terça-feira, 26 de agosto de 2014
FC Porto 2 vs Lille 0 - 26.08.2014 - Play-Off da Liga dos Campeões
Reis da Champions.
E eis que, pela 19ª vez atingimos a fase de grupos da maior prova europeia de clubes. Somos a par de Real Madrid, Barcelona e Manchester United, as 4 únicas equipas que conseguem tal feito, o que só por si revela a dimensão do nosso Futebol Clube do Porto. No sorteio da próxima 5ª feira, ficaremos no Pote 1 tal como o Benfica, ficando o Sporting no Pote 3, o que significa que poderemos "levar" com equipas como o Borussia Dortmund, Juventus, Paris Saint-Germain, Manchester City, vindas do Pote 2 e Leverkusen, Nápoles e Liverpool, vindas do Pote 3. Isto tudo para dizer que, tal como em anos anteriores, podemos ter um grupo acessível ou pelo contrário, terrivelmente complicado.
O jogo de hoje foi uma imagem do que o Julen quer para o Porto, muita posse de bola, variações constantes de flanco, pressão alta feita por toda a equipa, solidez defensiva. Entramos muito bem no jogo, asfixiando o Lille, não deixando sequer ensaiar contra-ataques, situação que durou até à meia hora de jogo, altura em que o Lille equilibra, sem no entanto criar situações de golo. Toda a nossa 1ª parte foi semelhante à partida de Paços de Ferreira, ou seja, muita posse de bola não traduzida em situações claras de golo. O golo aos 4 minutos de 2ª parte, veio na altura ideal, permitiu ao Porto tranquilizar jogadores e adeptos e seguir para o restante jogo de forma mais calculista e equilibrada. A caminhada vitoriosa continua a bom ritmo, 4 jogos, 4 vitórias, 6 golos marcados e 0 sofridos.
Melhor em campo.. Brahimi! Que jogador! O argelino custou 6.5 milhões de euros e a pergunta que se impõe é.. o que fazia um jogador como estes num clube como o Granada? Um jogo completo, marca um golo através de um livre exemplarmente marcado, faz a assistência para o golo do Jackson e passou os 90 minutos a brindar a bancada com toques de magia dignas de um feiticeiro. Das 14 contratações, parece-me de longe a melhor relação qualidade/preço. A dupla de centrais também esteve em grande, principalmente o Maicon, intransponível em praticamente todos os lances que disputou. Em sentido contrário esteve o menino, talvez a acusar a pressão do momento ou simplesmente "cansado" por ter jogado os 4 jogos oficiais, o certo é que o Rúben fez a pior exibição desde o inicio da época.
Mais uma lesão muscular, depois do Tello, foi a vez do Alex Sandro. Significa que tanto jogos como treinos estão a ser encarados nos limites máximos a nível físico. A importância de um plantel vasto em número e qualidade faz cada vez mais sentido.
FC Porto (Por) 2-0 Lille (Fra) All Goals - 26... por Vizyeo
domingo, 24 de agosto de 2014
Paços Ferreira 0 vs FC Porto 1 - 23.08.2014 - Liga Portuguesa
Serviços Mínimos.
3º Jogo oficial do Porto, 3 vitórias, 4 golos marcados e 0 sofridos. Dos 3 jogos, esta foi sem margem para duvidas, a vitória menos conseguida, muito por culpa de um Paços Ferreira que entra em campo com uma ideia de jogo muito defensiva, povoando o seu meio campo com o maior número de jogadores possível, permitindo unicamente ao Porto uma enorme troca de bola longe das zonas de perigo. Foi assim durante toda a 1ª parte e prova disso são os 72% de posse de bola do Porto ao intervalo. Apesar de terem muita bola, os jogadores do Porto nunca foram capazes de chegar com perigo à baliza de Defendi, exceptuando o lance do golo de Jackson. A 2ª parte foi bem mais equilibrada porque a equipa da Capital do Móvel soltou-se das algemas e foi à procura da felicidade, dando muito mais trabalho à defesa do Porto e tendo um lance claro de golo na cabeça de Cicero. Vitória justa, embora o empate fosse um resultado possível, depois da boa resposta dos Pacenses na 2ª parte.
Tal como disse antes, foi o jogo menos conseguido do Porto este ano, jogamos em "serviços mínimos", com um futebol e uma atitude muito q.b. mas com o objectivo principal mais uma vez cumprido. Destaco a vontade e o nervosismo com que todos os jogadores do Paços disputavam cada lance, muito possivelmente a querer uma espécie de "vendeta", pelo seu treinador ter sido ostracizado durante os 9 meses que esteve na cidade do Porto.
