Pragmático QB

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Bayern München 6 vs FC Porto 1 - 21.04.2015 - Liga dos Campeões













Um sonho que durou 6 dias.

Dia 15 a dia 21 de Abril, foi este o espaço temporal que nos permitiu sonhar e acreditar que era possível eliminar o poderoso Bayern Munique, seguramente uma das 3 melhores equipas do mundo. Tudo começou faz hoje uma semana, num belo fim de tarde, no Estádio mais lindo do mundo, numa das mais notáveis vitórias que a minha memória me permite recordar. 6 dias passaram, o sonho virou pesadelo, a esperança de uma Champions épica morreu mas a vida continua. Perdemos com um acumulado de 7-4 e dito assim, a dor de uma pesada derrota, é de certa forma amenizada.

A Lei de Murphy é uma velha máxima que diz que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal. Um Porto desfalcado dos 2 laterais titulares, um Bayern com sede de vingança, um estádio cheio de alemães desejosos de sangue, o poder dos números e dos orçamentos claramente a nosso desfavor, tudo preparado para que a puta da Lei do senhor Murphy entrasse em acção. Infelizmente este é o tipo de jogo facílimo de comentar, tal a diferença de qualidade demonstrada pelas duas equipas. O Porto entrou mal em jogo, à imagem do que tem sido toda a época,  com a diferença que os alemães não são os Paços Ferreira's ou os Penafieis da Europa. Equipas como o Bayern castigam o adversário mesmo quando não têm espaço, e o que fazem quando tudo lhes é permitido? Castigam, massacram, violam, sem dó nem piedade até que o adversário deixe de mexer. 

Foi assim durante toda a primeira parte, o Bayern aproveitou o facto do Porto ter entrado molezinho, macio, meiguinho e inofensivozinho em campo e usou e abusou dos nossos meninos até se encher. É como ir às putas mas não pagar no fim. Ameaçaram com uma bola ao poste e como o Porto não ligou ao aviso, foram 28 minutos a levar porrada, pelo chão, pelo ar, por baixo da terra, elas caíram de todo lado até que o cliente alemão se encheu da puta portuguesa e decidiu deixá-la em paz. O Porto deu muito espaço no sector defensivo, não mordeu, não bateu, não atrapalhou, limitou-se a assistir ao espectáculo de variedades dado pelos bávaros. Resultado, 5 salsichas contra 0 bacalhaus ao intervalo.

Nos balneários o chulo basco mudou a forma das putas actuarem, trocando uma delas, que dado o seu nervosismo poderia reagir mal a mais um pancada do cliente e fez entrar uma puta mais calma, mais nova, mais esclarecida. Esta mudança de intervenientes, assim como a mudança táctica fez com a equipa jogasse muito mais equilibrada e o Porto conseguiu de certa forma estancar a invasão alemã. Este maior esclarecimento do Porto, aliado ao facto do Bayern ter tirado o pé do acelerador fez com que a segunda parte fosse muito mais equilibrada. As jogadas de ataque foram surgindo até que o Jackson marca o nosso único golo aos 73 minutos. Faltava pouco tempo para acabar o jogo mas isso não impediu que a equipa lutasse muito com o coração e menos com a cabeça, sempre em busca de novo golo que permitisse pelo menos pôr algum nervosismo nos alemães. Esse golo quase chegou numa grande jogada individual de Jackson, seria o 5-2 e ficaríamos a apenas um da passagem às meias-finais. Mas como no futebol não existem "se's", o Bayern voltou a bater nos nossos meninos, num livre superiormente bem marcado por Alonso, a castigar falta e posterior expulsão de Marcano.

Pode parecer surreal da minha parte, mas a verdade é que foi a derrota que me custou menos a digerir. Quando nos saiu o Bayern no sorteio, todo o Portista sentiu que nos tinha calhado a fava, e essa sensação só mudou depois de uma 1ª mão no Dragão onde toda a equipa se transcendeu. O problema é que todos os Portistas sabiam que só iríamos eliminar os alemães se fizéssemos não um, mais dois jogos transcendentes. Fica óbviamente o amargo pela derrota pesada, porque conscientemente talvez tivéssemos preferido uma derrota por 2-0, embora na prática fosse a mesma coisa.

"No matter how cold the winter, there's a springtime ahead.."

  
Jackson - O melhor jogador azul e branco. "Quem dá o que tem, a mais não é obrigado!", e o colombiano deu o que tinha e o que não tinha num jogo extremamente ingrato. Lutou quase até cair para o lado, marcou um e quase marcava outro, defendeu muito. Fez o que pode. Nada a apontar.
Herrera - Tal como Jackson, foi o que lutou mais. O jogo típico do mexicano, as coisas nem sempre lhe correram bem mas nunca deixou de lutar. Para o Hector, tanto faz estar 0-0 como 6-1, é sempre a abrir até ao apito final ou cair para o lado.
Adeptos Portistas -  O que se viu na partida e chegada da equipa no aeroporto revela que adeptos e equipa estão unidos, e isso é algo que merece destaque.
Nada mais a destacar, numa noite e num jogo como não há memória.




