Pragmático QB

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segunda-feira, 16 de março de 2015

FC Porto 1 vs Arouca 0 - 15.03.2015 - Liga Portuguesa

Foi a vitória possível.

Bem mais do que a "nota artística" e dadas as circunstâncias, foi um excelente resultado. Estamos numa situação em que temos de ganhar todos os jogos, seja de que maneira for, com 11, com 10, contra 11, contra 14, depois de um grande jogo europeu, antes de um jogo europeu, sempre, no matter what, até final de campeonato. Terça-feira passada fizemos uma grande exibição, é inegável, mas foi um jogo que embora ganho com algum à vontade, deu muito trabalho. Esse mesmo esforço despendido contra o Basileia, aliado a 80 (!) minutos a jogar com menos um, fez com que o jogo fosse o possível, embora com uma vitória inteiramente justa. Os 68% de posse de bola ao intervalo e 61% no final do jogo demonstram que a equipa menos com 1 elemento, consegue manter a sua ideia de jogo. 7ª vitória seguida, sem sofrer golos.

O jogo de hoje começa de forma completamente diferente de todos os outros jogos feitos no Dragão, esta época, ou seja, o adversário do Porto não só foi o primeiro a rematar, como o fez no primeiro minuto de jogo. O jogo manteve-se enrolado no meio campo, até que o Porto consegue uma boa jogada de ataque pelo lado esquerdo através de Aboubakar que já dentro da área passa para o Herrera, que em boa posição de tiro, remata contra um defesa do Arouca. Canto para o Porto, contra-ataque do Arouca, expulsão do Fabiano. Cronologia fodida, digo eu, e os fantasma do jogo contra o Boavista a reaparecerem. Foi um belo soco nos queixos da equipa que demorou uns bons 10 minutos a acertar agulhas. Após este golpe, o Porto voltou a ser Porto, fez uma boa 1ª parte e criou 2 boas oportunidades de golo, primeiro por Óliver e depois no cabeceamento de Aboubakar que só parou nas redes de Goicoechea. Estava feito o mais difícil, o golo que tranquilizava as tropas e que permitiria encarar a 2ª parte de uma forma mais contida. Ao intervalo Lopetegui não fez substituições mas mexeu na disposição da equipa, colocou Herrera a defesa direito, jogando unicamente com Óliver e Casemiro no meio numa espécie de 4-2-3. Parece-me que as mudanças não resultaram, a equipa estranhou e só a entrada do menino Rúben repôs a organização na equipa. O Porto conseguiu com mais ou menos esforço manter o jogo longe da baliza de Hélton e acabar o jogo de forma relativamente descansada.


Quaresma - O MVP da partida. Muito provavelmente o melhor jogo do Harry esta época. Dei cabo dos rins ao Balliu durante os 75 minutos que esteve em campo. Quaresma está um jogador adulto, como nunca esteve, mérito de Lopetegui. Cruzou, fintou, pressionou, defendeu, rematou, colocou com toda a precisão do mundo a bola na tola do Aboubakar, e revelou uma excelente saúde física.
Brahimi - Gostei muito do mágico argelino mais pelo que fez a defender, do que pelo que fez no ataque, embora isso não invalide que tenha sido um dos grandes impulsionadores do ataque portista. Fechou muito bem o lado esquerdo, ajudando o Alex Sandro como não me lembro de o ver fazer esta época. Depois destes ultimos 2 jogos voltou a ganhar a titularidade.
Aboubakar - O que pedir mais ao nosso 2º avançado? 3 jogos após a lesão do Jackson, 1 assistência e 2 golos. Jackson é um avançado fenomenal mas pelo que o Vincent tem mostrado, a sucessão poderá não ser tão difícil como inicialmente se poderia pensar.
Hélton - As circunstâncias não foram as mais felizes mas de qualquer das formas, é muito bom ver o capitão na baliza. A forma sempre tranquila e segura como encara cada cruzamento, cada defesa, cada lance em que é obrigado a jogar com os pés deixa-nos descansados e com o sentimento que nada de mau poderá acontecer ao Porto. Fez uma defesa criminosa e negar o empate. Vénias para ti, Arruda.


