Pragmático QB

Pragmático QB

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Braga 0 vs FC Porto 1 - 27.08.2017 - Liga Portuguesa

Meu querido mês de Agosto.

4 jogos, 4 vitórias, todas neste mês. Afinal de contas, Agosto não é só o mês dos Avecs, dos Jean Pierres, dos carros xunning com dois depósitos (para a gasolina e outro para o azeite), enfim, de toda aquela parolada que se gosta de exibir nesta altura. Agosto foram mais ou menos 20 dias de futebol, divididos em 4 jogos, ganhos de forma categórica.

Depois de um empate e uma derrota na Pedreira nos últimos 2 anos, o Porto ganhou pela margem mínima no marcador, mas pela margem máxima naquilo que se passou em campo. Este era aquele jogo que todos os Portistas ansiavam ver, para perceber até que ponto esta equipa é forte mentalmente e estaria, ou não, preparada para as grandes batalhas que se avizinham. O maior clube do mundo ganhou por um golo, numa noite em que com uma maior inspiração, poderíamos estar a falar de números quase históricos, a relembrar 2002, quando ganhamos por 0-4.


Solidez defensiva - Já dizia o antigo treinador da NBA, Phil Jackson, "ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos". O homem ganhou 11 títulos na maior liga de basquetebol do mundo, é actualmente o treinador mais titulado da NBA e por isso parece-me um gajo a quem devemos dar algum crédito. A verdade é que são 4 jogos sem sofrer golos, algo que não acontecia desde a época 1983/84. Marcano e Felipe tem revelado um entrosamento quase pornográfico, dando a ideia que jogam juntos há mais de uma década, quando na realidade é somente o 2º ano em que partilham o centro da defesa. Casillas com 36 anos de idade e praticamente 20 anos a virar frangos (e esta expressão é dita no bom sentido do frango), bate recordes de minutos sem sofrer golos. Telles e Ricardo, são 2 laterais que passam mais tempo no meio campo adversário, mas que mesmo assim raramente se deixam surpreender nas missões defensivas. O Braga não teve um único remate enquadrado à baliza do Porto, algo que não é muito normal. Sá, Reyes, Láyun e Maxi são excelentes alternativas, mas será muito difícil qualquer um deles tirar do poleiro os 5 titulares da defesa.
Ataque - O Freitas Lobo, afirmou e bem a meu ver, que o Porto deste ano joga com 2 carros de assalto na frente. Não sei de são 2, 3 ou 4, mas a verdade é que jogamos de uma forma que produz tantos e tão bons ataques, que num dia bom, poderemos amassar qualquer defesa a nível nacional. Ontem foi visível o elevado número de jogadores que aparece dentro da área para finalizar cada jogada. Sem dúvida alguma, uma das marcas de Sérgio Conceição.
Marega - O MVP da jogo. Que animal. O gajo não é definitivamente um portento de técnica mas no que resta, é um autentico alien. Imparável, incansável, infodível (esta fui eu que inventei). Soares que se mexa, não vai ter um regresso fácil à titularidade. 
Corona -  O Porto teve sorte na forma como a bola vai parar aos pés do mexicano, mas tudo o resto é magia. A forma como faz o lençol ao Goiano e espeta uma cueca fulminante no Matheus é um lance de génio. Corona é mesmo assim, 45 minutos sem fazer bola, e um golo à patrão. Um aparte, alguém que lhe dê uma bucha, está magro que nem um cão.
Brahimi - 60 minutos a martelar a defesa bracarense até sair completamente nas lonas. Foi o principal desequilibrador da equipa na primeira parte, como vem sendo hábito, e contribuiu e muito para os principais lances de perigo na baliza do Braga. Continua com a confiança em alta, algo que lhe permite ir sempre para cima das defesas, nem que tenha perdido a bola em todas as jogadas anteriores.
Substituições - O nosso Mister percebeu o momento do jogo e foi pragmático nas mexidas que fez na equipa. O reforço do meio campo com as entradas de Otávio, André e Herrera secaram o pouco que faltava secar no Braga e usando as palavras do Sérgio, meteram o jogo no bolso.


Aboubakar - O principal rosto da noite perdulária de ontem. Teve 2/3 jogadas daquelas que têm que acabar na rede do lado de dentro da baliza. O camaronês não tem a veia goleadora de um Falcao ou um Jackson, embora tenha de lhe ser dado o mérito de aparecer inúmeras vezes nas zonas de finalização. O que desejam os Portistas em geral, e eu em particular porque sou fã do Vincent, é que sejam mais os jogos com o Moreirense do que com o Braga.
O risco de não matar o jogo - Não marcar o 2º e 3º golo nestes jogos é sempre perigoso, o Porto conseguiu quase sempre manter a calma e não permitiu grandes calafrios na baliza de Casillas, mas a verdade é que um piço, uma bola que bate nos tomates de alguém e entra, uma paragem cerebral de alguém vestido de azul e branco, ou outra qualquer merda do género, pode sempre empatar um jogo que esteve sempre longe de ser perdido.
O sair a jogar - O Porto do Sérgio não gosta de bico para a frente, o Abel percebeu isso e tentou travar as saídas a jogar de trás, com algum sucesso em algumas jogadas. Perdemos alguma bolas em zonas perigosas que permitiram ao Braga aproximar-se da nossa área com relativo perigo.

