que coincide com a perda da liderança conseguida a semana passada.


Corona - O MVP da partida. Foi o melhor do Porto na 1ª parte, conseguiu comer o Jefferson mais que uma vez e esteve perto do golo no inicio do jogo. Foi um autêntico quebra-cabeças para toda a defesa leonina e dos poucos que mexeu com o jogo.
Danilo - Mais um bom jogo do médio português. Lutou bastante naquela já esperada batalha de meio-campo e tentou empurrar sempre a equipa para a frente. Ficou a nanar no lance do primeiro golo mas quer-me parecer que a responsabilidade maior era de Indi.
Entrada em jogo - Ao contrário do que estava à espera, o Porto fez uma entrada muito personalizada no jogo. A partida estava perfeitamente controlada e foi um lance de bola parada a desbloquear tudo o que veio a acontecer.


Bolas paradas - É inegável que as coisas tem corrido bem nos lances de bola parada ofensivos mas a forma angélica como sofremos o primeiro golo é enervante. A postura apática como deixamos o melhor cabeceador adversário saltar a uma bola completamente sozinho é indesculpável.
Maicon - O central brasileiro voltou a provocar calafrios com aqueles rodriguinhos tão característicos. Esteve muito inseguro durante todo o jogo.
Brahimi - Ao contrário do que é costume, ajudou mais a defender do que é normal, mas no ataque foi quase sempre parte do problema e não da solução. Enquanto o argelino não perceber de uma vez por todas quando deve ir para cima da defesa contrária ou passar de primeira, nunca será o World Class Player que toda a gente acredita que pode vir a ser.
Lopetegui - O treinador, tal como qualquer jogador, está sempre sujeito à critica e não é por o defender variadíssimas vezes, que não vou deixar de o criticar noutras tantas. Ninguém poderá afirmar que perdemos por culpa dele mas a constante ausência de um Plano B em situações difíceis, consegue ser exasperante. A troca de Failbakar por André a perder por 1-0 foi só mais um prego que Lopetegui parece sempre querer pregar no seu caixão.




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Chelsea 2 vs FC Porto 0 - 09.12.2015 - Liga dos Campeões

(Des)Liga da Champions.

No pós-afastamento da Liga dos Campeões, há muita coisa para falar, ouvir, ler e escrever. Desde a "invenção" de Lopetegui, ao inacreditável histórico de jogos em Inglaterra, passando pela recepção à equipa e treinador no aeroporto que me enchem de orgulho, raspando pelo desejo de boa parte da nação portista em ter Nuno Espírito Santo como novo treinador e acabando numa análise pragmática ao jogo de ontem, que não tendo sido um mimo, também não foi uma catástrofe como se poderia concluir através do que se vai lendo um pouco por toda a comunidade azul e branca. O Porto não ficou afastado da Champions com a derrota em Stamford Bridge, o Porto suicidou-se com o jogo medonho que fez em casa contra o Dinamo.