Destaques individuais positivos para os centrais, principalmente para o Maicon que faz um grande jogo, pleno de raça. O Brasileiro começou muito bem a época desportiva e a meu ver, prepara-se para fazer a sua melhor época em Portugal. O Indi é nitidamente um clone do Mangala, igualmente duro, e fortíssimo nos lances por alto e coincidência ou não, é um jogador nascido no Barreiro, o que significa que podes tirar o Bruno da margem sul, mas nunca irás tirar a margem sul do Bruno. O Rúben (começo a achar que é um clone do Moutinho) também esteve muito certinho como vem sendo hábito, dando a ideia que não consegue jogar mal. O Quintero entrou muito bem no jogo, aproveitando a infelicidade do Tello. E para finalizar, nota positiva para o 9 colombiano que sem fazer um jogo de encher o olho, marcou o golo decisivo da partida. Nota negativa para o Alex Sandro, que me pareceu completamente desconcentrado na 2ª parte, falhando inúmeros passes.
O treinador Lopetegui, justificou a menor capacidade física da equipa com o cansaço. Eu, embora não seja preparador físico, e ao contrário da opinião de alguns colegas de bancada, acho essa justificação plenamente plausível. A época começou agora, os níveis físicos estão obrigatóriamente longe do ideal, a forma que o treinador gosta de jogar, com uma pressão a campo inteiro sempre constante exige uma enorme capacidade física e como tal é normal a saúde da equipa ainda não estar a 100%. O plantel é vasto em numero e qualidade, a rotatividade já começou e dá a ideia que se irá manter até final da época.
3º Jogo oficial do Porto, 3 vitórias, 4 golos marcados e 0 sofridos. Dos 3 jogos, esta foi sem margem para duvidas, a vitória menos conseguida, muito por culpa de um Paços Ferreira que entra em campo com uma ideia de jogo muito defensiva, povoando o seu meio campo com o maior número de jogadores possível, permitindo unicamente ao Porto uma enorme troca de bola longe das zonas de perigo. Foi assim durante toda a 1ª parte e prova disso são os 72% de posse de bola do Porto ao intervalo. Apesar de terem muita bola, os jogadores do Porto nunca foram capazes de chegar com perigo à baliza de Defendi, exceptuando o lance do golo de Jackson. A 2ª parte foi bem mais equilibrada porque a equipa da Capital do Móvel soltou-se das algemas e foi à procura da felicidade, dando muito mais trabalho à defesa do Porto e tendo um lance claro de golo na cabeça de Cicero. Vitória justa, embora o empate fosse um resultado possível, depois da boa resposta dos Pacenses na 2ª parte.
Tal como disse antes, foi o jogo menos conseguido do Porto este ano, jogamos em "serviços mínimos", com um futebol e uma atitude muito q.b. mas com o objectivo principal mais uma vez cumprido. Destaco a vontade e o nervosismo com que todos os jogadores do Paços disputavam cada lance, muito possivelmente a querer uma espécie de "vendeta", pelo seu treinador ter sido ostracizado durante os 9 meses que esteve na cidade do Porto.
Destaques individuais positivos para os centrais, principalmente para o Maicon que faz um grande jogo, pleno de raça. O Brasileiro começou muito bem a época desportiva e a meu ver, prepara-se para fazer a sua melhor época em Portugal. O Indi é nitidamente um clone do Mangala, igualmente duro, e fortíssimo nos lances por alto e coincidência ou não, é um jogador nascido no Barreiro, o que significa que podes tirar o Bruno da margem sul, mas nunca irás tirar a margem sul do Bruno. O Rúben (começo a achar que é um clone do Moutinho) também esteve muito certinho como vem sendo hábito, dando a ideia que não consegue jogar mal. O Quintero entrou muito bem no jogo, aproveitando a infelicidade do Tello. E para finalizar, nota positiva para o 9 colombiano que sem fazer um jogo de encher o olho, marcou o golo decisivo da partida. Nota negativa para o Alex Sandro, que me pareceu completamente desconcentrado na 2ª parte, falhando inúmeros passes.
