La remontada Casillana.
O futebol desperta muitos ódios mas consegue despertar ainda mais paixões, muito por culpa de jogos como este, onde o actual David consegue vencer o actual Golias. As equipas chegavam ao 164º maior clássico da Liga Portuguesa num estado de espírito e actuais momentos de forma completamente inversos. Benfica, o Golias (pelo menos pelo que se ia lendo na imprensa desportiva escrita), após ter perdido em Alvalade sem apelo nem agravo, vinha de 14 jogos, com 1 empate e 13 vitórias, muitas delas com números expressivos, o chamado rolo compressor. Ao invés, o nosso amado Porto, o maior do mundo, que tal como disse na anterior posta, tinha apenas ganho 8 dos últimos 16 jogos disputados. Se juntarmos a esta ementa, uma jornada anterior onde o Benfica foi a Belém golear a equipa da casa com 5 batatas e o Porto ser derrotado vergonhosamente em casa pelo Arouca, chegaríamos facilmente à conclusão que o maior do mundo iria ser copiosamente vergado aos pés do clube da Luz. Felizmente, não foi o que aconteceu, não porque tivéssemos disso tremendamente superiores mas porque, ao contrário de muitas e muitas situações, fomos eficazes e tivemos aquela pontinha de sorte que nos teimava em fugir semana após semana. Para finalizar a estatística, dizer que foi o 82º jogo entre as 2 equipas para a Liga, o Porto somou a 15ª vitória, sobrando 25 empates e 42 vitórias para o Benfica.
Peseiro teve coragem e um mérito que salta logo à vista, não se cortou, não inventou e foi à Luz com o onze base, optando por Chidozie no lugar de Marcano, fugindo assim à tentação de fazer recuar Danilo e com isto mexer em 2 posições. O Benfica por estratégia ou simplesmente porque não conseguiu, não teve aquela entrada pressionante e avassaladora que se esperava, o rolo compressor das últimas semanas emperrou numa massa azul e branca compacta e bem posicionada. Ainda assim foi o Benfica o primeiro a criar perigo em contra-ataque e em dose dupla por Pizzi, Casillas defende bem no primeiro remate e na 2ª tentativa, o extremo vermelho remata para fora. O golo da equipa da casa não tardou, Renato Sanches atrai todas as atenções e no momento certo solta para Mitroglou rematar colocado e sem qualquer hipótese para Casillas. O Benfica acaba por chegar ao golo numa altura que o Porto ainda nem sequer tinha rematado à baliza. O Porto, e nomeadamente Herrera lembra-se que o futebol tem balizas, recebe um passe de Layún e num remate cagadinho mas pornográficamente bem colocado, estabelece a igualdade para o nosso Porto. Foi o 6º golo para Herrera e a 16ª assistência para Layún. Um pequeno aparte, gosto da forma como a equipa tem festejado os golos, apesar de toda a tempestade que tem sido esta época. Revela raça, revela união, revela querer. O Benfica responde numa jogada um pouco aos trambolhões, Jonas remata com o esquerdo mas Casillas defende mais uma vez em voo com a direita. Mitroglou pouco tempo depois está perto de bisar mas Chidozie embora tenha perdido inicialmente a posição, consegue recuperar e atrapalhar o grego. O Porto rematava pouco e quando o fazia era na baliza errada, Corona na ânsia de cortar a bola quase faz um auto-golo, mas Herrera na baliza certa quase factura num remate semelhante ao do 1º golo. Samaris quase me cima do intervalo remata por cima numa das melhores jogada do Benfica. O empate ao intervalo premiava fundamentalmente a eficácia do Porto e a noite positiva de Casillas. O Benfica entra bem na 2ª parte e é o primeiro a criar perigo num contra-ataque rapidíssimo que acaba com um remate fraco mas colocado de Gaitan e uma enorme defesa de Casillas e o Porto responde por Brahimi que remata à figura depois de uma tabelinha com Herrera. Um dos momentos da partida foi aos 59 minutos, altura em que finalmente começamos a jogar com 11 depois da entrada de Marega para o lugar do apagadíssimo Corona. Coolbakar está perto do golo num remate fortíssimo de pé esquerdo de fora da área mas o míssil sai ao lado e minutos depois percebemos que o camaronês estava era a calibrar a mira porque numa jogada que começa com um corte limpo de Chidozie no meio campo, e depois de uma grande troca de bola à entrada da área vermelha, a bola acaba por chegar ao Coolbakar, que desta vez não vacila na cara de Júlio César, e faz o golo para o maior do mundo. Indi na jogada seguinte tenta novamente fazer o golo na baliza errada mas Casillas responde com mais uma grande defesa. Percebia-se que Casillas finalmente estava numa noite sim e Mitroglou também percebeu isso depois de ver mais um remate seu ser defendido pelo espanhol. A partir dos 70 minutos o Benfica desapareceu dando a entender que o 2º golo do Porto tinha sido um valente soco nas aspirações do rolo compressor, o Porto controlou todo o jogo e foi Marega nos descontos a estar perto do 3º golo mas remata de forma algo displicente quando até poderia ter passado para o Coolbakar. O resultado não se alterou, a vitória foi nossa num jogo nem sempre dominado, mas com elevado nível de eficácia e com um Casillas a fazer de longe o seu melhor jogo desde que chegou à Invicta.