Mais fotos do jogo aqui.

Saudações Portistas e até para a semana.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Tondela 0 vs FC Porto 1 - 13.08.2017 - Liga Portuguesa

Quando falta camarão, serve-se tremoços e amendoins.

Tondela, essa equipa maldita que nos 4 únicos confrontos anteriores, nos tinha retirado pontos por duas vezes, hoje esteve perto embora longe, de nos empatar a vida pela terceira vez. A equipa do Porto e acredito que o próprio Sérgio Conceição, bem gostariam de ter servido camarão, lagosta e ameijoa aos portistas que estiveram no estádio e aos 74 milhões de azuis e brancos espalhados por esse mundo fora mas tal não foi possível. Em vez disso, presentearam-nos com o belo do tremoço, e o nunca fora de moda amendoim, acompanhados da bela cuca, que é como quem diz, dos 3 pontos.

O Portista é um adepto difícil, complicado, exigente mas também é um adepto realista. 4 anos a seco deixaram-nos com a mente bem aberta, sabemos que nem sempre vamos ter ópera nem orquestras como no jogo com o Estoril, sabemos que para sermos campeões, vamos ter de assistir a muito concerto chunga e foleiro, de baixo orçamento, típico de festas populares. Sabemos também que o ano passado fodemo-nos em jogos como este, em que não sendo possível jogar um futebol espectacular, teríamos obrigatoriamente de ganhar, fosse de que maneira fosse, e muitas vezes não o conseguimos. Acredito que nos jogos do Dragão teremos mais goleadas mas fora de casa não vai fugir muito disto, equipas fechadas, muito pontapé na frente à espera de um "Mano", porradinha basta. O Tondela do Pepa, podia ser o Tondela do Petit, não se nota muita diferença, até porque nenhum dos 2 foi à flash-interview por não ter o 4º grau do curso de treinador, mas podem sentar-se no banco e ir à conferência de imprensa. Paneleirices.


Estilo de jogo - Penso que já todo o adepto portista e adversário minimamente atento, percebeu como funciona o 4-4-2 do Sérgio Conceição. Os extremos vêm para dentro com bola, os laterais sobem e cria-se a dúvida no adversário, que tem funcionado muito bem neste inicio de época. Brahimi e Corona encaixam que nem uma luva neste modus operandi, porque tanto um como o outro, não são jogadores de irem à linha, preferindo deambular para o centro, escacando defesas através do drible. Ricardo e Telles, dois laterais com uma grande propensão ofensiva, dão aquela segunda solução para surgir um cruzamento que normalmente encontra muito azul e branco na área. A forma de jogar tem sido esta, o Porto sabe, o adversário também, o emigrante também acho que já se apercebeu, mas a coisa funciona, vamos ver até quando e qual o Plano B.
Controlar o jogo -  A equipa tentou aumentar o score para acabar o jogo de uma forma mais descansada, mas a verdade é que não tendo conseguido marcar o segundo, também não se pode dizer que tenhamos passado por muitas aflições. Uma cagada do Iker, salva por Telles e um remate do Wagner, foi a melhor coisinha que o Tondela conseguiu em todo o jogo.
Aboubakar - O MVP do jogo. Um golo, o único da partida e uma bola com estrondo no poste, é para mim difícil escolher outro MVP, que não o autor do unico golo do jogo. Perdulário no jogo com o Estoril, mais assertivo em Tondela, o camaronês está na luta para uma grande época. 
Marega -  O maliano impressionou com os dois golos no jogo anterior, mas houve um factor que me impressionou pessoalmente no jogo de hoje, o Marega vai correr a qualquer bola seja em que situação e zona do campo for, e vai fazê-lo durante os 90 minutos. Não lhe peçam trivelas, virgulas, ou pontapés de bicicleta, mas aquela pele morena vai ficar constantemente em campo. 
Corona -  O Jesus percebeu o meu aviso e hoje partiu a louça toda. Bem melhor no aspecto físico do que à uma semana atrás, foi no capitulo técnico um autêntico abre latas. Esteve perto de marcar, mas um corte do ex-portista David Bruno impediu-o de brilhar depois de um slalom gigante. O entendimento com o Ricardo parece estar a resultar muito bem.  
Os laterais -  Não sei se o Ricardo e o Telles vão aguentar a época toda, mas percebe-se que na forma como o Sérgio quer que a equipa jogue, estes dois meninos vão ter um enorme protagonismo. Fazem-me lembrar o Alonso e o Moses no Chelsea, embora os ingleses joguem com uma defesa com mais um elemento que o Porto. Mais uma vez, tiveram grande dinamismo e estiveram nos principais lances de ataque da equipa.