O treinador Lopetegui, justificou a menor capacidade física da equipa com o cansaço. Eu, embora não seja preparador físico, e ao contrário da opinião de alguns colegas de bancada, acho essa justificação plenamente plausível. A época começou agora, os níveis físicos estão obrigatóriamente longe do ideal, a forma que o treinador gosta de jogar, com uma pressão a campo inteiro sempre constante exige uma enorme capacidade física e como tal é normal a saúde da equipa ainda não estar a 100%. O plantel é vasto em numero e qualidade, a rotatividade já começou e dá a ideia que se irá manter até final da época.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Lille 0 vs FC Porto 1 - 20.08.2014 - Play-Off Liga dos Campeões
Novamente... competentes!
Embora tenha sido apenas o 2º jogo oficial da época, esta jornada dupla com o Lille é fundamental para o que resta do ano desportivo azul e branco. Apesar do Julen ter fugido ao "pormenor" dos 10 milhões de euros que poderão ser ganhos com o acesso à fase de grupos, é inegável que esse valor é imprescindível no orçamento desta época. Pode por exemplo pagar o passe o Adrian, a transferência mais cara (até agora) deste verão. À parte da componente financeira que ao comum adepto portista pouco ou nada interessa, uma época desportiva sem Champions é obrigatóriamente encarada com uma enorme desilusão, é a maior competição de clubes, é a prova onde jogam os melhores jogadores, em suma, é a guerra que todas as equipas e adeptos gostam de lutar.
Uma vitória fora, ainda que pela margem mínima, é sempre uma boa vitória. Outro aspecto que merece destaque é que ganhamos a uma equipa chamada Lille Olympique Sporting Club, facto esse bastante positivo, porque o objectivo de todas as épocas é ganhar a esses "Sportings" e "Benficas" espalhados por esse mundo fora.
Tal como o jogo para o campeonato com o Marítimo, este foi mais um jogo competente. Nem sempre sempre bem jogado, nem sempre com jogadas brilhantes mas sim, competente. O Porto entrou muito personalizado em campo e salvo 2 ou 3 calafrios, a partida esteve praticamente sempre controlada. Gostei da forma organizada como a equipa joga, embora falte resumir tanta posse de bola, em situações claras de golo. O único golo do Porto surge com alguma naturalidade depois de uma entrada forte da equipa na 2ª parte, e logo depois do Tello ter entrado e tocado na bola pela primeira vez. O Lille teve supremacia na parte final do jogo como era de esperar, muito à custa de livres laterais e futebol directo mas o jogo caminhou rapidamente para o fim sem grandes problemas.
Hoje já tivemos um cheirinho do que poderá ser a gestão dos egos de alguns jogadores do Porto. O Brahimi no momento em que é substituído mas principalmente o Quaresma no momento da entrada revelaram uma pontinha de azia. O Julen parece-me capaz de gerir estas "birras" mas não será de todo, uma missão fácil dada a qualidade e estatuto de alguns jogadores.
Uma diferença que me salta à vista desde já em comparação com a época passada, é a forma como os 2 centrais tratam a bola, porque as saídas a jogar com bola foram reduzidas a praticamente 0, optando por jogar "feio" em quase todos os momentos em que a situação assim o exige. O meio campo pareceu-me bastante fluído, com muitas trocas posicionais, com o triângulo Casemiro-Herrera-Ruben a controlarem o jogo de uma forma bastante boa, dado o momento da época. O Brahimi não engana, é pura classe, embora não o goste de ver constantemente colado na ala. Toda a restante equipa esteve bem.
Do lado do Lille, destaco o Origi, grande jogador. Não entendo como é que o Liverpool o empresta, ainda por cima quando no plantel não abundam avançados. Ainda poderia aceitar o facto do belga ter 19 anos e pouca experiência ao mais alto nível, mas essa teoria cai por terra quando ainda na época passada o Rogers apostou com sucesso no Sterling.
Lille 0-1 FC Porto (Play-Offs) Highlights 20-08... por Vizyeo
Embora tenha sido apenas o 2º jogo oficial da época, esta jornada dupla com o Lille é fundamental para o que resta do ano desportivo azul e branco. Apesar do Julen ter fugido ao "pormenor" dos 10 milhões de euros que poderão ser ganhos com o acesso à fase de grupos, é inegável que esse valor é imprescindível no orçamento desta época. Pode por exemplo pagar o passe o Adrian, a transferência mais cara (até agora) deste verão. À parte da componente financeira que ao comum adepto portista pouco ou nada interessa, uma época desportiva sem Champions é obrigatóriamente encarada com uma enorme desilusão, é a maior competição de clubes, é a prova onde jogam os melhores jogadores, em suma, é a guerra que todas as equipas e adeptos gostam de lutar.