Não gosto de entrar em euforias desmedidas nem em depressões agoniantes, por isso nem sempre as coisas parecem estar tão más como no jogo com o Arouca, nem tão boas como esta vitória na Luz. Depois do jogo com o Estoril, acreditei que a equipa seguiria um caminho seguro e vitorioso mas como cedo se percebeu, isso não aconteceu. O futuro próximo, nomeadamente a eliminatória dificílima com o Dortmund dirá se o jogo da Luz foi a regra ou mais uma excepção.
Casillas - O MVP da partida. San Iker, finalmente! Não sou fã do espanhol, nunca fui e nunca serei mas tento não ter ódios de estimação, tento. A verdade é que Casillas fez de muito longe, o melhor jogo desde que assinou pelo Porto. Uma mão cheia de defesas, algumas melhores e mais vistosas do que outras, fizeram-nos perceber que o nosso guarda-redes estava numa grande noite e que muito dificilmente a bola entraria na nossa baliza. Helton fez questão de destacar a exibição do colega com a seguinte foto e respectiva legenda "Parabéns meu companheiro por mais uma exibição que nos ajudou a fazer
isto que se vê na foto! Sorrir e acreditar até ao fim de que somos
capazes de lutar muito pelo objectivo maior... Grande! Muito grande!".
Herrera - Depois de 90 minutos miseráveis com o Arouca, o mexicano responde com uma enorme exibição e não fosse a soberba prestação de Casillas, Herrera teria sido o melhor em campo. Encheu o campo, foi o principal elo de ligação entre a defesa e o ataque, foi um box-to-box como há muito não víamos e marca o golo do empate e da esperança. O Hector é mesmo isto, o Yin e o Yang, o sol e a chuva, o 8 e o 80, e felizmente para nós na Luz foi o 80.
Aboubakar - Marcou o 11º golo na Liga e o 16º na época. Devagar, devagarinho, o camaronês vai atingindo números mais condizentes com a posição que ocupa em campo. Na Luz teve 2 remates, um deles passa a rasar o poste e outro outro beija a rede. Eficaz como todos nós desejamos que seja sempre.
Danilo - Os óculos azuis que uso diariamente podem-me sempre induzir em erro mas a determinada altura fiquei com a ideia que Danilo sozinho engoliu "o menino de ouro" vermelho e o caceteiro grego Samaris. Mais um grande jogo de um dos jogadores mais regulares da época portista.
Eficácia - Apenas 9 remates à baliza, seguramente um dos jogos onde menos tentamos o golo mas desses 9, 5 foram à baliza e 2 deram golo. Um elevado grau de eficácia permitiu ao Porto ganhar um jogo onde foi mais dominado do que dominador.
Corona - El Tecatito foi uma autêntica nulidade e nem o facto de ter o cansado Eliseu à sua frente fez com que se tivesse evidenciado. Não me lembro de ter ganho um único lance ao defesa português, nem de uma fintazinha que fosse. Corona tem de perceber que não é possível fintar sempre 1 ou 2 jogadores antes de soltar a bola com qualidade. Marega deu mais trabalho à defesa vermelha em 30 minutos que o Jesus nos 60 em que esteve em campo.
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
sábado, 5 de dezembro de 2015
União da Madeira 0 vs FC Porto 4 - 02.12.2015 - Liga Portuguesa
A arte de resolver rapidamente.
O Porto viajava até à "ilha maldita" pela 2ª vez nesta época e é inacreditável a angustia que nos assombra a alma sempre que isso acontece, isto porque nas últimas 8 viagens à Madeira, o Porto só tinha vencido uma única vez em jogos contra Nacional e Marítimo. Com a subida de mais uma equipa do arquipélago ao 1º escalão do futebol português, o pesadelo estatístico tinha tudo para se manter, até porque no último confronto na Madeira com o União em Fevereiro de 92, o Porto não tinha conseguido melhor que um empate a 0.
O Porto vinha de 2 jogos francamente negativos, a derrota com o Dinamo na Champions e a vitória pela margem mínima com o recém promovido Tondela. Este era um jogo em atraso, e para além da importância óbvia da vitória, era fundamental ganhar de forma folgada para espantar fantasmas que teimam em pairar sobre equipa e treinador. A equipa reagiu bem ao passado recente, goleou com uma primeira meia hora de jogo muito boa, geriu o jogo com tranquilidade, e acima de tudo, fez uma exibição competente.