Primeiro golo -  O golo inaugural está a demorar mais do que certamente todos o desejaríamos e "só" tem surgido nos último quarto de hora da primeira parte, embora nos 2 jogos não tenham faltado oportunidades para marcar mais cedo. Uma situação a rever porque não teremos sempre a sorte de haver Mano`s ou remates enviesados que se transformam em assistências. 
Danilo -  O panzer negro nipónico está em baixo de forma ou tem instruções para jogar daquela forma? Uma dúvida que mantenho após os dois jogos oficiais.
Felipe - Sou teu fã e tu sabes disso, mas tens de ser um pouco mais inteligente a jogar. Já percebemos que queres ganhar todas as disputas, seja no ar, chão, ou água mas um pouquinho menos de impetuosidade, evitará que leves menos amarelos e consequentemente, vermelhos. 

Mais fotos do jogo, aqui.

Saudações Portistas e até para a semana. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FC Porto 4 vs Estoril 0 - 09.08.2017 - Liga Portuguesa




Errar é o Mano.

O Pragmático voltou e a culpa é do Sérgio. 9 meses passaram desde a última posta. 9 meses. Foi num Porto - Chaves da época passada, num jogo dificílimo, ganho por 2-1, com golos do Depoitre e do Danilo. Foi uma vitória épica, conseguida num jogo em Dezembro do ano passado. Foi um jogo que, tal como hoje, me fez voltar a escrever depois de um hiato de praticamente um mês. Tive muita vontade de escrever porque o faço com gosto e nunca por obrigação mas admito que o meu portismo andava em baixo, sossegado a um cantinho, à espera de algo ou alguém que o fizesse reanimar e acreditar que a chama poderia ser acesa novamente. Esse algo ou alguém, chama-se Sérgio Conceição, um treinador que embora não fosse a minha escolha, me conquistou imediatamente após a primeira frase na conferência de imprensa de apresentação. Um treinador que transpira confiança, um treinador que embora não sendo o melhor do mundo, age como tal, um treinador que sabe o que é ser Porto, um treinador que através da sua postura, nos faz acreditar a nós, adeptos do maior e melhor clube do mundo, que tudo é possível daqui em diante.

Vamos ao jogo, sem perder mais tempo. Primeiro jogo oficial da época na fortaleza do Dragão, primeira vitória da época. Goleada. Espectáculo. Pedro Emanuel conhece bem a casa que visitou hoje, e comanda um Estoril que vinha de uma brilhante pré-época onde tinha ganho 7 jogos dos 8 disputados. Eram dois factores a ter em conta mas do outro lado estava um Porto igualmente forte, de cara lavada, com uma pré-época que serviu para juntar as tropas, reeducá-las e prepará-las para uma guerra que se prevê brutal. O nosso Mister não inventou e lançou a equipa esperada, o nitidamente o 11 que lhe dá mais confiança. 4-4-2, um esquema do qual sou fã, e que me parece o mais correcto para ser executado me 90% dos jogos da Liga Portuguesa. A equipa começou nervosa, indecisa entre a vontade de arriscar e jogar rápido com um futebol ao primeiro toque, à imagem do que fez quase sempre nos jogos amigáveis, e um futebol mais pausado, mais calculado, com a bola a passar praticamente por todos os jogadores da equipa. A equipa falhou muitos passes mas também recuperou muita bola, não deixando o Estoril criar perigo na baliza do Iker. Algumas oportunidades falhadas, dois golos anulados (e bem!), e o golo tardava em aparecer. Um parêntesis, quem apostar no Placard, escolher Porto INT parece-me uma excelente hipótese esta época. Adiante. O golo chegou da maneira mais improvável, com um erro de um jogador do Estoril porque "errar é o Mano" e nestas situações, Deus perdoa mas o Lorde Marega não. A lata estorilista estava aberta, o que permitiu encarar a segunda parte de uma forma mais tranquila e menos precipitada. Os golos foram surgindo naturalmente, entraram 4 batatas mas poderiam ter entrado muitas mais, caso o Vincent tivesse guardado parte da sua veia goleadora para os jogos a sério. Concluindo, vitória justíssima, com aquela goleada que sabe sempre bem.


MVP do Jogo - Marega. Entrou aos 32 minutos para o lugar do lesionado Tiquinho, marcou e desbloqueou o jogo aos 35. Um goleador é mesmo assim, não precisa de muito tempo, nem muitas oportunidades para castigar as defesas adversárias. Marega é um Lorde e gostava que na camisola usasse a palavra Edrol, que é nem mais nem menos que o Lorde escrito ao contrário. Como se não bastasse o maliano repetiu a gracinha e marcou novamente na segunda parte. O Moussa é mesmo assim, um talento nato, uma força da natureza, um jogador que a pedido da massa associativa leonina, entrou e fez estragos, muitos estragos. 60 minutos em campo, 4 remates, 2 golos. Lindo.