Uma vitória fora, ainda que pela margem mínima, é sempre uma boa vitória. Outro aspecto que merece destaque é que ganhamos a uma equipa chamada Lille Olympique Sporting Club, facto esse bastante positivo, porque o objectivo de todas as épocas é ganhar a esses "Sportings" e "Benficas" espalhados por esse mundo fora.
Tal como o jogo para o campeonato com o Marítimo, este foi mais um jogo competente. Nem sempre sempre bem jogado, nem sempre com jogadas brilhantes mas sim, competente. O Porto entrou muito personalizado em campo e salvo 2 ou 3 calafrios, a partida esteve praticamente sempre controlada. Gostei da forma organizada como a equipa joga, embora falte resumir tanta posse de bola, em situações claras de golo. O único golo do Porto surge com alguma naturalidade depois de uma entrada forte da equipa na 2ª parte, e logo depois do Tello ter entrado e tocado na bola pela primeira vez. O Lille teve supremacia na parte final do jogo como era de esperar, muito à custa de livres laterais e futebol directo mas o jogo caminhou rapidamente para o fim sem grandes problemas.
Hoje já tivemos um cheirinho do que poderá ser a gestão dos egos de alguns jogadores do Porto. O Brahimi no momento em que é substituído mas principalmente o Quaresma no momento da entrada revelaram uma pontinha de azia. O Julen parece-me capaz de gerir estas "birras" mas não será de todo, uma missão fácil dada a qualidade e estatuto de alguns jogadores.
Uma diferença que me salta à vista desde já em comparação com a época passada, é a forma como os 2 centrais tratam a bola, porque as saídas a jogar com bola foram reduzidas a praticamente 0, optando por jogar "feio" em quase todos os momentos em que a situação assim o exige. O meio campo pareceu-me bastante fluído, com muitas trocas posicionais, com o triângulo Casemiro-Herrera-Ruben a controlarem o jogo de uma forma bastante boa, dado o momento da época. O Brahimi não engana, é pura classe, embora não o goste de ver constantemente colado na ala. Toda a restante equipa esteve bem.
Do lado do Lille, destaco o Origi, grande jogador. Não entendo como é que o Liverpool o empresta, ainda por cima quando no plantel não abundam avançados. Ainda poderia aceitar o facto do belga ter 19 anos e pouca experiência ao mais alto nível, mas essa teoria cai por terra quando ainda na época passada o Rogers apostou com sucesso no Sterling.
Lille 0-1 FC Porto (Play-Offs) Highlights 20-08... por Vizyeo
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sábado, 16 de agosto de 2014
FC Porto 2 vs Maritimo 0 - 15.08.2014 - Liga Portuguesa
Depois de alguns meses a ressacar a Liga Portuguesa, as hostilidades foram iniciadas hoje com o jogo Porto - Marítimo. A par de praticamente toda a pré-época, foi um jogo competente do Porto com uma vitória natural e inequívoca. Apesar disso, nem tudo foi perfeito, a equipa ainda demonstra algumas falhas, a maior parte delas defensivas, permitindo vários remates ao adversário. Mas o que salta à vista desde já é a boa capacidade física da equipa, assim como as boas soluções para o 11 inicial e para o banco. Muito a frio, parece-me o plantel mais equilibrado dos últimos anos, com 2 ou mais boas soluções para cada lugar. Vénias ao Julen e à direcção pelo esforço na construção de um plantel que tem tudo para ser competitivo em todas as provas.
A surpresa maior do 11 inicial foi o menino Rúben. A pré-época já tinha dado indícios de que o ainda júnior poderia ser uma hipótese a ter em conta para a posição 6 e essas "duvidas" foram dissipadas hoje. O Rúben jogou bem, demonstrou uma maturidade nada condizente com os seus 17 anos, marcou o golo que permitiu desbloquear o jogo e foi substituído no decorrer da 2ª parte debaixo de um unânime e merecido aplauso já com algum défice físico. Todos os dias têm saído noticias sobre a contratação do holandês Clasie mas talvez o jogo de hoje da jovem promessa portista tenha esfriado esse mesmo desejo. Em relação aos restantes reforços, foi o Brahimi que me encheu mais as medidas. Admito alguma surpresa quando percebi que o Tello tinha sido relegado para o banco mas com o decorrer do jogo, facilmente se percebeu que a aposta no argelino tinha feito todo o sentido.