O Porto chegou à Madeira e quis resolver o jogo logo no aeroporto, foi essa a ideia que transmitiu na passada 4ª feira. Uma entrada forte no jogo permitiu ao Porto chegar-se à frente com algum à vontade e os remates começaram a surgir com naturalidade. Brahimi tentou de fora da área mas foi Herrera quem esteve perto, numa cabeçada ligeiramente por cima da barra. Foram precisos apenas 12 minutos para que o Porto inaugurasse o marcador, numa jogada em que Brahimi atrai 3/4 defesas antes de soltar para Layún fazer o cruzamento para a tolada vitoriosa de Herrera, que marca o seu 2º golo na ilha esta época, provando que se dá bem com os ares da Madeira. Muralha arrombada, equipa do União atordoada e Brahimi a marcar o 2º golo 2 minutos depois, num lance que que Corona faz o passe em esforço e na raça para Maxi cruzar atrasado para o argelino. A equipa estava forte e eficaz e tudo parecia estar a correr na perfeição quando El Tecatito tabela com o tufo de relva mais próxima e disfere um poderoso guacamole para a baliza de André Moreira. 3 golos em 22 minutos que permitiam ao Porto "descansar" com bola nos restantes 68. Até ao intervalo foi o Porto novamente a estar perto do golo, numa boa jogada de Brahimi pela esquerda. A 2º parte tal como se previa, serviu para "cumprir calendário", com 45 minutos de poucos lances perto das balizas. Houve apenas tempo para ver Osvaldo ser injustamente expulso, para ver uma grande defesa do redes madeirense no livre directo de Maicon e para ver o golo de Danilo, em mais um passe de Layún.
Layún - O MVP da partida. Já o disse mas nunca é demais repetir, é incrível a disponibilidade física do defesa mexicano. Mais 90 minutos sempre a fazer piscinas e mais 2 assistências para golo, desta vez com a particularidade de não terem sido feitas para Aboubakar. Começou naturalmente do lado esquerdo da defesa e com a expulsão de Osvaldo, subiu no terreno e chegou uma espécie de extremo no 3-3-3 improvisado de Lopetegui.
Brahimi - 2 golos nos últimos 2 jogos poderão indiciar um aumento de forma do mágico argelino. Fez uma grande 1º parte e resguardou-se naturalmente nos 25 minutos que fez na 2ª parte. A boa forma e golos de Brahimi são sempre bem vindos seja em que altura da época for.
Herrera - Herrera será sempre Herrera, aquela lentidão enervante, os passes falhados de forma displicente, mas em contra-partida, o mexicano será sempre um dos jogadores com mais quilómetros por jogo no lombo e um jogador capaz de fazer qualquer tarefa em campo. Contra o União, marcou e demonstrou um cheirinho do que foi em muitos momentos na época passada.
Corona - Golos sem querer ou propositadamente, valem o mesmo. Corona marcou, algo que já não fazia à quase 2 meses e igualou Aboubakar na lista interna de melhores marcadores no campeonato. Uns dias no banco e outros na bancada nunca fizeram mal a ninguém.
Danilo - Rúben Neves é o nosso menino mas naquela posição, Danilo oferece-me muito mais garantias. Limpou o pouco que teve de limpar no meio campo e como é hábito foi incisivo nos lances de bola parada, marcando o seu 1º golo ao serviço do Porto.
Marcar cedo - Torna-se tudo tão mais simples quando a equipa entra em campo com vontade de resolver as coisas cedo. 3 golos em 22 minutos mataram um jogo que poderia ser muito complicado.
Osvaldo - Não foi a expulsão que me fez dar-lhe nota negativa mas sim o constante desligar do jogo. Tal como tem acontecido a Aboubakar nos últimos jogos, Osvaldo não fez um remate e nunca esteve verdadeiramente conectado com o jogo.
Bruno Paixão - O Bruno será sempre o Bruno, aquele menino com sede de protagonismo que tenta fazer de tudo um pouco para dar nas vistas. Como não teve hipótese nem tempo de meter nojo na 1ª parte, conseguiu ver uma agressão e expulsar Osvaldo num lance que até fez Slimani sorrir.
O Porto viajava até à "ilha maldita" pela 2ª vez nesta época e é inacreditável a angustia que nos assombra a alma sempre que isso acontece, isto porque nas últimas 8 viagens à Madeira, o Porto só tinha vencido uma única vez em jogos contra Nacional e Marítimo. Com a subida de mais uma equipa do arquipélago ao 1º escalão do futebol português, o pesadelo estatístico tinha tudo para se manter, até porque no último confronto na Madeira com o União em Fevereiro de 92, o Porto não tinha conseguido melhor que um empate a 0.