Aboubakar - Depois de uma pré-época onde se fartou de massacrar e martelar as balizas adversárias, hoje teve calminha e foi solidário com o mouro Moreira. Segundo o site GoalPoint, foi o jogador com mais remates no jogo (9) e bateu o recorde da época passada (8), logo na primeira jornada. O Vincent é mesmo assim, um panzer à solta, que muitas alegrias nos vai dar, infelizmente hoje não foi o dia, mas foi nítido que tudo fez, embora "errar é o Mano". 
Óliver -  Começa a época com uma saúde física invejável, com uma qualidade de passe pornográfica e com um penteado que não lhe fica mal. Vou-me amar em Freitas Lobo e dizer que Óliver é um 10 mascarado de 8, na sala de máquinas que é o meio campo azul e branco. Ainda não o vi jogar mal esta época e cheira-me que só devo ver a partir de Janeiro, altura em que as costuras do espanhol devem começar a ceder.
Marcano - Aquele estilo de quem não parte um prato encaixa que nem uma luva no central. Parece que não faz mal a ninguém mas a verdade é que com ele em campo, pouca coisa pode ferir a baliza portista. Como se não bastasse esta forma de estar em campo, ainda marca, o que me leva a dizer que senão existisse o Hummels, o Marcano era o melhor central do mundo.
Brahimi - Há merdas que nunca mudam e no caso do Brahimi, ainda bem. O rotundas começa a época em grande forma, com golos, fintas, rodopios sobre si mesmo, luta constante pela bola. O argelino dá a ideia de ser daqueles gajos mimados, que precisa de um treinador que lhe diga que ele é o melhor jogador do mundo. Não sei se o Sérgio é o gajo certo para isso, para pelo que se tem visto, é uma relação pai/filho que tem funcionado muito bem.



É o primeiro jogo, não vou bater em ninguém, mas Corona, se não atinas rápido, cheira-me que és o primeiro a entrar na famosa rotatividade. 

Mais fotos do jogo aqui.

Saudações Portistas e até para a semana.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

FC Porto 2 vs Chaves 1 - 19.12.2016 - Liga Portuguesa

Mesmo não o sendo, tivemos a raça de campeão.

Mais de um mês depois, volto a escrever. Tinha-o feito pela última vez depois do malogrado empate com os vermelhos e volto a fazê-lo hoje. Passaram 8 jogos, ganhamos 4 deles e empatamos outros 4. Neste período senti vontade de escrever mas não o fiz por uma ou outra razão. Tive vontade de escrever nos 5-0 ao campeão inglês, tive vontade de escrever nos 0-4 ao Feirense, tive uma enorme vontade de escrever quando o Kelvin renasceu no corpo do Rui Pedro, mas também senti uma enorme vontade de desabafar nos frustrantes empates com o Belenenses, Copenhaga e principalmente no afastamento da Taça de Portugal, aos pés deste mesmo Chaves.


Há um facto indesmentível e inquestionável, este Chaves fez muito mais no Dragão em 90 minutos do que por exemplo o Benfas nas últimas visitas à Invicta. Foram chatos, foram manhosos, foram perigosos, foram tudo o que a maior parte das equipas portuguesas não consegue ser quando pisa o belo tapete verde do Dragão. Foi preciso um grande Porto, com uma alma e raça quase transcendentais, para foder a puta da boca aos flavienses. Um golo a favor cedo no jogo costuma ser moralizador, a maior parte das vezes um tranquilizador para o que resta da partida, mas um golo sofrido aos 12 minutos pode ter efeitos devastadores. O Porto entrou muito bem no jogo mas aquele piço do Rafa Lopes fez tremer equipa e público, e pôs-nos a correr atrás do prejuízo desde muito cedo no jogo. Uma primeira parte nervosa, um adversário enervante (aquele Assis, era dar-lhe com um gato morto até ele miar), um árbitro que ajudou à festa, foram tudo ingredientes para 45 minutos de pouco futebol e muita luta. Felizmente, a lavagem cerebral ao intervalo foi bem executada e a equipa começou a carregar desde cedo, de uma forma criteriosa, sem recorrer ao facilitismo do futebol desesperado. Um penálti por marcar sobre Maxi, um golo mal anulado, uma bola no poste, um adversário que jogava sempre na fronteira do anti-jogo, indiciavam a forte possibilidade de uma derrota inesperada e exasperante mas 5 minutos à patrão derrubaram um dos adversários mais chatos que me lembro de ver jogar nos jogos em casa. Hoje houve raça. houve alma, houve equipa, houve treinador, houve tudo, o que fez com que eu tivesse assistido a um dos jogos que mais gosto me deu ver esta época. Apesar de um jogo a mais, voltamos a colar no 1º lugar e resta esperar pelo que o nosso rival possa ou não fazer. O nosso está feito, com muito custo, mas siga, 3 pontos.