Comecemos pelo tão badalado 5-3-2 que tanta tinta e língua fez e faz correr, porque sinceramente não percebo onde é que o facto de retirar o ponta-de-lança da equipa, torna o treinador num assassino que foi capaz de cometer um crime hediondo. Sou fã do Sadbakar, nunca o escondi, mas a verdade é que o camaronês atravessa a pior fase desde que chegou ao Dragão, está numa crise de golos mas fundamental e principalmente, numa enorme crise de confiança. Não marca há mais de um mês, e no anterior jogo falhou o possível e impossível. Retirá-lo do onze titular para Londres, mesmo precisando de ganhar, não me parece algo nunca visto no mundo do futebol. Quantas vezes a Espanha jogou sem avançado ou com Fábregas a fazer esse papel? A Juventus há quantos anos joga em 5-3-2? São 2 equipas menos ofensivas por isso? Lopetegui foi criticado no jogo com o Dinamo porque desfez o habitual 4-3-3, versão Champions com André a fazer de falso extremo, mas ontem não tinha André, o único médio capaz de desempenhar bem essa função. Ora bem, não tendo os jogadores para o modelo pretendido, criou um modelo para os jogadores que tinha, reforçou a defesa não destapando o meio campo e deixou duas motas na frente capazes de confundir a defesa londrina. Honestamente, não consigo ver nesta forma de pensar algo tão despropositado e desfasado da realidade que seria o embate com o Chelsea. Há uma coisa que não tenho duvidas, Lopetegui conhece o Chelsea melhor do que qualquer um de nós e acreditou que esta seria a fórmula mágica para derrotar os ingleses na sua própria casa. Infelizmente, o Porto perdeu, não porque jogou em 5-3-2, mas porque o Chelsea é e foi melhor que nós, deu-nos a iniciativa de jogo e fodeu-nos no contra-ataque. Tão Mourinho, não é? A estatística dos jogos consegue ser muitas vezes curiosa e ontem foi um desses casos, senão vejamos, o Porto perde e bem por 2-0, mas tem mais remates que o Chelsea (11-16), tem mais cantos (5-6) e acaba o jogo com uns impressionantes 61% de posse de bola a jogar fora de casa. Mourinho não anda a dormir, fez entrar Ramires para o lugar de Fábregas e o panzer Diego Costa para o ataque, ao contrário do que fez nos 2 anteriores jogos do campeonato. Deixou o Porto jogar, deixou-o ter bola e foi fulminante a sair para o contra-ataque.

O historial de jogos em Inglaterra era assustadoramente negativo para o Porto antes da visita a Stamford Bridge, em 16 jogos disputados com equipas britânicas, tínhamos apenas 2 empates e 14 derrotas. Equipas como o Newcastle em 69 (1-0), o Wolverhampton em 1974 (3-1), o Tottenham em 1992 (3-1), o Arsenal em 2006 (2-0), 2008 (4-0) e 2010 (5-0) ou o City em 2011 (4-0), que não ganham absolutamente nada a nível europeu, foram capazes de nos vencer, e em muitos dos casos, golear. Mas Lopetegui, ouve uma cena, o Porto perdeu ontem por 2-0 com o Chelsea por tua única culpa e porque não foste capaz de manter o esquema habitual de 4-3-3. Todos os anteriores treinadores que visitaram Inglaterra, perderam ou em poucos casos empataram, porque os adversários foram melhores e não por tentarem inventar uma fórmula mágica, não é Jesualdo?

Quando soube do onze inicial, percebi que Lopetegui preparava algo de diferente para atacar o apuramento mas persistia a duvida se jogaríamos em 5-3-2 ou com Layún a jogar mais avançado, duvidas essas que ficaram dissipadas mal soou o apito inicial do turco Cüneyt Çakir. A verdade é que o Porto entrou em campo a jogar de forma muito personalizada, e não fosse a infelicidade dupla de Marcano no minuto 12 e o jogo poderia e deveria ter sido outro. O golo precoce do Chelsea não desmontou a organização do Porto que embora não criando perigo, conseguia manter o Chelsea afastado da sua área, e só através de lances de bola parada é que assustava o tranquilo Casillas. A excepção foi um remate de Óscar que volta a tabelar em Marcano, saindo a rasar o poste. O intervalo chega e Lopetegui decide não mudar nada, mantendo o onze que iniciou a partida. O Chelsea foi o 1º a criar perigo num lance em que o Wilian permite a defesa de Casillas e o Porto responde num remate de fora da área de Corona. O Porto volta a rematar por Brahimi que infelizmente mete a bola na bancada quando tentava metê-la na gaveta e à 2ª tentativa Wilian não perdoa, numa cópia da jogada do inicio da 2ª parte. Marcano ainda assusta Courtois numa cabeçada na sequência de um canto e Lopetegui decide mexer e montar o habitual 4-3-3 com a entrada do Sadbakar. Brahimi volta à esquerda, Corona cola-se na direita e de imediato faz mossa numa jogada que faz o que quer de Azpilicueta, cruza para Brahimi, que domina bem a bola, remata colocado mas infelizmente a bola desvia na cabeça de Ivanovic. O Chelsea dá definitivamente a posse de bola ao Porto, mas procura sempre o erro dos azuis e brancos e Óscar está perto do golo num lance que remata de calcanhar. Tello que tinha entrado para o lugar de Herrera obriga Courtois a uma boa defesa num remate que dá a ideia de não ir na direcção da baliza mas o Chelsea responde num remate ao poste de Hazard. Estávamos numa fase em que o 3-0 estava tão perto como o 2-1 porque o jogo estava louco e completamente aberto, mas até final foi novamente Brahimi a criar perigo num grande remate de primeira que passa a beijar o poste. O apito final chega, a derrota é justa, embora a equipa tenha feito tudo o que estava ao seu alcance para fazer a tal história que todos os portistas desejariam. Se formos intelectualmente honestos, não poderemos afirmar que o resultado seria outro caso Lopetegui não tivesse "inventado". Adeus Liga dos Campeões, olá Liga Europa.
 

