Entrar a medo, sair de fininho.
Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.
Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.
Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.
Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.
"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.
Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti.
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.
Casillas - Ler em cima.
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.
Mostrar mensagens com a etiqueta Dupla de centrais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dupla de centrais. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
sábado, 7 de março de 2015
Braga 0 vs FC Porto 1 - 06.03.2015 - Liga Portuguesa
Foi preciso tirar 72 pedras do caminho.
As duas equipas chegavam à batalha da Pedreira com um cartão de visita brilhante - 5 vitória nos ultimos 5 jogos, com um score de 10-1 no caso do Braga e 13-0 no caso do Porto - e se juntarmos a isso a necessidade extrema de ambas as equipas ganharem, embora com objectivos diferentes, estavam reunidas as condições para assistirmos a um grande jogo de futebol. Mas, puro engano, só uma equipa jogou, só uma equipa quis ganhar, só uma equipa fez um grande jogo. 33-67% na posse de bola e 2-16 nos remates são números que revelam a superioridade portista. O Porto continua na luta à custa de uma raça, força e espírito de sacrifício inolvidáveis.
No jogo contra o Sporting, o Porto tinha jogado uns 20-25 minutos nervosos, com algumas perdas de bola, deixando o Sporting manter o jogo equilibrado e longe da sua baliza. Em Braga esse período repetiu-se, embora tenha durado apenas 10 minutos, altura em que o Braga foi superior e mesmo não nos tendo criado problemas perto da nossa área, foi sempre um adversário chatinho. Após esta fase menos boa, o Porto tomou completamente conta das operações e partiu para uma exibição fortíssima no nível defensivo e com momentos de muito bom futebol no que ao ataque diz respeito. É impressionante como o Porto consegue ser "mandão" e autoritário em jogos de elevada dificuldade como o de ontem e o do passada domingo contra o Sporting. Embora o nosso caríssimo Sérgio Conceição tenha afirmado no final do jogo que o resultado mais justo seria o empate, nunca o poderemos levar a sério depois do que se viu na Pedreira durante os 90 minutos. Vitória suada e lutada que embora tenha acontecido pela margem mínima, revelou sempre um Porto muito superior ao Braga em todos os aspectos do jogo.
Estamos na luta, a um ponto do Benfas, e à espera daquele tropeção que nos permita dependermos unicamente de nós para a conquista do caneco em Maio. O nosso rival nestas últimas semanas tem vindo a público com algumas manobras de diversão que tentam insinuar que o principal beneficiado das arbitragens esta época é o Futebol Clube do Porto, movimentações ridículas que só revelam um sentimento de pânico e desespero em relação à proximidade da nossa equipa.
Atitude da equipa - Depois da derrota na Madeira, o fim estava próximo, mas o tropeção do Benfas na Capital do Móvel foi o balão de oxigénio que nos permitiu encarar o restante campeonato sempre com uma atitude ganhadora. Após o tropeção nos Barreiros, somamos 6 vitórias com 14 golos marcados e nenhum sofrido.
Tello - O MVP da partida. 4 golos nos 2 últimos jogos contra adversários como o Sporting e Braga são sinónimo de um acréscimo, não de forma mas sim de confiança, principal problema do espanhol. A qualidade sempre esteve lá, faltavam níveis de confiança de lhe permitissem encarar adversários e baliza da forma implacável que tem demonstrado. No flash-interview disse.. "Eu sempre disse desde que cheguei que me trataram muito bem. Vamos ver como termina o ano e espero ficar aqui bastante tempo". Cristian, por mim DEVES ficar.
Evandro - Grande primeira parte. Foi o grande dinamizador do ataque portista. Nota-se a quilómetros a experiência e calo que tem em jogos como este. Deu uma grande ajuda na batalha de meio campo. Foi o primeiro a ser substituído, não porque estava a jogar mal, mas porque havia a necessidade de mexer na equipa quando ainda estava 0-0.
