A vantagem de uma boa substituição.
A passagem para a próxima fase passava obrigatóriamente por ganhar as duas guerras com o Brugge, e nesse aspecto a primeira batalha foi conquistada. Foi a primeira vez que as duas equipas se defrontaram, apesar do Porto até ontem ter um saldo equilibrado contra equipas belgas, foram 6 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, muitos dos quais com o Anderlecht. Depois da derrota do Copenhaga em Inglaterra, a passagem volta a ficar ao nosso alcance, embora o Leicester tenha ficado claramente destacado depois de ter conseguido a 3ª vitória em 3 jogos.
O nosso Mister voltou a escolher a equipa que lhe parece oferecer mais garantias, formando aquela espécie de 4-4-2 híbrido que o Nuno tanto gosta mas continua a não transmitir à equipa aquela força de equipa grande. O Porto tem de se assumir de uma vez por todas como equipa grande que foi, é e será sempre, aconteça o que acontecer, seja em fase de constantes vitórias, ou em épocas de sucessivas derrotas. Faz-me um pouco de espécie defrontar equipas como o Copenhaga ou o Brugge com o rabinho entre as pernas, a entrar em campo à espera do que o jogo lhe dá e não a querer dar ordens e mandar em todos os aspectos da partida.
O Porto ontem entrou a medo e pagou por isso, sofreu um golo cedo no jogo e não fosse a relativa rápida reacção e estaríamos neste momento a falar e escrever de um mais que provável afastamento da Liga dos Campeões. O Brugge entrou em campo com 0 pontos, numa situação ligeiramente mais dramática que o Porto, jogava em casa e como tal fez a única coisa que tinha a fazer, entrou forte no jogo e marcou cedo, recuou e tentou aproveitar o contra-ataque para marcar o 2º golo e quase matar o jogo. O Porto felizmente e ao contrário do que tinha sido hábito em alguns jogos anteriores, reagiu cedo, tomou conta do jogo e as oportunidades foram surgindo a partir sensivelmente dos 20 minutos de jogo. A segunda parte é totalmente dominada pelo Porto e posso dizer o Mister desta vez tem nota máxima nas substituições efectuadas, Brahimi e Corona em vez do apagado Jota e do confuso Herrera, deram à equipa a dinâmica necessária para destroçar a defesa belga. Os 2 golos surgiram por jogadores que iniciaram a partida mas foram as mexidas na equipa que embalaram a equipa para uma vitória mais suada do que era esperado, mas totalmente e inequivocamente justa. Nota positiva para a 3ª remontada da época.
Ganhar foi muito importante mas a equipa tem de dar continuidade às vitórias na 2ª volta da fase de grupos, receber e ganhar ao Brugge terá de ser tão natural como obrigatório. O 1º lugar do grupo, embora possível, parece-me um objectivo um pouco complicado de conseguir, fruto dos 5 pontos de vantagem que o Leicester tem, por isso é importante a equipa inglesa retirar pontos ao Copenhaga no próximo jogo do grupo.
Otávio - O MVP da partida. O pequeno mágico continua a fazer jus ao titulo de melhor jogador do Porto esta época. Foi mais uma vez um autêntico desequilibrador, esteve nos melhores momentos da equipa, fez o passe para o balázio do Layún e saiu cedo do jogo completamente estourado. Esteve perto de marcar num remate que rasou o poste e que poderia ter sido o inicio da remontada.
Marcano - Voltamos a ter o Marcano da época de estreia, um defesa central autoritário, rápido, eficaz nas dobras ao defesa esquerdo, perigoso no ataque e que quase sempre resolve bem e não inventa na defesa. Tem formado com Felipe uma dupla de respeito embora neste momento que pareça ligeiramente acima do seu colega de sector.