Danilo - O MVP da partida. Não foi o único que esteve bem esta noite, aliás, custa-me destacar alguém porque entendo que toda a equipa esteve nivelada por cima. Destaco o Senhor Danilo porque fez mais um jogo soberbo, mais um jogo em que espelhou em campo o que todo o adepto pede e exige a um jogador do Futebol Clube do Porto. Recuperou 8 bolas, teve uma eficácia de passe de 94%, marcou um grande golo e foi sempre um guerreiro incansável no meio campo portista. 
Atitude da equipa - É isto que os adeptos querem. Sabemos que não vamos ganhar todos os jogos, mas queremos ver e sentir a equipa lutar por essas mesmas vitórias até cair para o lado. Ninguém no seu juízo perfeito poderia crucificar a equipa depois daquela segunda parte, mesmo que não tivéssemos ganho o jogo porque todo o portista seria obrigado a aceitar que a equipa tinha dado tudo em campo e quando isso acontece, estamos muito mais perto de ganhar jogos. Os campeões fazem-se em jogos como este.


Nervosismo da equipa - O Porto caiu na armadilha do Chaves na primeira parte, principalmente depois do golo. Deixou-se enervar por uma equipa que cedo se percebeu que vinha com uma missão muito bem estudada. Quando o jogo chegou ao intervalo, senti que era impossível ganhar este jogo, fazendo-o como tínhamos feito nos primeiros 45 minutos. A entrega e atitude da equipa na segunda parte foram as mesmas, mas a inteligência e frieza com que encaramos o que faltava jogar foi a solução para arrecadar uma vitória dificílima mas muito saborosa.
Arbitragem - Foi mais do mesmo, que é como quem diz que em caso de dúvida, fode-se o Porto. Tem sido assim desde o início da época e por muita posta de pescada que se vá mandando, não acredito que a tendência vá mudar.

domingo, 6 de novembro de 2016

FC Porto 1 vs Benfica 1 - 06.11.2016 - Liga Portuguesa

O carrasco Herrera finalizou o que o Nuno iniciou.

Jorge Costa na sua habitual crónica escrita no Jornal OJOGO, dizia hoje que em dias de clássico tudo era diferente, desde a forma como encaravam o estágio, à forma como os empregados do hotel onde a equipa estava reagiam á presença dos jogadores. O antigo capitão classifica como o jogo dos jogos, o maior clássico do futebol português, o jogo entre as duas maiores equipas do país.

Eu partilho da mesma opinião, acrescentando ainda que é daqueles jogos que nunca se pode perder, sendo o empate um resultado positivo unicamente em ocasiões muito especiais. As visitas do nosso rival à Invicta, devem começar a ser jogadas logo após o autocarro vermelho passar a fronteira de Coimbra, devendo continuar com a pressão no hotel, culminado com a batalha das 4 linhas. Não sei se ainda o fazem, mas era habitual a equipa vermelha pernoitar num hotel em Gaia relativamente perto do local onde vivo e lembro-me perfeitamente de um ano em que colocaram uma tarja em frente ao hotel que dizia "Ides Sofrer Como Cães", essa época foi a última em que fomos campeões, e o jogo foi ganho à pàla do Kelvin. Coincidências.

Esta semana muito se falou e escreveu sobre a célebre frase de Pedroto que dizia que "Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos". Eu, mais uma vez partilho da opinião de grande parte da nação portista, que chegou a altura de dizer BASTA, chegou a altura de fazermos jus à fama que temos de "Feios, Porcos e Maus".

Sobre o jogo de hoje, há um facto inquestionável, a equipa terá feito um dos melhores jogos da temporada, embora o resultado nem pouco, mais, ou menos, tenho sido positivo e o que todos os portistas desejariam. Faz-me lembrar a velha máxima sportinguista, "Jogaram como nunca, perderam como sempre". Provamos um pouco do sabor amargo de sofrer um golo nos descontos, embora as comparações com o golo aos 92' do Kelvin não façam qualquer sentido, dado o que um e outro jogo significaram.

O Porto entrou muito forte no jogo, pressionou alto, recuperava rapidamente a bola, criava perigo, não deixava o Benfica rematar à baliza de Casillas e o empate ao intervalo não traduzia o que se tinha passado em campo durante os primeiros 45 minutos. Esmiuçando os números da 1º parte, facilmente se percebe que só uma equipa poderia estar em vantagem, o Porto goleava na posse de bola (61-39%), nos remates (9-5) e principalmente nos remates enquadrados à baliza (5-0). O Porto estava a perder uma excelente oportunidade de estar a ganhar com alguma facilidade ao rival. A 2ª parte começa praticamente da mesma forma, com a diferença do golo do Benfiquista Jota, que finalmente dava alguma justiça ao marcador e quando se pensava que a equipa partiria em definitivo para uma vitória categórica, Nuno primeiro com as substituições de marcha atrás e Herrera depois com uma intervenção no jogo suicida, provocaram um empate muito difícil de digerir.

O Porto perdeu uma excelente oportunidade de encostar no primeiro classificado, já o tinha feito com o empate em Setúbal e manteve a mesma fórmula com o empate de hoje. A juventude explica alguma coisa, a ineficácia explica alguma coisa, a aselhice explica alguma coisa e Nuno pode explicar o resto e o resto para mim é porque é que estando em vantagem, nos custa tanto matar os jogos. A mentalidade de equipa pequena que se agarra ao 1-0 parece não abandonar a equipa e Nuno tem culpa directa nisso.