Casemiro - Lentamente as criticas negativas parecem não querer a companhia do brasileiro. Neste momento parece-me um dos jogadores mais fundamentais da equipa. É de longe o elemento mais combativo da equipa, um jogador que sofre tantas faltas como as que faz. Tem doseado melhor a forma como encara os confrontos individuais, o que lhe tem valido menos cartões.
Dupla de Centrais - Parece-me inquestionável que Martins Indi é o central com mais categoria do plantel, mas não menos inquestionável é a forma homogénea como a dupla Maicon e Marcano tem jogado. Entendem-se muito bem, compensam as subidas um do outro e neste momento são um muro muito difícil de ultrapassar. Os números não enganam, nos últimos 7 jogos, apenas um golo sofrido.
Adeptos - Mais um jogo onde adeptos e claque portista se fizeram ouvir incansávelmente.
Brahimi - Voltei a não gostar do jogo do Brahimi. Voltou a emperrar o jogo portista sempre na tentativa de fintar 1/2 adversários antes de soltar a bola. Passou para o meio depois da entrada de Quaresma mas isso só fez com que desaparecesse de vez. Foi substituído depois do Porto marcar e quando era preciso dar músculo e mais critério à posse de bola no meio campo.
Fabiano - Num jogo em que o adversário faz 2 remates e nenhum vai à baliza, é imperativo que o nosso guarda-redes esteja 100% assertivo mas não foi o caso. Fabiano pôs a baliza do Porto em perigo em 2 lances por culpa própria, o primeiro saindo mal a um cruzamento que não dá golo do Zé Luis por pouco, e depois largando a bola em novo cruzamento sem qualquer perigo.
Lesão do Jackson - Pelo que se percebeu o colombiano pode ter sofrido uma lesão com alguma gravidade, parando entre 3 e 4 semanas. Não sendo o fim do mundo, é um rombo enorme na equipa. Jackson é o jogador mais imprescindível do plantel, pelo que joga, pelo que marca e pelo que faz jogar.
Jogo de nervos - Não tenho coração para jogos como este, por isso deixo aqui o repto.. Porto, se possível, será que podem começar a resolver os jogos um bocadinho mais cedo?
As duas equipas chegavam à batalha da Pedreira com um cartão de visita brilhante - 5 vitória nos ultimos 5 jogos, com um score de 10-1 no caso do Braga e 13-0 no caso do Porto - e se juntarmos a isso a necessidade extrema de ambas as equipas ganharem, embora com objectivos diferentes, estavam reunidas as condições para assistirmos a um grande jogo de futebol. Mas, puro engano, só uma equipa jogou, só uma equipa quis ganhar, só uma equipa fez um grande jogo. 33-67% na posse de bola e 2-16 nos remates são números que revelam a superioridade portista. O Porto continua na luta à custa de uma raça, força e espírito de sacrifício inolvidáveis.
No jogo contra o Sporting, o Porto tinha jogado uns 20-25 minutos nervosos, com algumas perdas de bola, deixando o Sporting manter o jogo equilibrado e longe da sua baliza. Em Braga esse período repetiu-se, embora tenha durado apenas 10 minutos, altura em que o Braga foi superior e mesmo não nos tendo criado problemas perto da nossa área, foi sempre um adversário chatinho. Após esta fase menos boa, o Porto tomou completamente conta das operações e partiu para uma exibição fortíssima no nível defensivo e com momentos de muito bom futebol no que ao ataque diz respeito. É impressionante como o Porto consegue ser "mandão" e autoritário em jogos de elevada dificuldade como o de ontem e o do passada domingo contra o Sporting. Embora o nosso caríssimo Sérgio Conceição tenha afirmado no final do jogo que o resultado mais justo seria o empate, nunca o poderemos levar a sério depois do que se viu na Pedreira durante os 90 minutos. Vitória suada e lutada que embora tenha acontecido pela margem mínima, revelou sempre um Porto muito superior ao Braga em todos os aspectos do jogo.