Corona & Brahimi - As substituições são sempre feitas com o intuito de melhorar algo na equipa, seja defensivamente, ofensivamente ou um misto das duas. Corona e Brahimi foram duas cartadas de génio, porque na altura que entraram a equipa já estava por cima mas faltava-lhe aquele rasgo individual para fazer tombar o muro belga. Brahimi começou logo a mostrar serviço com uma entrada em jogo moralizada e com as suas habituais fintas em cima de uma moeda de 2€, teve um remate perigoso e uma disponibilidade total nos 30 minutos que esteve em campo e Corona apesar de teoricamente ter entrado para a faixa, descaia muito para o centro no apoio ao André. O mexicano sacou um penalti, numa jogada de finta curta que matou o defesa belga.
Layún - Tem culpa directa no golo belga depois de se ter deixado comer que nem um menino mas não se deixou abater e foi o constante e habitual jogador que conhecemos. Sempre a apoiar o ataque, entrega total ao jogo e um remate de fora da área que só parou nas redes defendidas por Butelle.
Reacção ao golo - Um golo sofrido aos 12 minutos pode mexer negativamente com a equipa mas não foi isso que aconteceu. O Porto nunca entrou em histerismos, fez o seu jogo, esperou pelo momento e foi recompensado por isso.
André Silva - Esforçado como é normal, mas não teve uma noite particularmente feliz a par de Jota. Foi frio ao contrário do que os seus 20 anos poderiam permitir e marcou um penalti sem espinhas nos descontos.
Jota - Depois do hat-trick na Madeira, espera-se sempre mais e melhor do Diogo, até porque percebemos que o seu potencial é enorme mas ontem não foi a sua noite. Completamente engolido pela defesa belga, não teve um lance digno de registo e a sua saída foi mais que natural.
Herrera - Já mais que uma vez que escrevi que o mexicano é o 8 e 80 do plantel. Ontem foi o 8, lento, trapalhão, a falhar passes. Esteve relativamente bem no capitulo do remate mas ainda assim não teve a sorte de marcar. Tal como Jota, saiu naturalmente e os 2 golos portistas surgiram depois disso.
Entrar a perder - O Porto tem de parar com esta merda, somos uma equipa grande em Portugal e na Europa, e temos de uma vez por todas de assumir os jogos e entrar em campo como predador e não presa.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
FC Porto 3 vs Boavista 1 - 23.09.2016 - Liga Portuguesa
A 2ª remontada da época.
Foi 133º dérbi da Invicta entre Dragões a Axadrezados a contar para todas as competições nacionais e seguramente um daqueles jogos que não deixará grandes saudades. O Porto tem um histórico em casa claramente favorável, com 55 vitórias em 68 jogos, bem diferente dos jogos no Bessa, onde o equilibrio sempre foi um factor dominante.
O jogo da passada 6ª feira foi de certa forma emocionante, embora longe das batalhas intensivas da década de 90, principalmente quando as partidas se disputavam no Bessa. O Porto voltou a fazer um jogo fraco, na linha do que tem sido a época 2016/17, com alguns sinais de raça e vontade de ganhar após sofrermos um golo madrugador. Nuno voltou a fazer entrar um onze diferente do jogo anterior, voltou a jogar em 4-4-2 e lembrei-me do que se ia dizendo na época passada por esta altura, de Lopetegui a da sua exagerada rotatividade. Continua também o azar com as equipas de arbitragem que nos tem calhado em rifa porque mais uma vez e como tem sido um infeliz hábito, fomos claramente prejudicados.
André Silva - O MVP da partida. Depois de 5 jogos em branco e muitas criticas, o menino voltou a marcar e em dose dupla. Foi eficaz no lance do 1º golo e teve a frieza necessária para colocar bem a bola na grande penalidade. Pareceu combinar bem melhor com Adrián do que com Deproite e também achei que não teve tanta necessidade de se desgastar demasiado nas alas porque o espanhol acaba por ser igualmente bom nessas mesmas funções. Continua a tentar sem sucesso o 1vs1 mas acredito que melhore com o tempo, ou pelo contrário, que se dedique ao que é realmente bom. Como curiosidade, dizer que André Silva tem 5 golos no campeonato nas duas épocas que leva de equipa principal, 3 deles ao Boavista.