Para finalizar, aquela recepção lastimável à equipa e treinador no aeroporto, com tentativas de agressão a Lopetegui que censuro, e com as quais não me identifico minimamente. A nação portista está descontente, tem razões para isso, mas comités de "boas-vindas" selvagens ao nosso treinador são actos que em nada dignificam o comum e apaixonado adepto portista. Ser portista deveria ser muito mais do que isto. 


Brahimi - O MVP da partida. O argelino não marcou, não assistiu mas fez um jogo enorme. Uma hora muito ingrata, onde foi médio criativo, extremo, avançado mas sempre a procurar o espaço e a bola. Voltou à sua posição natural com a entrada de Aboubakar e foi sempre dos seus pés que nasceram as jogadas de maior perigo do Porto. A equipa lutou muito mas o argelino foi sempre o mais inconformado. Um grande jogo na maior montra do futebol mundial.
Corona -A par de Brahimi, fez a dupla de ataque no sistema improvisado (ou talvez não) de Lopetegui. Trocou várias vezes de posição com o argelino na tentativa de desmontar a defesa de betão do Chelsea mas foi a extremo que foi mais incisivo.
Casillas - Não foi por ele que o Porto perdeu este jogo. Fez o que podia no lance do primeiro golo e não tem a mínima hipótese no míssil de Willian. Deu sempre segurança à equipa e foi sempre evitando o inevitável.




Adeus Champions - Depois de 10 pontos em 4 jogos e estarmos à distância de um empate nos 2 últimos jogos da fase de grupos, ser eliminado da Champions é como nos espetarem uma faca e rodar para ambos os lados. Vêm aí a Liga Europa, competição onde até fomos felizes em 2003 e 2011 mas ouvir o hino da maior prova europeia de clubes sem ver o nosso Porto, será de uma enorme azia.
Marcano - Decididamente não foi o melhor jogo do central espanhol. Duplamente mal no lance que inaugurou o marcador, não consegue fazer um corte aparentemente fácil e como se não bastasse, vê a bola bater-lhe depois da boa defesa de Casillas e encaminhar-se para dentro da baliza.
Lopetegui - Nada nem ninguém poderá garantir que ganharíamos o jogo caso o nosso treinador não tivesse alterado o nosso esquema habitual, mas mudanças "abruptas" em jogos chave tendem a dar mal resultado.





sábado, 28 de novembro de 2015

FC Porto 0 vs Dinamo Kiev 2 - 24.11.2016 - Liga dos Campeões

A derrota à distância de um empate.

Do céu ao inferno em 90 minutos, este poderia ser o resumo do jogo de ontem no Dragão. Um jogo que tinha tudo ou quase tudo para ser a celebração da passagem (mais uma) para os oitavos-de-final da Champions com um aparente e teóricamente acessível empate, tornou-se numa das maiores desilusões da época, com uma derrota justa. Foi seguramente um dos piores jogos da época, senão o pior, e vozes e dedos incriminadores voltam a apontar para o nosso Mister. Tudo e mais alguma coisa se tem dito e escrito acerca do jogo de ontem e é nestas alturas que facilmente percebemos que no futebol, o treinador e equipa passam por diferentes análises e criticas a uma velocidade superior à do Bolt. Ontem perdemos bem, o treinador óbviamente que tem parte da culpa, mas depois de assistirmos a um jogo onde metade da equipa foi miserável, estar a apontar o foco incriminador para Lopetegui, parece-me intelectualmente desonesto.