Fica uma enorme vontade de ver esta equipa já com outra rodagem e com todos os jogadores integrados no método Lopetegui. Esta época embora tenha tudo para correr bem, pode facilmente correr mal mas "acredito cegamente" que o melhor ainda está para vir..
Porto's wonder-kid scores on debut por omnisport-gr
Porto 2 - Maritimo 0 Goal Jackson Martinez por Tugasports
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Rúben Neves
sábado, 10 de maio de 2014
FC Porto 2 vs SL Benfica 1 - 10.05.2014 - Liga Portuguesa
Jogo e vitória sem história.
Hoje jogou-se o maior clássico do futebol português de uma forma que há muito tempo não se via, ou seja, uma batalha que não contava rigorosamente para nada além do orgulho. Nesse aspecto, a equipa do Porto tinha mais a ganhar do que a perder e encarou o jogo com seriedade, mais até do que a que o momento exigia. Foi um jogo fraco, sem história, quase sem motivos de destaque, com uma equipa melhor na primeira parte e a outra melhor na segunda. O Benfica como era expectável fez alinhar parte das segundas e terceiras opções. Felizmente o resultado do jogo nada alterava no campeonato porque a arbitragem não quis ficar de fora desta história e por isso esteve ao nível do jogo, fraca, fraquinha, má.
Toda a futura equipa técnica esteve na bancada, e acredito que tenham sentido que têm muito trabalho pela frente. Por outro lado e dado que o Julen vem da formação espanhola, poderá ter ficado satisfeito com algumas das jovens exibições portistas como são o caso do Ricardo, Mikel e Quintero. Este ano o período de férias será mais curto que o normal, muito por culpa do Mundial do Brasil e da pré-eliminatória da Champions, por isso espero que a equipa técnica tenha começado a trabalhar mal soou o apito final do árbitro.
Sobre o jogo pouco a dizer, o Porto entrou melhor no jogo, a fazer pressão em todo o campo, a criar situações de golo desde o inicio e surgiu com naturalidade ao golo. O Benfica empatou na primeira vez que surgiu com relativo perigo à baliza do Fabiano e pouco mais se passou de interessante até ao intervalo. A 2ª parte foi mais equilibrada, o Benfica esteve na maior parte do tempo por cima do jogo, criou uma excelente oportunidade de golo pelo Djuricic. Nota de destaque é o facto de tanto a bola na barra do sérvio, como o lance que dá origem ao penalti a favor do Benfica, terem surgido de duas infantilidades dos centrais, infantilidade essa que foi a imagem da defesa do Porto nesta época.
Nota positiva para o Mikel, Ricardo e Jackson que consolidou a posição de melhor marcador e salvo surpresas, será mais uma vez coroado com o caneco. Nota negativa para a dupla de centrais que está directamente relacionada com os 2 lances de maior perigo do Benfica, para o Defour que passou ao lado do jogo e para o Alex Sandro que já foi de férias a algumas semanas. Destaque positivo também para o treinador Luis Castro que semana após semana, e apesar das coisas nem sempre lhe terem sido favoráveis nestes 16 jogos ao comando da equipa, provou ser um gentleman, sempre correcto nas suas acções, e o menos culpado neste marasmo que foi a época 2013/14.
O balanço da época é claramente e obviamente negativo. É quase impossível encontrar algo de positivo este ano, a não ser o facto de não termos ganho praticamente nada e vermos o nosso rival directo ganhar praticamente tudo, facto esse que fará com que cada um de nós, portistas, passemos a dar bem mais valor às vitórias em jogos e campeonatos. Contra mim falo, que inocentemente encarei a vitória do campeonato ano após ano como um dado adquirido, não lhe dando a atenção que merecia, não festejando como se fosse a ultima vez. Penitencio-me também por não ter dado o devido valor ao treinador Vitor Pereira, criticando-o semana após semana, mesmo depois de nos ter dado 2 campeonatos, o ultimo dos quais da forma mais épica possível. Vitor Pereira, que ontem deu uma grande entrevista ao Programa da TVI24, MaisFutebol, e que me fez gostar do homem ainda mais.