Nota de destaque: Esta crónica é feita algo a quente, por isso é normal que me esqueça de alguma coisa, ou que não veja e entenda o jogo como realmente aconteceu.



Felipe - O MVP da partida. Acho que já restam poucas dúvidas, estamos perante um centralão. O brasileiro fez mais um grande jogo, limpou tudo pelo ar e pela terra. Continua a ter alguma dificuldade em sair a jogar, mas isso resolve-se facilmente, basta passar a bola ao Danilo. Já o disse e repito, não me admirava nada se daqui a relativamente pouco tempo, a braçadeira estiver no braço deste menino. No lance do golo estava a cobrir a zona como é habitual e não tem culpas directas no lance.
Marcano - Mais uma grande exibição. Ao ver esta dupla de centrais a jogar percebe-se facilmente o porquê de apenas termos sofridos 5 golos no campeonato. Não tão exuberante como o Felipe mas igualmente eficaz. No golo sofrido estava a marcar Mitroglou, por isso está também isento de culpas.
Danilo - Apesar do golo do empate ter acontecido na sua zona de acção, isso não apaga uma grande exibição. Comandou as tropas, foi o patrão do meio campo e ainda teve tempo recuperar 11 vezes a bola.
Alex Teles - Um dos melhores jogos do brasileiro. É um jogador que normalmente não deslumbra mas cumpre sempre, seja a defender ou a atacar. Depois da saída do outro Alex, o Sandro, parece que mais uma vez acertamos no lado esquerdo da defesa, ainda por cima porque só tem 23 anos.
Óliver - Que mimo que é ver este puto jogar, mesmo quando faz aquelas rotundazinhas, não deixando ninguém tirar-lhe a bola. É um dos indiscutíveis de Nuno, já o era com Lopetegui e os 20 milhões por um puto de 21 anos cheio de potencial, parecem-me um valor justo a pagar.
Nuno Espírito Santo (+/-) - Não costumo gostar de surpresas nos onzes iniciais, principalmente nestes jogos decisivos mas a verdade é que hoje o Mister me surpreendeu pela positiva, a titularidade mais que merecida de Corona em vez do desequilibrado Herrera pareceu-me uma decisão óbvia de alguém que tem os tomates no sitio. Nota 10 para Nuno. O pior veio depois do golo marcado, Nuno fez sempre substituições de marcha atrás, entregou o comando do jogo ao Benfica mas mesmo assim, nada fazia prever a paragem cerebral (mais uma) do Herrera. Nota 5 para Nuno. O treinador foi audacioso na hora de escolher o melhor onze para o jogo, mas foi temeroso depois de se ver em vantagem.
Casillas - Aposto que nem o espanhol contaria com uma noite tão tranquila mas a verdade é que Casillas teve seguramente um dos jogos mais fáceis da carreira. Fez pouco e o pouco que fez, fez bem. Uma grande defesa a remate de Samaris e um punhado de pequenas mas boas intervenções resumem o jogo do nosso redes esta noite.
Diogo Jota - Benfiquista ou não, pouco interessa nestas ocasiões, marcou o único golo da equipa, festejou como se fosse azul desde pequenino e foi sempre uma constante ameaça à baliza de Ederson. Ou é o André ou o Jota a resolver, por isso estamos muito bem servidos com esta canalha na frente.


Herrera - O mexicano não andava a fazer jogos muitos famosos e foi relegado para o banco com alguma naturalidade. Herrera é o patinho feio da equipa e já não é de agora, desconfio que sempre o foi desde que chegou ao Porto mas a verdade é Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro e agora o Nuno, simpatizam com ele e vêm nele um jogador crucial na equipa, ao ponto de o elegerem capitão. Sou fã do Héctor desde a sua chegada mas entendo que depois do que se tem vindo a passar nas últimas semanas e principalmente depois da cagada de hoje, a vida do mexicano na Invicta não se preveja nada pacifica. Hoje esteve 7 minutos em campo e foi decisivo, provocou um canto que nem a diabo lembra e dá espaço e permite ao Horta fazer o cruzamento para o golo. Pior seria difícil. Por outro lado e pondo-me um pouco do lado do jogador, acredito que não vai ser uma noite nada fácil para o mexicano.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Club Brugge 1 vs FC Porto 2 18.10.2016 - Liga dos Campeões

A vantagem de uma boa substituição.

A passagem para a próxima fase passava obrigatóriamente por ganhar as duas guerras com o Brugge, e nesse aspecto a primeira batalha foi conquistada. Foi a primeira vez que as duas equipas se defrontaram, apesar do Porto até ontem ter um saldo equilibrado contra equipas belgas, foram 6 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, muitos dos quais com o Anderlecht. Depois da derrota do Copenhaga em Inglaterra, a passagem volta a ficar ao nosso alcance, embora o Leicester tenha ficado claramente destacado depois de ter conseguido a 3ª vitória em 3 jogos.