Pode-se falar de tanta coisa que correu mal que nem sei por onde começar. Falar que este ou aquele jogador jogaram mal quando se enfarda 6-1, é complicado, ainda assim consigo separar algumas coisas: 
Lopetegui - Na 1ª mão, Julen 1 - Pep 0, ontem,  Pep 1 - Julen 0. O 4-4-2 do Bayern desmontou completamente a nossa estratégia. Os alemães colocaram muita gente onde o Porto estava ferido, Lahm e Rafinha violaram o Indi e o Gotze e Bernat fizeram do Reyes uma galocha. Não estou habilitado a afirmar que com o Ricardo de inicio, o jogo seria diferente, seria desonesto comigo mesmo se o fizesse.
Futebol Aéreo - 6 golos sofridos, 3 de cabeça. Indi (1.84cm), Maicon (1.91cm), Marcano (1.89cm), Reyes (1.89cm), Casemiro (1.84cm), uma média de altura de 1.87 cm nos 5 jogadores mais defensivos da equipa. Se não é pela altura, a culpa só pode ser do mau posicionamento.
Fabiano - Talvez esteja a ser injusto com o nosso guarda-redes mas a verdade é que fiquei sempre com a sesação que o brasileiro poderia e deveria fazer sempre mais qualquer coisa nos 6 golos sofridos.









Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].
Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal.

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].
Máxima que estipula que se alguma coisa pode correr mal, ela irá correr mal.

"lei de murphy", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/lei%20de%20murphy [consultado em 22-04-2015].

segunda-feira, 16 de março de 2015

FC Porto 1 vs Arouca 0 - 15.03.2015 - Liga Portuguesa

Foi a vitória possível.

Bem mais do que a "nota artística" e dadas as circunstâncias, foi um excelente resultado. Estamos numa situação em que temos de ganhar todos os jogos, seja de que maneira for, com 11, com 10, contra 11, contra 14, depois de um grande jogo europeu, antes de um jogo europeu, sempre, no matter what, até final de campeonato. Terça-feira passada fizemos uma grande exibição, é inegável, mas foi um jogo que embora ganho com algum à vontade, deu muito trabalho. Esse mesmo esforço despendido contra o Basileia, aliado a 80 (!) minutos a jogar com menos um, fez com que o jogo fosse o possível, embora com uma vitória inteiramente justa. Os 68% de posse de bola ao intervalo e 61% no final do jogo demonstram que a equipa menos com 1 elemento, consegue manter a sua ideia de jogo. 7ª vitória seguida, sem sofrer golos.

O jogo de hoje começa de forma completamente diferente de todos os outros jogos feitos no Dragão, esta época, ou seja, o adversário do Porto não só foi o primeiro a rematar, como o fez no primeiro minuto de jogo. O jogo manteve-se enrolado no meio campo, até que o Porto consegue uma boa jogada de ataque pelo lado esquerdo através de Aboubakar que já dentro da área passa para o Herrera, que em boa posição de tiro, remata contra um defesa do Arouca. Canto para o Porto, contra-ataque do Arouca, expulsão do Fabiano. Cronologia fodida, digo eu, e os fantasma do jogo contra o Boavista a reaparecerem. Foi um belo soco nos queixos da equipa que demorou uns bons 10 minutos a acertar agulhas. Após este golpe, o Porto voltou a ser Porto, fez uma boa 1ª parte e criou 2 boas oportunidades de golo, primeiro por Óliver e depois no cabeceamento de Aboubakar que só parou nas redes de Goicoechea. Estava feito o mais difícil, o golo que tranquilizava as tropas e que permitiria encarar a 2ª parte de uma forma mais contida. Ao intervalo Lopetegui não fez substituições mas mexeu na disposição da equipa, colocou Herrera a defesa direito, jogando unicamente com Óliver e Casemiro no meio numa espécie de 4-2-3. Parece-me que as mudanças não resultaram, a equipa estranhou e só a entrada do menino Rúben repôs a organização na equipa. O Porto conseguiu com mais ou menos esforço manter o jogo longe da baliza de Hélton e acabar o jogo de forma relativamente descansada.