O Porto vinha de 2 jogos francamente negativos, a derrota com o Dinamo na Champions e a vitória pela margem mínima com o recém promovido Tondela. Este era um jogo em atraso, e para além da importância óbvia da vitória, era fundamental ganhar de forma folgada para espantar fantasmas que teimam em pairar sobre equipa e treinador. A equipa reagiu bem ao passado recente, goleou com uma primeira meia hora de jogo muito boa, geriu o jogo com tranquilidade, e acima de tudo, fez uma exibição competente.
O Porto chegou à Madeira e quis resolver o jogo logo no aeroporto, foi essa a ideia que transmitiu na passada 4ª feira. Uma entrada forte no jogo permitiu ao Porto chegar-se à frente com algum à vontade e os remates começaram a surgir com naturalidade. Brahimi tentou de fora da área mas foi Herrera quem esteve perto, numa cabeçada ligeiramente por cima da barra. Foram precisos apenas 12 minutos para que o Porto inaugurasse o marcador, numa jogada em que Brahimi atrai 3/4 defesas antes de soltar para Layún fazer o cruzamento para a tolada vitoriosa de Herrera, que marca o seu 2º golo na ilha esta época, provando que se dá bem com os ares da Madeira. Muralha arrombada, equipa do União atordoada e Brahimi a marcar o 2º golo 2 minutos depois, num lance que que Corona faz o passe em esforço e na raça para Maxi cruzar atrasado para o argelino. A equipa estava forte e eficaz e tudo parecia estar a correr na perfeição quando El Tecatito tabela com o tufo de relva mais próxima e disfere um poderoso guacamole para a baliza de André Moreira. 3 golos em 22 minutos que permitiam ao Porto "descansar" com bola nos restantes 68. Até ao intervalo foi o Porto novamente a estar perto do golo, numa boa jogada de Brahimi pela esquerda. A 2º parte tal como se previa, serviu para "cumprir calendário", com 45 minutos de poucos lances perto das balizas. Houve apenas tempo para ver Osvaldo ser injustamente expulso, para ver uma grande defesa do redes madeirense no livre directo de Maicon e para ver o golo de Danilo, em mais um passe de Layún.
Layún - O MVP da partida. Já o disse mas nunca é demais repetir, é incrível a disponibilidade física do defesa mexicano. Mais 90 minutos sempre a fazer piscinas e mais 2 assistências para golo, desta vez com a particularidade de não terem sido feitas para Aboubakar. Começou naturalmente do lado esquerdo da defesa e com a expulsão de Osvaldo, subiu no terreno e chegou uma espécie de extremo no 3-3-3 improvisado de Lopetegui.
Brahimi - 2 golos nos últimos 2 jogos poderão indiciar um aumento de forma do mágico argelino. Fez uma grande 1º parte e resguardou-se naturalmente nos 25 minutos que fez na 2ª parte. A boa forma e golos de Brahimi são sempre bem vindos seja em que altura da época for.
Herrera - Herrera será sempre Herrera, aquela lentidão enervante, os passes falhados de forma displicente, mas em contra-partida, o mexicano será sempre um dos jogadores com mais quilómetros por jogo no lombo e um jogador capaz de fazer qualquer tarefa em campo. Contra o União, marcou e demonstrou um cheirinho do que foi em muitos momentos na época passada.
Corona - Golos sem querer ou propositadamente, valem o mesmo. Corona marcou, algo que já não fazia à quase 2 meses e igualou Aboubakar na lista interna de melhores marcadores no campeonato. Uns dias no banco e outros na bancada nunca fizeram mal a ninguém.
Danilo - Rúben Neves é o nosso menino mas naquela posição, Danilo oferece-me muito mais garantias. Limpou o pouco que teve de limpar no meio campo e como é hábito foi incisivo nos lances de bola parada, marcando o seu 1º golo ao serviço do Porto.
Marcar cedo - Torna-se tudo tão mais simples quando a equipa entra em campo com vontade de resolver as coisas cedo. 3 golos em 22 minutos mataram um jogo que poderia ser muito complicado.
Osvaldo - Não foi a expulsão que me fez dar-lhe nota negativa mas sim o constante desligar do jogo. Tal como tem acontecido a Aboubakar nos últimos jogos, Osvaldo não fez um remate e nunca esteve verdadeiramente conectado com o jogo.
Bruno Paixão - O Bruno será sempre o Bruno, aquele menino com sede de protagonismo que tenta fazer de tudo um pouco para dar nas vistas. Como não teve hipótese nem tempo de meter nojo na 1ª parte, conseguiu ver uma agressão e expulsar Osvaldo num lance que até fez Slimani sorrir.
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
FC Porto 2 vs Vitória de Setúbal 0 - 08.11.2015 - Liga Portuguesa
Bola mole em baliza dura, tanto bate até que entra.