O nosso Mister voltou a escolher a equipa que lhe parece oferecer mais garantias, formando aquela espécie de 4-4-2 híbrido que o Nuno tanto gosta mas continua a não transmitir à equipa aquela força de equipa grande. O Porto tem de se assumir de uma vez por todas como equipa grande que foi, é e será sempre, aconteça o que acontecer, seja em fase de constantes vitórias, ou em épocas de sucessivas derrotas. Faz-me um pouco de espécie defrontar equipas como o Copenhaga ou o Brugge com o rabinho entre as pernas, a entrar em campo à espera do que o jogo lhe dá e não a querer dar ordens e mandar em todos os aspectos da partida.

O Porto ontem entrou a medo e pagou por isso, sofreu um golo cedo no jogo e não fosse a relativa rápida reacção e estaríamos neste momento a falar e escrever de um mais que provável afastamento da Liga dos Campeões. O Brugge entrou em campo com 0 pontos, numa situação ligeiramente mais dramática que o Porto, jogava em casa e como tal fez a única coisa que tinha a fazer, entrou forte no jogo e marcou cedo, recuou e tentou aproveitar o contra-ataque para marcar o 2º golo e quase matar o jogo. O Porto felizmente e ao contrário do que tinha sido hábito em alguns jogos anteriores, reagiu cedo, tomou conta do jogo e as oportunidades foram surgindo a partir sensivelmente dos 20 minutos de jogo. A segunda parte é totalmente dominada pelo Porto e posso dizer o Mister desta vez tem nota máxima nas substituições efectuadas, Brahimi e Corona em vez do apagado Jota e do confuso Herrera, deram à equipa a dinâmica necessária para destroçar a defesa belga. Os 2 golos surgiram por jogadores que iniciaram a partida mas foram as mexidas na equipa que embalaram a equipa para uma vitória mais suada do que era esperado, mas totalmente e inequivocamente justa. Nota positiva para a 3ª remontada da época.

Ganhar foi muito importante mas a equipa tem de dar continuidade às vitórias na 2ª volta da fase de grupos, receber e ganhar ao Brugge terá de ser tão natural como obrigatório. O 1º lugar do grupo, embora possível, parece-me um objectivo um pouco complicado de conseguir, fruto dos 5 pontos de vantagem que o Leicester tem, por isso é importante a equipa inglesa retirar pontos ao Copenhaga no próximo jogo do grupo.


Otávio - O MVP da partida. O pequeno mágico continua a fazer jus ao titulo de melhor jogador do Porto esta época. Foi mais uma vez um autêntico desequilibrador, esteve nos melhores momentos da equipa, fez o passe para o balázio do Layún e saiu cedo do jogo completamente estourado. Esteve perto de marcar num remate que rasou o poste e que poderia ter sido o inicio da remontada.
Marcano - Voltamos a ter o Marcano da época de estreia, um defesa central autoritário, rápido, eficaz nas dobras ao defesa esquerdo, perigoso no ataque e que quase sempre resolve bem e não inventa na defesa. Tem formado com Felipe uma dupla de respeito embora neste momento que pareça ligeiramente acima do seu colega de sector.
Corona & Brahimi - As substituições são sempre feitas com o intuito de melhorar algo na equipa, seja defensivamente, ofensivamente ou um misto das duas. Corona e Brahimi foram duas cartadas de génio, porque na altura que entraram a equipa já estava por cima mas faltava-lhe aquele rasgo individual para fazer tombar o muro belga. Brahimi começou logo a mostrar serviço com uma entrada em jogo moralizada e com as suas habituais fintas em cima de uma moeda de 2€, teve um remate perigoso e uma disponibilidade total nos 30 minutos que esteve em campo e Corona apesar de teoricamente ter entrado para a faixa, descaia muito para o centro no apoio ao André. O mexicano sacou um penalti, numa jogada de finta curta que matou o defesa belga.
Layún - Tem culpa directa no golo belga depois de se ter deixado comer que nem um menino mas não se deixou abater e foi o constante e habitual jogador que conhecemos. Sempre a apoiar o ataque, entrega total ao jogo e um remate de fora da área que só parou nas redes defendidas por Butelle.
Reacção ao golo - Um golo sofrido aos 12 minutos pode mexer negativamente com a equipa mas não foi isso que aconteceu. O Porto nunca entrou em histerismos, fez o seu jogo, esperou pelo momento e foi recompensado por isso.
André Silva - Esforçado como é normal, mas não teve uma noite particularmente feliz a par de Jota. Foi frio ao contrário do que os seus 20 anos poderiam permitir e marcou um penalti sem espinhas nos descontos.


Jota - Depois do hat-trick na Madeira, espera-se sempre mais e melhor do Diogo, até porque percebemos que o seu potencial é enorme mas ontem não foi a sua noite. Completamente engolido pela defesa belga, não teve um lance digno de registo e a sua saída foi mais que natural.
Herrera - Já mais que uma vez que escrevi que o mexicano é o 8 e 80 do plantel. Ontem foi o 8, lento, trapalhão, a falhar passes. Esteve relativamente bem no capitulo do remate mas ainda assim não teve a sorte de marcar. Tal como Jota, saiu naturalmente e os 2 golos portistas surgiram depois disso.
Entrar a perder - O Porto tem de parar com esta merda, somos uma equipa grande em Portugal e na Europa, e temos de uma vez por todas de assumir os jogos e entrar em campo como predador e não presa.

domingo, 2 de outubro de 2016

Nacional 0 vs FC Porto 4 - 01.10.2016 - Liga Portuguesa

Quatro murros na Choupana.