Quaresma - O MVP da partida. Muito provavelmente o melhor jogo do Harry esta época. Dei cabo dos rins ao Balliu durante os 75 minutos que esteve em campo. Quaresma está um jogador adulto, como nunca esteve, mérito de Lopetegui. Cruzou, fintou, pressionou, defendeu, rematou, colocou com toda a precisão do mundo a bola na tola do Aboubakar, e revelou uma excelente saúde física.
Brahimi - Gostei muito do mágico argelino mais pelo que fez a defender, do que pelo que fez no ataque, embora isso não invalide que tenha sido um dos grandes impulsionadores do ataque portista. Fechou muito bem o lado esquerdo, ajudando o Alex Sandro como não me lembro de o ver fazer esta época. Depois destes ultimos 2 jogos voltou a ganhar a titularidade.
Aboubakar - O que pedir mais ao nosso 2º avançado? 3 jogos após a lesão do Jackson, 1 assistência e 2 golos. Jackson é um avançado fenomenal mas pelo que o Vincent tem mostrado, a sucessão poderá não ser tão difícil como inicialmente se poderia pensar.
Hélton - As circunstâncias não foram as mais felizes mas de qualquer das formas, é muito bom ver o capitão na baliza. A forma sempre tranquila e segura como encara cada cruzamento, cada defesa, cada lance em que é obrigado a jogar com os pés deixa-nos descansados e com o sentimento que nada de mau poderá acontecer ao Porto. Fez uma defesa criminosa e negar o empate. Vénias para ti, Arruda.


Fabiano - A expulsão é para mim, exagerada. Ponto. À parte disso, se o nosso guarda-redes sai da baliza, como o fez 2/3 vezes no jogo contra o Basileia, tem de ter a certeza absoluta que chega à bola. Não chegando, ou é comido pelo avançado, ou faz uma falta que o expulsa e nos coloca numa situação muito ingrata. Viu vermelho, não jogará por castigo na Choupana e veremos se jogará no próximo com o Estoril.
Pouco mais se poderá apontar a uma equipa que joga com menos um a partir dos 10 minutos.

Um pequeno aparte que nada tem a ver com o jogo de hoje, a conferência de imprensa do Sérginho:










domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moreirense 0 vs FC Porto 2 - 07.02.2015 - Liga Portuguesa


Simplicidade, Paciência, Competência.

O Porto partia para este jogo com um histórico de confrontos claramente favorável - em 10 jogos em todas as competições nacionais o saldo era de 2 empates e 8 vitórias para os azuis - mas se pensarmos no que foi o jogo da 1ª volta - apesar da vitória por 3-0, os golos só surgiram a partir dos 70 minutos - poderíamos ficar com duvidas acerca da dificuldade do jogo em Moreira de Cónegos. 

O Porto encarou esta partida com bases alicerçadas em 3 pontos - Simplicidade, Paciência e Competência - jogou de forma simples em todos e entre todos os sectores do campo, teve a paciência necessária para fazer uma boa troca de bola com constantes variações de flanco e foi competente porque ganhou uma batalha de forma tranquila sem fazer um jogo deslumbrante. 

O jogo em Moreira de Cónegos só tinha um resultado possível, a vitória. Numa jornada onde Sporting e Benfica se defrontam e um deles ou os dois irão perder pontos tínhamos de ganhar fosse de que forma fosse. A equipa percebeu isso mas nunca jogou de forma precipitada, teve a paciência necessária para trocar a bola entre praticamente todos os jogadores, com mudanças de flanco que aconteciam das mais variadas formas e rematando pouco mas bem. Este último factor merece destaque porque talvez tenha sido dos jogos que menos rematamos este ano, e com 2 golos marcados revelamos uma eficácia que tem sido algo raro esta época.



Herrera - O MVP da partida. Não foi o jogo mais explosivo da época para o mexicano, mas foi um jogo claramente positivo. Depois de alguns jogos com um rendimento abaixo do esperado, ontem fez um jogo completo, solidário a defender e com a habitual disponibilidade física que lhe permitiu fazer 2 assistências, a primeira delas num brilhante passe para Jackson.
Casemiro - Um dos melhores jogos ao serviço do Porto. Bem menos faltoso do que tem sido habitual, roubou imensas bolas e foi um verdadeiro Boss na sua zona de acção. Completa a sua boa exibição com um golo pleno de oportunidade depois do cruzamento do Herrera.
Jackson - Só me recordo de um remate do Cha Cha Cha e foi aquele que inaugurou o marcador.num excelente dominio de pé direito rematando imediatamente de seguida com o pé esquerdo. O Colombiano não pára de marcar e numa época que se prevê como a ultima na invicta, a sua saída será claramente pela porta grande.


Fabiano - Teve pouco trabalho pela frente mas no pouco que fez revelou aquela habitual insegurança que o caracteriza, exceptuando uma grande mancha que faz a um remate de João Pedro.