Porto - Setúbal, um clássico do futebol português que conta já com 68 partidas jogadas no Reino do Dragão. O Porto conta com 58 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, com uma taxa de sucesso de 85%, o que diz bem da supremacia quase absoluta do maior do mundo sobre os sadinos. Como curiosidade, o resultado de 2-0 a favor do Porto, aconteceu nos últimos 9 encontros. Apesar do golo ter tardado, foi um jogo de sentido único, o Setúbal foi organizado mas nunca foi capaz de criar real perigo na baliza de Casillas. 21-6 em remates (7-0 na direcção da baliza), 11-4 em cantos e 73-27% na posse de bola são dados estatísticos que não deixam duvidas, foi uma vitória justa e inequívoca do Porto. Mais uma vez e como é hábito, um jogo pós-Champions foi o que se esperava dele, muito complicado.
Em relação ao jogo de Tel Aviv, o Porto fez uma única alteração com a entrada de Brahimi para o lugar do André, uma alteração que permitia à equipa voltar ao tradicional 4-3-3 com 2 extremos clássicos e bem abertos nas alas e também dar algum descanso ao omnipresente médio português. O Porto entrou bem no jogo, autoritário com a sua habitual troca de bola, desgastando um Setúbal que desde inicio se preocupou em manter a sua boa organização defensiva. O nosso Coolbakar foi quem abriu as hostilidades num lance em que choca com Raeder. Suk, o elemento mais perigoso dos sadinos e que esta época já foi capaz de crimes como este, respondeu numa boa tolada que passa perto do poste de Casillas. O Porto mantinha o controle do jogo mas o futebol emperrava um pouco nas alas, Lopetegui percebeu isso e manda trocar os extremos de flanco, colocando-os onde eles se sentem melhor, Brahimi na esquerda e Tello na direita. Uma mudança que teve efeitos imediatos porque logo de seguida, Brahimi pega na bola, vai para o meio e assiste Tello que remata ligeiramente por cima. Os Sadinos a partir dos 20/25 minutos começam a ficar tontos e a dar espaços e as oportunidades de golo começam a surgir quase sempre pelo mesmo personagem, Coolbakar. Tentou primeiro de cabeça num lance estudado de bola parada, tentou minutos depois num remate que sai à figura de Raeder depois de passe de Maxi e voltou a tentar num remate ao lado depois de jogada individual. Coolbakar era quem mais rematava e consequentemente, quem mais falhava. O intervalo aproximava-se rapidamente e a equipa do Porto exigia a si mesma, a marcação de pelo menos um golo nos primeiros 45 minutos. Foram 5/10 minutos onde se tentou de tudo, Tello tentou mas Raeder defendeu com os pés, Marcano tentou de cabeça depois de belo passe de Rúben Pirlo mas a bola saiu a cheirar o poste e Layún foi o último a tentar num grande remate de fora da área. Toda a gente tentava mas ninguém conseguia e o síndrome bracarense começou a pairar no Dragão. André entrava ao intervalo para o lugar do amarelado Rúben Pirlo e a equipa começa fortíssima a 2ª parte mas não conseguia chegar à área sadina com perigo. Lopetegui deixa passar os primeiros quinze minutos e mexe no jogo, mandando Osvaldo para a confusão. Temia-se a saída de Coolbakar, primeiro porque o camaronês estava pouco assertivo e depois porque todos sabemos que o nosso Mister é pouco dado a substituições de rotura, mas a opção foi Evandro, um jogador amarelado e que não tinha tido grande influência no ataque azul e branco. Quase toda a carne era metida no assador, a pressão aumentava sobre a equipa do Sado, o futebol do Porto era intenso e asfixiante mas a bola não entrava, o Dragão desesperava, Lopetegui suava, a equipa demonstrava alguns sinais de ansiedade e eu soltava uns valentes "foda-se", baixinhos para a minha filha não ouvir. Layún olha para o relógio, vê que faltam 20 minutos para o jogo acabar e pergunta a Coolbakar como é que se sente, o camaronês através de um olhar furtivo responde afirmativamente e o mexicano cruza de pé direito com conta, peso, medida e temperatura para a tolinha do 9 portista acariciá-la lá para dentro. Os 32000 mil portistas, mais os 27 milhões que estavam a ver na televisão perderam certamente 10 quilos nesta altura. A sociedade Miguel/Vincent S.A. voltou a funcionar em pleno. A partir daqui e como era expectável, o Porto mudou a sua forma de jogar, Brahimi saía logo de seguida, Imbula entrava e o 4-3-3 era novamente reposto com a ida de Coolbakar para a esquerda e o ritmo de jogo portista abrandava bastante. A excepção foi quando Imbula quis ser Imbula, pegou na bola, comeu metros com a redondinha controlada, endossa para Maxi fazer um cruzamento rasteiro para Layún festejar novamente pelo 2º jogo consecutivo. Até ao apito final, muita troca de bola, o Setúbal aceitou a derrota e toda a gente foi feliz para casa.