A Choupana em particular e a Ilha da Madeira no geral, são locais habitualmente difíceis de ultrapassar pelo maior clube do mundo, embora a tendência de vitória do Porto em casa do Nacional se tenha vindo a acentuar nos últimos 10 jogos, com 8 triunfos, contra 1 vitória do madeirenses e 1 empate. Marcano afirmou durante a semana, que era crucial "dar um murro na mesa", e pelos vistos toda a equipa encarnou esse espirito porque fez um jogo sério desde o apito inicial do árbitro.

Nuno Espírito Santo fez alinhar novamente um onze diferente do jogo anterior, tem sido sempre assim desde o inicio da época e por isso a novidade será que acontecer uma repetição. Semana após semana, jogo após jogo, as experiências tem sido feitas pelo NES como se ainda estivéssemos em plena pré-época e parece que finalmente acertou. Diogo Jota e André Silva revelaram um entendimento bastante assinalavel para um dupla que fazia a sua estreia a titular esta época. O Porto executou na Madeira o que NES anda a apregoar praticamente desde o inicio da época e o resultado foi um jogo muito bem conseguido, muito possivelmente o mais equilibrado dos 11 disputados esta temporada.

O Porto finalmente passou das palavras aos actos, entrou a matar na partida, marcou cedo, controlou o jogo, foi calma e merecidamente ampliando o resultado e não permitiu aos insulares qualquer tipo de veleidades. Casillas teve uma noite estranhamente tranquila e disseram-me que chegou mesmo a perguntar ao banco se o jogo estaria mesmo a ser disputado na Madeira, na malograda Ilha Maldita. Uma defesa sólida, um meio campo criativo e com enorme rotação e um ataque eficaz como nunca, dizimaram por completo uma equipa que se limitava a rematar de longe, e que conseguiu o seu remate mais perigoso quase no final do jogo.

Danilo (25) e Herrera (26), mas principalmente André Silva (20 anos), Jota (19), Óliver (21), Otávio (21), revelam uma equipa indubitavelmente jovem por um lado, inexperiente por outro, mas os dados estão lançados e o futuro pode muito bem ser sustentado a partir desta base de jovens jogadores.


Diogo Jota -  O MVP da partida. 3 golos na primeira parte, 3 golos em 35 minutos. Uma estreia a titular absolutamente soberba. Jota foi em meia parte, o que Adrian e Deproite não conseguiram ser desde o início da época. Demonstrou um excelente entendimento com o André Silva, foi de uma eficácia pornográfica em frente à baliza, e deixou no ar a ideia que o lugar será seu nos próximos jogos sem grande discussão.
André Silva - Um golo à ponta de lança, uma assistência para golo, uma entrega total ao jogo e meia dúzia de lances mal executados, esta foi a noite do nosso menino na Choupana. Para o André deixo um conselho, que peque no jogo de ontem e aprenda alguma coisa ao ver os golos do Jota e a forma fria e eficaz como o colega de equipa os executou.
Óliver & Danilo - 2 jogadores que se completaram praticamente na perfeição e que deram a ideia de jogarem juntos desde sempre. Danilo parece estar a subir gradualmente de forma e a equipa ganha outra amplitude porque permite soltar os restante médios para tarefas mais atacantes. Óliver revelou um muito melhor entrosamento com a equipa e foi aquele box-to-box que a equipa precisa e que os adeptos desejam.
Felipe - Mais um jogo extraordinário. Fez inúmeros cortes, dobrou colegas e tentou a sua sorte nos lances de bola parada mas continua a não tomar as melhores decisões quando tem que sair para o ataque. Tem de refrear a forma como entra em todas as disputas, porque nem sempre tem de ganhar todos os lances divididos.
Marcar cedo - É incrível a tranquilidade que dá a uma equipa já de si intranquila, marcar um golo cedo. O Porto entrou muito bem no jogo e cedo se percebeu ao que vinha e que não iria esperar pelos últimos 20/25 minutos para começar a jogar à bola. O golo de Jota aos 11 minutos permitiu desmontar a táctica defensiva de Manuel Machado e procurar o ampliar da vantagem com calma e critério. Os golos foram surgindo naturalmente, a equipa baixou naturalmente o ritmo na 2ª parte, e as substituições permitiram gerir o jogo sem grandes sobressaltos.


Nada de assinalável a registar - Não há jogos perfeitos mas há jogos que mesmo não sendo brilhantes, conseguem ser muito bem conseguidos. A equipa do Porto não foi perfeita mas nunca deixou que o resultado e a vitória estivessem em risco. A nível individual não houve nenhum jogador que se destacasse de forma negativa.