Há uma expressão que aprecio bastante que basicamente diz que "se fizermos o totobola no final dos jogos, acertamos nos resultados todos". Eu não tenho acesso privilegiado à equipa, nem a tudo o que vai para além do que leio nos jornais e do que vejo no conforto do meu sofá durante os 90 minutos de cada jogo, por isso não sei se o Maxi saiu ao intervalo por questões físicas, nem se o André começou no banco por essas mesmas razões, nem se o Lopetegui tinha a pressão da direcção para ganhar o jogo e não empatar, por questões óbviamente financeiras. Não sei nada disso, o que sei é que o Porto se apresentou ontem no seu habitual 4-3-3, com 2 extremos abertos nas alas, com um trinco, com 2 médios centro e os 4 habituais defesas, isso eu sei e também sei que este é o esquema habitual do Porto. Sei também que na época passada quando ganhamos ao Bayern em casa jogamos em 4-3-3, com 2 extremos nas alas, exactamente como jogamos ontem. Isto tudo para dizer que não é porque em alguns jogos Lopetegui reforçou o meio campo com 4 elementos, que terá de o fazer sempre em todos os jogos da Champions. André tem sido o jogador fetiche de Lopetegui, Maxi foi contratado para substituir Danilo e a sua titularidade tem sido intocável e inquestionável, com estes dados será honesto dizer que o português ficou no banco e Maxi saiu ao intervalo por uma simples opção táctica do treinador? Não sei.

Partindo do principio de que todos os jogadores estavam aptos fisicamente, e depois das indicações dadas no jogo da Taça com o Angrense, há para mim uma surpresa no onze inicial que Lopetegui escolheu para o jogo com o Dinamo, que é o André no banco, não para fazer de extremo mas para ser um dos 3 do meio-campo. O Porto entrou nem no jogo e foi Danilo o primeiro a abrir os embrulhos com um remate logo aos 3 minutos, depois de excelente recuperação de bola. A equipa dominava territorialmente mas só conseguia ameaçar a baliza de Shovkovskiy através de remates de fora-da-área, primeiro por Brahimi e depois por Imbula. O minuto 20 marcou a fronteira entre um jogo perfeitamente controlado e uma completamente e constantemente perdida em campo. O Dinamo tomou conta do jogo, Yarmolenko passeava a sua classe na invicta e as oportunidades para os ucranianos foram surgindo, primeiro numa cabeçada ao poste seguida de recarga que passou pertíssimo do poste direito de Casillas e depois num lance que o Carballo decidiu marcar penálti mas que me pareceu demasiado forçado. O que se conseguiu fazer até ao intervalo, estancar o sangue, fazer o curativo e impedir que a ferida agravasse. Maxi sai ao intervalo numa decisão polémica de Lopetegui, Danilo desce para central, Indi vai para a esquerda e Layún passa para a direita. Uma decisão um pouco radical mas que significava que Lopetegui queria ganhar o jogo a todo custo. O Porto volta a entrar bem no jogo, o André reclamou um penálti aos 53 minutos num lance que para mim é tão merecedor de falta como o outro assinalado pelo Carballo na primeira parte. A equipa estava forte mas como o futebol não é uma ciência exacta, assim como para caminhares tens de gatinhar primeiro, o Porto não só não conseguiu empatar o jogo, como acabou por levar o segundo soco no queixo que o levou completamente ao tapete. Aos 67 minutos Lopetegui põe a carne toda no assador com as entradas de Osvaldo e Corona para os lugares de Imbula e Brahimi mas mas como se  viu a carne ficou crua e mal saborosa. 2 bolas aos ferros em 2 lances de muito coração e pouca cabeça, foram disfarçando e adiando o inevitável e penoso final de jogo de uma equipa completamente destroçada.