Layún - O MVP da partida. O mexicano caiu no goto da nação portista. É a vantagem de chegar à Invicta quase como um desconhecido, as expectativas são tão baixas que é muito fácil agradar aos adeptos e o Miguel tem feito tudo para agradar. É um jogador com um pulmão do tamanho do México, que defende bem mas ataca muito melhor. Voltou a cruzar com sucesso para Aboubakar marcar e teve sempre a capacidade para se chegar à área contrária com perigo, como é exemplo o seu belo golo. Perde fulgor sempre que joga com Brahimi à sua frente porque o argelino é um pouco avesso a parcerias com o lateral mas sempre que lhe é permitido faz mossa na equipa adversária.
Aboubakar - Vincent, Vincent, Vincent, haverá gajo mais fixe/cool/bacano que tu? Provavelmente não. Este gajo é daqueles que até quando falha 14 golos por partida, não consegue despoletar um sentimento negativo, um qualquer insulto aqui da minha pessoa. No passado domingo e tal como em Tel Aviv, falhou, falhou, falhou muito mas marcou e quase chorou. Não festejou, deixou que os colegas de equipa e toda a nação portista festejasse por ele um golo muito perseguido nas últimas semanas.
Tello - A época é feita de momentos e picos de forma, Lopetegui sabe disso melhor que ninguém e tem usado isso muito bem em prol da equipa em relação aos 4 extremos do Porto. Varela teve o seu momento no inicio da época, Corona teve uma entrada meteórica na equipa mas perdeu gás, Brahimi é um jogador inconstante também fruto de algumas lesões e neste momento Tello é o extremo titular. Fez um grande jogo contra o Maccabi e no passado domingo voltou a desequilibrar. Este ano, ou melhor, nestes ultimos jogos, mostrou uma faceta defensiva que andava adormecida no seu jogo.
Lopetegui - Ao contrário do que se tem dito e escrito, o Julen é um treinador inteligente e que está em constante aprendizagem. No jogo contra ao Braga em tudo semelhante a este, e por volta dos mesmos 60 minutos faz entrar Bueno para o lugar de Imbula, uma substituição de tracção à frente mas que como se veio a provar não provocaria a rotura necessária na defesa minhota. Contra o Setúbal e talvez com algum receio de cometer o mesmo erro, faz entrar Osvaldo para o lugar de Evandro, uma substituição ambiciosa, que veio a resultar em pleno, não porque Osvaldo marcou mas porque criou desequilíbrios e brechas na defesa sadina que nos permitiram chegar aos golos. Nota 10 para ti Julen.
Plano B - "Plano B & Lopetegui - Compreendo o Mister em grande parte das suas decisões e aceito que queira impôr as suas ideias e filosofia de jogo até ao final de cada partida no matter what mas por vezes gostava de o ver a ele e à equipa despir o fato e a gravata e vestir uma roupa velha e usada para fazer o trabalho. Gosto de ver a equipa manter um estilo de jogo romântico mas gostava de quando em vez de assistir a um concerto de rock, com barulho, confusão e moxe. Isto tudo para dizer, que usar um plano B, um chuveirinho, algo diferente de vez em quando, era bem vindo nem que o resultado do jogo acabasse exactamente da mesma forma."
Escrevi isto no final do jogo contra Braga. Lopetegui, como é seu hábito, leu a minha sugestão e fez algo diferente na equipa. O chuveirinho não aconteceu, mas metemos em campo 2 elementos para tocar rock. Como se percebe nos 2 golos mas principalmente no primeiro, é fácil constatar que Brahimi atrai a atenção de 3 defesas, um deles o central Venâncio, Osvaldo arrasta o outro central Rúben Semedo com ele, o defesa esquerdo Nuno Pinto fica na marcação a Maxi que também aparece na área e Coolbakar aparece isolado e esquecido para cabecear com sucesso. Esta imagem traduz isto tudo:

Brahimi - Vinha de lesão muscular e a verdade é que nunca conseguiu criar uma jogada que desmembrasse a defesa sadina. Foi em muitos momentos aquele Brahimi que complica mais do que contribui para o futebol fluido da equipa. Continua a ter aversão a trocas de bola com Layún, algo que devia rever e para isso aconselho o visionamento de vídeos do Varela de à uns anos atrás.
Eficácia - ... ou falta dela. Não nos podemos dar ao luxo de fazer mais de 20 remates, ter mais de 70% de posse de bola e passar por tantos trabalhos para marcar golos. Correu mal contra o Braga, quase que corria mal com o Setúbal e poderá voltar a acontecer em jogos realmente decisivos na restante época. Pede-se eficácia urgentemente.