Deixo aqui todo o programa e respectiva entrevista:
Para finalizar, vou colocar aqui uma imagem muito boa, que vai de encontro aos que muitos treinadores proferem quando dizem que determinado jogador é a sua extensão em campo:
Hoje jogou-se o maior clássico do futebol português de uma forma que há muito tempo não se via, ou seja, uma batalha que não contava rigorosamente para nada além do orgulho. Nesse aspecto, a equipa do Porto tinha mais a ganhar do que a perder e encarou o jogo com seriedade, mais até do que a que o momento exigia. Foi um jogo fraco, sem história, quase sem motivos de destaque, com uma equipa melhor na primeira parte e a outra melhor na segunda. O Benfica como era expectável fez alinhar parte das segundas e terceiras opções. Felizmente o resultado do jogo nada alterava no campeonato porque a arbitragem não quis ficar de fora desta história e por isso esteve ao nível do jogo, fraca, fraquinha, má.
Toda a futura equipa técnica esteve na bancada, e acredito que tenham sentido que têm muito trabalho pela frente. Por outro lado e dado que o Julen vem da formação espanhola, poderá ter ficado satisfeito com algumas das jovens exibições portistas como são o caso do Ricardo, Mikel e Quintero. Este ano o período de férias será mais curto que o normal, muito por culpa do Mundial do Brasil e da pré-eliminatória da Champions, por isso espero que a equipa técnica tenha começado a trabalhar mal soou o apito final do árbitro.
Sobre o jogo pouco a dizer, o Porto entrou melhor no jogo, a fazer pressão em todo o campo, a criar situações de golo desde o inicio e surgiu com naturalidade ao golo. O Benfica empatou na primeira vez que surgiu com relativo perigo à baliza do Fabiano e pouco mais se passou de interessante até ao intervalo. A 2ª parte foi mais equilibrada, o Benfica esteve na maior parte do tempo por cima do jogo, criou uma excelente oportunidade de golo pelo Djuricic. Nota de destaque é o facto de tanto a bola na barra do sérvio, como o lance que dá origem ao penalti a favor do Benfica, terem surgido de duas infantilidades dos centrais, infantilidade essa que foi a imagem da defesa do Porto nesta época.
Nota positiva para o Mikel, Ricardo e Jackson que consolidou a posição de melhor marcador e salvo surpresas, será mais uma vez coroado com o caneco. Nota negativa para a dupla de centrais que está directamente relacionada com os 2 lances de maior perigo do Benfica, para o Defour que passou ao lado do jogo e para o Alex Sandro que já foi de férias a algumas semanas. Destaque positivo também para o treinador Luis Castro que semana após semana, e apesar das coisas nem sempre lhe terem sido favoráveis nestes 16 jogos ao comando da equipa, provou ser um gentleman, sempre correcto nas suas acções, e o menos culpado neste marasmo que foi a época 2013/14.
O balanço da época é claramente e obviamente negativo. É quase impossível encontrar algo de positivo este ano, a não ser o facto de não termos ganho praticamente nada e vermos o nosso rival directo ganhar praticamente tudo, facto esse que fará com que cada um de nós, portistas, passemos a dar bem mais valor às vitórias em jogos e campeonatos. Contra mim falo, que inocentemente encarei a vitória do campeonato ano após ano como um dado adquirido, não lhe dando a atenção que merecia, não festejando como se fosse a ultima vez. Penitencio-me também por não ter dado o devido valor ao treinador Vitor Pereira, criticando-o semana após semana, mesmo depois de nos ter dado 2 campeonatos, o ultimo dos quais da forma mais épica possível. Vitor Pereira, que ontem deu uma grande entrevista ao Programa da TVI24, MaisFutebol, e que me fez gostar do homem ainda mais.
Deixo aqui todo o programa e respectiva entrevista:
Para finalizar, vou colocar aqui uma imagem muito boa, que vai de encontro aos que muitos treinadores proferem quando dizem que determinado jogador é a sua extensão em campo:
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Infantilidade,
Luis Castro,
Melhor marcador,
Orgulho,
Vítor Pereira
terça-feira, 6 de maio de 2014
Julen Lopetegui, Treinador do Porto.
Hoje foi apresentado o novo treinador do FC Porto, Julen Lopetegui. Merece da minha parte um comentário moderado e ponderado, quanto mais não seja depois de eu mesmo ter errado na forma como "examinei" os 2 anteriores treinadores. Se por um lado, critiquei Vítor Pereira até ao seu ultimo dia no clube (não há um dia em que não me tenha arrependido), de uma forma exacerbada, muito à custa do seu tão amado futebol de posse que na maioria das vezes era pouco interessante mas tremendamente eficaz, por outro elevei Paulo Fonseca ao pináculo da competência depois de uma época surpreendentemente vencedora ao serviço do Paços Ferreira.