Otávio - É para mim o jogador mais regular da época. Continua a ser um jogador fundamental na equipa, seja em 4-4-2 ou no habitual 4-3-3. Tem revelado uma aptidão especial para o último passe, característica principal dos verdadeiros 10 e André Silva tem sido o principal beneficiado com isso. Aliou a tudo isto uma disponibilidade física enorme e uma capacidade de luta brutal. Tem sido dos que mais tem sofrido com entradas duras dos adversários e com a respectiva benevolência dos árbitros.
Felipe - Pelo ar, pelo chão e por mar, o central brasileiro limpou tudo o que mexia. Sou fã deste gajo, acho-o um centralão. Continua a pecar nas saídas para o ataque e em alguma dureza por vezes desnecessária, facto negativo no seu futebol e que não me parece que vá melhorar aos 27 anos. De qualquer das formas, fez um jogão que espero que repita com o Vardy e Slimani.
Reacção ao golo - O golo do Boavista é irregular, nada a fazer ou dizer mas o Porto soube reagir bem ao soco madrugador. Apesar de alguma excessiva troca de bola sem efeitos práticos, o Porto não deixou o Boavista respirar, tirou-lhe a bola e qualquer oportunidade de contra-ataque e foi merecidamente para os balneários em vantagem.
Herrera - Parece que o Hector percebeu e compreendeu que não estava a jogar puto e que o banco de suplentes era onde devia estar, porque entrou muito bem em campo, sempre a empurrar a equipa para a frente.
Layún - Acho que é a 1ª vez que ponho o mexicano na zona Kralj. Esteve bem a atacar, embora os cruzamentos tenham saído quase sempre mal medidos e foi a defender que esteve fraco. Bukia, o congolês de 21 anos que jogou quase sempre no lado esquerdo do ataque boavisteiro, passou um sem número de vezes pelo Miguel, algumas delas de forma embaraçosa para o Portista. Como faço parte da #TeamLayún, perdoo-lhe este jogo menos conseguido.
2ª parte - Apesar de estarmos a vencer por 2-1 ao intervalo, o Porto não pode encarar toda uma 2ª parte com aquela apatia própria de quem acha que estar a vencer pela margem mínima é suficiente para ganhar o jogo. Não fosse a ajuda preciosa do redes remendado e teríamos certamente uns 10 minutos finais penosos. Neste aspecto, Herrera com a sua entrada em jogo, foi o principal pacificador do futebol portista.
Nuno Espírito Santo - Já vamos em 9 jogos oficiais, 6 para o campeonato e 3 na liga dos campeões, e temo que o futebol praticado pela equipa não vá ser muito diferente do que o apresentado até aqui. Por outro lado, jogar pouco e ganhar sempre, é para o lado que durmo melhor.
Arbitragem - 6º jogo no campeonato, 6ª arbitragem "azarada" que o Porto teve. Nuno Almeida e os seus auxiliares, fizeram mais uma arbitragem em que na dúvida prejudicaram os de azul e branco. Tem sido assim desde o início da época e cheira-me que não é com newsletters ou álbuns no Facebook que as coisas melhorarão.
Foi 133º dérbi da Invicta entre Dragões a Axadrezados a contar para todas as competições nacionais e seguramente um daqueles jogos que não deixará grandes saudades. O Porto tem um histórico em casa claramente favorável, com 55 vitórias em 68 jogos, bem diferente dos jogos no Bessa, onde o equilibrio sempre foi um factor dominante.
O jogo da passada 6ª feira foi de certa forma emocionante, embora longe das batalhas intensivas da década de 90, principalmente quando as partidas se disputavam no Bessa. O Porto voltou a fazer um jogo fraco, na linha do que tem sido a época 2016/17, com alguns sinais de raça e vontade de ganhar após sofrermos um golo madrugador. Nuno voltou a fazer entrar um onze diferente do jogo anterior, voltou a jogar em 4-4-2 e lembrei-me do que se ia dizendo na época passada por esta altura, de Lopetegui a da sua exagerada rotatividade. Continua também o azar com as equipas de arbitragem que nos tem calhado em rifa porque mais uma vez e como tem sido um infeliz hábito, fomos claramente prejudicados.