Porto - Setúbal, um clássico do futebol português que conta já com 68 partidas jogadas no Reino do Dragão. O Porto conta com 58 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, com uma taxa de sucesso de 85%, o que diz bem da supremacia quase absoluta do maior do mundo sobre os sadinos. Como curiosidade, o resultado de 2-0 a favor do Porto, aconteceu nos últimos 9 encontros. Apesar do golo ter tardado, foi um jogo de sentido único, o Setúbal foi organizado mas nunca foi capaz de criar real perigo na baliza de Casillas. 21-6 em remates (7-0 na direcção da baliza), 11-4 em cantos e 73-27% na posse de bola são dados estatísticos que não deixam duvidas, foi uma vitória justa e inequívoca do Porto. Mais uma vez e como é hábito, um jogo pós-Champions foi o que se esperava dele, muito complicado.
Em relação ao jogo de Tel Aviv, o Porto fez uma única alteração com a entrada de Brahimi para o lugar do André, uma alteração que permitia à equipa voltar ao tradicional 4-3-3 com 2 extremos clássicos e bem abertos nas alas e também dar algum descanso ao omnipresente médio português. O Porto entrou bem no jogo, autoritário com a sua habitual troca de bola, desgastando um Setúbal que desde inicio se preocupou em manter a sua boa organização defensiva. O nosso Coolbakar foi quem abriu as hostilidades num lance em que choca com Raeder. Suk, o elemento mais perigoso dos sadinos e que esta época já foi capaz de crimes como este, respondeu numa boa tolada que passa perto do poste de Casillas. O Porto mantinha o controle do jogo mas o futebol emperrava um pouco nas alas, Lopetegui percebeu isso e manda trocar os extremos de flanco, colocando-os onde eles se sentem melhor, Brahimi na esquerda e Tello na direita. Uma mudança que teve efeitos imediatos porque logo de seguida, Brahimi pega na bola, vai para o meio e assiste Tello que remata ligeiramente por cima. Os Sadinos a partir dos 20/25 minutos começam a ficar tontos e a dar espaços e as oportunidades de golo começam a surgir quase sempre pelo mesmo personagem, Coolbakar. Tentou primeiro de cabeça num lance estudado de bola parada, tentou minutos depois num remate que sai à figura de Raeder depois de passe de Maxi e voltou a tentar num remate ao lado depois de jogada individual. Coolbakar era quem mais rematava e consequentemente, quem mais falhava. O intervalo aproximava-se rapidamente e a equipa do Porto exigia a si mesma, a marcação de pelo menos um golo nos primeiros 45 minutos. Foram 5/10 minutos onde se tentou de tudo, Tello tentou mas Raeder defendeu com os pés, Marcano tentou de cabeça depois de belo passe de Rúben Pirlo mas a bola saiu a cheirar o poste e Layún foi o último a tentar num grande remate de fora da área. Toda a gente tentava mas ninguém conseguia e o síndrome bracarense começou a pairar no Dragão. André entrava ao intervalo para o lugar do amarelado Rúben Pirlo e a equipa começa fortíssima a 2ª parte mas não conseguia chegar à área sadina com perigo. Lopetegui deixa passar os primeiros quinze minutos e mexe no jogo, mandando Osvaldo para a confusão. Temia-se a saída de Coolbakar, primeiro porque o camaronês estava pouco assertivo e depois porque todos sabemos que o nosso Mister é pouco dado a substituições de rotura, mas a opção foi Evandro, um jogador amarelado e que não tinha tido grande influência no ataque azul e branco. Quase toda a carne era metida no assador, a pressão aumentava sobre a equipa do Sado, o futebol do Porto era intenso e asfixiante mas a bola não entrava, o Dragão desesperava, Lopetegui suava, a equipa demonstrava alguns sinais de ansiedade e eu soltava uns valentes "foda-se", baixinhos para a minha filha não ouvir. Layún olha para o relógio, vê que faltam 20 minutos para o jogo acabar e pergunta a Coolbakar como é que se sente, o camaronês através de um olhar furtivo responde afirmativamente e o mexicano cruza de pé direito com conta, peso, medida e temperatura para a tolinha do 9 portista acariciá-la lá para dentro. Os 32000 mil portistas, mais os 27 milhões que estavam a ver na televisão perderam certamente 10 quilos nesta altura. A sociedade Miguel/Vincent S.A. voltou a funcionar em pleno. A partir daqui e como era expectável, o Porto mudou a sua forma de jogar, Brahimi saía logo de seguida, Imbula entrava e o 4-3-3 era novamente reposto com a ida de Coolbakar para a esquerda e o ritmo de jogo portista abrandava bastante. A excepção foi quando Imbula quis ser Imbula, pegou na bola, comeu metros com a redondinha controlada, endossa para Maxi fazer um cruzamento rasteiro para Layún festejar novamente pelo 2º jogo consecutivo. Até ao apito final, muita troca de bola, o Setúbal aceitou a derrota e toda a gente foi feliz para casa.