Estes 2 casos são o perfeito exemplo de como não podemos nem devemos enveredar no óbvio quando se disserta a escolha e trabalho de um treinador. O óbvio é que Lopetegui é um treinador com um currículo escasso, mas ainda assim muito superior ao de Villas-Boas, Vítor Pereira e Paulo Fonseca no dia em que assinaram pelo Porto. É também óbvio que treinar o Porto é de longe o maior desafio da sua curta carreira a nivel de clubes, dado que as suas anteriores experiências foram o Rayo Vallecano e Real Madrid B. Para finalizar não deixa de ser menos óbvio que treinar a seleção espanhola campeã de sub-21 com jogadores como De Gea, Illarramendi, Bartra, Koke, Thiago, Tello, Morata, Isco, Rodrigo e Carvajal não pode ser considerado um feito histórico.
Lopetegui é o 2º treinador espanhol no Porto, e ao contrário do seu anterior compatriota Victor Fernandez que entra no clube em 2004 após uma época memorável em que ganhamos Liga dos Campeões e Campeonato comandados pelo Special One, desta vez a realidade é completamente diferente porque a actual época foi desastrosa, possivelmente a pior da era Pinto da Costa. O inicio da época 2004/2005 foi complicada muito por culpa do sucesso da equipa na época anterior resultando daí as saídas de treinador e alguns jogadores fundamentais. Na próxima época acontecerá o inverso, porque as mudanças não acontecerão devido ao ao sucesso mas sim ao fracasso da actual equipa.
A meu ver, e depois de uma época medonha como esta, pedia-se uma aposta segura, não uma aposta de risco. Mais arriscado do que apostar num treinador português inexperiente, é escolher um treinador estrangeiro inexperiente. Dadas as circunstâncias actuais eu teria escolhido um treinador experiente e repetente, na linha do Fernando Santos, Jesualdo Ferreira ou o próprio Vitor Pereira. Seja como for, este foi o treinador escolhido pelo clube e como tal será o meu treinador até que ele próprio ou os resultados me provem o contrário.
Estes 2 casos são o perfeito exemplo de como não podemos nem devemos enveredar no óbvio quando se disserta a escolha e trabalho de um treinador. O óbvio é que Lopetegui é um treinador com um currículo escasso, mas ainda assim muito superior ao de Villas-Boas, Vítor Pereira e Paulo Fonseca no dia em que assinaram pelo Porto. É também óbvio que treinar o Porto é de longe o maior desafio da sua curta carreira a nivel de clubes, dado que as suas anteriores experiências foram o Rayo Vallecano e Real Madrid B. Para finalizar não deixa de ser menos óbvio que treinar a seleção espanhola campeã de sub-21 com jogadores como De Gea, Illarramendi, Bartra, Koke, Thiago, Tello, Morata, Isco, Rodrigo e Carvajal não pode ser considerado um feito histórico.
Lopetegui é o 2º treinador espanhol no Porto, e ao contrário do seu anterior compatriota Victor Fernandez que entra no clube em 2004 após uma época memorável em que ganhamos Liga dos Campeões e Campeonato comandados pelo Special One, desta vez a realidade é completamente diferente porque a actual época foi desastrosa, possivelmente a pior da era Pinto da Costa. O inicio da época 2004/2005 foi complicada muito por culpa do sucesso da equipa na época anterior resultando daí as saídas de treinador e alguns jogadores fundamentais. Na próxima época acontecerá o inverso, porque as mudanças não acontecerão devido ao ao sucesso mas sim ao fracasso da actual equipa.
A meu ver, e depois de uma época medonha como esta, pedia-se uma aposta segura, não uma aposta de risco. Mais arriscado do que apostar num treinador português inexperiente, é escolher um treinador estrangeiro inexperiente. Dadas as circunstâncias actuais eu teria escolhido um treinador experiente e repetente, na linha do Fernando Santos, Jesualdo Ferreira ou o próprio Vitor Pereira. Seja como for, este foi o treinador escolhido pelo clube e como tal será o meu treinador até que ele próprio ou os resultados me provem o contrário.
domingo, 4 de maio de 2014
Olhanense 2 vs FC Porto 1 - 04.05.2014 - Liga Portuguesa
Esta época, não acaba?