As contas finais deste grupo são fáceis de fazer, ou seja, o Porto não pode fazer pior do que fará o Dinamo em casa com o Maccabi para passar à próxima fase. As portas da Liga Europa estão abertas e o papelinho com o nome FC Porto já está dentro da bola que fará parte do sorteio, por isso cabe à equipa e treinador jogar de forma completamente diferente e ir a Stanford Bridge fazer um jogo épico.


André - O MVP da partida. Os meus pontos positivos começam e acabam no médio português. A sua entrada mexeu positivamente com a equipa, embora sem resultados práticos. Começou no banco por problemas físicos, ou simplesmente porque Lopetegui achou que o nosso melhor jogador até à data não merecia a titularidade. Esteve nos únicos 3 lances perigosos da equipa, no penalti não assinalado e nas 2 bolas nos ferros, o que diz bem da importância da sua entrada em campo.


Não consegues individualizar quando tens mais de metade da equipa a jogar de forma sofrível. Casillas, Layún, Rúben, Brahimi, Tello e Aboubakar jogaram mas não jogaram e Osvaldo e Corona entraram mas não entraram. Lopetegui pode e deve ser culpado pela equipa não ter jogado puto mas não deveria ser culpado por mais de metade dos jogadores terem jogado tão abaixo do que são capazes.




quarta-feira, 22 de abril de 2015

Bayern München 6 vs FC Porto 1 - 21.04.2015 - Liga dos Campeões













Um sonho que durou 6 dias.

Dia 15 a dia 21 de Abril, foi este o espaço temporal que nos permitiu sonhar e acreditar que era possível eliminar o poderoso Bayern Munique, seguramente uma das 3 melhores equipas do mundo. Tudo começou faz hoje uma semana, num belo fim de tarde, no Estádio mais lindo do mundo, numa das mais notáveis vitórias que a minha memória me permite recordar. 6 dias passaram, o sonho virou pesadelo, a esperança de uma Champions épica morreu mas a vida continua. Perdemos com um acumulado de 7-4 e dito assim, a dor de uma pesada derrota, é de certa forma amenizada.

A Lei de Murphy é uma velha máxima que diz que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal. Um Porto desfalcado dos 2 laterais titulares, um Bayern com sede de vingança, um estádio cheio de alemães desejosos de sangue, o poder dos números e dos orçamentos claramente a nosso desfavor, tudo preparado para que a puta da Lei do senhor Murphy entrasse em acção. Infelizmente este é o tipo de jogo facílimo de comentar, tal a diferença de qualidade demonstrada pelas duas equipas. O Porto entrou mal em jogo, à imagem do que tem sido toda a época,  com a diferença que os alemães não são os Paços Ferreira's ou os Penafieis da Europa. Equipas como o Bayern castigam o adversário mesmo quando não têm espaço, e o que fazem quando tudo lhes é permitido? Castigam, massacram, violam, sem dó nem piedade até que o adversário deixe de mexer. 

Foi assim durante toda a primeira parte, o Bayern aproveitou o facto do Porto ter entrado molezinho, macio, meiguinho e inofensivozinho em campo e usou e abusou dos nossos meninos até se encher. É como ir às putas mas não pagar no fim. Ameaçaram com uma bola ao poste e como o Porto não ligou ao aviso, foram 28 minutos a levar porrada, pelo chão, pelo ar, por baixo da terra, elas caíram de todo lado até que o cliente alemão se encheu da puta portuguesa e decidiu deixá-la em paz. O Porto deu muito espaço no sector defensivo, não mordeu, não bateu, não atrapalhou, limitou-se a assistir ao espectáculo de variedades dado pelos bávaros. Resultado, 5 salsichas contra 0 bacalhaus ao intervalo.