Fabiano - A expulsão é para mim, exagerada. Ponto. À parte disso, se o nosso guarda-redes sai da baliza, como o fez 2/3 vezes no jogo contra o Basileia, tem de ter a certeza absoluta que chega à bola. Não chegando, ou é comido pelo avançado, ou faz uma falta que o expulsa e nos coloca numa situação muito ingrata. Viu vermelho, não jogará por castigo na Choupana e veremos se jogará no próximo com o Estoril.
Pouco mais se poderá apontar a uma equipa que joga com menos um a partir dos 10 minutos.

Um pequeno aparte que nada tem a ver com o jogo de hoje, a conferência de imprensa do Sérginho:










quarta-feira, 24 de setembro de 2014

FC Porto 0 vs Boavista 0 - 21.09.2014 - Liga Portuguesa



O Regresso do Dérbi Portuense.

6 anos depois, o maior dérbi da cidade invicta voltou. Como fã de futebol e principalmente como portista, é um jogo muito especial, quiçá o mais especial, exceptuando os confrontos com os rivais da capital. Recordo com saudade as autênticas batalhas no antigo Bessa, com o relvado completamente alagado, com os jogadores de ambas as equipas a jogarem "de pau na mão", com a velha adepta da equipa axadrezada e o seu riquíssimo vernáculo, com jogadores como o Marlon e o Artur a provocarem constantes calafrios na defesa azul e branca. Esta é a ideia que tenho dos jogos com o Boavista.



Infelizmente o jogo do passado domingo teve muito pouco de semelhante com o passado, primeiro porque este Boavista é medonho. Uma equipa que subiu à 1ª Liga este ano mas que continua com um plantel digno de 3ª Divisão, ou seja, fraco a roçar o mau. Depois porque todos os ingredientes que fazem parte deste derby histórico faltaram. O Boavista chegou ao Dragão com a ideia de não ser goleado e manteve essa postura até final da partida, mesmo depois de estar em vantagem numérica durante mais de 1 hora. Prova disso são as estatísticas da partida, 82% de posse de bola para o Porto, 20-2 em remates.

Depois da goleada ao Bate Borisov, e de um jogo extremamente bem conseguido, Lopetegui decidiu proceder a uma mini-revolução, revolução essa um pouco exagerada e injustificada, a meu ver. Embora o empate não tenha acontecido devido às várias mudanças na equipa, a verdade é se torna complicado criar rotinas e conhecimentos de jogo, quando a equipa está em constante mutação. Dou o benefício da duvida ao treinador porque as contas e os resultados fazem-se no fim.

Sobre o jogo, pouco a dizer, o Porto foi a única equipa que quis ganhar com 11 e continuou a sê-lo com 10. Foi sempre superior, raramente deixou o Boavista ensaiar um ataque digno desse nome, embora os únicos 2 remates à baliza portista tenham sido muito perigosos. Sobre o lance polémico da partida tenho uma forma muito simples de ver as coisas, a entrada do Maicon é perfeitamente escusada mas nunca na vida seria um lance para vermelho directo. Dou como exemplo 2 jogadores das equipas rivais que com este critério seriam expulsos pelo menos 7 vezes em 10 jogos, Maxi pelo Benfica e Rojo, o ex-Sporting. Não acho que o Porto empatou por causa da expulsão, mas menos 1 jogador durante 65 minutos, uma excessiva rotação na equipa, um Boavista que levou um autocarro de 2 andares para o Dragão e um Porto menos inspirado do que no jogo europeu, tudo somado explicam muito do que foi a perda de pontos na noite chuvosa da Invicta. Apesar de todas as condicionantes, a equipa nunca perdeu a cabeça, não caiu na tentação de usar o chuveirinho e tentou sempre o golo através da sua famosa, mas por vezes exagerada, posse de bola.











Falando em termos individuais, gostei muito da estreia do central Marcano, que embora não fosse testado nos limites, resolveu sempre bem todos os lances em que esteve envolvido, dando a ideia que ganhou nitidamente a corrida ao Reyes. Será normalmente o central titular ao lado de Indi em Alvalade e espero que a soma de 2 centrais canhotos não seja um handicap. Danilo e Herrera foram incansáveis e o Jackson um autêntico gladiador, o colombiano jogou, lutou, defendeu e merecia que desta vez alguém tivesse decidido por ele. Gostei também do Brahimi, embora ache que exagerou nas jogadas individuais, principalmente quando a condição física estava claramente em decréscimo.