Layún - O MVP da partida. O mexicano caiu no goto da nação portista. É a vantagem de chegar à Invicta quase como um desconhecido, as expectativas são tão baixas que é muito fácil agradar aos adeptos e o Miguel tem feito tudo para agradar. É um jogador com um pulmão do tamanho do México, que defende bem mas ataca muito melhor. Voltou a cruzar com sucesso para Aboubakar marcar e teve sempre a capacidade para se chegar à área contrária com perigo, como é exemplo o seu belo golo. Perde fulgor sempre que joga com Brahimi à sua frente porque o argelino é um pouco avesso a parcerias com o lateral mas sempre que lhe é permitido faz mossa na equipa adversária.
Aboubakar - Vincent, Vincent, Vincent, haverá gajo mais fixe/cool/bacano que tu? Provavelmente não. Este gajo é daqueles que até quando falha 14 golos por partida, não consegue despoletar um sentimento negativo, um qualquer insulto aqui da minha pessoa. No passado domingo e tal como em Tel Aviv, falhou, falhou, falhou muito mas marcou e quase chorou. Não festejou, deixou que os colegas de equipa e toda a nação portista festejasse por ele um golo muito perseguido nas últimas semanas.
Tello - A época é feita de momentos e picos de forma, Lopetegui sabe disso melhor que ninguém e tem usado isso muito bem em prol da equipa em relação aos 4 extremos do Porto. Varela teve o seu momento no inicio da época, Corona teve uma entrada meteórica na equipa mas perdeu gás, Brahimi é um jogador inconstante também fruto de algumas lesões e neste momento Tello é o extremo titular. Fez um grande jogo contra o Maccabi e no passado domingo voltou a desequilibrar. Este ano, ou melhor, nestes ultimos jogos, mostrou uma faceta defensiva que andava adormecida no seu jogo.
Lopetegui - Ao contrário do que se tem dito e escrito, o Julen é um treinador inteligente e que está em constante aprendizagem. No jogo contra ao Braga em tudo semelhante a este, e por volta dos mesmos 60 minutos faz entrar Bueno para o lugar de Imbula, uma substituição de tracção à frente mas que como se veio a provar não provocaria a rotura necessária na defesa minhota. Contra o Setúbal e talvez com algum receio de cometer o mesmo erro, faz entrar Osvaldo para o lugar de Evandro, uma substituição ambiciosa, que veio a resultar em pleno, não porque Osvaldo marcou mas porque criou desequilíbrios e brechas na defesa sadina que nos permitiram chegar aos golos. Nota 10 para ti Julen.
Plano B - "Plano B & Lopetegui - Compreendo o Mister em grande parte das suas decisões e aceito que queira impôr as suas ideias e filosofia de jogo até ao final de cada partida no matter what mas por vezes gostava de o ver a ele e à equipa despir o fato e a gravata e vestir uma roupa velha e usada para fazer o trabalho. Gosto de ver a equipa manter um estilo de jogo romântico mas gostava de quando em vez de assistir a um concerto de rock, com barulho, confusão e moxe. Isto tudo para dizer, que usar um plano B, um chuveirinho, algo diferente de vez em quando, era bem vindo nem que o resultado do jogo acabasse exactamente da mesma forma."
Escrevi isto no final do jogo contra Braga. Lopetegui, como é seu hábito, leu a minha sugestão e fez algo diferente na equipa. O chuveirinho não aconteceu, mas metemos em campo 2 elementos para tocar rock. Como se percebe nos 2 golos mas principalmente no primeiro, é fácil constatar que Brahimi atrai a atenção de 3 defesas, um deles o central Venâncio, Osvaldo arrasta o outro central Rúben Semedo com ele, o defesa esquerdo Nuno Pinto fica na marcação a Maxi que também aparece na área e Coolbakar aparece isolado e esquecido para cabecear com sucesso. Esta imagem traduz isto tudo:

Brahimi - Vinha de lesão muscular e a verdade é que nunca conseguiu criar uma jogada que desmembrasse a defesa sadina. Foi em muitos momentos aquele Brahimi que complica mais do que contribui para o futebol fluido da equipa. Continua a ter aversão a trocas de bola com Layún, algo que devia rever e para isso aconselho o visionamento de vídeos do Varela de à uns anos atrás.
Eficácia - ... ou falta dela. Não nos podemos dar ao luxo de fazer mais de 20 remates, ter mais de 70% de posse de bola e passar por tantos trabalhos para marcar golos. Correu mal contra o Braga, quase que corria mal com o Setúbal e poderá voltar a acontecer em jogos realmente decisivos na restante época. Pede-se eficácia urgentemente.
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