O que dizer mais desta equipa? Torna-se complicado retirar algo positivo deste final de época do Porto. Semana após semana, as más exibições repetem-se, os jogadores dão a ideia de já estarem de férias, e os maus resultados acumulam-se. O efeito "chicotada psicológica" rapidamente se desvaneceu, e actualmente a equipa é a cara do anterior treinador.
O jogo de hoje, ao contrário de muitos esta época, não teve bons períodos, não teve bom futebol, não teve rasgos individuais, teve sim, 90 minutos de jogadas aos repelões, sem critério, sem espírito de equipa, sem vontade de ganhar. A 7ª derrota no campeonato, e principalmente a forma como a equipa jogou hoje, são claramente o espelho de uma época frustrante e estrondosamente falhada a todos os níveis. Perdemos contra uma equipa que não nos ganhava há 40 anos e que ocupa o ultimo lugar.
Gostei da aposta nos 2 meninos da Equipa B, não pela exibição de ambos, mas por achar que essa mesma aposta já deveria ter sido feitas há muitos meses atrás. A equipa B do Porto deve ser utilizada de forma a fornecer jogadores à equipa principal sempre que necessário, e não andar jogo após jogo a cumprir calendário numa competição em que nada pode ganhar. Já tinha sido o Vítor Garcia, hoje foi o Tozé e o Kayembe, como poderiam ter sido o Tiago Ferreira, Mikel, Gonçalo Paciência ou o Quiño.
Gostei muito do Herrera, começo a achar que temos um grande jogador que certamente fará uma próxima época muito boa. Já o disse antes, é um jogador que passou a época a adaptar-se, a perceber o futebol europeu e com isso, a perceber como deverá jogar no futuro. É um box-to-box que aguenta o jogo todo sempre ao mesmo ritmo, tem técnica, tem raça, pode e acredito que seja o substituto do Moutinho. Hoje, foi de longe o melhor do Porto, foi o único que passou a ideia que queria ganhar e foi o único que merecia mais para além do enorme golo que marcou.
Para a semana vai-se jogar o ultimo jogo da época, curiosamente é novamente contra o Benfica, um adversário que ao contrário dos últimos anos em que foi humilhado, tem-nos ganho este ano com requintes de malvadez. Não espero nada desse jogo, absolutamente nada..
O que dizer mais desta equipa? Torna-se complicado retirar algo positivo deste final de época do Porto. Semana após semana, as más exibições repetem-se, os jogadores dão a ideia de já estarem de férias, e os maus resultados acumulam-se. O efeito "chicotada psicológica" rapidamente se desvaneceu, e actualmente a equipa é a cara do anterior treinador.
O jogo de hoje, ao contrário de muitos esta época, não teve bons períodos, não teve bom futebol, não teve rasgos individuais, teve sim, 90 minutos de jogadas aos repelões, sem critério, sem espírito de equipa, sem vontade de ganhar. A 7ª derrota no campeonato, e principalmente a forma como a equipa jogou hoje, são claramente o espelho de uma época frustrante e estrondosamente falhada a todos os níveis. Perdemos contra uma equipa que não nos ganhava há 40 anos e que ocupa o ultimo lugar.
Gostei da aposta nos 2 meninos da Equipa B, não pela exibição de ambos, mas por achar que essa mesma aposta já deveria ter sido feitas há muitos meses atrás. A equipa B do Porto deve ser utilizada de forma a fornecer jogadores à equipa principal sempre que necessário, e não andar jogo após jogo a cumprir calendário numa competição em que nada pode ganhar. Já tinha sido o Vítor Garcia, hoje foi o Tozé e o Kayembe, como poderiam ter sido o Tiago Ferreira, Mikel, Gonçalo Paciência ou o Quiño.
Gostei muito do Herrera, começo a achar que temos um grande jogador que certamente fará uma próxima época muito boa. Já o disse antes, é um jogador que passou a época a adaptar-se, a perceber o futebol europeu e com isso, a perceber como deverá jogar no futuro. É um box-to-box que aguenta o jogo todo sempre ao mesmo ritmo, tem técnica, tem raça, pode e acredito que seja o substituto do Moutinho. Hoje, foi de longe o melhor do Porto, foi o único que passou a ideia que queria ganhar e foi o único que merecia mais para além do enorme golo que marcou.
Para a semana vai-se jogar o ultimo jogo da época, curiosamente é novamente contra o Benfica, um adversário que ao contrário dos últimos anos em que foi humilhado, tem-nos ganho este ano com requintes de malvadez. Não espero nada desse jogo, absolutamente nada..
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