Nos balneários o chulo basco mudou a forma das putas actuarem, trocando uma delas, que dado o seu nervosismo poderia reagir mal a mais um pancada do cliente e fez entrar uma puta mais calma, mais nova, mais esclarecida. Esta mudança de intervenientes, assim como a mudança táctica fez com a equipa jogasse muito mais equilibrada e o Porto conseguiu de certa forma estancar a invasão alemã. Este maior esclarecimento do Porto, aliado ao facto do Bayern ter tirado o pé do acelerador fez com que a segunda parte fosse muito mais equilibrada. As jogadas de ataque foram surgindo até que o Jackson marca o nosso único golo aos 73 minutos. Faltava pouco tempo para acabar o jogo mas isso não impediu que a equipa lutasse muito com o coração e menos com a cabeça, sempre em busca de novo golo que permitisse pelo menos pôr algum nervosismo nos alemães. Esse golo quase chegou numa grande jogada individual de Jackson, seria o 5-2 e ficaríamos a apenas um da passagem às meias-finais. Mas como no futebol não existem "se's", o Bayern voltou a bater nos nossos meninos, num livre superiormente bem marcado por Alonso, a castigar falta e posterior expulsão de Marcano.

Pode parecer surreal da minha parte, mas a verdade é que foi a derrota que me custou menos a digerir. Quando nos saiu o Bayern no sorteio, todo o Portista sentiu que nos tinha calhado a fava, e essa sensação só mudou depois de uma 1ª mão no Dragão onde toda a equipa se transcendeu. O problema é que todos os Portistas sabiam que só iríamos eliminar os alemães se fizéssemos não um, mais dois jogos transcendentes. Fica óbviamente o amargo pela derrota pesada, porque conscientemente talvez tivéssemos preferido uma derrota por 2-0, embora na prática fosse a mesma coisa.

"No matter how cold the winter, there's a springtime ahead.."

  
Jackson - O melhor jogador azul e branco. "Quem dá o que tem, a mais não é obrigado!", e o colombiano deu o que tinha e o que não tinha num jogo extremamente ingrato. Lutou quase até cair para o lado, marcou um e quase marcava outro, defendeu muito. Fez o que pode. Nada a apontar.
Herrera - Tal como Jackson, foi o que lutou mais. O jogo típico do mexicano, as coisas nem sempre lhe correram bem mas nunca deixou de lutar. Para o Hector, tanto faz estar 0-0 como 6-1, é sempre a abrir até ao apito final ou cair para o lado.
Adeptos Portistas -  O que se viu na partida e chegada da equipa no aeroporto revela que adeptos e equipa estão unidos, e isso é algo que merece destaque.
Nada mais a destacar, numa noite e num jogo como não há memória.




Pode-se falar de tanta coisa que correu mal que nem sei por onde começar. Falar que este ou aquele jogador jogaram mal quando se enfarda 6-1, é complicado, ainda assim consigo separar algumas coisas: 
Lopetegui - Na 1ª mão, Julen 1 - Pep 0, ontem,  Pep 1 - Julen 0. O 4-4-2 do Bayern desmontou completamente a nossa estratégia. Os alemães colocaram muita gente onde o Porto estava ferido, Lahm e Rafinha violaram o Indi e o Gotze e Bernat fizeram do Reyes uma galocha. Não estou habilitado a afirmar que com o Ricardo de inicio, o jogo seria diferente, seria desonesto comigo mesmo se o fizesse.
Futebol Aéreo - 6 golos sofridos, 3 de cabeça. Indi (1.84cm), Maicon (1.91cm), Marcano (1.89cm), Reyes (1.89cm), Casemiro (1.84cm), uma média de altura de 1.87 cm nos 5 jogadores mais defensivos da equipa. Se não é pela altura, a culpa só pode ser do mau posicionamento.
Fabiano - Talvez esteja a ser injusto com o nosso guarda-redes mas a verdade é que fiquei sempre com a sesação que o brasileiro poderia e deveria fazer sempre mais qualquer coisa nos 6 golos sofridos.









Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].
Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal.

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].
Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal.

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].