André Silva - O MVP da partida. Depois de 5 jogos em branco e muitas criticas, o menino voltou a marcar e em dose dupla. Foi eficaz no lance do 1º golo e teve a frieza necessária para colocar bem a bola na grande penalidade. Pareceu combinar bem melhor com Adrián do que com Deproite e também achei que não teve tanta necessidade de se desgastar demasiado nas alas porque o espanhol acaba por ser igualmente bom nessas mesmas funções. Continua a tentar sem sucesso o 1vs1 mas acredito que melhore com o tempo, ou pelo contrário, que se dedique ao que é realmente bom. Como curiosidade, dizer que André Silva tem 5 golos no campeonato nas duas épocas que leva de equipa principal, 3 deles ao Boavista.
Otávio - É para mim o jogador mais regular da época. Continua a ser um jogador fundamental na equipa, seja em 4-4-2 ou no habitual 4-3-3. Tem revelado uma aptidão especial para o último passe, característica principal dos verdadeiros 10 e André Silva tem sido o principal beneficiado com isso. Aliou a tudo isto uma disponibilidade física enorme e uma capacidade de luta brutal. Tem sido dos que mais tem sofrido com entradas duras dos adversários e com a respectiva benevolência dos árbitros.
Felipe - Pelo ar, pelo chão e por mar, o central brasileiro limpou tudo o que mexia. Sou fã deste gajo, acho-o um centralão. Continua a pecar nas saídas para o ataque e em alguma dureza por vezes desnecessária, facto negativo no seu futebol e que não me parece que vá melhorar aos 27 anos. De qualquer das formas, fez um jogão que espero que repita com o Vardy e Slimani.
Reacção ao golo - O golo do Boavista é irregular, nada a fazer ou dizer mas o Porto soube reagir bem ao soco madrugador. Apesar de alguma excessiva troca de bola sem efeitos práticos, o Porto não deixou o Boavista respirar, tirou-lhe a bola e qualquer oportunidade de contra-ataque e foi merecidamente para os balneários em vantagem.
Herrera - Parece que o Hector percebeu e compreendeu que não estava a jogar puto e que o banco de suplentes era onde devia estar, porque entrou muito bem em campo, sempre a empurrar a equipa para a frente.
Layún - Acho que é a 1ª vez que ponho o mexicano na zona Kralj. Esteve bem a atacar, embora os cruzamentos tenham saído quase sempre mal medidos e foi a defender que esteve fraco. Bukia, o congolês de 21 anos que jogou quase sempre no lado esquerdo do ataque boavisteiro, passou um sem número de vezes pelo Miguel, algumas delas de forma embaraçosa para o Portista. Como faço parte da #TeamLayún, perdoo-lhe este jogo menos conseguido.
2ª parte - Apesar de estarmos a vencer por 2-1 ao intervalo, o Porto não pode encarar toda uma 2ª parte com aquela apatia própria de quem acha que estar a vencer pela margem mínima é suficiente para ganhar o jogo. Não fosse a ajuda preciosa do redes remendado e teríamos certamente uns 10 minutos finais penosos. Neste aspecto, Herrera com a sua entrada em jogo, foi o principal pacificador do futebol portista.
Nuno Espírito Santo - Já vamos em 9 jogos oficiais, 6 para o campeonato e 3 na liga dos campeões, e temo que o futebol praticado pela equipa não vá ser muito diferente do que o apresentado até aqui. Por outro lado, jogar pouco e ganhar sempre, é para o lado que durmo melhor.
Arbitragem - 6º jogo no campeonato, 6ª arbitragem "azarada" que o Porto teve. Nuno Almeida e os seus auxiliares, fizeram mais uma arbitragem em que na dúvida prejudicaram os de azul e branco. Tem sido assim desde o início da época e cheira-me que não é com newsletters ou álbuns no Facebook que as coisas melhorarão.
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