Estes 2 casos são o perfeito exemplo de como não podemos nem devemos enveredar no óbvio quando se disserta a escolha e trabalho de um treinador. O óbvio é que Lopetegui é um treinador com um currículo escasso, mas ainda assim muito superior ao de Villas-Boas, Vítor Pereira e Paulo Fonseca no dia em que assinaram pelo Porto. É também óbvio que treinar o Porto é de longe o maior desafio da sua curta carreira a nivel de clubes, dado que as suas anteriores experiências foram o Rayo Vallecano e Real Madrid B. Para finalizar não deixa de ser menos óbvio que treinar a seleção espanhola campeã de sub-21 com jogadores como De Gea, Illarramendi, Bartra, Koke, Thiago, Tello, Morata, Isco, Rodrigo e Carvajal não pode ser considerado um feito histórico.
Lopetegui é o 2º treinador espanhol no Porto, e ao contrário do seu anterior compatriota Victor Fernandez que entra no clube em 2004 após uma época memorável em que ganhamos Liga dos Campeões e Campeonato comandados pelo Special One, desta vez a realidade é completamente diferente porque a actual época foi desastrosa, possivelmente a pior da era Pinto da Costa. O inicio da época 2004/2005 foi complicada muito por culpa do sucesso da equipa na época anterior resultando daí as saídas de treinador e alguns jogadores fundamentais. Na próxima época acontecerá o inverso, porque as mudanças não acontecerão devido ao ao sucesso mas sim ao fracasso da actual equipa.
A meu ver, e depois de uma época medonha como esta, pedia-se uma aposta segura, não uma aposta de risco. Mais arriscado do que apostar num treinador português inexperiente, é escolher um treinador estrangeiro inexperiente. Dadas as circunstâncias actuais eu teria escolhido um treinador experiente e repetente, na linha do Fernando Santos, Jesualdo Ferreira ou o próprio Vitor Pereira. Seja como for, este foi o treinador escolhido pelo clube e como tal será o meu treinador até que ele próprio ou os resultados me provem o contrário.