Estamos na luta, a um ponto do Benfas, e à espera daquele tropeção que nos permita dependermos unicamente de nós para a conquista do caneco em Maio. O nosso rival nestas últimas semanas tem vindo a público com algumas manobras de diversão que tentam insinuar que o principal beneficiado das arbitragens esta época é o Futebol Clube do Porto, movimentações ridículas que só revelam um sentimento de pânico e desespero em relação à proximidade da nossa equipa.
Atitude da equipa - Depois da derrota na Madeira, o fim estava próximo, mas o tropeção do Benfas na Capital do Móvel foi o balão de oxigénio que nos permitiu encarar o restante campeonato sempre com uma atitude ganhadora. Após o tropeção nos Barreiros, somamos 6 vitórias com 14 golos marcados e nenhum sofrido.
Tello - O MVP da partida. 4 golos nos 2 últimos jogos contra adversários como o Sporting e Braga são sinónimo de um acréscimo, não de forma mas sim de confiança, principal problema do espanhol. A qualidade sempre esteve lá, faltavam níveis de confiança de lhe permitissem encarar adversários e baliza da forma implacável que tem demonstrado. No flash-interview disse.. "Eu sempre disse desde que cheguei que me trataram muito bem. Vamos ver como termina o ano e espero ficar aqui bastante tempo". Cristian, por mim DEVES ficar.
Evandro - Grande primeira parte. Foi o grande dinamizador do ataque portista. Nota-se a quilómetros a experiência e calo que tem em jogos como este. Deu uma grande ajuda na batalha de meio campo. Foi o primeiro a ser substituído, não porque estava a jogar mal, mas porque havia a necessidade de mexer na equipa quando ainda estava 0-0.
Casemiro - Lentamente as criticas negativas parecem não querer a companhia do brasileiro. Neste momento parece-me um dos jogadores mais fundamentais da equipa. É de longe o elemento mais combativo da equipa, um jogador que sofre tantas faltas como as que faz. Tem doseado melhor a forma como encara os confrontos individuais, o que lhe tem valido menos cartões.
Dupla de Centrais - Parece-me inquestionável que Martins Indi é o central com mais categoria do plantel, mas não menos inquestionável é a forma homogénea como a dupla Maicon e Marcano tem jogado. Entendem-se muito bem, compensam as subidas um do outro e neste momento são um muro muito difícil de ultrapassar. Os números não enganam, nos últimos 7 jogos, apenas um golo sofrido.
Adeptos - Mais um jogo onde adeptos e claque portista se fizeram ouvir incansávelmente.
Brahimi - Voltei a não gostar do jogo do Brahimi. Voltou a emperrar o jogo portista sempre na tentativa de fintar 1/2 adversários antes de soltar a bola. Passou para o meio depois da entrada de Quaresma mas isso só fez com que desaparecesse de vez. Foi substituído depois do Porto marcar e quando era preciso dar músculo e mais critério à posse de bola no meio campo.
Fabiano - Num jogo em que o adversário faz 2 remates e nenhum vai à baliza, é imperativo que o nosso guarda-redes esteja 100% assertivo mas não foi o caso. Fabiano pôs a baliza do Porto em perigo em 2 lances por culpa própria, o primeiro saindo mal a um cruzamento que não dá golo do Zé Luis por pouco, e depois largando a bola em novo cruzamento sem qualquer perigo.
Lesão do Jackson - Pelo que se percebeu o colombiano pode ter sofrido uma lesão com alguma gravidade, parando entre 3 e 4 semanas. Não sendo o fim do mundo, é um rombo enorme na equipa. Jackson é o jogador mais imprescindível do plantel, pelo que joga, pelo que marca e pelo que faz jogar.
Jogo de nervos - Não tenho coração para jogos como este, por isso deixo aqui o repto.. Porto, se possível, será que podem começar a resolver os jogos um bocadinho mais cedo?
Etiquetas:
Aboubakar,
Adeptos,
Casemiro,
Dupla de centrais,
Evandro,
Jackson,
Lesão grave,
M&M's,
Tello
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















